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Türkçülük Hareketinin Dönemin Akımları Arasındaki Yeri

As pesquisas na revisão de literatura a respeito de liderança trazem, entre diversos aspectos, a relação existente desta habilidade com aquilo que chamamos de poder. Segundo Lück (2010a, p. 55) “[...] não se deve confundir liderança com poder, pois este pode ser exercido mediante manipulação, coerção e medo e não mediante o exercício de liderança, que pressupõe uma influência orientadora, estimuladora, motivadora, inspiradora e conscientizadora”. A mesma autora, ao evidenciar a importância do poder em relação ao gestor dentro das instituições escolares, faz referência a três estilos de liderança: autocrático, democrático e laissez faire.

a) Estilo Autocrático

Este estilo coloca o Gestor Escolar como sendo o único responsável pelas tomadas de decisões nas instituições onde atuam, trabalhando quase sempre de maneira individual. A

mobilização daqueles que trabalham com um líder autocrático acontece “[...] a partir de sua autoridade [...]” (LÜCK, 2010a, p. 75), o qual se apresenta, neste contexto, adquirindo

respeito dos demais membros da equipe e da escola como um todo a partir de coerção, à base do medo, diferentemente da concepção educacional definida por Durkheim (1975, p. 55-56),

como sendo “[...] respeito pela dignidade e pela individualidade”. Para este autor, a autoridade “[...] implica também e de forma decisiva, uma aceitação consciente de valores morais”.

Neste estilo, o cargo e a hierarquia se destacam, fazendo com que o poder se sobressaia a partir de uma liderança autoritária.

Um gestor que lidera de maneira autocrática apresenta o hábito de colocar sempre as

frases na primeira pessoa do singular (“Eu resolvi os problemas da escola.”; “Eu alterei determinado projeto.”; “A disciplina deste lugar se deve ao meu trabalho.”, etc.) e

desconsidera a importância dos contextos como fatores responsáveis pelas mudanças e alterações que frequentemente ocorrem na unidade onde atua.

Sua utilidade aparece, no entanto, quando há necessidade de se praticar ações que exigem rapidez, sem tempo para pesquisas ou consultas que demandam gasto de tempo e, também, quando entende-se que a “autoridade” exercida por este líder seja aquela proposta por Durkheim (1984) em relação à utilização no meio educacional, como já mencionado anteriormente.

b) Estilo Democrático

O estilo democrático é caracterizado quando o gestor lidera ouvindo aqueles que trabalham na instituição, identificado pelo trabalho em equipe, com a participação de todos os envolvidos na busca pelo alcance das metas propostas, os quais assumem responsabilidades diante de suas atividades. Está associado aos tipos de liderança compartilhada e à coliderança, já especificados nesta pesquisa.

As pessoas que trabalham em ambientes liderados por gestores democráticos são livres para expressarem “[...] suas ideias e visões, experimentar novas ações e criar novos projetos” (LÜCK, 2010a, p. 79). Esta forma de atuar é o princípio idealizado e presente na Constituição

Brasileira e na LDBEN, no sentido de que a gestão escolar também seja democrática na prática de seus líderes.

Apesar de o estilo democrático ser considerado o ideal e dentro dos preceitos da Constituição Brasileira e da LDBEN, Lück (2010a, p. 81) descreve que há uma ausência do mesmo no interior das escolas e que, para se tornar uma prática comum nas instituições escolares, “[...] torna-se necessário levar em consideração que gestão democrática se aprende a partir do desenvolvimento de competências de liderança, que necessitam ser desenvolvidas em capacitação tanto inicial como continuada em serviço [...]”, demonstrando a autora, neste sentido, a importância da formação do profissional que lidera – ou virá a liderar – uma instituição utilizando-se, como características, aquelas capazes de determinar a gestão como sendo democrática.

c) Estilo laissez faire

Segundo Lück (2010a), este estilo está mais relacionado à falta de liderança do que propriamente à liderança e coloca como sinônimo ao termo laissez faire a expressão “deixar

fazer”. Na realidade, é vista como uma pseudo-liderança13

, pois seu significado leva ao entendimento que, se há uma liberdade nas ações de todos aqueles que trabalham numa instituição, sem regras, onde cada um faz aquilo que acha conveniente, então o gestor desta instituição, existente pelo menos na definição do termo, não deve ser considerado de fato um líder.

Percebe-se neste estilo que a incapacidade, o medo, a insegurança por parte daquele que deveria liderar sobressai no exercício de suas funções, deixando que os demais membros atuem sem um verdadeiro comando. Para Lück (2010a, p. 84), se o gestor “[...] não escolher, deixar acontecer ao sabor da sorte, não assumir responsabilidades por esta ou aquela direção

estaria de acordo com este estilo”, e conclui “[...] que este estilo se manifesta como não

efetivo em organizações que detêm responsabilidades sociais pelas quais devem prestar contas, como é o caso da escola” (LÜCK, 2010a, p. 85).

No entanto, a mesma autora cita exemplos da utilidade deste estilo ao descrever que:

[...] em dados momentos, após grandes períodos de ritmo intenso de trabalho, um breve período de estilo laissez faire poderia ser necessário, a fim de que o grupo possa contemplar em retrospectiva as suas ações e seus resultados, e identificar características de sua própria natureza e, dessa forma, aprender a partir da experiência e recarregar suas baterias (LÜCK, 2010a, p. 92).

13 Pseudo-liderança: uma falsa liderança.

Nestes momentos, a percepção do Gestor Escolar e Equipe Gestora deve ser “ativada”

sobre os demais membros da instituição no sentido de entendê-los, de identificá-los a partir de suas especificidades, da auto-avaliação realizada por eles, não apenas como profissionais, mas como pessoas, utilizando-se destes conhecimentos para incentivar o crescimento destes membros e como forma de crescimento próprio.