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SAĞLIKLI VE ÜRİNER İNKONTİNANSLI KADINLARIN FİZİKSEL AKTİVİTE DÜZEYLERİ VE PELVİK TABAN SEMPTOMLARININ KARŞILAŞTIRILMAS

SÖZEL SUNUMLAR

SAĞLIKLI VE ÜRİNER İNKONTİNANSLI KADINLARIN FİZİKSEL AKTİVİTE DÜZEYLERİ VE PELVİK TABAN SEMPTOMLARININ KARŞILAŞTIRILMAS

No quadro dessas realidades, consideremos fatores de força maior que acarretam numa sucessão de atrasos na execução de uma obra. Destacamos aqui um acontecimento imprevisível, ocorrido no mês de fevereiro de 2009, e que pode exemplificar a dificuldade de transposição dos inúmeros conflitos que cercam uma experiência de mutirão assistido e que reflete a inflexibilidade da CEF.

Naquela ocasião um raio caiu sobre a única bomba de água do Assentamento Bernardo Marim, provocando a queda deste equipamento no fundo do poço. Esse acidente resultou na falta de água para a obra durante mais de quatro semanas, mas -como fato imprevisível desencadeado pela ação da natureza- o raio não poderia ser integrado no cronograma geral do projeto junto à CEF. Tal infortúnio provocou a suspensão de todos os pagamentos (mão de obra ou materiais) no assentamento, o que gerou uma repercussão importante no processo organizacional do mutirão, pois cada pausa na obra provoca uma retomada “a zero”, sobretudo no que diz respeito à organização dos mutirantes, que sem estímulo, buscam os "culpados" entre os seus parceiros mais próximos- já que as determinações da CEF são incompreensíveis e demasiado “distantes” para todos os segmentos envolvidos.

Esta distância intransponível entre a linguagem (num sentido geral) da CEF e a dos demais parceiros foi sem dúvida um dos maiores entraves a todo o processo de autogestão, que é desigual desde a sua origem pois se baseia numa relação hierarquizada entre a CEF (o banco que dispõe do financiamento) e os "despossuídos"- representados pelos movimentos sociais de uma forma geral (GOHN, 1997). Como conseqüência, a qualidade do trabalho social embutido no processo de auto-gestão é preterida, em detrimento da adoção de metas quantitativas também necessárias para garantir um mínimo de qualidade no produto final -sobretudo em programas desenvolvidos em parceria com entidades privadas. Este aspecto revela os limites da CEF em administrar a habitação de interesse social no Brasil, pois mesmo sendo um banco estatal sua prioridade reside no aspecto quantitativo do processo, relegando os dilemas e tensões inerentes a um processo que envolve partes políticas com interesses e importâncias distintas.

Além disso, devemos realçar os problemas do trabalho em mutirão que, em algumas de suas definições exclui o pagamento de mão de obra.

Figura 33 Fotografia da etapa de

escavação das no assentamento Bernardo Marim – Município de Pureza – RN.

Fonte: Acervo do Autor (2008).

Figura 34 Fotografia da etapa de baldrame no assentamento Roseli Nunes – Município de Ielmo Marinho – RN.

Fonte: Acervo do Autor (2008).

Entretanto, diante da lógica do capital predominante, o mutirão assistido GERAH-UFRN/MST foi conduzido a adaptações, entre as quais um sistema de compensação financeira com repercussão direta no processo de trabalho dos mutirantes, já que a remuneração que lhes era devida dificilmente era contínua e pontual. A organização do trabalho é tornada ainda mais complexa em meio rural (figura 33 e 34), nele existem períodos bem definidos ligados a produção agrícola, principal fonte de renda dos assentados. Assim durante os períodos de colheita tornava-se impossível aos mutirantes (figura 35) o mesmo nível de produção na lavoura e na construção de suas casas94

Assim como neste caso, na maior parte das situações críticas é submetida à equipe da CEF/RN, que mostra sinais explícitos de sobrecarga de tarefas face à quantidade de solicitações dos diferentes programas geridos

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Diante desta realidade, evidenciada pela equipe técnica junto à CEF/RN, esta última argumenta a dificuldade em modificar diretrizes elaboradas e impostas pela “Matriz”, em Brasília.

simultaneamente95. Da parte do INCRA, um dos fatores de maior entrave é, sem dúvida, a falta de estrutura do órgão para a questão da assistência pois apesar de ser um dos principais financiadores de programas de habitação para o meio rural, a entidade não dispõe de quadros técnicos suficientes para tal serviço96.

O último entrave de grande impacto para o processo em mutirão é a distinção criada entre as “Casas do INCRA” e as “Casas da CAIXA”. Tal diferença decorre do processo seletivo da CEF- efetuado sobre a lista de beneficiários apresentada pelo MST, que resultou na recusa de algumas famílias-, baseado em critérios tais como a exclusão de servidores públicos ou famílias que já tinham tido outros financiamentos da CEF. Como os critérios do INCRA são diversos, tais famílias receberam deste último os seus financiamentos, ou seja: por conseqüência

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Embora o ineditismo e a relevância das experiências de mutirão assistido desenvolvidos pelo GERAH-UFRN fossem meritórios de um acompanhamento diferenciado.

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Impossibilitada de atender toda a extensão da área que lhe foi atribuída, os projetos de habitação em assentamentos do RN são executados por técnicos não habilitados, e, principalmente, pelos próprios beneficiários, sem qualquer assistência técnica, razão que levou à autuação do INCRA / RN pelo CREA / RN, em 2009.

Figura 35 - Fotografia dos assentados na colheita do milho em processo de mutirão, assentamento Maria da Paz – João Câmara – RN.

limitaram a sete mil reais o investimento por casa, ao invés dos onze mil reais oferecidos pelo financiamento CEF/ INCRA.

Isso repercutiu de maneira muito intensa no processo construtivo, pois reforçou dois processos paralelos: diferentemente da CEF, o INCRA nem sempre integrava o processo de mutirão, permitindo o avanço individualizado por família, desde que autorizado pelo técnico responsável do INCRA. Essas diferenças entre as lógicas do mutirão e do INCRA/CEF também se refletiram na legitimidade do Responsável Técnico da obra que não era reconhecido pelo INCRA nas casas sem a parceria com a CEF (nove no Bernardo Marim e seis no Roseli Nunes).

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Benzer Belgeler