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Kayıtlı Sermaye Sistemine Göre Ġç Kaynaklardan Sermaye

1.7. MEVCUT SERMAYEYĠ AġAN BEDELLĠ SERMAYE ARTIRIMI

1.7.2. Sermaye Artırımı Türleri

1.7.2.4. Kayıtlı Sermaye Sistemine Göre Ġç Kaynaklardan Sermaye

Uma situação mais promissora começa a se desenhar a partir dos ventos democráticos soprados sobre o país, a partir dos anos 1980, fortalecidos pela promulgação da Constituição Federal de 1988, possibilitando o crescimento das discussões sobre a educação e resultando

na proposição de uma nova lei da educação, a LDB 9394/96. A lei que, pela primeira vez, contemplou toda a educação no país, trouxe um capítulo dedicado aos profissionais da educação. Porém, as proposições estabelecidas pela LDB necessitavam ainda de uma série de regulamentações, firmadas posteriormente (BARREIRO; GEBRAN, 2006).

A LDB 9394/96 criou o Curso Normal Superior para formação do professor da Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental, embora considere também a formação em normal nível médio. Vinculou a formação do professor para essas etapas do ensino, a esse curso, destinando-lhe a docência com base. Instituiu os Institutos Superiores de Educação como formadores dos profissionais da educação. Contemplou, ainda, em seu artigo 65, trezentas horas de prática de ensino na formação docente.

A criação do Curso Normal Superior acirrou as discussões acerca da identidade do curso de Pedagogia, visto que esvaziou sua função ao conferir, a um curso específico, a formação do professor para o magistério da Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Esse período foi marcado por um momento de tensão no cenário educacional, com questionamentos sobre a identidade do pedagogo. Se o Curso Normal Superior forma o professor, o que compete, então, ao curso de Pedagogia? Se a docência é a base do Curso Normal Superior, qual é a base do curso de Pedagogia? Para que o curso de Pedagogia? Qual sua função no contexto educacional? Voltou-se à dicotomia bacharelado versus licenciatura?

Paralelamente ao trâmite do projeto de lei, foram instituídas discussões sobre a formação do professor e a identidade do pedagogo, tendo em vista sua função no contexto educacional formal do país (SILVA, 2006). Pairou sobre o curso de Pedagogia posições divergente que promoveu expectativas quanto ao seu futuro. A reação dos educadores foi imediata, fazendo crescer o movimento que envolvia a divisão de opiniões sobre os que defendem o Curso Normal Superior e os que acreditam dever a formação do professor processar-se em cursos de Pedagogia. Concomitante às discussões sobre o curso de pedagogia, colocaram-se em pauta as discussões sobre a criação dos Institutos Superiores de Educação como locus de formação de professores. No entanto, prevalecia ainda a necessidade de regulamentação específica sobre o funcionamento desses.

O Ministério da Educação sinalizou a possibilidade de organização das universidades e instituições de ensino superior encaminharem propostas para o Conselho Nacional de Educação. A organização, encabeçada pela Anfope, foi decisiva quanto à formação dos profissionais da educação, provocando o convencimento quanto ao curso de Pedagogia

permanecer licenciatura. As discussões sobre o curso de Pedagogia arrastam-se até a instituição de suas diretrizes, em maio de 2006, por meio da Resolução CNE/CP nº 1/2006.

Em um encontro realizado pela Anfope, em 1998, foi organizado um documento contendo uma proposta de diretrizes para formação dos profissionais da educação, que trouxe a articulação teoria e prática como um dos eixos orientadores. Esse eixo permite apontar não só o reconhecimento das práticas no contexto dos cursos, mas também das atividades práticas inseridas neles, como o estágio, por exemplo.

No tocante ao estágio supervisionado, convém tecermos um olhar sobre como é tratado nas regulamentações estabelecidas pós LDB 9394/96. Os apontamentos e análises de Barreiro e Gebran (2006), e Pimenta e Lima (2010) contribuem para esse desenho, assim como a análise da documentação oficial posterior a Lei.

A Resolução CP/CNE 1, de 30 de setembro de 1999, estabelece os institutos superiores de educação, com vistas à formação inicial e continuada, bem como a profissionalização dos profissionais para o magistério da Educação Básica. Determina que a formação dos profissionais para atuação em Educação Infantil e professores para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental seja realizada nos cursos normal superior, cabendo às outras licenciaturas a formação específica dos professores por área de conhecimento. Prevê, além disso, a inclusão de 800 horas de prática de formação a ser realizada durante o curso. A resolução não torna clara a compreensão sobre práticas de formação, ocasionando divergências em sua interpretação, não clarificando se seria o estágio uma prática de formação. Verifica-se, assim, que a resolução não faz menção à realização de estágios nos cursos de licenciaturas, incluindo o Normal Superior, tampouco sua integralização ao currículo dos cursos.

Uma menção significativa sobre o estágio só vai ser encontrada no Parecer CNE/CP 9/2001, que revela preocupação com sua inserção na formação do professor, em função da

―[...] ausência de espaço institucional que assegure um tempo de planejamento conjunto entre

os profissionais dos cursos de formação e os da escola de educação básica, que receberá os estagiários‖ (BRASIL, 2001, p. 18). O Parecer defende que a concepção de prática como componente curricular deve estar presente nos momentos de reflexão sobre a atividade profissional e nos momentos de estágio, destacando-os como momentos nos quais se exercita a atividade profissional. Assim, as reflexões desenvolvidas nos cursos de formação devem apoiar o planejamento e a execução das práticas no estágio, envolvendo a equipe de formadores, não apenas o ―supervisor de estágio‖. Outra defesa do Parecer com relação ao

estágio é de este acontecer durante a formação, não somente em momentos pontuais e ao final do curso, visto dever propiciar ao aluno conhecer as diferentes dimensões do trabalho de professor.

Nesse sentido, o Parecer CNE/CP 9/2001, ao tratar do eixo articulador das dimensões teóricas e práticas, referente às diretrizes para a organização da matriz curricular, destaca que, quando do planejamento do curso de formação, é necessário vislumbrar ao aluno utilizar não só os conhecimentos que aprendeu, mas também mobilizar, em diferentes tempos e espaços curriculares, outros conhecimentos resultantes de diferentes naturezas ou provenientes de diversas experiências. Logo, propõe que:

As atividades deste espaço curricular de atuação coletiva e integrada dos formadores transcendem o estágio e têm como finalidade promover a articulação das diferentes práticas numa perspectiva interdisciplinar, com ênfase nos procedimentos de observação e reflexão para compreender e atuar em situações contextualizadas, tais como, o registro de observações realizadas e a resolução de situações-problema características do cotidiano profissional. Esse contato com a prática profissional não depende apenas da

observação direta: a prática contextualizada pode ―vir‖ até a escola de

formação por meio das tecnologias de informação — como, computador e vídeo —, de narrativas orais e escritas de professores, de produções dos alunos, de situações simuladas e estudo de casos (BRASIL, PARECER CNE/CP 9/2001, p. 57).

O estágio supervisionado é encarado como parte da prática. Não constitui, entretanto, toda a prática, sendo esta mais ampla e complexa, podendo envolver tecnologias como opção de possibilidades para refletir, discutir e analisar a prática docente. Esse entendimento apresentou uma visão mais ampla, acrescentando atividades que envolvem ações do aluno sobre a educação escolar, sem necessariamente estar presente na escola campo de estágio. Contraditoriamente, o Parecer faz menção, mas não defende essa concepção, uma vez que distingue estágio e atividades práticas, conferindo àquele somente as atividades desenvolvidas nas escolas. Prevalece falta de clareza e esclarecimentos sobre o que é estágio e atividade de prática de ensino, estendendo-se esta às instituições de ensino.

Com relação ao estágio supervisionado realizado nas escolas de Educação Básica, as considerações do Parecer CNE/CP 9/2001 foram alteradas pelo Parecer CNE/CP 27/2001, que teve como apontamentos:

O estágio obrigatório definido por lei deve ser vivenciado durante o curso de formação e com tempo suficiente para abordar as diferentes dimensões da atuação profissional. Deve, de acordo com o projeto pedagógico próprio,

desenvolver-se a partir do início da segunda metade do curso, reservando-se um período final para a docência compartilhada, sob a supervisão da escola de formação, preferencialmente na condição de assistente de professores experientes. Para tanto, é preciso que exista um projeto de estágio planejado e avaliado conjuntamente pela escola de formação inicial e as escolas campos de estágio, com objetivos e tarefas claras e que as duas instituições assumam responsabilidades e se auxiliem mutuamente, o que pressupõe relações formais entre instituições de ensino e unidades dos sistemas de

ensino. Esses ―tempos na escola‖ devem ser diferentes segundo os objetivos

de cada momento da formação. Sendo assim, o estágio não pode ficar sob a responsabilidade de um único professor da escola de formação, mas envolve necessariamente uma atuação coletiva dos formadores (BRASIL, PARECER CNE/CP 27/2001).

O Parecer CNE/CP 27/2001 expressa que o estágio deve: ser vivenciado ao longo do curso; propiciar o envolvimento com as diversas dimensões da atuação na escola; ser realizado durante o curso, isto é, a partir da segunda metade; reservar período de docência compartilhada; ser planejado em conjunto da escola campo, com divisão de responsabilidades e ser atribuído ao coletivo dos professores do curso, não apenas a um único professor. Demonstra, assim, afinidades com a posição do movimento dos educadores, liderados pela Anfope, fortalecendo as discussões e posicionamentos dos educadores.

Ainda em 2000, o Conselho Nacional de Educação homologou o Parecer CNE/CP 21/2001 que fixou a duração e a carga horária dos cursos de Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior curso de licenciatura, de graduação plena, cuja redação foi reformada pelo Parecer CNE/CP 28/2001. O estágio foi enfatizado como estágio curricular supervisionado de ensino, considerado componente obrigatório integrado à proposta pedagógica, a ser ofertado com carga horária mínima de 400 horas, juntamente com 400 horas de prática social e as atividades acadêmicas. Constituiu-o, desse modo, como um momento de formação profissional do aluno que acontece diretamente no exercício in loco, sendo necessariamente mediado por um profissional já habilitado. Assemelha-se a uma forma especial de capacitação em serviço.

Entre outros objetivos, pode-se dizer que o estágio curricular supervisionado pretende oferecer ao futuro licenciado um conhecimento do real em situação de trabalho, isto é, diretamente em unidades escolares dos sistemas de ensino. É também um momento para se verificar e provar (em si e no outro) a realização das competências exigidas na prática profissional e exigíveis dos formandos, especialmente, quanto à regência. Mas é também um momento para se acompanhar alguns aspectos da vida escolar que não acontecem de forma igualmente distribuída pelo semestre, concentrando-se mais em alguns aspectos que importa evidenciar. É o caso, por exemplo, da elaboração do projeto pedagógico, da matrícula, da organização das turmas e do tempo e espaço escolares (BRASIL, PARECER CNE/CP 28/2001, p. 10).

As ideias traçadas no Parecer CNE/CP 28/2001 denotaram a compreensão do estágio como a atividade do curso propiciadora do conhecimento real da situação de trabalho do futuro licenciado. É, ainda, o momento de colocar em ação as competências necessárias ao professor, não só na regência em sala de aula, mas na elaboração do projeto pedagógico e demais situações cotidianas do espaço escolar.

A integração estágio e prática de ensino prevaleceu, ambos com carga horária distinta dentro do curso. Permaneceu, porém, a falta de clareza na distinção entre ambas. Tendemos a crer que a falta de solidez teórica para distinguir e esclarecer os termos contribuiu para os cursos de Pedagogia e Normal Superior seguirem com 800 horas de prática. Esse período foi marcado pela realização de duas formas de organização curricular dos cursos: uma primeira, com as atividades práticas concentradas na primeira metade do curso e os estágios na segunda metade; a segunda opção, com o estágio concentrado na segunda metade e as práticas de ensino distribuídas igualmente nos semestres do curso. Essa segunda forma de organização concentrava grande carga horária prática na segunda metade do curso, reforçando o distanciamento teoria e prática, embora o discurso acadêmico fosse de aproximação. Assim realizado, o discurso sobre o curso permaneceu afastado do que, realmente, realizava-se nele. Essa realidade instalou-se não só nos cursos de Pedagogia, mas também nas licenciaturas. No curso de Pedagogia, ainda é presente essa prática, apesar da implantação das suas diretrizes em 2006.