D. Değişiklik Davası – Kısmi Dava
II. Kısmi Dava ve Devamında Açılacak Ek Dava İle Değişiklik Davasının
1. Genel Talepler Açısından Karşılaştırılması
2.2 Governança Corporativa
Uma revisão sobre este tópico é necessária, tendo em vista que a governança de TI faz parte da governança corporativa. Em muitos aspectos, caso a governança corporativa não esteja bem estruturada, dificultará muito a implementação de uma GTI na empresa. Verificamos assim os principais conceitos e modelos dos autores deste tema.
Estudar o conceito governança implica considerar uma gama de significados diversos, ora relativos à estrutura de poder, ora como sistemas normativos ou valores e normas de comportamento (TURNBULL, 1997; GAYLE, TEWARIE e WHITE, 2003; ANDRADE e ROSSETTI, 2004).
Historicamente, encontra-se referência à governança em empresas já na década de 1930, quando o desenvolvimento dos mercados de capitais propiciou e alavancou o desenvolvimento empresarial. Entretanto, Bearle e Means, em 1932, ao estudar a Teoria da Agência, discutem o tema observando a questão dos conflitos entre os diferentes segmentos envolvidos no negócio: gestores, funcionários, acionistas e credores (SILVEIRA, 2005).
Já em 1990, no intuito de administrar conflitos de interesses nos negócios, envolvendo gestores e acionistas, desenvolveram-se estudos nos Estados Unidos e no Reino Unido, estruturando o conceito de governança corporativa.
Os escândalos proporcionados por empresas norte-americanas do porte da Enron, Worldcom, AOL e Tyco, em 2002, fraudando relatórios financeiros, destacaram o tema governança corporativa, tornando-o foco de estudos e reflexões, resultando na edição da Lei Public Accounting Reform and Protection, a conhecida Lei Sarbanes- Oxley (SOX). Através de regras e penalidades, essa lei teve a intenção de restaurar a confiabilidade dos investidores nos relatórios financeiros, bem como institucionalizar a estrutura da governança nas empresas (SOUSA; FRAGA, 2004; WEILL; ROSS, 2004; FERNANDES; ABREU, 2006).
Com o amparo de acordos e regulamentações para garantir a fidedignidade das informações financeiras, o sistema de governança compara-se à importância dos indicadores financeiros, em significativas instituições investidoras. Assim, uma governança corporativa de qualidade não só propicia crescimento econômico e eficácia como promove a confiança, por parte do investidor, de receber o retorno de suas aplicações.
A pluralidade de modelos de governança observada na prática é característica universal, apresentando relações com os contextos e momento histórico de cada país, amparados pelo subsídio teórico multidisciplinar, propiciado pelas ciências como: economia, contabilidade, finanças, psicologia, sociologia, política, entre outras (ANDRADE; ROSSETI, 2004).
Silveira (2005, p.40) elabora o conceito de governança corporativa como sendo: “conjunto de mecanismos de incentivo e controle que visa harmonizar a relação entre acionistas e gestores pela redução dos custos de agência, numa situação de separação da propriedade e controle”.
O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa adota o conceito:
sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas, envolvendo os relacionamentos entre acionistas/cotistas, conselho de administração, diretoria, auditoria independente e conselho fiscal. As boas práticas de governança corporativa têm a finalidade de aumentar o valor da sociedade, facilitar seu acesso ao capital e contribuir para a sua perenidade (IBGC, 2006, p. 6).
Na comparação entre empresas com boa governança e governança deficiente, observa-se que as primeiras apresentam entre 10 e 12 por cento de valor de mercado superior aos da segunda (OECD, 2004; WEILL; ROSS, 2006). Elevados padrões de governança podem conduzir investidores profissionais a dispender um grande ágio para nelas investir, é o que revelou um estudo realizado pela McKinsey (NEWEL; WILSON, 2002).
Colley Junior et. al. (2005) apresentam alguns aspectos importantes para garantir o bom resultado da governança: trabalho efetivo do board de diretores; a escolha e o papel do Chief Executive Officer - CEO; a definição clara e a implementação apropriada do negócio e sistemas que garantam as obrigações das organizações.
Sintetizando conceitos de governança corporativa, Albertin (2008) elaborou um quadro teórico, constando: definição, participante, finalidade e resultado esperado, que se encontra no quadro 4.
Corroborando na implementação de práticas de governança de qualidade, destacam-se os princípios básicos da governança corporativa: transparência (administração deve manter o desejo de informar); equidade (tratamento igualitário destinado aos stakeholders); prestação de contas e responsabilidade corporativa (IBGC, 2006; SILVA, 2006).
Weill e Ross (2006) propõem um modelo (Esquema 7) para associar as governanças corporativas e de TI. A parte superior do modelo mostra os relacionamentos no conselho, em que a equipe executiva sênior, como seu agente, articula estratégias e comportamentos desejáveis para cumprir as determinações do conselho. Já a parte inferior identifica os seis ativos principais por meio dos quais as empresas consolidam suas estratégias e geram valor de negócio, quais sejam: ativos humanos (pessoas, habilidades, planos de carreira, treinamento, relatórios, entre outros); ativos financeiros (dinheiro, investimento, passivo, contas a receber, entre outros); ativos físicos (fábricas, segurança, manutenção, equipamentos, entre outros); ativos de propriedade intelectual (propriedade intelectual, incluindo o know-how de produtos, serviços e processos, devidamente patenteado, registrado ou embutido nas pessoas e nos sistemas da empresa); ativos de informação e TI (informações e
conhecimentos sobre clientes, finanças, sistemas de informação, entre outros) e ativos de relacionamento (relacionamentos, marca e reputação junto a clientes, fornecedores, concorrentes, relacionamentos internos da empresa, entre outros). Para se governar esses seis elementos essenciais, de acordo com os autores, as empresas utilizam os mecanismos de governança financeira e os mecanismos de governança de TI, com seus comitês, orçamentos, etc.
Aspectos Referências
Definição Sistema pelo qual as
organizações são dirigidas e controladas
THE CADBURY REPORT, 1992
INSTITUTO BRASILEIRO DE GOVERNANÇA CORPORATIVA, 2006
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS, 2002 FITZPATRICK, 2005
LODI, 2000 MOSCATO, 1996 Participante Stakeholders, acionistas/cotistas,
board de diretores, conselho de administração, auditoria
independente e conselho fiscal
INSTITUTO BRASILEIRO DE GOVERNANÇA CORPORATIVA, 2006
MONKS; MINOW, 2001 Finalidade Otimizar o desempenho de uma
organização ao proteger todas as partes interessadas
Estabelecer as regras e
procedimentos para a tomada de decisão com responsabilidade claramente definida
CVM, 2002 LODI, 2000
ROTTA; HILLBRECHT; BALBINOTTO NETO, 2005
LOZINSKY, 2005 FITZPATRICK, 2005
KAKABADSE; KAKABADSE, 2001 MOSCATO, 1996
Resultado Aumento do valor da sociedade, facilitando seu acesso ao capital e contribuindo para a sua perenidade
Fornecimento de transparência, equidade de tratamento dos acionistas e prestação de contas e obediência às leis do país
INSTITUTO BRASILEIRO DE GOVERNANÇA CORPORATIVA, 2006
ROTTA; HILLBRECHT; BALBINOTTO NETO, 2005
IT GOVERNANCE INSTITUTE, 2005
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS, 2002 LODI, 2000
MOSCATO, 1996 Quadro 4 – Síntese dos Conceitos de Governança Corporativa Fonte: Albertin (2008), p. 37
Tornando-se fator de agregação de valor aos negócios, a necessidade de uma boa governança corporativa também ampliou a responsabilidade de conselheiros e executivos (WEILL; WOODHAM, 2002; MEYER, 2004).
Esquema 7 – Governança Corporativa e Governança dos Bens-Chave