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Müşrik İken Nikâhlandıktan Sonra İslam’a Giren ve Nikâhı Altında Dörtten

4. TAHÂVÎ ve BEYHAKÎ’NİN HAYATLARI ve ESERLERİ

2.41. Müşrik İken Nikâhlandıktan Sonra İslam’a Giren ve Nikâhı Altında Dörtten

De acordo com o MTEG, o construto de primeira ordem mecanismos de regulação é explicado pelos construtos de segunda ordem interação e prazos, descanso regular,

experiência no trabalho e atividade física, que são explicados por seus indicadores. Os

mecanismos de regulação são importantes na prevenção ao estresse. Este construto apresenta uma relação inversa com o estresse; ou seja, quanto mais são ativados os mecanismos expressos por meio dos indicadores, menor é a intensidade de sintomas de estresse a se manifestar.

A Tabela 29 mostra a frequência de cada indicador que compõem este construto nos grupos de gestores diagnosticados com estresse e sem estresse.

Tabela 29 – Frequência dos indicadores do construto mecanismos de regulação

Gestores sem Estresse Gestores com Estresse Mecanismos de Regulação N % N %

Experiência pessoal na solução de dificuldades no trabalho. 41 100,00 104 77,61 Possibilidade de descansar, de forma regular, nos feriados e finais de

semana. 41 100,00 90 67,16

Tempo disponível para relaxar/descansar. 34 82,93 31 23,13 Cooperação entre os pares (gestores). 33 80,49 79 58,96 Possibilidade de gozar as férias regularmente. 32 78,05 68 50,75 Canal aberto na instituição para discussão das situações de dificuldades e

tensão. 24 58,54 26 19,40

Periodicidade de cobranças na instituição. 23 56,10 40 29,85 Possibilidade de questionar prazos e prioridades com os seus superiores,

quando necessário. 21 51,22 28 20,90

Realização de programa de exercício físico planejado/orientado. 20 48,78 37 27,61 Possibilidade de atrasar os cronogramas de trabalho. 10 24,39 15 11,19

Média --- 68,05 38,66

Nota: 1) Gestores diagnosticados com ausência de estresse (44); gestores diagnosticados com estresse (137). Fonte: Dados da pesquisa

A Tabela 29 mostra que todos os indicadores que compõem o construto mecanismos de

regulação apresentam grau de importância significativa para explicar a ausência de estresse

no primeiro grupo da tabela. Dois indicadores: “Experiência pessoal na solução de dificuldades no trabalho” e “Possibilidade de descansar, de forma regular, nos feriados e

finais de semana” estiveram presentes em 100% dos gestores diagnosticados com ausência de estresse. Os indicadores “Tempo disponível para relaxar/descansar” (82,93%), “Cooperação entre os pares (gestores)” (80,49) e “Possibilidade de gozar as suas férias regularmente” (78,05%) estiveram presentes em mais de três quartos dos gestores sem estresse. Disso, percebe-se que o construto em referência mostra-se como muito importante para a explicação da ausência de estresse em 26,0% dos gestores pesquisados.

O já mencionado inidcador “Tempo disponível para relaxar/descansar” merece atenção especial, pois esteve presente em 82,93% dos gestores com estresse e somente em 23,13% dos gestores com estresse. Este achado reforça o que já foi percebido por Simonton (1987, apud SANT’ANNA; KILIMNIK, 2011): indivíduos que normalmente são mais propensos ao estresse são aqueles que não conseguem, ou não se permitem, relaxar ou, mesmo, se refazer de uma situação de tensão, passando imediatamente a lidar com outras, atingindo, dessa forma, um estado de estresse.

Outro ponto importante a ser considerado é a alta frequência dos indicadores deste construto no grupo de gestores diagnosticados com quadro de estresse. Isso permite inferir que, apesar das estratégias utilizadas por estes gestores para o enfrentamento das exigências psíquicas do ambiente (laboral ou não), estas não estão sendo resolutivas. Mas deve-se ponderar que se essas estratégias não existissem o impacto do estresse no indivíduo seria bem maior. Se estas estratégias não resolvem o problema, pelo menos o atenuam.

Os gestores pesquisados foram questionados quanto às estratégias pessoais utilizadas para reduzir o impacto das situações tensionantes. As estratégias relacionadas a “Autocontrole” foram citadas por 40 gestores. Estas estratégias envolvem ações de reflexão, concentração, manutenção do bom humor, planejamento e controle emocional para esquivar ou enfrentar situações de tensão. “Praticar atividade física” veio em segundo lugar, com 30 citações. “Ser assertivo, objetivo e com foco na solução de problemas” ficou em terceiro lugar, com 29 citações. “Fazer uma pausa e descansar” ficou em quarto lugar, com 26 citações. É possível perceber que estas estratégias mais citadas são positivas do ponto de vista da saúde e da qualidade de vida (TAB. 30).

“Comer”, com 6 citações, além de “Ingerir bebida alcoólica”, “Fumar” e “Tomar medicamento”, com 4 citações cada uma, também foram estratégias utilizadas para reduzir o

impacto das situações tensionantes. Percebe-se que tais estratégias são disfuncionais. Se, de um lado, estão ajudando a reduzir a tensão; de outro, podem estar colocando em risco a saúde destes gestores.

Tabela 30 – Estratégias pessoais utilizadas para reduzir o impacto de situações tensionantes

Estratégias pessoais Número de citações Autocontrole (refletir, concentrar, bom humor, planejar,

controle emocional) 40

Praticar atividade física 30

Ser assertivo, objetivo e com foco na solução dos problemas 29

Fazer uma pausa, descansar 26

Encontrar família e/ou amigos 23

Passear, viajar 21

Ler 15

Aproveitar os momentos de lazer 11

Navegar na internet 9

Ouvir música 9

Conversar com colega de trabalho 8

Orar, meditar 7 Dormir bem 7 Assistir filme 6 Comer 6 Tomar café 6 Estudar 5

Ingerir bebida alcoólica 4

Fumar 4

Tomar medicamento para relaxar 4

Fonte: Dados da pesquisa

Uma das entrevistas ilustra esta situação disfuncional dos mecanismos de regulação. Ao ser questionado quanto aos mecanismos de regulação que utiliza para reduzir as tensões e/ou estresse, declarou:

Eu só faço levantamento de copo e arremesso de guimba de cigarro a distância. Fumo e álcool. Geralmente, nos finais de semana, em reunião com os amigos. (H4)

Para exemplificar como os mecanismos de regulação relacionados ao autocontrole foram abordados pelos gestores, apresentam-se trechos extraídos das entrevistas:

Acho que é o jeito de viver mesmo. As crenças que a gente tem, os valores que a gente tem fazem com que a gente consiga não se estressar muito com as coisas. Motivo até que teria, mas é o jeito que a gente encara estas situações que faz com que passe por cima destas coisas. (H1)

Meu perfil de tranquilidade é que ajuda. (M1) Procuro ver o lado bom das coisas. (M2)

Sei o meu limite. Eu só faço até onde eu dou conta. [...] Eu respeito os meus limites. (M2)

Procuro sempre manter o bom humor. (M3)

A prática de atividade física também foi um mecanismo de regulação muito utilizado pelos gestores públicos estaduais. Este dado foi apontado na Tabela 30 como a segunda estratégia mais utilizada pelos gestores e voltou a aparecer nas entrevistas. Entre os entrevistados, alguns relataram utilizar este mecanismo de regulação.

Eu faço caminhada. A caminhada favorece. (H2)

Tento fazer atividade física umas quatro vezes por semana. (M4) Praticar atividade física durante a semana me ajuda a relaxar. (M5)

Tento praticar atividade física. Gosto de dançar, pelo menos uma vez por semana. (M6)

A manutenção do relacionamento interpessoal saudável dentro do ambiente de trabalho também foi um mecanismo de regulação utilizado contra o estresse ocupacional. Os relatos a seguir foram coletados nas entrevistas individuais e exemplificam esta prática.

Eu gosto muito de conversar com as pessoas que eu trabalho. O diálogo aberto e franco ajuda a superar as tensões. (H2)

Eu evito ter problemas de relacionamento. Eu procuro me relacionar bem com os colegas. (H3)

Evito discussão. Demonstro tranquilidade para eles. (M1) Mantenho sempre um bom relacionamento com o grupo. (M2) O que eu tento fazer é ter uma gerência de forma descontraída. (M5)

Aproveitar o final de semana, feriados e férias para descansar também foi relatado nos questionários como mecanismo de regulação. Seguem alguns trechos extraídos das entrevistas.

Meu descanso é com a família. Como eu fico muito tempo fora, o máximo que eu tenho de tempo é para ficar em casa com a família, com as filhas, com a esposa. (H1)

Eu não vivo só para trabalhar. Eu tenho minha vida individual. Gosto de sair, gosto de viajar, ter minhas atividades independentes daqui. Isso é bom. (H2)

No final de semana, eu tento esquecer o meu trabalho. Desligo o celular. (H5) Gosto de pelo menos uma vez no ano viajar uns quinze dias e descansar com a família. Isso ajuda a recarregar a bateria. (H6)

Eu não fico sem férias. (M3)

Outros mecanismos de regulação também foram citados durante as entrevistas:

Eu chego no meu horário e vou embora no meu horário. Não fico após o término da minha jornada. (M3)

Eu não tenho medo de perder o meu cargo. Então, eu não faço qualquer coisa para ficar no meu cargo. Se tiver um chefe que briga, que vai ficar me humilhando, exigindo que eu faça coisas que não são certas, eu não vou fazer. Simplesmente, eu viro as costas e vou embora. Isso me garante certa tranquilidade. (M3)

A psicoterapia tem me ajudado a trabalhar meus problemas. (M6)

Os gestores também foram questionados quanto aos fatores considerados importantes para que o ambiente da organização seja menos tenso e estressante para os servidores. O bom relacionamento entre os membros das equipes de trabalho e o adequado planejamento das ações foram os fatores mais citados: 38 citações cada um. A comunicação eficaz e a capacitação dos servidores vieram logo após, com 17 e 16 citações, respectivamente (TAB. 31).

Tabela 31 – Fatores citados como os mais importantes redutores de tensão no trabalho

Fatores redutores de tensão Número de citações Bom relacionamento entre os membros da equipe 38 Adequado planejamento das ações (prazos,

prioridades)

38

Comunicação eficaz 17

Capacitação dos servidores 16

Valorização dos servidores 12

Melhoria salarial 12

Aumento no quadro de pessoal 11 Melhoria das condições ambientais de trabalho 11

Gestão participativa 9

Redução na carga horária de trabalho 7

Melhorar acesso até a CAMG 7

Gestão ser mais técnica e menos política 6 Maior comprometimento dos servidores 6 Nota: CAMG é a sigla da Cidade Administrativa de Minas Gerais Fonte: Dados da pesquisa

Estes fatores redutores de tensão vão além das estratégias individuais utilizadas para enfrentar as situações tensionantes. Estão relacionados aos processos de trabalho e às práticas de gestão de pessoas utilizadas pelo estado. Observa-se que os cinco primeiros fatores identificados estão relacionados com ações de treinamento e desenvolvimento dos gestores e representam 64% dos fatores prioritários de redução de tensão apontados pelos sujeitos pesquisados.

Após análise do construto mecanismos de regulação, abordam-se os indicadores de impactos na produtividade decorrentes das situações de tensão e também de estresse.