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Sermaye ve Sermaye Artırımı Kavramı

1.7. MEVCUT SERMAYEYĠ AġAN BEDELLĠ SERMAYE ARTIRIMI

1.7.1. Sermaye ve Sermaye Artırımı Kavramı

O estágio supervisionado no PROESF foi desenvolvido a partir de uma organização diferenciada, se comparado aos demais programas focalizados. Para compreender sua dinâmica, considera-se necessário apresentar um breve histórico sobre o curso.

O primeiro ponto a ser destacado é que esse curso que teve por objetivo “formar em Pedagogia, com Licenciatura Plena, professores em exercício” (UNICAMP, [2002]). A esse respeito, o projeto pedagógico do PROESF esboçou a preocupação com as especificidades do programa considerando que “a proposta do curso foi elaborada visando a uma futura educação continuada e à integração da experiência docente dos professores em exercício, do desenvolvimento da pesquisa e do aprofundamento teórico desses professores” (UNICAMP, [2002]).

Para a elaboração das diretrizes do curso, foi organizado um fórum composto por coordenadores do programa e representantes de cada secretaria de educação conveniada. O ex-professor de disciplina (PD) entrevistado salientou que “esse fórum aprovou a proposta do

currículo durante todo o curso… as três turmas. O PROESF foi de 2002 a 2008 […] esse fórum atuou o tempo inteiro” (Entrevista PD/PROESF - 20/09/2011). O entrevistado ainda salientou a importância do fórum:

E ele passou a ter uma função legal, que além dele acompanhar o PROESF, resolver todos os problemas que tinha, tinha muito isso, é por que o PROESF se estrutura no novo, quer dizer, nós rompemos com todas as normas internas que é aqui dentro, e lá fora. Então assim, além de fazer isso, esse fórum começou a perceber que havia um trabalho a ser feito também junto com outras instâncias, por exemplo, a partir de um momento esse fórum começou a realizar atividades para gestores de escolas, que não estava previsto no plano inicial. Então eu lembro que nós fizemos vários encontros com diretores de escolas por região, para tratar sobre questões ligadas ao funcionamento escolar, entendeu? Isso tudo surgiu dessa coisa do trabalho coletivo na, portanto do PROESF, em que universidade e secretarias de educação administravam de fato coletivamente esse projeto (Entrevista PD/PROESF - 20/09/2011).

As secretarias de educação tiveram, portanto, um intenso envolvimento na elaboração do currículo do programa, fornecendo apoio e acompanhando as ações desenvolvidas no curso. A participação dessas instituições constituiu um diferencial na elaboração e organização do curso, ou seja, o programa foi criado em função de um público e um contexto específico no qual os alunos-professores atuavam. De acordo com o entrevistado, a constituição desse fórum justifica-se pela elaboração de um curso considerado novo, e diferenciado no que tange os modelos já existentes. Diante das dificuldades encontradas durante o andamento do curso, esse fórum teve papel fundamental nessa relação entre a universidade, as secretarias de educação, os gestores das escolas e os alunos-professores, considerando, por exemplo, a possibilidade de ampliar o foco do programa ao oferecer espaços de discussões com os gestores das escolas nas quais os alunos-professores atuavam.

Outro fator que envolveu essa relação entre as secretarias de educação e a universidade diz respeito à criação da função de assistente pedagógico:

[…] o PROESF conseguiu viver porque nós criamos o chamado “AP” ou Assistente Pedagógico, isso fez parte de um acordo nosso com as prefeituras. As prefeituras nos cederam o que a gente chamou dos melhores docentes que eles tinham […] É, que tinha já formação em pedagogia. Esse pessoal, eles foram nossos auxiliares (Entrevista PD/PROESF - 20/09/2011).

E, nós não tínhamos um número de docentes na casa suficiente, então nós tivemos que criar aí um profissional qualificado, que pudesse dar aula […] Então, o trabalho de cada professor daqui responsável por uma disciplina do PROESF, tinha, era basicamente com os APs (Entrevista PD/PROESF - 20/09/2011).

De acordo com o entrevistado, a criação da função de assistente pedagógico foi a solução encontrada para a organização das disciplinas no programa, já que o número de docentes universitários foi considerado insuficiente para atender a demanda de alunos- professores.

Para assumir a função de assistente pedagógico, os docentes das redes de ensino passaram por um processo seletivo tendo como critério a formação em pedagogia e possuir preferencialmente experiência na formação de professores. Os professores selecionados realizaram uma entrevista na universidade e em seguida fizeram um curso de especialização vinculado ao Programa de Pós Graduação da Unicamp e centrado na proposta pedagógica do PROESF. A ex-assistente pedagógica descreve que:

E vim para essa entrevista e acabei sendo aprovada e comecei a fazer os cursos, as disciplinas. Acho que foram oito disciplinas que nós fizemos das quais a gente trabalhou com duas, depois dando aulas para esses professores (Entrevista AP/ PROESF - 04/11/2011).

Em concordância com essas declarações da assistente pedagógica (AP), o professor de disciplina (PD) entrevistado descreveu o processo de organização das disciplinas da seguinte maneira:

Eles [assistentes pedagógicos] fizeram um curso centrado na proposta pedagógica do PROESF, e a partir desse curso os APs se distribuíram, cada um pegou pelo menos duas disciplinas, não do mesmo semestre. Então, cada professor [universitário] responsável por uma disciplina do PROESF, ele contou com uma equipe de cinco ou seis APs, esse pessoal da rede que foi formado no curso de especialização. Foi um curso mesmo aqui pela Pós oficialmente (Entrevista PD/PROESF - 20/09/2011).

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puderam optar pelas disciplinas que iriam ministrar. A assistente pedagógica (AP) entrevistada relatou que teve dificuldades com os conteúdos das disciplinas por ela escolhidas, mas por outro lado isso permitiu novas aprendizagens:

Quando eu fui para metodologia foi um negócio louco. Porque eu falei: ‘eu não acredito que eu fui escolher isso’. Eu fiquei umas duas semanas pensando em desistir. Quem foi para metodologia, eu acho que era eu que tinha pedagogia. Eram poucas pessoas que tinham uma formação assim, mais geral, que era o curso de pedagogia. As pessoas que foram para a metodologia eram as que tinham formação específica em licenciatura, ou seja, biólogos, matemáticos, o pessoal que fez letras. E aí, foi muito interessante porque eu fui ter as disciplinas, e essas disciplinas eram específicas dessas áreas de conhecimento. E eu tomei o maior susto porque eu não tinha base nenhuma para isso, eu falei acho que entrei no lugar errado (Entrevista AP/ PROESF - 04/11/2011).

[…] decidi ficar mesmo na metodologia, e foi, assim, excelente para mim. Tanto do ponto de vista do crescimento profissional, como pessoal. E profissional no sentido de poder trabalhar com as professoras algo que a gente sai da pedagogia sem saber trabalhar. Então, quando eu fui dar aula o que eu percebi? Que as coisas que eu não sabia, elas também não sabiam. Por isso que você não sabe como fazer, você vai pegar o livro didático, ou você vai sair pouco dele só, porque a gente não tem o conhecimento específico, e o conhecimento específico com uma boa formação, que é diferente de você ter só o conhecimento específico (Entrevista AP/ PROESF - 04/11/2011).

Em sua fala, a ex-assistente pedagógica (AP) entrevistada apresentou uma dificuldade considerada recorrente entre os profissionais formados em pedagogia, que corresponde a uma defasagem nos conhecimentos das áreas específicas. Apesar disso, a entrevistada declarou que buscou alternativas para sua compreensão do conteúdo a ser desenvolvido com os alunos- professores, como por exemplo, a elaboração de materiais concretos para o ensino.

Esse fato aponta para uma questão importante na formação dos professores em serviço e no modelo formativo baseado na formação de um grande contingente de professores: a criação de funções como tutores e assistentes que, muitas vezes não dominam os conhecimentos necessários para formar outros professores. No caso do PROESF, uma formação específica foi dirigida a essas figuras docentes. A importância dessa formação se exprime no papel que os assistentes pedagógicos assumiram no curso, auxiliando no planejamento das disciplinas e ministrando-as junto aos alunos-professores. A esse respeito o ex-professor de disciplina declarou que:

[…] antes de começar a nova disciplina, nós fazemos todo o trabalho de planejamento da disciplina junto com eles, então cada docente, o planejamento é feito junto com os APs. Então foi um esquema muito interessante (Entrevista PD/PROESF - 20/09/2011).

A prática que eles [APs] desenvolviam em sala de aula era supervisionada pela gente. A gente se reunia continuamente durante o curso. Então não era o negócio que você prepara e solta o povo e eles ficavam lá (Entrevista PD/PROESF - 20/09/2011).

E ganhavam bolsa. Eles [APs] durante o curso de especialização esse era dedicação integral, o curso era manhã e tarde. Quando começou com as turmas do PROESF não, aí eles voltaram às atividades [trabalhando na rede de ensino] (Entrevista PD/PROESF - 20/09/2011).

Considerando que os assistentes pedagógicos ministravam as aulas nas disciplinas, acabavam por desempenhar papel importante no estabelecimento de relações entre a teoria e a prática em atividades que se relacionassem ao estágio supervisionado. Cabe ainda considerar que os assistentes pedagógicos, professores das redes de ensino conveniadas ao programa, conheciam e compartilhavam as vivências e dificuldades que os alunos-professores nas escolas.

Nesse sentido, é possível afirmar que o estágio supervisionado no PROESF assumiu características um tanto inovadoras, já que foi definido como “um modo especial de atividade de capacitação em serviço [...] desenvolvido a partir da própria prática pedagógica realizada pelo aluno, em sua respectiva classe” (UNICAMP, [online]). Devido a essa especificidade e conforme esclarecido anteriormente, o projeto pedagógico do PROESF disponível no site oficial da Unicamp, não apresenta muitas informações a respeito do estágio supervisionado no referido curso e apenas cita que essas atividades foram realizadas na própria sala de aula em que aluno-professor atuava profissionalmente.

O estágio supervisionado nesse curso, mesmo sendo considerado formação em serviço, foi incluído na grade curricular desde o primeiro semestre havendo, portanto, as disciplinas: PE105 - Estágio Supervisionado I, PE205 - Estágio Supervisionado I, PE305 - Estágio Supervisionado III; PE405 - Estágio Supervisionado IV, PE505 - Estágio Supervisionado V e PE605 - Estágio Supervisionado VI.

horas destinadas ao estágio supervisionado no programa, embora, como já mencionado, não havia maior rigidez no controle das horas realizadas (posto que as mesmas eram cumpridas no horário de trabalho do aluno-professor na escola). Cabe destacar, no entanto, que de acordo com o projeto pedagógico essas atividades eram realizadas mediante o acompanhamento e a supervisão de um professor da universidade.

Diferente dos outros programas, o PROESF não apresentou em sua proposta a possibilidade de redução da carga horária do Estágio Supervisionado para professores que já possuem experiência na docência de acordo com o que estabelece a legislação. A realização do estágio supervisionado na própria sala de aula dos alunos-professores (que atuavam ou no ensino fundamental ou no ensino infantil) resolvia somente uma parte dos estágios previstos na formação de um pedagogo, que deve incidir na Educação Infantil, Ensino fundamental e Gestão Educacional. Como os alunos-professores realizavam o estágio supervisionado no nível de ensino em que não atuavam?

Na tentativa de esclarecer essa questão, o professor de disciplina (PD) entrevistado falou a respeito da dinâmica entre a prática do aluno-professor (considerada como estágio supervisionado) e as áreas de gestão e educação infantil, salientando que “todos os grandes temas que estão no currículo do nosso curso de pedagogia participaram do PROESF. Talvez um pouco mais, ou um pouco menos, os de gestão, educação não formal, isso tudo incluía” (Entrevista PD/PROESF - 20/09/2011). De acordo com o professor entrevistado, havia apenas “uma pequena parte” dos alunos-professores que atuavam na educação infantil, mas as atividades ligadas aos níveis de ensino que os professores não atuavam eram estudadas e discutidas pelas disciplinas do curso. A ênfase nesse curso parece ter sido, portanto, o ensino fundamental. O professor de disciplina (PD) entrevistado ainda esclareceu que:

Estava mesclado, tudo isso. E a verdade é que a parte de gestão, eles usaram o próprio sistema de gestão das escolas em que trabalharam (Entrevista PD/PROESF - 20/09/2011).

Então, o professor da disciplina que estava com gestão também organizava os temas partindo da realidade que eles viam nas suas escolas, entendeu? Então com isso você tinha todo o processo de gestão a partir da realidade trazida por eles. Esse processo, essa linha de trabalho foi fundamental, essa opção que a gente fez. É, foi um eixo mesmo de trabalho em torno do qual todas as disciplinas se organizavam (Entrevista PD/PROESF - 20/09/2011). […] havia disciplinas que isso era mais fácil, por exemplo, a língua portuguesa, matemática, então elas estão mais ligadas sei lá. Agora tinha as

linhas mais teóricas, mas aí você trabalhava com as ideias que o aluno tinha sobre, entendeu? De qualquer modo a diretriz pedagógica que orientou o trabalho de todas as disciplinas, foi isso: que todos os temas trabalhados tinham como ponto de partida a experiência do aluno, a partir daí, ele complementava com leitura, com “não sei o quê”, com monte de atividade, a aula magna que a gente dava entendeu. Foi uma coisa muito, um curso muito interessante viu (Entrevista PD/PROESF - 20/09/2011).

De acordo com essas declarações a responsabilidade pelo desenvolvimento do estágio era partilhada por todas as disciplinas. Desse modo, os conteúdos relacionados aos níveis de ensino complementares ao de atuação dos alunos-professores foram trabalhados em relação a sua prática. O ex-professor de disciplina entrevistado ainda exemplifica que:

Então assim, se nós fossemos falar, discutir sobre, por exemplo, o uso do texto como eixo no trabalho de alfabetização, a gente montava um tipo de atividade que começava com o que esses alunos traziam, portanto, a experiência deles da sala de aula. Aí, essa experiência era objeto de análise, a gente discutia muito, aí leitura… E então assim, essa relação entre teoria e prática se deu efetivamente a partir desse processo de análise da prática. Então, isso aí eu acho que de alguma forma eles [alunos-professores de outros níveis de ensino] participavam da discussão, que mesmo no 3º ano o professor está lidando com a questão da leitura e escrita […] Então, assim, na prática todo mundo se envolvia, independente da primeira ou da segunda [séries] o PROESF está lidando com as séries iniciais, então isso facilitou (Entrevista PD/PROESF - 20/09/2011).

De acordo com o ex-professor entrevistado, a disciplinas tomavam como referência a prática dos alunos professores, inclusive aquelas consideradas teóricas que propunham reflexões partindo do que os alunos-professores conheciam ou pensavam sobre o assunto. Desse modo, é possível notar que as 450 horas de estágio supervisionado expressas no documento do programa foram diluídas na própria prática dos alunos-professores na relação com cada disciplina do curso:

É, por exemplo, a parte de estágio, que vira a parte da prática que cada disciplina fazia, entendeu [...] Por que assim, nós usamos muito o que o aluno já fazia na sua prática, então assim, vamos explorar o máximo isso, por que é isso que nos interessa (Entrevista PD/PROESF - 20/09/2011).

O estágio supervisionado atrelado à prática que os alunos-professores já desempenhavam diariamente constituiu um aspecto central nessa proposta. Quando o entrevistado se referiu à prática do professor como referência nas disciplinas, questionou-se sobre o espaço para as discussões no curso, e o mesmo respondeu que:

[…] eu lembro que havia, mas isso não era assim rigidamente controlado entendeu, não é. A gente previa o tempo pra que essas coisas pudessem ocorrer. Entendeu? Mas assim, aonde isso ocorria, isso ocorria extremamente na aula magna, no trabalho com memorial, no trabalho em sala de aula, na relação com o professor, isso é o forte, entendeu? (Entrevista PD/PROESF - 20/09/2011).

De acordo com o ex-professor de disciplina entrevistado, não havia um controle rigoroso sobre o estágio e as socializações dessas experiências, pois estavam diluídos nas disciplinas do curso e no trabalho dos alunos-professores nas escolas. Na entrevista também não foi revelado um padrão sobre a forma como a prática docente era considerada nas disciplinas, conforme salientou o entrevistado: “No caso do PROESF, cada disciplina organizava a sua forma” (Entrevista PD/PROESF - 20/09/2011).

Tendo como base a revisão bibliográfica desse estudo que aponta alguns modelos de estágio relacionados diretamente com características de pesquisa, e informações do documento do PROESF que reservaram um espaço no curso para o eixo “pesquisa do cotidiano”, foi perguntado ao ex-professor de disciplina (PD) entrevistado se havia alguma relação entre esse eixo e o estágio supervisionado. A esse respeito o entrevistado esclareceu que:

A pesquisa estava muito mais ligada com o memorial que eles tinham que fazer […] Então assim, ele durante o curso entrou em contato com um monte de assunto, temas e etc. Então assim, ele era orientado a identificar temas pelo impacto que teve nas ideias e na vida dele. Então, o memorial ele tinha uma estrutura que o aluno iria relatar esse processo. Só que ao relatar esse processo, ao contar sobre as experiências que ele viveu aqui, ele tinha que, assim, ele tinha que cuidar da parte acadêmica, que livro ele leu, quais são os autores que lhe afetaram, que tipo de coisa aconteceu... Então ele não é um trabalho acadêmico comum que se está imaginando, entendeu, por que ele fala muito da experiência de vida, mas, também tem um lado acadêmico porque eles trabalham juntos, entendeu? Então, a reflexão ela é fundamentada, por exemplo, na literatura (Entrevista PD/PROESF - 20/09/2011).

[…] este é o modelo que até hoje nós usamos nos cursos de formação. O modelo de memorial foi uma grande aprendizagem, uma grande experiência que a gente desenvolveu no PROESF. Os cursos que nós damos aqui hoje de gestores é todo em cima dessa experiência (Entrevista PD/PROESF - 20/09/2011).

A partir dessas declarações é possível perceber que os memoriais de formação foram considerados significativos na formação dos alunos-professores possibilitando a reflexão sobre o impacto dessa formação em sua prática. Os memoriais de formação desenvolvidos no PROESF constituíram um elemento formativo implementado em outros cursos da universidade influenciando, portanto, um modelo de formação. Considerando que o estágio supervisionado nesse programa constituiu a própria prática profissional dos alunos- professores desenvolvida em sala de aula e que os memoriais consistiram na reflexão sobre essa prática a partir de um tema de seu interesse desenvolvido durante a formação, é possível uma relação entre os memoriais e o estágio, ou seja, com a prática que se desenvolvia na sala de aula. Apesar do ex-professor de disciplina (PD) entrevistado não afirmar essa relação direta entre os memoriais e o estágio supervisionado, o mesmo argumentou que esses memoriais tinham relação com: “a prática. Por que os memoriais, na escolha de eixo, a gente sempre colocava essa questão, quer dizer, que tipo de impacto esse conhecimento produziu nas suas ideias e na tua prática profissional” (Entrevista PD/PROESF - 20/09/2011).

Ressalta-se que a palavra “estágio” não é assumida nessas declarações, sendo substituída pela prática profissional dos alunos-professores desenvolvida no período do curso. Nesse sentido, o estágio supervisionado, diluído nas atividades profissionais e formativas dos alunos-professores, não é citado como uma atividade presente no curso. O estágio desenvolvido no programa estabelece uma relação quase que ‘simbiótica’ com a prática dos alunos-professores, misturando-se a ela, sendo pouco percebido como uma atividade do programa.

Embora a organização do estágio proposto no PROESF mostre-se inovadora em diversos aspectos, não parece ter sido resultado de uma concepção formativa diferenciada. O estágio teve pouca visibilidade no programa, tendo se ‘diluído’ na prática docente dos alunos- professores.

Cabe destacar, no entanto, que mesmo timidamente, as atividades relacionadas ao estágio favoreciam uma circulação de conhecimentos entre o espaço escolar e universitário, sendo os assistentes pedagógicos e os professores das disciplinas responsáveis por fomentar

essa relação entre teoria e prática. Apesar de conter características bem distintas, essa perspectiva do programa parece indicar um estágio supervisionado com ênfase na regência de classe e o estágio em situação de trabalho. Os professores já atuavam profissionalmente em uma sala de aula sob sua responsabilidade e nesse espaço tinham a possibilidade de desenvolver atividades de acordo com os conteúdos e reflexões proporcionados pelas