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Bülent Ecevit (1925-2006), Anadolu Solu

Belgede Türkiye de Neler Oluyor? (sayfa 83-88)

Em Fortaleza, o projeto EMdiálogo apresentou como proposta a intervenção artística com oficinas de artes visuais, partindo da vivência e partilhas no exprimir, sentir e pensar aspectos fundantes de uma ação em arte e educação. A complexidade no campo das artes visuais implica uma seletividade perceptiva.

Tomamos as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (BRASIL, 2013) que observa nas instituições escolares uma tendência à negação do tempo presente das juventudes. As escolas muitas vezes não se apresentam como espaços que dialogam com os jovens em um momento vivo e real para o agora. Isso reforça o motivo para a escola se tornar uma obrigação enfadonha para a grande maioria das culturas juvenis, que muitas vezes são cercadas de rótulos como o da irresponsabilidade.

Uma consequência imediata da sociedade de informação é que a sobrevivência nesse ambiente requer o aprendizado contínuo ao longo de toda a vida. Esse novo modo de ser requer que o aluno, para além de adquirir determinadas informações e desenvolver habilidades para realizar certas tarefas, deve aprender a aprender, para continuar aprendendo (BRASIL, p. 163, 2013).

Por meio do Projeto do Portal EMdiálogo, na utilização das tecnologias digitais, com as iniciativas de interações junto às culturas juvenis, observamos um II Festival de Imagens dos estudantes do ensino médio desvelando muito dos seus mundos vividos, que passavam a

ser interpretados por eles mesmos, ao modo de uma heterobiografia36 (DELORY- MOMBERGER, 2008). A heterobiografia é este momento em que lemos nossa biografia para o outro, escutamos a do outro e modificamos nossa escrita após estes olhares intercruzados.

Destacamos a ansiedade dos jovens diante do mundo futuro, enquanto partilhavam de uma maior necessidade de expressão, de fazer-se ouvir e viver sua socialização de modo menos passivo. O entendimento das juventudes em sua multiplicidade significa ir para além das dimensões de tempo e espaço (BRASIL, 2013) na percepção de valores culturais e sociais, ensaiando comportamentos diversos, aspirações e visões de mundo que são peculiares aos seus interesses e necessidades.

Nessa perspectiva é que se pode pensar o ato criador, crítico e não mecânico como decorrendo de processos reflexivos e dialógicos entre as juventudes. Podemos apor que se expandia no ambiente interativo digital uma sociabilidade que punha em conexão o universo escolar e o mundo das culturas juvenis no Brasil.

Ao buscar os espaços-tempos das juventudes do Ensino Médio e os sentidos e significados que se desenham nas redes sociais mediante imagens, de partida observamos que

os processos na produção EMdiálogo de dentro da escola iam para além dos muros, por meio da rede de interações que se travava no portal. Logo, também, muito da singularidade de cada um se represava na escola e daí se hipertrofiava a manifestação das atitudes grupais, como forma de aparecer em um cenário que supunham muitas vezes rejeitá-los. O território ocupado

pelos jovens EMdiálogo partia do que comumente se nomeia chão da escola, mais especificamente dos personagens da escola que se projetavam no cenário das redes sociais.

Aparecia, assim, no ambiente digital criado por este grupo, o denominado Coletivo CB, referindo-se ao projeto na Escola Castelo Branco. O grupo visava ocupar o espaço nas redes sociais, para juntos migrarem em outros territórios digitais, unidos pela produção artística audiovisual que era o foco do projeto. O fato do grupo se denominar um coletivo teria sido comentado pela monitora de artes visuais, mediadora do EMdiálogo na Escola Castelo Branco. Para a monitora, o grupo sentia a necessidade de afirmação de seu lugar, como também de se perceberem notados – criando essa visibilidade. Ao lado disso, então, se percebia a necessidade dos jovens de se apropriarem do território da escola e navegar nas relações tecidas em redes sociais.

O grupo do facebook se apresentava como um ponto de referência comum, entre a escola e o Portal EMdiálogo. Desse modo é que o grupo da escola Castelo Branco, ou seja, o

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As histórias de vida individuais passam por atos de escritura de si (autobiografia) e pela compreensão do outro (heterobiografia).

coletivo CB EMdiálogo, partilhava de sentimentos e pertencimentos na construção de laços de afeto e solidariedade, também em nível simbólico, mediante suas composições estéticas que se expandiam em territórios educativos.

Os processos culturais dos grupos da juventude indicam a possibilidade de se assumir o potencial educativo das formas descontínuas de aprendizagem, abrindo possibilidades para a incorporação do inesperado e da flexibilização educacional, segundo os sentidos e interesses das diferentes subjetividades em curso. (CARRANO, 2001, p.18)

Acompanhando as postagens do Portal, tanto na primeira edição quanto nas edições seguintes do Festival de Imagens, revelava-se um pico de acessos da parte dos estudantes, na sua frequência on-line durante o festival. Por essa via constatava-se a produção das imagens como prática autoral e artística produzida na escola, para além de receptores passivos da cultura dominante.

Carrano (2002, p. 215), ao refletir sobre as práticas educativas espontâneas entre os coletivos juvenis, observava, alimentando a ideia de encontros juvenis em outros espaços

além da escola: “Nesse processo de trocas culturais significativas se envolvem, aproximam-

se, antagonizam-se, e entrelaçam-se por práticas sem que necessariamente tomem consciência

que essas relações podem ser efetivamente educativas”.

Juntando estas vertentes de pensamento e ação, nas intervenções educativas mediadas pela arte nas redes sociais, esta pesquisa busca vislumbrar a autonomia criativa e a experiência de si, na intenção de desfocar a experimentação artística de um modelo apassivador do sujeito. Colocamos em cena as subjetividades juvenis, que podem levar o estudante a voltar-se para si mesmo em meio a leituras do outro e reverberações de suas imagens por suas próprias palavras.

O material enviado pelos estudantes do Colégio Estadual Presidente Humberto Castelo Branco para o Festival de Imagens, bem como, os vídeos publicados no Portal EMdiálogo durante o projeto na escola, compõe as imagens que movimentam a pesquisa. Mírian Rocha,

monitora da oficina de artes visuais - Escola Castelo Branco, fez a seguinte consideração: “No primeiro encontro (23/05) foram oito participantes e no último, antes das férias (21/06), foram 15. Eles mesmos estão trazendo novos integrantes”. O grupo do facebook da escola funcionava como um canal de comunicação entre os estudantes integrantes do projeto.

Linhares (2003, p.85), em seu livro “O Tortuoso e Doce Caminho da Sensibilidade: Um Estudo sobre Arte e Educação” questiona “Onde está a arte na escola?” enfatizando a função da arte como conhecimento significativo na construção de outros olhares. Anotava a

autora, que a prática educativa não acontece por imposição, de modo unilateral, sem contexto com a vida do estudante, suas necessidades e saberes.

Em 2012, a equipe local do Portal EMdiálogo elaborou o projeto “Comunicação e

interação COM os jovens do ensino médio”, propondo-se por meio dessa ação educativa a

utilização de redes sociais e usos criativos de mídias para fortalecer interações entre sujeitos do ensino médio, partindo-se do fomento às temáticas do cotidiano juvenil.

A realização dessa etapa do projeto EMdiálogo emergiu da realidade dos estudantes de ensino médio, que nos pareceram mergulhados em temas contemporâneos. O projeto, ainda, apontava a finalidade de abordar cenas do interesse das juventudes como forma de fortalecer e valorizar a reflexão sobre o que vivenciavam no cotidiano da cidade, bem como mediar interação entre educandos e a cultura da escola.

Na capital cearense, através da coordenação da UFC, o projeto pretendeu ser uma iniciativa de intervenção no campo da cultura visual em rede digital com cunho artístico, tendo como núcleo de estimulação das produções autorais e expressivas o mundo dos sujeitos das culturas juvenis e a forma como se percebiam. Nesse sentido é que o projeto EMdiálogo na Escola Castelo Branco tinha um foco na sensibilização aos exercícios autorais, objetivando o tratamento dos temas contemporâneos que permeavam os cotidianos juvenis dos estudantes no ensino médio.

Com as ferramentas metodológicas participativas das tecnologias e mídias digitais, tendo como protagonistas os estudantes do ensino médio, então, as atividades foram realizadas por meio da composição de imagens. Tendo como fundamentos a reflexão e ação, o projeto local se constituiu de perspectivas da educomunicação37, com acento na estimulação e desenvolvimento da criação em arte.

O trabalho foi desenvolvido dentro de uma visão de colaboração, de modo a gerar o encontro com os interesses dos jovens, através da arte, em interação com as tecnologias de informação e comunicação, na expectativa da elaboração de uma criação coletiva. Tomava-se da ideia de desmistificarmos, que supõe que a arte representa um dom que pode ser praticada apenas por uma minoria de nossa sociedade - os dotados desse dom especial.

A partir das interações no Portal, então, as ações se destacavam por valorização das características expressivas pessoais de cada jovem. Valorava-se a promoção de interpretações criativas e o despertar do sentimento de potência criativa de cada um dos envolvidos no processo educativo. Isso era percebido concretamente pelos sujeitos envolvidos.

37 Utilização dos meios de comunicação para gerar conteúdos de informação e educação. Junta às áreas de

É preciso indagar à instituição escolar sobre o tipo de contribuição que ela propõe dar para a formação de cidadãos e cidadãs participativos, ou seja, até que ponto a escola pode promover educação cidadã em contextos de limitados espaços e tempos de participação democrática. Além da ascensão nos níveis formais de escolaridade, espera-se que as escolas sejam capazes de elaborar espaços que favoreçam a ampliação das capacidades de comunicação – de conhecimento de si, de leitura do mundo, de solidariedade, de escuta e de expressividade múltipla – dos (as) jovens estudantes. (CARRANO 2006, p.05)

Durante o desenrolar das atividades, os estudantes foram acompanhados permanentemente pelos monitores e pesquisadores das respectivas oficinas, bem como pela coordenação geral do projeto. A linha de atuação da proposta de vivência interativa com os estudantes de ensino médio, por objetivar respeitar os saberes dos estudantes como saberes socialmente construídos também nas práticas comunitárias, apresentava um projeto pedagógico de perspectiva construcionista38.

A aproximação com os signos da arte na produção e interpretação das experiências sugere uma diferença do signo artístico para o informacional. Linhares (2003, p.96) esclarece que o signo artístico não comunica para exprimir uma posição. “A imaginação vai dar a experiência graça de transmudar-se de corpo exterior para signo”. A imaginação envolve o pensamento e sentimento do sujeito, onde o sentir percorre a intuição que navega na razão.

A aproximação com os signos na interpretação da experiência sugere uma tolerância exigente, com responsabilidades assumidas pelo professor e comprometimento dos estudantes. Nesse sentido, Papert (2008, p. 134) criara a palavra matética, para referir-se ao que chamava de arte de aprender; e enfatizava na criação como de um software, a aprendizagem de novos conhecimentos. “A atitude construcionista no ensino não é, em absoluto, dispensável por ser minimalista – a meta é ensinar de forma a produzir a maior

aprendizagem a partir do mínimo de ensino”. Assim, o projeto acontecia com os jovens

sabendo que além dos muros da escola, as intervenções eram mediadas por ferramentas - o computador, a máquina fotográfica, câmeras e outros artefatos.

A produção de saberes imagáticos estaria a proporcionar habilidades constitutivas do sentir e do pensar por si mesmo? Para Carrano (2001) os jovens não são como folhas em branco, que os mais velhos depositam as tradições culturais, tal como é colocado que advém da ancestralidade, da família e da escola, quando muitas vezes os grupos de jovens são vistos com preocupação, associados a comportamentos inadequados.

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Para Papert (2008), o construcionismo parte da suposição de que é necessário descobrir por si mesmo os conhecimentos. Por isso, os computadores são importantes para atividades mateticamente significativas (que fazem do aprender uma arte).

Eles são artífices do processo educativo e cultural, assim como também são produtos da complexidade social contemporânea. Para compreender os sentidos culturais dos grupos juvenis na cidade deveríamos utilizar o “método” que nos ensina o poeta

Antonio Machado: “Para o diálogo: primeiro pergunte. Depois escute”.

(CARRANO, 2001, p.21).

A implantação do projeto em 201239 nas escolas, contou, então, com um alinhamento pedagógico inicial, como momento de planejamento da equipe local, que por vezes, se reunia com a equipe geral do projeto, sempre em uma das capitais onde acontecia o Portal EMdiálogo, sobretudo, nos espaços-tempos onde a rede de universidades permanecia conectada em um grupo fechado da rede social do facebook.

O processo de planejamento da equipe EMdiálogo Fortaleza, que iniciou em 2012, tivera, portanto, um momento chave em seus inícios, central para alinhar as ações do projeto, tanto do ponto de vista temático, metodológico, como político-pedagógico. A equipe gestora era formada por um coordenador geral da UFC, 3 (três) pesquisadores bolsistas do MEC e facilitadores de oficinas - monitores contratados por serviço prestado pelo período necessário à realização das atividades previstas.

O Laboratório das Juventudes (LAJUS) da UFC, responsável pelo projeto em Fortaleza, realizou um encontro com a SEDUC-CE, para apresentar a proposta e pactuar as condições necessárias para a apresentação do projeto nas escolas da rede estadual de ensino. Através de uma reunião com a equipe técnica pedagógica da SEDUC-CE, no qual foram apresentadas as singularidades do projeto Portal EMdiálogo em Fortaleza, bem como as formas operativas de pôr em prática as oficinas de arte, com trabalhos envolvendo o Festival de Imagens. Desse modo, chegou-se às escolas, firmando-se as condições de viabilidade da ação, com o apoio de gestores, coordenadores e professores participantes.

Nesse contexto, abordamos, nesta pesquisa, apenas a prática pedagógica nas oficinas de artes com jovens do ensino médio, no projeto do Portal EMdiálogo, em Fortaleza. A apresentação nas escolas fora dividida em dois momentos: o primeiro aconteceu logo no início do projeto e foi realizado com o núcleo gestor. O segundo momento envolveu a

39 As ações iniciais realizadas em 2012 foram oficinas, na área de Artes Cênicas, com estudantes de escolas da

rede pública estadual. A proposta apresentada ao MEC era o EMdiálogo atuar nas escolas que faziam parte do Programa Ensino Médio Inovador (PROEMI), cadastradas no Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (SIMEC). Estas instituições recebem recursos do Ministério da Educação para desenvolver o Projeto de Reestruturação Curricular. No entanto, atuar em escolas do PROEMI não era uma regra. Participaram das oficinas EMdiálogo em Fortaleza, as seguintes escolas: EEF Murilo Borges Moreira (Mucuripe), EEFM Dragão do Mar (Mucuripe), EEFM Johnson e EEFM Rogério Fróes (Papicu).

apresentação geral do Portal EMdiálogo para todos os estudantes, no pátio ou área coberta da escola.

As oficinas de arte iniciaram com diálogos sobre temas contemporâneos, próprios do universo das culturas juvenis. O método utilizado teve como pressuposto o processo cognitivo focado na percepção, reflexão e ação. A proposta inicial trouxe uma gama de atividades que prepararam os participantes dentro de um processo de construção coletiva do conhecimento, fomentando a participação no Portal Ensino Médio EMdiálogo e no facebook.

O projeto Portal Ensino Médio EMdiálogo em Fortaleza partia da elaboração de oficinas envolvendo práticas pedagógicas em arte. As oficinas comportavam um momento- diagnóstico, no qual se levantavam as temáticas que seriam discutidas e registradas em processos de composição artística, posteriormente transformados em produtos elaborados pelos estudantes, para publicação no Portal EMdiálogo.

As oficinas de arte consistiam em mergulhar no contexto social da escola junto com os sujeitos que participavam das atividades, usando diferentes técnicas de criação visual e instrumentos digitais, partindo dos problemas apresentados e explorando as potencialidades desses jovens. Eram realizadas vivências de integração, criatividade cultural e relação intersubjetiva de novos saberes e experiências. A avaliação das vivências era compartilhada no portal, na ação de interação digital, em comentários dos vídeos. Desse modo, os sujeitos envolvidos nas atividades do projeto avaliavam o fazer vivido nas experiências, considerando o planejado e os resultados obtidos.

Em 2013, as atividades migraram para outras escolas, com oficinas nas linguagens das Artes Visuais e do Teatro. As escolas foram: Escola de Ensino Médio Presidente Castelo Branco, Escola de Ensino Médio Dr. César Cals e Escola de Ensino Médio Antônio Bezerra.

No ano de 2013, os monitores, responsáveis pela atuação nas oficinas realizadas em duas das escolas com o Projeto EMdiálogo na capital cearense eram jovens graduandos em Artes Visuais e Teatro, estudantes do Instituto Federal do Ceará.

Este momento foi proporcionado pelo encontro dos projetos Academia Literária + Portal Emdiálogo com o Ensino Médio e +PIBID de Sociologia UFC (...) Neste contexto, os alunos do Ensino Médio estudaram com o enfoque sociológico alguns poemas como '' A triste partida'', ''As façanhas de João Módulo'', ''Vicença e Sofia ou o castigo de sua mãe'', entre outros poemas retirados do livro “Cordéis e Outros Poemas” de Patativa do Assaré. No encontro contamos primeiramente com a presença do PIBID de Sociologia na biblioteca da escola para, juntos, exercitarmos o olhar sociológico e logo em seguida nos dirigimos para o roll da biblioteca para

fazermos a oficina de isogravura ou isoporgravura40 que ficou por conta do EMdiálogo/ oficinas artes visuais. Lembro que a EEFM Dr. CÉSAR CALS participa do programa PROEMI. (Comentário da monitora Helena Colores no Portal Ensino Médio EMdiálogo)

Ressaltamos que entre as monitoras das oficinas de arte se apresentaram significativas propostas de trocas de saberes. Para tanto, uma facilitadora visitava a escola da outra e indicava novas práticas pedagógicas. Assim, tomamos como exemplo, a monitora, estudante de teatro, Fran Benardino da escola EEFM Antônio Bezerra, que introduziu conhecimentos de teatro a estudantes da escola César Carls. Enquanto isso, a monitora de artes visuais, a estudante de Artes Visuais, Helena Colores da escola César Carls, propôs conhecimentos de artes plásticas a estudantes da escola Castelo Branco.

As três escolas participantes do projeto EMdiálogo com oficinas de arte em Fortaleza, enviaram vídeos para exibição no II Festival Nacional Imagens EMdiálogo – “A escola, a aula

e eu”. Duas escolas - César Carls e Castelo Branco - receberam menção honrosa, com os vídeos: “Rótulos” e “Ser Alguém na vida”. O vídeo e da EEFM Antônio Bezerra, participou da mostra paralela, com a produção “No lugar do outro”.

Na EEFM Dr. César Cals o Portal EMdiálogo foi efetivado, vinculado ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) da Sociologia, acontecendo, em 2013, em parceria com a proposta denominada de Academia Literária, que estava sendo desenvolvida por uma professora de literatura. As práticas realizadas na Academia Literária eram compartilhadas nas redes sociais. A escola EEFM Dr. César Cals foi selecionada para a mostra competitiva, com o vídeo “Rótulos - A Escola, a Aula e Eu”.

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Inspirada na xilogravura, a isogravura é uma técnica adaptada para se utilizar das possibilidades do carimbo. Tem como suporte o isopor ao invés da madeira.

Figura 3: Divulgação do Vídeo “Rótulos”

Referência: http://www.emdialogo.uff.br/festival/videos/7433 “Rótulos, A escola, a aula e eu”.

Em meio a uma vida turbulenta na adolescência, padrões estão sendo constantemente impostos sobre os jovens que são rotulados todos os dias. O vídeo mostra a realidade de muitos alunos do Ensino Médio, por meio de Carlos Silva (personagem fictício), que vive sendo rotulado no ambiente escolar. Ele questiona o modo como é visto pela escola, pelos professores e pelos colegas de sala de aula. EEFM Dr. César Cals. (Sinopse do vídeo “Rótulos” publicada no Portal Ensino Médio EMdiálogo)

A monitora do coletivo EMdiálogo CB, a educadora e artista visual Mírian Rocha, publicou em 01/11/2013 na página do Festival de Imagens do Portal EMdiálogo, que estava orgulhosa com os vídeos do Ceará, que foram contemplados no festival. O processo de produção era compartilhado no grupo EMdiálogo da escola no facebook. As ideias eram divulgadas e comentadas pelo coletivo CB. Desse modo, as práticas educativas realizadas na escola se estendiam em interação nas redes sociais.

Figura 4: Divulgação do vídeo “Ser Alguém na Vida”

Belgede Türkiye de Neler Oluyor? (sayfa 83-88)