• Sonuç bulunamadı

GENEL NİTELİKTEKİ HUKUKA UYGUNLUK SEBEPLERİ

B. Teşebbüsler Arası Anlaşmalarda Görülen Dikey Kısıtlama Örnekleri

I. GENEL NİTELİKTEKİ HUKUKA UYGUNLUK SEBEPLERİ

Foram dezesseis mulheres que participaram da pesquisa, as quais nome- ei com nomes de flores, a fim de preservar suas identidades, a tabela 1 contém o perfil geral das entrevistadas. Observa-se que a faixa etária ficou de 21 a 40 anos, o que possibilitou um olhar ampliado devido as diferenças que a própria idade traz por conta dos anos vividos. A idade das crianças variou de dois a dez anos, sendo pos- sível ainda analisar os diferentes tipos de dificuldades que as crianças apresentam à medida que vão crescendo e vai dificultando a locomoção conforme as limitações de cada criança.Essa situação gera sentimento de tristeza, explicado pelo grau de de- pendência da criança e por seu prognóstico de vida.As mães entrevistadas expres- saram sentimentos ambíguos, que surgiram de sua experiência com a doença crôni- ca de seus filhos, indo da alegria à tristeza, culpa e questionamentos a respeito de falhas pessoais durante o processo gravídico.

O número total de filhos destas mulheres variou de um a seis, sendo pos- sível verificar que independente do número de filhos, estas mulheres conseguem manter o cuidado do filho com paralisia cerebral e dos demais filhos, mesmo aquelas que não possuem nenhum tipo de ajuda em casa. O total de pessoas que residem na residência teve a variação de três a seis pessoas, o que pode tornar a rotina me- nos cansativa para esta mãe, principalmente quando ela tem companheiro, outros filhos ou até ajuda da avó que mora na mesma residência.

A renda familiar alternou de um a nove salários-mínimos. Diante a renda, foi possível avaliar que quanto mais condições financeiras estas mães possuem, melhor é a condição de vida desta criança com paralisia cerebral, pois é possibilita- do oferecer recursos terapêuticos, acompanhamentos de estimulação além do NU- TEP, cadeira de rodas, entre outros tipos de recursos que auxiliam no desenvolvi- mento, bem como a mobilidade destas crianças, já que dependendo da idade, do peso, fica delicado andar de transporte coletivo, pois o preconceito dos próprios mo- toristas em perceber e atender as demandas desta realidade, sendo solicito ao sinal de parada destas mães com suas crianças.

Por derradeiro o quantitativo de pessoas que auxiliam no cuidado da cri- ança com paralisia cerebral foi de até três pessoas, no entanto, das dezesseis mu-

lheres entrevistadas apenas uma não recebe ajuda nenhuma de alguém, seja família ou amigos, gerando assim desgaste físico e cansaço devido a rotina de cuidados e estimulação a criança. As outras quinze mulheres relatam que são as cuidadoras diretas das crianças com paralisia cerebral porque dificilmente conseguem deixá-los sob a responsabilidade de outras pessoas. No entanto, estas mesmas mães conse- guem compreender que após o nascimento deste filho ocorreram transformações na rotina diária da família, modificando a dinâmica desta e, sobretudo, delas enquanto cuidadoras. Estas mudanças, perpassam pela mudança nos relacionamentos famili- ares, em que pais destas mães passam a se aproximar e ajudar essas mães a cui- darem destes filhos gerando mais união nestas famílias. Em outros casos, maridos ou companheiros que antes não tinham compromisso passam a se comprometer na rotina de cuidados com as crianças. Há relacionamentos que se fortalecem, pois, as mães conseguem perceber a motivação dos pais em trabalhar para conseguirem suprir e manter todos os custos que as crianças precisam, possibilitando que estes relacionamentos se solidifiquem.

Já o gráfico 1 trouxe a porcentagem do nível de escolaridade das mães, que foi 19%(3) para Ensino Fundamental incompleto, 19%(3) para Ensino Funda- mental completo, 6%(1) para Ensino Médio incompleto, 44%(7) para Ensino Médio completo e 12%(2) Nível Superior incompleto. Diante tantas demandas do cuidado, foram relatados os diversos empecilhos no que se refere a continuidade dos estu- dos, pois como são cuidadoras diretas das crianças com paralisia cerebral e estas demandam rotina de cuidados e acompanhamentos em instituições de saúde é difícil se comprometer com os estudos, embora a maioria das mães pensem em retornar aos estudos quando conseguirem visualizar determinados níveis de independência de seus filhos o que possibilitaria a elas segurança para deixá-los com outros famili- ares durante sua ausência.

O gráfico 2 encerra o estado civil das mulheres, que foram 81%(13) de casadas ou mantêm uma união estável e 19%(3) são solteiras. No que se refere, as mulheres que são casadas ou mantem união estável, é possível identificar que o apoio diante o filho com paralisia cerebral fica concentrado no próprio núcleo famili- ar, em especial nos maridos e filhos mais velhos, e os demais membros como avós, tia, sogra, interatuam esporadicamente para prover o cuidado necessário.

Por último, o gráfico 3 exprime a ocupação das mulheres 81,3%(13) que são do lar; 6,3%(1) é artesã; 6,3%(1) é costureira e 6,3%(1) é estudante. Em relação

a ocupação, que do lar é a maioria e que este cuidado oferecido ao seu filho, pode estar relacionado ao fato da nossa sociedade ter vinculado ao gênero feminino o ato de cuidar. Em nossa cultura, as responsabilidades das mães de cuidar são influenci- adas não só pelo sexo, mas também pela expectativa de que mães irão exercer esta obrigação da família como papel fundamental.

Quadro 1: O perfil das mulheres entrevistadas

MÃES IDADE DA MÃE

IDADE DA CRIANÇA QUE ACOM-

PANHA NÚM. DE FILHOS NÚM. DE PESSOAS NA RESIDENCIA RENDA FAMILIAR

PESSOAS QUE AU- XILIAM NO CUI- DADO

16 Média:31,2 Média:4,5 Média:2,1 Média:3,9 Média: 2,7 Média:1

AMARILIS 30 2 3 4 3 1 ASTROMÉLIA 35 10 4 6 6 3 ANGÉLICA 27 9 1 4 1 1 ESTRELÍCIA 29 5 1 3 9 1 GARDENIA 36 5 3 5 2 1 GLORIOSA 29 2 1 3 3 1 GIRASSOL 32 3 1 3 2 1 IRIS 40 5 3 4 1 1 MARGARIDA 27 3 1 3 2,5 2 ROSA 27 4 2 4 2 1 TULIPA 34 3 6 3 2 1 ALFAZEMA 21 2 1 3 2 0 CALÊNDULA 30 2 1 5 3 3 ROSA 34 4 1 3 1 1 BROMÉLIA 36 5 3 5 3 3 ACÁCIA 32 8 2 5 1 1

Gráfico 1: Nível de Escolaridade das Mulheres

Gráfico 2: Estado Civil das Mulheres

Fonte: dados da pesquisa

Gráfico 3: Ocupação das mulheres