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BÖLÜM 5. BULGULAR VE YORUMLAR

5 yıldan az çalışma deneyimine sahip olan gazetecilerden G-16, Türkiye’de veri gazeteciliğinin henüz benimsenmediğini, gazetecilerin kendilerini toplumun

5.5. Gazetecilere Göre Veri Gazeteciliğinde Denetim

O contexto a ser usado na interpretação de um texto ou enunciado é parte do ambiente cognitivo mutuamente compartilhado entre o falante e o ouvinte. Neste cenário, ocorrem informações que são antigas e que, em geral, não compensam o custo de processamento. Outras informações, por outro lado, são novas, mas não apresentam nenhuma conexão com a representação de mundo do indivíduo. Para processá-las, seria necessário muito esforço para pouco benefício. Por sua vez, existem outras informações que são novas, mas apresentam relação com alguma informação antiga. Ao serem processadas desta maneira, derivam uma outra nova informação que só foi possível ser inferida pela combinação entre uma premissa velha e outra nova. É o que Sperber & Wilson (1995) chamam de informação relevante: “Quando o processamento de uma informação nova ocasiona tal efeito multiplicador, chamamo-la de relevante. Quanto maior o efeito multiplicador, maior a relevância”27 (p. 48, itálico como no original). A relação entre esforço e efeito no processamento de informações é importante para apresentar uma definição do que seja relevância. Sperber & Wilson (1995) assim definem o termo “relevância”:

Relevância

Condição de valor 1: uma suposição é relevante num contexto ao ponto em que

seus efeitos contextuais neste contexto sejam grandes.

Condição de valor 2: uma suposição é relevante num contexto ao ponto em que o

esforço requerido para processá-la neste contexto seja pequeno28 (p. 125, itálicos como no original).

Em vista do aqui exposto, podem-se ponderar três pontos. Primeiramente, a relevância encontra-se na interdependência de dois fatores: efeitos contextuais e esforço

27

Minha tradução de: “When the processing of new information gives rise to such a multiplication effect, we call it relevant. The greater the multiplication effect, the greater the relevance”.

28

Minha tradução de: “Relevance - Extent condition 1: an assumption is relevant in a context to the extent that its contextual effects in this context are large. Extent condition 2: an assumption is relevant in a context to the extent that the effort required to process it in this context is small”.

processual. E, uma vez que estes fatores são dependentes do contexto, pode-se afirmar, em segundo lugar, que também a relevância é dependente do contexto. E, em terceiro lugar, a relevância é uma noção comparativa29: os enunciados podem variar de acordo com o grau de relevância que eles atingem num dado contexto (cf. id., p. 129-130).

Segundo a TR, o ponto crucial na comunicação humana é que ela vai criar uma expectativa de ótima relevância, ou seja, o ouvinte parte do princípio de que, ao processar uma informação, esta vai produzir efeitos contextuais adequados com um mínimo de esforço processual necessário. É o que a TR chama de Princípio da Relevância: “Todo ato de comunicação ostensiva comunica uma presunção de sua própria relevância ótima”30 (SPERBER & WILSON, 1995:158). Ao fornecer evidência de sua intenção em comunicar algo, o falante tem um comportamento ostensivo, guiado pelo princípio de relevância. A presunção de ótima relevância consiste de dois pontos:

a) O estímulo ostensivo é relevante o suficiente para que valha a pena o esforço da audiência em processá-lo.

b) O estímulo ostensivo é o mais relevante compatível com as habilidades e preferências do comunicador31 (p. 270).

O falante tem um comportamento ostensivo, ou seja, ele deseja comunicar algo e também mostra sua intenção em fazê-lo. O ouvinte, por sua vez, tem um comportamento inferencial, processando a informação intencionada pelo falante. Este comportamento ostensivo-inferencial é guiado pelo princípio da relevância, ou seja, um enunciado tem que atingir efeitos contextuais adequados e manter o esforço despendido a um nínimo. Alves (2001a) resume bem a questão da seguinte forma:

Sperber e Wilson postulam que este processo, direcionado pelo princípio de relevância, atua a partir das interfaces estabelecidas entre um comportamento ostensivo por parte do falante e um comportamento inferencial por parte do ouvinte que, apoiados por manifestação mútua e situados em determinados ambientes cognitivos, geram um efeito contextual capaz de explicar o funcionamento (...) dos processos de comunicação. (...) Em suma, o princípio de relevância possibilita, por intermédio deste comportamento ostensivo-inferencial, que seja alcançado o maior efeito contextual através do menor esforço processual possível (p. 18).

29

Sperber & Wilson (1986/1995) reconhecem que a relevância pode ser também definida como um conceito quantitativo, mas este conceito seria de interesse apenas para o ramo da lógica. Já que o que nos interessa na relevância é sua propriedade psicológica, não há razão para tratar aqui com aquele conceito (cf. p. 129-132).

30

Minha tradução de: “Every act of ostensive communication communicates a presumption of its own optimal relevance”.

31

Minha tradução de: “(a) The ostensive stimulus is relevant enough for it to be worth the addressee’s effort to process it. (b) The ostensive stimulus is the most relevant one compatible with the communicator’s abilities and preferences”.

Alves (2005), ao analisar esta questão sob um ponto de vista de aquisição de competência em tradução, reformula seu texto sobre a noção de esforço-efeito da seguinte maneira:

A proposta de uma competência tradutória específica, em complementação a uma competência tradutória geral, norteada pelo princípio de relevância e direcionada para a busca de semelhança interpretativa, somente é possível dada a forma flexível e plástica como a TR aborda a regulação de processos cognitivos, implementado-os com base em dois fatores voltados para a maximização das atividades cognitivas: o máximo de efeitos contextuais possíveis – ou a quantidade adequada, como se prefere na reformulação do princípio de relevância – através do mínimo esforço cognitivo necessário (p. 14-15, negritos meus).

Graficamente, pode-se apresentar este princípio da seguinte maneira:

RELEVÂNCIA = [comportamento ostensivo-inferencial + (ambiente cognitivo + manifestação mútua)]  efeito contextual.