A) Geleneksel Anlamda Genel Kurul
1) Olağan – Olağanüstü Genel Kurul
O grau de desenvolvimento de uma sociedade industrial pode ser avaliado pela sua capacidade de agregar valor aos bens e serviços oferecidos. Essa capacidade se reflete diretamente na qualidade de vida dos indivíduos dessa sociedade, que poderão ser dotados de conhecimentos científicos e tecnológicos, capazes ou não de transformar matéria-prima e componentes de alto valor agregado. Assim, a geração, a disseminação e a gestão desses conhecimentos disponibilizam à sociedade o potencial necessário à produção de bens de maior rentabilidade. Isso eleva o padrão de vida dos indivíduos, quando essa mesma sociedade se mostra capaz de realizar esse potencial, alcançando, assim, sucesso no desenvolvimento industrial. No Brasil, alguns setores industriais têm atingido esse objetivo, e os benefícios já podem ser observados na qualidade de vida e nas exigências de formação profissional e educacional dos indivíduos pertencentes a esses setores.
Fabricar é transformar matérias-primas em produtos acabados, por vários processos, seguindo planos bem organizados, em todos os aspectos. Portanto, não é nenhuma surpresa que nos paises industrializados a fabricação compreende um terço do produto interno bruto. A fabricação é utilizada desde o inicio da civilização, quando se produziam vários artigos de madeira, pedra, cerâmica e metal. Houve muito desenvolvimento com o passar dos anos, e nos dias atuais grandes quantidades de materiais e processos estão disponíveis para fabricar produtos que variam desde um simples componente até produtos altamente sofisticados.
A fabricação de componentes geralmente envolve mais de uma operação. A escolha de um método particular sobre outros vai depender de um grande número de fatores. Na seleção do processo, os seguintes fatores devem ser considerados: tipo de material e suas propriedades; propriedades finais desejadas; tamanho, forma e complexidade do componente; tolerâncias e acabamento superficial requerido; processo subseqüente envolvido; projeto e custo de ferramental; efeito do material na vida da ferramenta ou matriz; resíduos gerados e seu valor; disponibilidade do equipamento e experiências operacionais; lead time necessário para iniciar produção; número de partes requeridas e taxa de produção desejadas; custo total de processamento, entre outros (Machado e Silva, 1999).
Entre os processos de fabricação, destaca-se a usinagem como o processo de fabricação mais popular do mundo, transformando em cavaco algo em torno de 10% de toda a produção de metais, e empregando dezenas de milhões de pessoas em todo mundo (Trent, 1984). Apesar dessa popularidade, trata-se, ainda, de um processo bastante imprevisível, e a definição paradoxal que se segue relata com precisão toda a sistemática que o envolve. É um processo complexo e simples ao mesmo tempo, onde se produzem peças, removendo- se excesso de material, na forma de cavacos. É complexo devido às dificuldades em se determinar as imprevisíveis condições de corte. É simples porque, uma vez determinadas as condições ideais de corte, o cavaco se forma corretamente, dispensando qualquer tipo de ação especial do operador. As condições ideais de corte consistem de: material e geometria adequada da ferramenta de corte; velocidade de corte e avanço adequado para uma profundidade de corte predeterminada; fluido de corte adequado. Nessas condições ideais
de corte, pode-se produzir peças dentro de especificações de formas e tamanhos com ótimos acabamentos ao menor custo possível (Machado e Silva, 1999).
A usinagem tem ainda a peculiaridade de ser um processo essencialmente prático, envolvendo um número bastante grande de variáveis. Shaw (1984) resume o problema da seguinte maneira: “É praticamente impossível prever o desempenho no corte dos materiais. entretanto, isso não quer dizer que estudos detalhados dos processos de usinagem não têm valor, sendo que cada ponto fundamental que é detalhadamente estudado e propriamente interpretado contribui para o nosso entendimento do processo, e entendimento é o passo mais próximo da capacidade de prever”.
De um modo geral, a usinabilidade pode ser definida como uma grandeza tecnológica que expressa, por meio de um valor numérico comparativo (índice de usinabilidade), um conjunto de propriedades de usinagem de um material em relação a outro tomado como padrão. Entende-se como propriedades de usinagem de um material aquelas que expressam o seu efeito sobre grandezas mensuráveis inerentes ao processo, tais como a vida da ferramenta, a força de usinagem, o acabamento superficial da peça, a temperatura de corte, a produtividade, as características do cavaco. A usinabilidade não é, portanto, uma grandeza específica de um dado material, tal como a resistência à tração, o alongamento, o módulo de elasticidade e outras propriedades, de acordo com Ferraresi (1977).
Mas essa classificação da usinabilidade de um material pode não ser a mesma, quando obtido em condições diferentes. Por isso, Trent (1984) sugere que a usinabilidade não seja uma propriedade, mas o modo de o material se comportar durante o corte. Dessa forma, a usinabilidade é muito mais uma função da operação que uma função de uma ou mais propriedades do material. Em termos gerais, a usinabilidade pode ser definida como sendo uma grandeza que indica a facilidade ou dificuldade de se usinar um material.
Diniz (2003) afirma que a usinabilidade não depende somente das condições intrínsecas do material, mas também das condições de usinagem, das características da ferramenta, das condições de refrigeração, da rigidez do sistema “máquina-ferramenta-peça-dispositivo de fixação” e dos tipos de trabalho executados pela ferramenta (operação empregada, corte
contínuo ou intermitente, condições de entrada e saída da ferramenta). Assim, um material pode ter um valor de usinabilidade baixo sob certas condições de usinagem e um valor maior sob outras condições.
Estes custos envolvidos no processo de usinagem são divididos entre ferramentas, equipamentos, fluidos de corte (quando utilizado), entre outros (Kopac, 1998). A figura 3.12 apresenta, de forma sumária, a parcela do custo que cabe a cada parte do processo.
mão de obra 30% ferramenta 3% equipamento 7% troca de ferramenta 25% outros 19% fluido de corte 16%
Figura 3.12 - Divisão dos custos de produção por usinagem (Kopac, 1998).
A usinagem de polímero reforçado com fibra (PRF) difere significativamente da usinagem dos materiais metálicos em função da diversidade estrutural que esses materiais apresentam. Os compósitos são formados por conjuntos de fibras dispostas em feixes paralelos ou na forma picada e de tecidos suportados por uma matriz de resina polimérica. As figuras 3.13 de (a) a (h) mostram algumas configurações típicas do mecanismo de corte em compósitos reforçados com fibras, onde pode se ter fibras em diversas orientações em relação à direção de corte. A disposição dessas fibras na matriz define o mecanismo de corte durante a usinagem e, conseqüentemente, o tipo de cavaco produzido, as forças de corte, a vida da ferramenta, a rugosidade e a integridade da peça, conforme Santhanakrishnan et al (1993).
(f) (g) (h) (a) (b) (c) (d) (e) Compósito Inserto Vc f
Figura 3.13 - Representação esquemática do corte de compósitos em várias direções, de acordo com Santhanakrishnan et al (1993).