• Sonuç bulunamadı

2.6. İnsan Fiilleri

2.6.1. Felsefe ve İnsan Fiilleri

O sueco Johan Åsblom emigrou para o estado de São Paulo em 1885. O trabalho e as dificuldades nos primeiros anos fez com que ele perdesse muito as forças, mas o pior sentimento era o de isolamento que sentia com relação a

seus irmãos de fé. Em 1892 ele escreveu uma carta para

“Evangeliskafosterlandsstiftelsen” (Fundação Evangélica em prol da Terra Natal), que era a organização missionária que ele mais conhecia, pedindo que eles enviassem um pastor missionário para cuidar das necessidades espirituais dos colonos imigrantes. Mas por não obter resposta, enviou uma segunda carta para o conferencista P. Waldenström, mas nem dele recebeu resposta. Mais uma vez escreveu e enviou a carta para o “Exército da Salvação”, na sede, em Estocolmo, e eles responderam que ele deveria entrar em contato com a sede da entidade em Buenos Aires, na Argentina. Se ele fez contato ou não, não sabemos; porém depois ele leu em um jornal sobre a organização missionária de John Ongman, em Örebro, e como ele era interessado em missões fora da Suécia, por isto ele escreveu para o pastor Ongman e explicou como estava a situação espiritual no Brasil, mostrando que havia a necessidade de enviar missionários para pregar o evangelho de Jesus. A carta deve ter chegado ao pastor Ongman e a recém-organizada “Örebro Missionförening” (Associação Missionária de Örebro) no fim de 1892.195

Nesse tempo, um dos jovens que cursava a Escola Missionária de Örebro, Adolf Larsson, confessou haver recebido uma chamada especial para ser missionário no estrangeiro e então se candidatou para ir ao Brasil. Sua oferta foi aceita pela Junta de Missões de Örebro e, no mesmo ano, ele partiu rumo a São Paulo. Na viagem entrou em contato com um missionário inglês que o convenceu de que, quando chegassem ao Rio de Janeiro, deveriam desembarcar a fim de pregar sobre os ensinos de Jesus e levar pessoas a terem fé em Cristo. Assim o fizeram. O Brasil era, nessa época, assolado pela febre amarela, especialmente o Rio de Janeiro e Santos. O jovem missionário havia sido advertido sobre os perigos do contágio, mas mesmo assim ficou no

89

Rio por vários dias, trabalhando no porto daquela cidade com distribuição de folhetos e tratados. O pouco tempo que permaneceu ali foi o suficiente para contrair fatalmente a doença. Após começar a se sentir doente, embarcou no trem para São Paulo. Lá permaneceu por alguns dias na casa de um sueco chamado Johan Olsson, onde ficou acamado logo após sua chegada. Åsblom recebeu a mensagem sobre a chegada do missionário e se dirigiu a São Paulo a fim de encontrá-lo. Åsblom conseguiu um médico para ver Larsson, o qual constatou que a febre amarela já estava em estado muito avançado e que não havia nada a ser feito. Larsson teve de ser transferido para um hospital especializado nesta epidemia onde faleceu não muito tempo depois.196

Com essa desanimadora e quase malograda tentativa, encerrava-se a primeira página da história Batista sueca no Brasil. Parece que com a morte desse valoroso servo de Deus, esvai-se o ânimo da Junta Missionária de Örebro em continuar enviando missionários ao Brasil. Mas, realmente não era para ser assim, e apesar da morte do primeiro missionário, isso não os desanimou. O momento exato para o início do trabalho Batista Independente em terras brasileiras ainda não havia chegado. Os caminhos traçados reservava algo muito significativo para nós. As grandes realizações e os grandes impactos causados à vida das nações são percebidos por lutas. É, portanto, nas lutas, no desespero e nas decepções, que se forjam pessoas a fim de promover trabalhos missionários em toda a terra. A vida de Adolf Larsson, ceifada pela epidemia da febre amarela, não se configura em malogro à ação missionária, mas pode e deve ser encarada como a percussão das atitudes da Junta Missionária de Örebro, aqui no Brasil.197

Anos mais tarde

Frederik Fransson, pastor da Igreja da Aliança Sueca, empreendeu uma viagem pela América do Sul, em 1907, para verificar as possibilidades de abrir um novo campo de trabalho missionário. Durante a sua estada no Brasil, soube dos colonos suecos e escreveu o primeiro relato conhecido da situação:

196 Jansson, 1941. p. 25-26.

197 ...E Deus fez crescer. Editado pelo Departamento de Imprensa da Convenção das Igrejas Batistas

90

“Quando eu estava ocupado no meu trabalho entre os brasileiros e alemães, fiquei sabendo, para minha surpresa, que havia algumas colônias suecas espalhadas pelo Brasil. As informações que me foram dadas diziam que eram todos socialistas e ateus, que tinham deixado a Suécia para se verem livres do Estado e da Igreja (...) Viajei até Barão de Triunfo, a dois dias de Porto Alegre; parte de barco, parte em uma carroça. Ali encontrei 25 famílias suecas, ou seja, aproximadamente 100 pessoas. Descobri que poucos deles eram ateus. Muito pelo contrário, a maioria tinha frequentado igrejas evangélicas na Suécia antes da emigração. Estavam há 17 anos sem a pregação da Palavra e agora estavam espiritualmente fracos. Meu plano tinha sido o de propor que se criasse uma escola sueca. Imaginei que se tivessem perdido o interesse por outras coisas, pelos menos poderiam querer que os filhos aprendessem o idioma e a cultura sueca e tivessem uma formação com os princípios e valores cristãos. Minha proposta de enviar uma professora da Suécia para este canto do mundo foi muito bem aceita. Segui minha viagem 50 quilômetros adiante, até a cidade de Ijuí, na qual encontrei outra colônia sueca. Mas dois dias de viagem cheguei a Guarani. Encontrei aqui o mesmo interesse por uma escola sueca. Fiquei profundamente comovido por ver filhos de suecos e jovens de 15, 20 anos, que nem sequer sabem ler e escrever, não tiveram nenhuma catequese, quase nunca viram uma Bíblia e não têm nenhum conhecimento

sobre o seu conteúdo”.198

Apesar desta carta e das necessidades sociais que eram diagnosticadas, como o analfabetismo, por exemplo, ainda assim não houve naquele primeiro momento o envio de alguém.