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AGRESİF VERGİ PLANLAMASINA İLİŞKİN GENEL AÇIKLAMALAR

2) Dolar karşısında TL’nin değer kaybetmesi durumunda kur şu şekildedir:

2.4. Uluslararası İlişkilerden Kaynaklanan Sebepler 1. Zararlı Vergi Rekabeti

Como dito acima, quando iniciei os questionamentos sobre cordel nas salas de oitavos anos, percebi que eles aceitaram o gênero por três motivos: (1) pelo gosto de contar histórias; (2) pelo ritmo que evoca gêneros musicais que eles gostam como o funk, o sertanejo ou o rap; (3) pelos assuntos abordados nessas histórias. Decorrente disso, recapitularei um breve trajeto dessas relações, que justificam a aproximação entre os gêneros e as escolhas dos alunos.

O interesse pelo narrar histórias remete aos primórdios da civilização. Como afirmado anteriormente, o cordel pode ter surgido a partir das narrativas contadas no período medieval, no qual se tinha uma plateia interessada em ouvir tais histórias, com os objetivos de entreter os ouvintes e resguardar a tradição de um povo. O mesmo ocorreu com vários gêneros e, desse mesmo modo, surgiram os contos, que eram narrados de geração em geração. O ato de narrar foi se alterando ao longo do tempo e de acordo com as necessidades de cada civilização.

Assim, em nosso país, também se desenvolveram várias formas de narrar histórias e a primeira vem com a música caipira. De acordo com Vilela (p.1) “a música caipira se estrutura enquanto tal, entre os séculos XVIII e XIX, mas tem suas raízes fundadas em épocas mais remotas. Tempos que remontam o início da colonização do Brasil”. Ainda segundo o teórico

O processo de formação da cultura caipira confundiu-se com a própria colonização do Centro-Sul brasileiro. Bandeirantes, como foram chamados os pioneiros a adentrarem em terras brasileiras, muitas vezes eles mesmos mestiços, abriam frentes no interior, posteriormente ocupadas por pequenos agricultores que aos poucos foram fundindo sua maneira de viver com a dos povos que já habitavam a terra. Assim, foi se moldando uma cultura peculiar em seus vários aspectos: culinária, língua, costumes, valores, técnicas de trabalho etc. (Ibidem, p.2)

Dessa maneira, a narrativa produzida pelos sertanejos se esculpiu através dos aspectos históricos do meio em que estavam inseridos. E foi incorporado aos seus dizeres questões relacionadas a esse modo de viver.

É possível pensarmos que a música se portou como um elemento mediador nas relações das comunidades rurais. Nas festas religiosas, a música atua como o fio condutor de todo o processo ritual, como ocorre nos ritos tupi-guarani. É através dela que os homens e as mulheres do lugar se reúnem e se organizam para fazer com que ritos de celebração da vida e realizações pessoais sejam manifestos. (VILELA)

Os conteúdos temáticos das canções sertanejas envolviam as situações vivenciadas no campo – amor, trabalho na lavoura, religião, dificuldades, entre outros.

Do campo para a cidade. A partir do processo de urbanização, que se intensificou em décadas posteriores, surgiram outras formas de narrar as histórias vividas – o funk e o rap. Embora tenham emergido como música de protesto em solo estadunidense, tais gêneros, devido ao contato com ritmos brasileiros, ganharam novas cores e ritmos em terra brasileira (FIGUEIREDO, 2011).

Segundo Figueiredo (2011, p.186-187), ambos os gêneros surgiram

[...] como uma articulação dos prazeres e problemas da vida urbana: o prazer da musicalidade associado aos problemas do cotidiano de comunidades excluídas socialmente, sujeitos vítimas de violência, da pobreza e de diversos tipos de discriminação (cultural, social, racial, profissional)

O funk e o rap são, entre outras coisas, o uso disfarçado, dissimulado da fala para contestar a desigualdade social, a marginalização de grupos étnicos e, por meio de suas músicas, os grupos de rap e funk questionam a chamada “dominação cultural branca” e as relações de poder que promovem a exclusão de afrodescendentes.

Diferente do cordel, esses outros gêneros musicais não apenas narram, pois seus estilos e conteúdos temáticos possibilitam experiências além do narrar. Porém, semelhante ao cordel, tais histórias narradas desempenham a função de entretenimento ou a de denúncia da realidade que presenciam no cotidiano.

Esses gêneros representam uma concepção de mundo associada à vida popular, à cultura popular e logo implicam uma luta de classe - uma forma genuína de expressar sua realidade refutando a cultura oficial.

As línguas são concepções do mundo, não abstratas, mas concretas, sociais, atravessadas pelo sistema de apreciações, inseparáveis da prática corrente e da luta das classes. Por isso cada objeto, cada noção, cada ponto de vista, cada apreciação, cada entoação, encontra-se no ponto de intersecção das fronteiras das línguas- concepções do mundo, é englobado numa luta ideológica encarniçada. Nessas condições excepcionais, torna-se impossível qualquer dogmatismo linguístico e verbal, qualquer ingenuidade verbal. (BAKHTIN, 2013, p.415)

Se diante de cada texto não se pode acreditar que a escolha lexical foi ordinária, é evidente que os gêneros poéticos de cunho popular, em sua origem e desenvolvimento, intencionavam relatar suas realidades divulgando e denunciando as mais diversas situações do cotidiano. As diversas formas de narrar também podem ser compreendidas a partir do extralinguístico em que se encontram, uma vez que é em decorrência do social que é feita tal seleção lexical. Exemplo disso é a produção cordelista (feita por um sujeito que faz parte da classe trabalhadora e utiliza os serviços públicos prestados pelo governo) apresentada acima “Tinha um bar na esquina”, o qual relata a história de um indivíduo de classe social popular, que enfrenta problemas com o abuso de álcool, acarretando violência doméstica e distúrbios em sua saúde.

A intersecção desses vários gêneros – o narrar – no ambiente escolar assegurou um trabalho pedagógico empenhado em, através dos usos da linguagem, construir novos sentidos, de modo que fosse possível conduzir tais alunos a noção de cidadãos participativos e responsivos, os quais concebem a enunciação como lugar de embate cultural, social e linguístico.