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O produto audiovisual “Ser alguém na vida”49

, foi resultado do trabalho realizado pelos estudantes da escola Castelo Branco, enviado e selecionado para a mostra competitiva

do “II Festival de Imagens”, recebendo Menção Honrosa pela participação na mostra

competitiva. Através da obra feita, os jovens vivenciaram mais do que uma experiência com os sentimentos captados em suas relações com o mundo e expressos na obra, mas também, refizeram caminhos que os levaram a chegar profundamente à esfera do outro, com seu sentido singular para a vida.

Representantes do laboratório de Informática do Colégio Castelo Branco, publicaram um comentário no Portal EMdiálogo parabenizando o grupo EMdiálogo na escola e agradecendo o desempenho da mediadora, monitora de artes visuais, Mírian Rocha:

Em nome de todo colégio, gostaríamos de parabenizar todo o grupo responsável pela produção deste filme fantástico, que tem colocado nossa escola em destaque, parabenizar também a Professora Mirian Rocha, responsável pelo núcleo do Emdiálogo em nossa escola, pelo excelente trabalho realizado nos últimos meses e a forma como ela fez os alunos se dedicarem ao projeto e claro gostaríamos de parabenizar a TODOS os alunos que participaram da produção deste Curta, temos o orgulho de ver o trabalho de vocês fazendo sucesso, PARABÉNS A TODOS! (Mensagem do Colégio Presidente Humberto Castelo Branco -Publicada no Portal EMdiálogo - Enviado por ccbnarede em 30/10/2013 - 20:30, na página do vídeo

“Ser Alguém na Vida”).

Figura 14: Em cena II Festival de Imagens

Referência: Vídeo – Ser alguém na vida

No processo de criação do curta-metragem “Ser Alguém na Vida”, muitas ações foram desenvolvidas em momentos on-line / off-line. Práticas e iniciativas eram tomadas em participação e diálogo no coletivo CB. Podemos citar o estudante Anthonyo Ferreyra, que em 22 de setembro de 2013, publicou no grupo fechado do facebook que estava recebendo sugestões para a trilha sonora do vídeo que mostrava os bastidores da gravação. Após a confirmação que o coletivo EMdiálogo CB estava selecionado para participar da mostra competitiva, os jovens iniciaram o trabalho de divulgação do trabalho na escola. Para tanto, os jovens espalharam cartazes com a sinopse do curta-metragem e os links de acesso para a votação on-line.

O trabalho de confeccionar os cartazes para divulgação do curta-metragem “Ser Alguém na Vida” contou com a orientação da monitora EMdiálogo Mírian Rocha e do articulador EMdiálogo Cassiano Ariclenes, sendo realizado em outubro de 2014 com os estudantes Beatriz Oliveira, Gabriel João e Luis Fernando Viana.

Em 2014, acontece a III edição Festival de Imagens do Portal EMdiálogo, com o tema

“Uma escola sem muros”. Tratava-se da produção de audiovisual elaborada por estudantes do

2013, o Portal contava com um total de 3.558 cadastros de usuários efetuados. No mesmo ano, o II Festival de Imagens do Portal EMdiálogo, mobilizou 85 inscrições de audiovisual e a participação de 37 escolas. Consequentemente, foi noticiada no Portal a participação dos vídeos selecionados no II Festival, para apresentação em Minas Gerais, no nono Festival de Cinema de Ouro Preto (Cine OP), no Fórum da Rede Latino-Americana de Educação, Cinema e Audiovisual (Rede Kino).

No II Festival de Imagens do Portal EMdiálogo com o tema “A escola, a aula e eu” o regulamento autorizava inscrições a partir de julho, com envio de composições de ficção, experimental, animação e documentário, em vídeos de até cinco minutos e inscrições realizadas no Portal. Para participar do Festival de Imagens, os vídeos primeiramente publicados no youtube, posteriormente, eram enviados para o portal, sendo selecionados por uma equipe da comissão do festival.

Desse modo, era avaliada a originalidade e adequação ao tema na reflexão do cotidiano escolar. Ao produzir os vídeos as pessoas filmadas precisavam autorizar o uso de imagens e voz. Os vídeos indicados foram exibidos no canal do Portal EMdiálogo na internet. Nas oficinas de arte em Fortaleza, as produções coletivas foram compostas e avaliadas pelos próprios jovens, nas postagens e rodas em diálogo, que eram filmadas na escola.

O II Festival de Imagens iniciou no segundo semestre de 2013. Nesse sentido, analisamos o processo desenvolvido no II Festival, investigando os registros imagéticos produzidos pelos jovens partícipes destas oficinas de artes visuais, com os estudantes e que assumiram uma função no processo de composição do trabalho de audiovisual para o Festival de Imagens EMdiálogo 2013. O coletivo EMdiálogo assumiu funções na produção do curta- metragem para o II Festival de Imagens. Em 06 de outubro, no segundo semestre de práticas educativas digitais, tomando a arte como meio, os estudantes estavam focados em participar do festival no portal.

Virgilio Maciel ficou na direção e produção. A Gabriela Melo era a assistente de direção e o Mateus Emanuel o assistente de produção. O diretor de fotografia e a edição foi responsabilidade do Anthonyo Ferreira e o assistente de câmera o Yan Lucas. A Ravena Costa assumiu o papel de continuísta. A direção de artes ficou com a Bia Salomão e os figurinistas foram o Luis Fernando e a Beatriz.

Nesse contexto, na possibilidade de práticas educativas audiovisuais, nas relações imagéticas com símbolos por meio dos quais os jovens em uso das tecnologias digitais criam espaços próprios, aprofunda-se a pesquisa com uma ampliação para as redes sociais, nas trocas interativas. Para esses jovens, se abrem novos olhares, por ora, destituídos do acesso

cultural da cidade, são inseridos na fruição, interpretação, composição, técnica e contextualização do universo artístico das imagens digitais, por experiências de trocas, onde o grupo cultural é um espaço de construção de si, de uma autoestima e novas perspectivas. Para Lagny (2012, p.37): “A imagem sonora confere à história do tempo presente uma dimensão afetiva que, é claro, não é própria dela, mas que é reforçada pela proximidade entre o tempo

dos fatos apresentados e o momento de sua historicização”.

A equipe do EMdiálogo na escola Castelo Branco, contou com o apoio de um profissional nas orientações técnicas de roteiro, filmagem e edição. O fotógrafo e produtor de audiovisual Davi Carvalho procurou não influenciar diretamente na ideia dos jovens. Apenas buscou esclarecer sobre as filmagens, as possibilidades do roteiro e participou da edição, que contou com os integrantes do coletivo CB. Foi um trabalho intenso de pesquisa técnica, redação e produção dos jovens estudantes do Ensino Médio.

Os jovens da escola gravaram algumas cenas na rua para compor as imagens do vídeo

“Ser Alguém na Vida”. O vídeo apresentou uma sequencia de imagens de quatro minutos e

quinze segundos. Estudantes da escola foram figurantes, vestidos com os uniformes do Colégio Castelo Branco.

O filme curta-metragem “Ser alguém na vida” recebeu muitos comentários no portal, elogiando o trabalho realizado pelos jovens e relatando histórias que se identificavam com a vida do personagem. Também foi registrado um comentário crítico quanto ao roteiro e outro comentário ofensivo. Em 21 de outubro de 2013, o estudante Gustavo Pedrosa registrou um

comentário abaixo do vídeo “Ser alguém na vida”, no Portal EMdiálogo, expondo que após muito esforço e dedicação de toda equipe, o vídeo estava lá, concorrendo na mostra do Festival de Imagens EMdiálogo do portal.

A jovem Thays Soares, no mesmo dia, 21 de outubro, apresentou sua opinião sobre o curta-metragem, elogiando que achava o vídeo um dos trabalhos de melhor qualidade entre os que estavam na mostra, bem como, a história era muito interessante, pois era a realidade de um jovem, trabalhador e estudante. Já o Virgilio Maciel, no dia 23 de outubro, comentou que o vídeo era muito inspirador. O Gabriel João, no mesmo dia, relatou que a história tinha muito em comum com a vida deles, estudantes do Ensino Médio no Ceará. O jovem parabeniza a todos os participantes pela produção audiovisual, destacando a dedicação, criação e criatividade do grupo.

Um participante do Portal EMdiálogo, o Tassiano, registrou um comentário abaixo do trabalho realizado pelo coletivo CB em 23 de outubro. Era sobre o título do vídeo “Ser

personagem, que lhe remetia nostalgia as conversas que ele tinha com a mãe, quando era mais jovem. Ele afirmava que o curta-metragem lhe fez reviver esses momentos, colocando-o no lugar do Adriano. Outro comentário sobre o vídeo contar uma história sobre a história de alguém foi de um participante da rede do portal em 23 de outubro de 2013, Zeca Rodrigues relatou que a ficção lembra muito a realidade de um tio dele. Uma navegante da rede, a Zilma Soares, também publicou em 30/10/2013, que a história do personagem Adriano era uma história muito parecida com a dela.

Foi enviado por Joãozinho em 23/10/2013 - 18h27min, o comentário que o filme era ótimo e remetia à vida dos nordestinos, que é muita luta e suor. O participante da rede social, Antony publicou em 23/10/2013 - 21h36min, parabenizando a todos da equipe pelo belo trabalho que mostrava uma realidade ainda existente no nosso país.

Também Thelmamon, outro avatar da rede social, publicou em 24/10/2013, que o

vídeo mostrava de modo interessante o que acontecia na realidade. Em 25/10/2013, Carlos Albano, professor de uma escola de Ensino Médio em Fortaleza, relatou no Portal que vivenciou a cena de ter que estimular um aluno para não desistir de seus sonhos. Glória Diógenes, professora da UFC, publicou em 25/10/2013 sobre viver cada dia, um novo dia. “É cada dia um dia”. Fez referência a saga dos jovens que para estudar atravessam as fronteiras entre o sertão e a cidade. A professora Doutora, completa afirmando que Adriano sabe que para "Ser alguém na vida" precisa dedicar-se aos estudos, mas também necessita vivenciar uma teia amorosa, que se estende no apoio da escola, dos professores e dos laços de afetos dos amigos.

Carla Patrícia, uma navegante do portal, registrou em 25/10/2013, que o filme foi bem produzido. No entanto, apontou que infelizmente reproduz a imagem do nordestino como um povo sofredor. Além disso, mostra o interior do Estado do Ceará como um lugar que não oferece oportunidades para os jovens, fazendo com que eles se desloquem para Fortaleza. Assim, a participante da rede propõe a reflexão que hoje não é mais assim. Embora, Ricardo, em 27/10/2013, um estudante cadastrado no portal, tenha registrado que sentiu muita emoção vendo o vídeo. Enquanto, Viviane Borges, em 25/10/2013 respondeu a publicação da Carla Patricia, declarando que em certos lugares no sertão do Ceará, assim como na história de Adriano, as oportunidades ainda não chegaram. Alex Silva, em 25/10/2013 publicou que foi

uma honra participar desse vídeo. Foi ele que fez o personagem "Heitor" e que esperava conseguir ganhar uma premiação no festival.

Em 30 de outubro de 2013, Godofredo, um representante do laboratório de informática da escola Castelo Branco publicou no portal que todos da instituição escolar acompanharam o

esforço e o empenho dos alunos na elaboração e realização do trabalho, parabenizando a equipe e desejando que o vídeo fosse premiado. Em 30/10/2013, foi realizada uma publicação em nome da escola Castelo Branco, parabenizando todo o grupo responsável pela produção do filme, que coloca a escola em destaque na rede social. A Mirian Rocha, responsável pelo núcleo do EMdiálogo na escola, foi reconhecida pelo excelente trabalho realizado, pela forma como ela conduziu o projeto.

A escola também parabenizou os alunos que participaram da produção do curta- metragem. Finalmente, concluíram a publicação indicando o orgulho de ver o trabalho de sucesso dos jovens estudantes do Colégio Presidente Humberto Castelo Branco. Soubemos pela Mírian Rocha, a monitora do grupo, que o diretor da escola estava fazendo o movimento

de divulgação do trabalho com os laboratórios de informática das outras escolas de Fortaleza.

Joana Dark Pinto, foi professora da monitora Mírian Rocha, em 30/10/2013, assistiu ao vídeo no Portal EMdiálogo. Logo abaixo, publicou que ficou orgulhosa por ter sido professora da Mírian Rocha, elogiando o ótimo o trabalho que estava sendo realizado com os jovens. A professora completou que Míria foi uma boa aluna e estava sendo uma boa professora.

Observamos que nos comentários abaixo do vídeo “Ser alguém na vida”, enviado pelo coletivo CB para o festival no portal, foi retirado pela equipe EMdiálogo uma ação que indicava um texto ofensivo contra os nordestinos. A publicação foi removida com muita rapidez. No entanto, a monitora EMdiálogo e alguns estudantes chegaram a ler e copiar. A ofensa gerou muita indignação entre os participantes do EMdiálogo no Ceará. A monitora Mírian Rocha publicou em 31 de outubro de 2013, que tinha orgulho de ser cearense. Logo, a jovem Thays Soares também comentou que tinha orgulho de ser cearense, completando: “um povo digno e honesto, que estuda, tem muita inteligência, educação e respeito.”.

Assim, um integrante do portal, o Dennis Donato, pediu gentilmente em uma publicação, no dia 31 de outubro, que a organização do festival retirasse o comentário preconceituoso enviado por uma jovem chamada Bianca Silva. Em seguida, no mesmo dia, o comentário foi retirado pela organização do festival.Sobre o comentário, o coordenador do Portal EMdiálogo, Professor Dr. Paulo Carrano, fez uma consideração no grupo do facebook, no dia 02 de novembro de 2013, após ter sido questionado pela monitora de artes visuais, Mírian Rocha, sobre quais seriam as providências tomadas pelo Portal. O professor Paulo Carrano se dirigiu diretamente para a monitora Mirian Rocha, cumprimentando-a. Logo afirmou entender a indignação do grupo EMdiálogo CB, mostrando-se incomodado com a grosseria e a falta de ética de alguns, quando se zela pelo direito à expressão. O professor Dr. Carrano afirmou que a organização fez o que está previsto na política do portal, apagarando a

explícita ofensa em um dos comentários. O comentário ofensivo que foi apagado no Portal EMdiálogo, dizia: "Seus cearenses burros, tem mais que parar de estudar mesmo kkkkk".

Uma participante do EMdiálogo CB, Thays Soares manifestou-se no grupo fechado do facebook, em 31 de outubro, sugerindo que a inscrição da equipe de Bianca Silva era integrante, fosse anulada, ou seja, desclassificada do Festival de Imagens EMdiálogo. A publicação deixava clara a ideia de bullyng digital.

Sobre a suspensão de perfis falsos, que foi questionado pelos jovens EMdiálogo de Fortaleza, o professor Paulo Carrano afirmou que não teriam como provar a falsidade, pois o sistema do Portal cadastrava as solicitações através da confirmação por e-mail válido. De qualquer forma, o professor Carrano indicou que habilitariam o botão denunciar comentário para que os usuários pudessem colaborar na identificação de excessos. Por fim, o professor agradeceu a colaboração da monitora para aprimorar o espaço educativo que é o Festival de Imagens EMdiálogo, aproveitando para parabenizar a equipe EMdiálogo do Ceará pelo empenho e dedicação.

Figura 15: Comentários do Festival de Imagens

As imagens implicam signos como meio de interpretação para a compreensão estética, Duarte Junior (1991, p. 24): “Todo processo de conhecimento e de aprendizagem humanos se

dá sobre dois fatores: as vivências (o que é sentido) e as simbolizações (o que é pensado)”. Ao

colocar o estudante frente a frente com a criação de um sentido para a vida, em processos de aprendizagem das vivências e simbolizações da arte, os estudantes tiveram a oportunidade de elaborar saberes que indicavam as metamorfoses dos sentidos percebidos pelos sujeitos, sinalizando emoções, que diferentes observadores poderiam interpretar de modos singulares.

A arte nasce da história temporal e segue em fluxo intemporal. O universo da arte é uma tentativa de expressão em disseminar novas atitudes e entendimentos relacionados à vida, no sentido de pertença ao meio social, implicando valores e significações das nossas experiências e sentimentos humanos relacionados à existência e vivências das significações humanas, daquilo que é sentido e pensado, possibilitando a aprendizagem de saberes diversos e diferentes do científico.

4 OS SABERES QUE JUSTIFICAM AS IMAGENS: NO LUGAR DO

OUTRO

Segundo Morin (1996), eliminamos os erros na busca da verdade. Em um mundo visual, a educação precisa ouvir os estudantes para entender o que percebem e saber o que precisam desenvolver como aprendizagens significativas, sendo peculiar a que nos leva a pensar e não apenas memorizar. O sujeito em posse de habilidades do pensamento formal assume um papel ativo na produção da construção de sentidos para a vida50, como meio de partida para a interação e intervenção em sociedade.

Signos da violência, práticas do espaço e estratégias de expressão e visibilidade pública tornam-se argamassas centrais na construção e ampliação de práticas de cidadania. Lugar e violência são motes para produção de práticas e experiências de cidadania. Por que a violência, os signos de rebeldia não se tornam a senha (e não a ordem, a normalização e a disciplina) das ações a serem tomados como base para produção de uma política pública de juventude? São códigos difundidos pelas gírias, adereços, tatuagens, delimitações territoriais, gritos de identificação das galeras, as pichações, os estilos e artefatos que os produzem, que possibilitam a percepção de formas de ocupação da cidade, de seus rituais de inscrição simbólica e do que poderíamos denominar de inserção social às avessas. (DIÓGENES, 2009, p. 283).

Quando nos vemos ancorados na ideia de perceber como os estudantes ocupam a escola de Ensino Médio em seus rituais da juventude pensamos que a expressão das imagens é o ponto de partida para o diálogo nas redes sociais. Considerando os signos de rebeldia canais de comunicação com as juventudes, pois divergem da perspectiva de uma apresentação unilateral - característica da educação tradicional - modelo vigente nas entranhas da escola pública, apontamos a arte como meio de ruptura, aliada as tecnologias digitais. Dessa forma teríamos uma fonte capaz de possibilitar que o jovem levante reflexões sobre a vida de estudante e, nesse mergulho, poderíamos aprofundar olhares para a própria vida, através de práticas educativas digitais, em conexão real no ciberespaço.

A arte costuma provocar a mudança da ordem vigente, constituindo novos sentidos, inovando com outros olhares, como uma metamorfose capaz de romper com moldes estabelecidos na ordem, causando o que pode ser uma revolução no cenário cultural, ou tendência e inclinação para mudanças de atitudes, o que provoca consequentemente, a reorganização do pensamento simbólico.

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Duarte Jr. (1991), observa que a arte coloca o estudante frente a frente com a criação de um sentido para a vida.

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