3. Ebussuûd Efendi’nin Hayatı ve Eserleri
1.2. Ayetleri Açıklamada Konu Olan Unsurların Özellikleri
1.2.12. Anlamı Teyit Etme
O Brasil vem utilizando a cana-de-açúcar como matéria-prima básica para a industrialização do açúcar e do álcool, quer pela experiência que se tem no cultivo do produto, quer pelo fato de que a mesma pode ser renovada constantemente e plantada em qualquer clima e época do ano, dando margem a que o cultivo do produto possa se expandir por grande parte do território brasileiro.
É perceptível também a importância da produção de cana-de-açúcar no Estado da Paraíba, terceiro maior produtor do Nordeste. Este segmento está presente, com números consideráveis, tanto na agricultura como na indústria, demonstrando a capacidade de crescimento do setor e sua contribuição para a economia do país e, conseqüentemente, para o crescimento sócio-econômico do Estado da Paraíba.
Cultivada nas planícies, planaltos, várzeas e até nos serrados, a cana-de-açúcar tem seu lugar de destaque na produção agrícola do Estado, quer pela sua importância
desde a época do Brasil Colônia, quer pela sua utilização nas usinas de açúcar e de álcool. No total, existem nove unidades produtoras no Estado da Paraíba, sendo duas usinas de açúcar, cinco destilarias autônomas e duas usinas com destilaria anexa. A moagem total do produto na safra 2005/2006 foi de 5.456.263 toneladas; a produção total de açúcar foi de 3.318.913 sacas de 50 kg e a produção total de álcool foi de 338.580.901 litros. Ademais, estima-se que cada unidade produtora ofereça, em média, 2.000 empregos. Isso significa que as nove unidades produtoras de cana-de-açúcar, em conjunto, geram cerca de 18.000 empregos diretos no Estado9.
A indústria sucro-alcooleira retira da cana-de-açúcar, além do açúcar e álcool como produto final, também o bagaço, mel, vinhoto e outros resíduos, que são aproveitados como alimento para o gado em confinamento, como fertilizantes no campo e ainda como co-gerador de energia para o processo industrial e a venda do excedente às concessionárias de energia elétrica. No Estado da Paraíba, a produção de cana está localizada mais precisamente nas zonas do Litoral, Mata e Agreste. Os municípios onde estão localizadas as principais unidades produtoras são: Caaporã, Mamanguape, Pedras de Fogo, Rio Tinto, Sapé e Santa Rita.
Dentre essas usinas, destaca-se a Companhia Usina São João, localizada entre os municípios de Santa Rita e Cruz do Espírito Santo, distante 16 km de João Pessoa e a 6 km do centro de cada uma dessas cidades. Tais municípios estão localizados na faixa litorânea do Estado, onde ocorre uma maior precipitação pluviométrica e as terras são mais férteis, por estarem localizadas nas margens do Rio Paraíba, como também por se encontrarem encravadas numa várzea, que vai de uma cidade à outra, com várias nascentes de água e com um solo diferenciado e rico em relação às demais regiões do Estado, resultando numa maior produtividade e vocação agrícola da região.
De acordo com o Anuário Demográfico e Econômico do IBGE (2004), a área do município de Santa Rita é de 72.657 km² e tem uma população de 115.844 pessoas, das quais 65.720 são eleitores e 18.544 pessoas são analfabetos funcionais. A renda média anual das pessoas é de R$ 4.208,00 reais, o que consiste em uma renda mensal aproximada de R$ 350,66. Realiza, considerando-se o ensino médio e fundamental, 33.636 matrículas nas suas 49 escolas públicas e particulares, com um efetivo de 1.371
9 Dados extraídos do Anuário Estatístico e Econômico do Sindicato do Álcool da Paraíba –
docentes registrados. Em volta da cidade de Santa Rita, se localizam as Usinas São João, Agroval e Japungú e em Espírito Santo, as destilarias de álcool Miriri e Una.
A cidade possui um distrito industrial representativo, com base em empresas têxteis, de confecções, engarrafamento de água mineral e um comércio bem desenvolvido, sendo a quinta maior cidade do Estado. Contudo, pode-se constatar que a sua vocação é a agricultura familiar, cujos produtos mais destacados são o abacaxi, a mandioca, o inhame, a batata doce e a banana, com área plantada de 2.897 hectares e gerando uma renda total de R$ 900.000,00 reais por safra, oriunda desses produtos primários.
Quanto à Cruz do Espírito Santo, uma das menores cidades do Estado, sua população é de 14.081 habitantes e inclui 4.622 estudantes e 2.620 analfabetos funcionais. Possui 3.670 domicílios, não tem indústria nem comércio representativos e a renda básica das pessoas da cidade é gerada pela agricultura familiar e pelos empregos criados pela economia da cana, açúcar e álcool.
As maiores geradoras de riqueza dos municípios são as usinas de açúcar e álcool, responsáveis por 10.000 empregos diretos e mais de 12.000 indiretos, oriundos de fornecedores de cana e de insumos, engenhos de cachaça, fretistas de transportes, entre outros. Ademais, considerando-se que de cada empregado dependem economicamente, no mínimo, quatro pessoas, tem-se que 40.000 pessoas são beneficiadas com a renda proveniente do trabalho nas usinas, ou quase 35% da população dessas cidades é dependente da economia canavieira. Esses números se tornam ainda maiores quando se sabe que as usinas plantam, em conjunto, hoje, 45.000 hectares e produzem 3.500.000 toneladas de cana, com resultado direto de R$ 548.000.000,00 reais, somente da produção de cana, sem incluir as vendas de açúcar e álcool (Anuário Demográfico e Econômico do IBGE, 2004).
Nos períodos de safra, 30% da população economicamente ativa da cidade está empregada no campo, no corte de cana ou na indústria e na fabricação de açúcar e álcool, resultando na revigoração do pequeno comércio da cidade. Por outro lado, nos períodos de entressafra, a renda da população cai vertiginosamente, porque os empregos são temporários, sem registro profissional e inconstantes, sendo prestados entre dois ou três dias por semana, podendo demorar até quinze dias para voltar a acontecer.
Além disso, a figura do fornecedor de cana10 está desaparecendo, tanto em virtude da redução da sua produção, ocasionada pela falta de chuvas, como pela falta de recursos próprios, de financiamentos e de tecnologia. Assim, muitos fornecedores de cana estão vendendo ou arrendando suas terras para as usinas, que passam a plantar, tratar, cortar e transportar a cana até a unidade produtora, situação que contribuiu para reduzir ainda mais os empregos estáveis oferecidos pelos fornecedores de cana.
Como conseqüência, surgiu um paradoxo: mesmo a demanda de consumo de cana tendo aumentado a partir do ano 2000 e as usinas precisando aumentar sua produção em 20% ao ano, para atender aos mercados externos, em virtude do compromisso dos países industrializados em elevar o potencial de álcool a ser misturado com a gasolina, o número de pequenos e médios fornecedores restou reduzido em 50%, em decorrência dos fatores anteriormente elencados.
Pelo exposto, vemos a necessidade urgente de uma política governamental para o Nordeste, para acabar com a sazonalidade na agricultura, principalmente nas usinas, que geram empregos intensivamente e que poderiam, com incentivos fiscais, redução de impostos ou financiamentos mais baratos, adquirir mais conjuntos de irrigação e plantar soja, milho, feijão e outras culturas associadas, de ciclo curto, nos períodos de entressafra gerando, assim, empregos, renda e inclusão social para inúmeras famílias.
1.4. CONTEXTUALIZAÇÃO DO TRABALHO RURAL NO INÍCIO DO