Na etapa de prepara¸c˜ao ou desenvolvimento da opera¸c˜ao da lavra, aparece um dos problemas mais importantes da moderna minera¸c˜ao, e n˜ao s´o da minera¸c˜ao a c´eu aberto, mas de qualquer m´etodo de lavra, que ´e o controle da qualidade do min´erio a ser lavrado, garantindo que ele se mantenha homogˆeneo, j´a que as usinas de beneficiamento, cada vez mais, requerem uma constˆancia na qualidade do min´erio que ´e processado.
Denomina-se controle de teores a quantidade de elementos vend´aveis ou penaliz´aveis contidos num volume ou toneladas a lavrar na mina. Na realidade o controle de teor tem como intuito dar ˆenfase em confirmar os teores, ou seja, ter melhor controle da
variabilidade. Atualmente, conseguir a quantidade de min´erio necess´ario com uma menor
incerteza do seu conte´udo ´e um objetivo primordial, porque manter os volumes e ritmo
da opera¸c˜ao ´e relativamente f´acil atrav´es dos equipamentos de grande capacidade e da disposi¸c˜ao de uma frota suficiente que, desta forma, provˆe as toneladas hor´arias necess´arios para alimentar a usina, O garantir teor desse mineral seja o maior desafio do planejamento
da moderna minera¸c˜ao, ou seja, garantir os teores do concentrado (CALDER, 2001)
2.5.1
Controle da qualidade do teor
Um controle importante ´e conseguir um rigoroso da qualidade de teor do produto que vem da mina antes de ser processado pela usina ou vendido, este teor deve incluir os necess´arios e corretos procedimentos de amostragem e de an´alises em laborat´orio. Assim, pelo fato da minera¸c˜ao de grande escala lidar com teores baixos e grandes tonelagens movimentadas, requer-se uma maior quantidade de amostras e, em muitos casos, at´e complexos sistemas de controle. O verdadeiro controle de qualidade dos teores na jazida nasce a partir da explora¸c˜ao efetuada pelos ge´ologos que, no processo de avalia¸c˜ao das reservas, devem marcar as pautas essenciais da distribui¸c˜ao espacial dos distintos elemen- tos contidos nas rochas ou mineral a lavrar e devem indicar os dados essenciais a serem
controlados pelo pessoal na lavra (PL ´A et al., 2001), que determine as varia¸c˜oes estruturais
e litol´ogicas, as varia¸c˜oes metal´urgicas e tipos de min´erio.
2.5.2
Controle de teores nas frentes de lavra
O controle de teores nasce da quest˜ao apresentada na Figura 2.12, onde, na maioria dos casos na minera¸c˜ao a c´eu aberto, o controle da qualidade do min´erio est´a baseado na amostragem nos pr´oprios furos de produ¸c˜ao ou de desmonte que, tˆem suficiente volume para conseguir a quantidade representativa nos bancos da mina por parte do pessoal de controle de teores. Ap´os a coleta, envia-se amostras ao laborat´orio de an´alises qu´ımicas para que, depois de serem analisadas, sejam retornadas para a ´area de planejamento e de controle da mina e a´ı serem introduzidas no invent´ario informatizado com suas res- pectivas coordenadas e suas profundidade. Isto representa um incremento substancial de informa¸c˜ao `a malha de sondagem, o qual permite aplicar a ferramenta geoestat´ıstica para determinar e conhecer o teor m´edio da regi˜ao que ser´a lavrada com suficiente antecipa¸c˜ao no planejamento de curto prazo.
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E precisamente a vari´avel tempo que costuma falhar neste processo, por isto ´e reco- mend´avel um suficiente adiantamento temporal na atualiza¸c˜ao da informa¸c˜ao de longo
Figura 2.12: A quest˜ao do controle de teores. Fonte: Costa (2003)
prazo. Por exemplo, seria ideal ter a informa¸c˜ao da an´alise das amostras dos furos de desmonte com um adiantamento de um mˆes, ou seja, as perfura¸c˜oes para o desmonte teriam que se realizar com um mˆes de antecedˆencia do fogo. Infelizmente esse procedi- mento ´e impratic´avel pelo dinamismo com o que s˜ao desenvolvidos as opera¸c˜oes de lavra. Portanto, a rapidez na an´alise e processo da informa¸c˜ao influir´a no tempo de an´alise dos cen´arios das frentes de trabalho, realizando, muitas vezes, simula¸c˜oes com informa¸c˜oes mais acuradas.
As condi¸c˜oes estruturais da forma de fraturas do maci¸co, pode dar lugar a misturas entre min´erio e est´eril, o que ´e conhecido como fator de dilui¸c˜ao e pode influir na repre- sentatividade das amostras. O controle de teores tem como objetivo, al´em de melhorar o conhecimento das frentes de trabalho, aplicar t´ecnicas e procedimentos para separar o est´eril do min´erio, o qual ´e denominado como seletividade, fato que se deve incrementar ao m´aximo e, assim, reduzir a dilui¸c˜ao do min´erio. Se a dilui¸c˜ao ´e maior que o desej´avel, ´e necess´ario incrementar detalhes as amostras, por exemplo amostrar os furos de desmonte com intervalos de cada 5 metros de comprimento em uma bancada de 10 metros. No caso de que a jazida seja aleat´oria e complicada, pode-se chegar a ter uma malha de furos de sondagem inferior aos furos para desmonte, para o qual seria necess´ario uma malha especial diferente da utilizada para desmonte.
3
Amostragem
Entre todos os est´agios envolvidos no processo de avalia¸c˜ao de uma jazida, a amos- tragem tem uma importˆancia significativa pelo fato de ser a primeira atividade que vai condicionar a viabilidade econˆomica da lavra. Esta tarefa apresenta uma s´erie de carac- ter´ısticas que a tornam um est´agio com car´ater cr´ıtico. Como ´e mencionado em (valle, 1990 apud bustilo; jimeno, 1997) ”Se as amostras n˜ao forem representativas da jazida, o restante da avalia¸c˜ao carecer´a de interesse”. Assim, o objetivo da amostragem ´e de- terminar a extens˜ao da mineraliza¸c˜ao, os seus teores e sua distribui¸c˜ao espacial. Assim a importˆancia da amostragem esta associado `a base dos dados que juntamente com o
modelo geol´ogico s˜ao utilizados para fazer a avalia¸c˜ao por um m´etodo apropriado (YA-
MAMOTO, 2001). Uma amostragem inadequada pode provocar preju´ızos para o futuro
ou uma distor¸c˜ao de resultados com s´erias conseq¨uˆencias t´ecnicas, mesmo que o m´etodo
anal´ıtico utilizado seja o bastante preciso. Por outro lado, para um melhor entendimento da amostragem ´e necess´ario revisar, os conceitos de popula¸c˜ao e amostragens.