1.5. Kelâmî Ahlâk Problemine Giriş
1.5.2. Problemin Tarihsel Arka Planı
1.5.2.2. İslam’da Kader Anlayışının Tezahürü
Em 2006 foi dada continuidade ao Programa Descubra a Orquestra, porém com algumas modificações significativas. A figura abaixo demonstra que a estrutura considerou o mesmo grupo de atividades desenvolvido em 2005 – o Programa Descubra a Orquestra, nas vertentes Formação de Professores, Formação de Público e Atividades na Osesp. Mas os cursos, que até aquele ano eram organizados apenas segundo os ciclos escolares (Ensino Fundamental I e II e Ensino Médio), além de contemplarem esta organização incluíram uma diferenciação pelo “grau” de formação musical dos professores: cursos para professores com ou sem formação formal (leigos) em música – como será detalhado adiante. O formato de workshop foi inicialmente anunciado, mas logo substituído pelo
formato de curso. As principais diferenciações entre os cursos inicialmente pensados como tal e os workshops transformados em curso consistiam no público-alvo e na carga horária. Os cursos com maior carga horária (os primeiros acima mencionados) eram destinados a professores com formação musical; os cursos originados em workshops eram destinados a professores “leigos em música” (vide detalhamento adiante). Todos incluíram atividades de EaD. A figura adiante apresenta a estrutura inicial:
Figura 8: Programa Descubra a Orquestra (2006)
Cada escola se inscreveu em apenas um evento didático da vertente Formação de
Público (realizados com a colaboração de diversas orquestras) e/ou em um da vertente
Atividades na Osesp (turmas diferentes), observada a faixa etária dos alunos da Série escolhida: Primeiro semestre: Série 1 (5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental), Série 2 (1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental e Educação Infantil27); Segundo semestre: Série 3 (1ª a 4ª séries) e Série 4 (5ª a 8ª séries, E. Médio e EJA).
Cada escola podia inscrever até 135 pessoas em apenas um evento28, sendo que nos eventos didáticos da Osesp (ensaios gerais abertos) o limite de público era de 700 pessoas, ou seja, em torno de 5 escolas; já nos concertos didáticos ou ensaios gerais abertos das orquestras convidadas o limite era de 1300 pessoas - 9 ou 10 escolas. Esporadicamente, um professor participante nos cursos levaria apenas uma turma de 3029 alunos para o evento didático. Ou seja, o número de professores participantes nos cursos era diretamente
27 Classes da Educação Infantil (pré-escola) foram atendidas com recursos da Fundação Osesp e patrocinadores. A SEE
destinou verbas para as escolas Estaduais envolvidas, para um total de 23.870 vagas (inclusos os professores participantes da vertente Formação de Professores), o que representou mais de 80% do total de participantes.
28 Este número baseava-se em múltiplos da lotação dos ônibus – normalmente cada ônibus tem capacidade para 45
pessoas. Portanto, seria possível trazer 45, 90 ou 135 alunos. Era dada preferência para grupos maiores, visto que cada grupo (escola) deveria inscrever um professor nos cursos e desta forma seria mais difícil atender eficientemente turmas com grandes números de participantes (principalmente nos módulos via EaD),
29 Esta situação ocorria principalmente nas escolas particulares, que nem sempre utilizavam ônibus com a lotação padrão.
Além dos alunos, a CPE/Osesp recomendava que alguns professores ou monitores também os acompanhassem (a lotação total/vagas solicitadas deveria incluir também estas pessoas).
Atividades na Osesp Formação de Público Gincanas Fazendo música na Osesp Materiais de apoio audiovisual Ensaios Gerais Abertos Osesp Concertos Didáticos DIDs Ofscs Ensaios Gerais
Abertos EGAs Tucca
DIDs Concertos Didáticos Osusp Cursos para prof.
artes e leigos em música Cursos para prof. com formação em música Formação de Professores Concertos Didáticos DIDs Ossa Curso misto (prof. leigos e com formação em música) Apostilas e site Programas/folders de concerto
proporcional ao número de escolas e alunos participantes nos eventos didáticos. Além disso, as vagas privilegiavam o público da SEE, principal parceira e apoiadora do Programa Descubra a Orquestra.
Devido a algumas dificuldades técnicas dos professores participantes no acesso e utilização do TelEduc em 2005, em 2006 foi criada uma apostila com orientações de uso do TelEduc e realizada uma reunião de abertura antes dos Módulos presenciais, além de ser incluído um Módulo específico para discussão destas atividades e do trabalho de aplicação do curso. Esta reunião de abertura era dividida em dois momentos. No primeiro momento participavam, além dos professores inscritos nos cursos, os coordenadores pedagógicos e os diretores (ou seus representantes). Desta forma, esperava-se familiarizar estas lideranças com o Programa e incitar maior comprometimento e apoio das escolas ao professor que realizaria seu trabalho de aplicação (ou conclusão) do curso com as turmas que viriam aos eventos didáticos como parte dos critérios fundamentais a serem cumpridos para o recebimento do certificado. No segundo momento, os coordenadores pedagógicos e os diretores (ou seus representantes) eram liberados e permaneciam apenas os professores participantes. Eram então oferecidas informações sobre as premissas educacionais da EaD e as possibilidades de utilização do TelEduc.
Foi obrigatória a participação de um professor no curso da vertente Formação de
Professores correspondente à Série em que a escola estava inscrita e ao seu conhecimento (com ou sem formação musical). Neste ano, o formato dos cursos foi modificado, sendo o critério principal não mais o vínculo empregatício (professor ou não da rede estadual de ensino), mas sim a formação dos professores participantes. Os cursos eram organizados em cursos para professores leigos em música e professores com formação musical – esta última categoria conforme as normas de inscrição:
Para os cursos somente serão aceitas inscrições de professores com formação musical (graduação, licenciatura ou pós-graduação em Música ou Educação Artística com habilitação em Música) e que tenham acesso a computador e internet em casa. Os professores que solicitarem participação nos cursos deverão apresentar cópia de documentação comprobatória de sua formação musical no ato da inscrição. Caso não haja comprovação, serão inscritos nos workshops. (Normas de inscrição, CPE/Osesp, 2006)
Em todas as séries, foram oferecidos cursos específicos para professores com e sem formação musical (graduação ou licenciatura em música, ou participação em qualquer outro nível de formação inicial). Foi oferecido apenas um curso para professores com formação musical, um público sempre menor do que o de leigos em música, englobando
ambas as séries do semestre (todos níveis de ensino). Devido à concretização da parceria com a SEE, o percentual de vagas reservadas para os professores da rede estadual de ensino foi muito maior (70%) do que as demais categorias.
Os dois cursos para professores com formação musical (um por semestre) tiveram carga horária total de 66 horas. Dois Módulos presenciais foram ministrados por docentes convidados (um no início e outro no final do curso), cada um com 12 horas (sexta-feira e sábado) sendo que, após o primeiro dia do primeiro Módulo, os professores participantes e docentes assistiam juntos ao concerto da Osesp. Estes Módulos abordavam aspectos teórico-práticos da educação musical, situando as aplicações destas perspectivas no repertório dos eventos didáticos de modo que os professores participantes pudessem preparar seus alunos para estes eventos. Um segundo Módulo presencial foi ministrado pelas docentes da CPE/Osesp (a coordenadora e uma docente colaboradora), e se situava logo após o primeiro Módulo, com o objetivo de aprofundar o conhecimento dos recursos do TelEduc e, principalmente, das questões pedagógicas (conceitos e aplicações da EaD). Normalmente, depois destes dois primeiros Módulos presenciais, os professores participantes começavam a comparecer nos eventos didáticos com seus alunos segundo a inscrição previamente realizada. Durante este tempo, eram acompanhados pelas docentes dos cursos (convidadas) e supervisionados quanto a questões técnicas e organizacionais pela equipe da CPE/Osesp. A carga horária presencial incluía os três Módulos, o concerto da Osesp e o evento didático, totalizando 36 horas; a carga horária das atividades a distância perfazia 30 horas.
No primeiro semestre, os dois cursos para professores sem formação musical formal (ou “leigos em música”) (organizados por faixa etária) e um curso misto (leigos e com formação) tiveram um formato semelhante, pois também iniciavam e terminavam com um Módulo presencial. Porém, estes cursos foram ministrados pelas docentes da CPE/Osesp e não tiveram um Módulo específico para o conhecimento do TelEduc e das especificidades da EaD. A carga horária presencial incluía os dois Módulos, o concerto da Osesp e o evento didático, num total de 20 horas, e a mesma carga era destinada às atividades a distância.
No segundo semestre, o formato dos cursos para leigos em música incluiu três Módulos presenciais: dois no início e um no final – como o dos professores com formação musical. Além disso, o Ensaio Geral (EGA) da Osesp, que no primeiro semestre integrou o primeiro Módulo dos cursos para leigos, no período da manhã, foi substituído pela
participação (extra-curso) em um concerto didático ou ensaio geral aberto em datas disponibilizadas pela Fundação Osesp. Preferencialmente, os professores participantes poderiam escolher um evento similar ao do evento em que a escola estava inscrita. Assim foi otimizado o tempo destinado às atividades pedagógicas com o professor formador. Embora a carga horária total tenha permanecido inalterada, a distribuição entre a carga presencial e a distância foi modificada para 28 e 12 horas respectivamente. Como exemplo da organização de cada curso, o Anexo 2 apresenta a estrutura de referência para as atividades a distância, a qual era discutida com os docentes e adaptado para atender necessidades específicas.
Em todos os cursos de 2006, os professores participantes foram organizados em grupos e distribuídos entre os docentes para o acompanhamento a distância, e a supervisão do Trabalho de aplicação. A organização dos professores participantes seguia a dos trabalhos dos docentes. Quando a CPE/Osesp recebia o aceite dos docentes, enviava a lista do repertório dos eventos didáticos e solicitava que escolhessem pelo menos uma obra musical de cada evento didático diferente30 para trabalhar em seu Módulo. Assim, cada um era responsável por um conjunto de obras (geralmente cinco a oito) e cada obra integrava um ou mais eventos didáticos. Ao repertório orquestral básico, os docentes adicionavam repertório complementar, como músicas populares, canções do repertório infantil ou folclórico, entre outros. Como resultado, a supervisão dos professores participantes era diretamente relacionada ao repertório e eventos trabalhados pelos docentes: cada docente acompanhava os professores cujas escolas estavam inscritas nestes mesmos eventos.
Em todos os cursos, os participantes precisaram apresentar um Trabalho de
aplicação dos conteúdos construídos no curso (aulas presenciais e virtuais): planejar, implantar, avaliar e relatar quatro ou oito aulas de música que demonstrem a integração de, no mínimo, duas atividades musicais práticas dentre composição, execução ou apreciação com o repertório do evento didático a ser apreciado pelos alunos (apostilas dos Cursos)31. Como a proposta seguiu as Resoluções SEE n.ºs 62/2005 e 21/2005 da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo tiveram direito a certificado os inscritos que participaram das
30 As orquestras convidadas repetiam o programa em datas diferentes, embora algumas chegassem a apresentar partes ou
até a mesma obra. Os programas da Osesp sempre eram diferentes, pois a cada semana essa orquestra prepara um novo repertório. Normalmente os repertórios da Osesp não coincidiam com os programas das demais orquestras, e eram bem mais complexos quanto à duração e natureza das obras (ex. poemas sinfônicos, concertos para instrumento solo e sinfonias integrais).
31 Nos cursos para professores leigos em música deveria ser apresentado um trabalho com no mínimo quatro aulas, já os
cursos para professores com formação musical deveriam realizar um trabalho que abrangesse no mínimo oito aulas. O certificado dos professores da rede estadual de ensino era validado pela CENP/SEE e os demais eram emitidos e validados apenas pela Osesp.
atividades a distância no TelEduc, obtiveram frequência superior a 90% nas aulas presenciais e entregaram o trabalho de aplicação recebendo conceito A, B ou C. Observo que a exigência de 90% frequência (instituída nos cursos desde 2004) foi estipulada com base na pouca carga horária dos cursos principalmente nos primeiros anos, e com apoio da CENP/SEE, que desejava que os professores comparecessem integralmente às atividades. Por exemplo, se alguém faltasse mais de três horas, perderia uma porção significativa do curso devido à baixa carga horária. Cabe ressaltar que era relacionada às atividades presenciais, embora fossem observados os acessos às atividades a distância. Este é um indicativo de que, provavelmente, teria sido necessário maior aprofundamento sobre possibilidades de incentivo ao envolvimento ativo e avaliação em EaD, e aperfeiçoamentos na integração do sistema de avaliação das modalidades presencial e a distância.
A ferramenta de interação a distância utilizada nos cursos foi o TelEduc, um aplicativo para cursos baseados em EaD desenvolvido pelo Núcleo de Informática Aplicada à Educação (NIED) da UNICAMP32. Os principais recursos dos alunos foram:
Figura 9: Recursos do TelEduc
A equipe da CPE/Fundação Osesp e os docentes dos Cursos tinham acesso a ferramentas restritas:
Configurar: para alterar dados e configurações como senha, idioma e notificação de novidades
32 http://teleduc.nied.unicamp.br/teleduc/ e www.nied.unicamp.br/
Estrutura do Ambiente: apresenta os recursos utilizados, suas funções e seu funcionamento.
Dinâmica do Curso: metodologia e estrutura das atividades.
Agenda (abertura): menu (à esquerda); conteúdo do recurso selecionado (à direita).
Atividades: apresenta as atividades gerais ou detalha uma tarefa.
Material de Apoio: informações relacionadas (download de textos, acesso a links externos, etc.).
Mural: informações complementares (ex. notícias).
Fóruns de Discussão: criação de fóruns temáticos para discussões assíncronas. Bate-papo: discussões em tempo real (mensagens escritas síncronas) em
horários pré-determinados.
Correio: correio eletrônico interno. Permite recebimento de mensagens em ferramentas externas enviadas pelos docentes.
Perfil: inserção de biografia resumida e foto. Grupos: visualização dos integrantes e seu perfil.
Diário de Bordo: registro de vivências individuais, compartilhadas ou não com os demais. O acesso para leitura habilita possíveis comentários.
Portfólio: armazenamento de arquivos. Três níveis de acesso: restrito (o próprio aluno), compartilhamento com docentes ou com todos os participantes.
Também podem ser feitos comentários caso seja autorizado o acesso de colegas ou docentes.
no e-mail externo (uma, duas ou nenhuma vez por dia, etc.).
Administração: visualizar/alterar dados e cronograma; escolher e destacar ferramentas; inscrever alunos e docentes; gerenciar inscrições, alunos e docentes; enviar senha. Atribuições exclusivas do coordenador: alterar o status dos alunos para docentes; alterar nomenclatura do coordenador.
Acessos: relatório de acessos (últimos acessos e quantidade de acessos); relatório de frequência (acessos individuais por ferramenta).
Intermap: mapas e gráficos das interações realizadas no Correio, Fóruns e Bate-Papo. Suporte: contato com o suporte técnico (administrador técnico) via e-mail.
Os professores participantes deveriam atentar para a realização de atividades nos prazos estabelecidos, acessar as leituras indicadas, participar nos bate-papos dos grupos (autoorganizados, encontros virtuais síncronos) e com as formadoras de modo fundamentado e constante, oferecer suas próprias contribuições (comentários consistentes, ideias, sugestões, materiais) nos fóruns e em outras ferramentas, anexar seus planejamentos e relatos de aulas no portfólio e suas impressões pessoais no diário de bordo. Estas atividades requeriam dedicação de, aproximadamente, uma hora semanal. Foram estipuladas duas etapas de entrega do trabalho de aplicação: (a) anexar no portfólio individual do TelEduc, para uma atividade em trios que consistiu na realização de comentários mútuos entre estes alunos (cada um recebeu e fez comentários sobre os trabalhos de dois colegas) e do docente responsável; e (b) impresso, no primeiro dia do último Módulo presencial, quando também poderiam ser entregues gravações em áudio e vídeo das atividades realizadas nas escolas (opcional). Em alguns momentos foi solicitada a entrega de avaliações do Programa, do curso, autoavaliação e outras.