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BÖLÜM 5. BULGULAR VE YORUMLAR

5 yıldan az çalışma deneyimine sahip olan gazetecilerden G-16, Türkiye’de veri gazeteciliğinin henüz benimsenmediğini, gazetecilerin kendilerini toplumun

5.4. Gazetecilere Göre Veri Gazeteciliğinde Açık Veri ve Büyük Veri Türkiye'de veri gazeteciliği için en önemli sorunlardan biri resmi kurumların

5.4.4. Veri Gazeteciliğinde Kullanıma Açıklık ve Veriye Erişim

O contexto, como mencionado anteriormente, ajuda o ouvinte a derivar de uma representação semântica sua forma proposicional. Sperber & Wilson (1995) definem contexto como “o conjunto de premissas usadas na interpretação de um enunciado”25 (p. 15). Assim, o contexto seria um construto psicológico, sendo um subconjunto das suposições do ouvinte acerca do mundo. Ele não seria algo externo, referindo-se ao ambiente físico envolvendo os parceiros do ato de comunicação. O contexto é parte das suposições sobre o mundo que o ouvinte tem. É o que Sperber & Wilson chamam de ambiente cognitivo.

“Um ambiente cognitivo de um indivíduo é um conjunto de fatos que lhe são manifestos”26 (SPERBER & WILSON, 1995:39, itálico como no original). No entanto, há de se interpretar este conjunto de fatos no sentido de potencialmente manifestos, já que os autores acrescentam logo a seguir que este ambiente cognitivo consiste não só dos fatos dos quais o indivíduo tem consciência, mas também daqueles dos quais é capaz de tomar consciência. Um fato é manifesto a um indivíduo quando este é capaz de representá-lo mentalmente num dado momento e entendê-lo como verdadeiro ou provavelmente verdadeiro. Duas pessoas diferentes podem compartilhar um ambiente cognitivo, mas nunca podem fazê-lo totalmente. Ao compartilharem um ambiente cognitivo, compartilham o ambiente físico e têm habilidades cognitivas semelhantes. Mas os ambientes físicos nunca são idênticos e habilidades cognitivas sempre diferem de uma pessoa para outra, já que estas habilidades dependem de informações memorizadas anteriormente. Quando está claro quais pessoas compartilham um ambiente cognitivo, este ambiente é denominado de ambiente cognitivo mutuamente manifesto e, nele, toda suposição manifesta é chamada de manifestação mútua. Assim, não basta que haja uma interseção entre os ambientes cognitivos, tornando-os mútuos. Para que o processo comunicativo ocorra, é necessário que haja uma manifestação mútua por parte de falante e ouvinte.

Para a TR, o contexto não se refere ao ambiente externo em torno de falante e ouvinte, mas a uma parte de seu ambiente cognitivo. Isto não significa, no entanto, que os vários fatores externos não sejam levados em conta; o que ocorre é que a ênfase é dada à informação fornecida por eles e a sua disponibilidade mental para o processo

25

Minha tradução de: “The set of premises used in interpreting an utterance”.

26

interpretativo. Posteriormente, Gutt retoma esta noção de contexto da TR para desenvolver sua aplicação aos estudos da tradução (cf. GUTT, 2000b:27).

O ambiente cognitivo de uma pessoa é formado por uma grande quantidade potencial de informações. Estas informações podem ser derivadas do ambiente físico, podem ser recuperadas pela memória, ou ainda podem ser extraídas a partir da combinação destas duas primeiras fontes. Em princípio, qualquer uma destas fontes pode ser usada pelo ouvinte para que possa ser bem sucedido no ato de comunicação. No entanto, tendo-se em vista as variadas opções dentro do ambiente cognitivo do ouvinte, como ele consegue escolher, dentre elas, as verdadeiras suposições pretendidas pelo falante?

A resposta a tal questão deve levar em conta os diferentes graus de acessibilidade de uma dada informação. Nem todas as informações são igualmente acessíveis a todo tempo ao ouvinte. Há informações que, num dado momento, são mais fáceis de serem acessadas do que outras. Por exemplo, já que o assunto agora é TR e comunicação verbal, uma informação adquirida envolvendo a comunicação estará muito mais acessível neste instante do que, por exemplo, uma outra referente a uma viagem de estudos.

A partir daí pode-se afirmar que os vários graus de acessibilidade de suposições contextuais estão diretamente ligados ao montante de esforço despendido pelo ouvinte no ato inferencial. Uma importante característica da comunicação humana é a otimização dos recursos e, segundo Sperber & Wilson (1995), um aspecto da otimização é manter o esforço despendido ao mínimo (cf p. 123 ss.). Assim, um ouvinte vai escolher, dentre as variadas alternativas, aquela mais acessível a ele naquele momento, não importando a fonte de onde venha. Outro aspecto importante na busca por otimização está o de obter benefícios. Ao processar uma informação, o ouvinte está procurando melhorar seu conhecimento de mundo a partir desta informação recebida. Ele espera que o esforço gasto na compreensão vá, de alguma maneira, modificar as suposições contextuais trazidas por ele ao ato de comunicação. A estas modificações contextuais os autores dão o nome de efeitos contextuais (cf. id.).

Os efeitos contextuais podem ser de três tipos: implicações contextuais, reforço de suposições contextuais e eliminação de suposições. As implicações contextuais são inferências obtidas pela combinação da forma proposicional de um enunciado com as suposições contextuais. Tomemos como exemplo o seguinte diálogo (exemplos a partir de CARVALHO NETO, 2004:22-23):

João: Podemos conversar amanhã às 8h30 na universidade? Pedro: Tenho dentista às 8h00.

João: Que pena, então podemos marcar à tarde?

Na situação acima, não há linguisticamente nada na resposta de Pedro que demonstre a impossibilidade do encontro. Porém, João, usando suas suposições contextuais, é capaz de inferir a partir da resposta de Pedro que, sendo a universidade longe da casa de Pedro e que o dentista também deve se localizar distante da universidade, seria impossível que Pedro chegasse às 8h30 para o encontro. Além disso, João deve ter em seu ambiente cognitivo a informação de que dentistas e médicos sempre atrasam. A réplica: “Tenho dentista às 08h00” implica na inferência: “Pedro não poderá me encontrar às 08h30”. Temos aqui um tipo de efeitos contextuais: implicações contextuais.

O reforço de suposições já feitas ocorre quando um ato de comunicação vem confirmá-las, conferindo-lhes um grau maior de verdade. Vejamos a seguinte situação:

Carlos: Parece que vai chover hoje.

Ana: É, ontem na previsão do tempo havia uma mancha escura sobre nossa região.

Em seu comentário, Carlos não está certo de que vá chover. Faz uma suposição. Se Carlos, em seu ambiente cognitivo, detém a informação de que uma mancha escura sobre um determinado território durante a previsão do tempo no jornal televisivo denota chuva, então a declaração de Ana virá reforçar uma suposição já feita.

Por fim, a eliminação consiste em apagar suposições feitas anteriormente, por se apresentarem contraditórias. Consideremos a seguinte conversa:

Rafael: Vamos ter que cancelar a viagem; acho que Pedro teve um péssimo desempenho na prova de inglês e fará recuperação.

Mônica: Vi seu boletim e Pedro tirou 9 na prova.

Nesta situação, Rafael expressa seu temor de que tenham que adiar a viagem por causa de Pedro. Se Rafael, em seu ambiente cognitivo, entende que a nota 9 seja uma nota boa, entenderá também que não será necessária uma prova de recuperação.

Consequentemente, não precisará adiar a viagem. A declaração de Ana, por contrariar a de Rafael e possuir um valor de verdade, elimina a suposição anterior.

No processamento de uma informação, como visto, esforço e benefícios desempenham um papel fundamental, modificando nossas suposições contextuais. Agora se pode analisar como se dá a relação entre esforço e benefício através do princípio da relevância.