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BÖLÜM III: YÖNTEM 3.1 Araştırmanın Model

50 YIL ÖNCEKİ DÜĞÜN GÜNÜMÜZDEKİ DÜĞÜN

A) Abbasi Devleti B) Gazneli Devleti C) Karahanlı Devleti D) Selçuklu Devlet

4.3.5. Soruların Teknik Yönden Etkili Olarak Düzenlenmesi:

O ano é 2025. O cenário é de um Brasil em que o respeito aos princípios de cidadania e justiça social quase não existe. O Estado se enfraqueceu e a economia de orientação capitalista neoliberal rege os rumos do país.

Inevitavelmente a população brasileira envelheceu. Porém, esse envelhecimento foi acompanhado por um aumento nas desigualdades sociais, com evidente discrepância entre as taxas de longevidade alcançadas nas diferentes classes sociais. O idoso é visto ora como um ser desprovido de valor e que onera o enfraquecido sistema de assistência social, ora como possibilidade de um mercado promissor para os interesses do capital. Em um cenário de estado mínimo, o governo tem pouca influência sobre as políticas de inserção social do idoso criadas há cerca de 30 anos que praticamente só existem no papel, pois não repercutiram na vida dessas pessoas.

Nesse contexto, a atenção básica à saúde sustentada pelo Estado praticamente inexiste nos moldes em que foi proposta na constituição de 1988 e o

SUS perdeu sua sustentabilidade, representando hoje um sistema com baixa cobertura, acessibilidade e resolutividade. O enfraquecimento da atenção básica somado à crescente parcela da população acometida por condições crônicas de saúde (que poderiam ter sido, em boa parte, evitadas através de ações de promoção da saúde) gerou um aumento significativo da demanda por serviços de atenção à saúde em âmbito hospitalar.

Essa situação em que a saúde e a atenção ao idoso se encontram hoje é, em boa parte, resultado da apatia política dos diversos profissionais de saúde e da enfermagem e da sociedade em geral. Apesar da capacidade para atuar sobre esses problemas, os profissionais de saúde não se mobilizaram e não participaram na discussão e na formulação de políticas sociais voltadas ao idoso.

A Enfermagem continuou na sua posição de executor das ações definidas pelas políticas, sem a devida análise das repercussões dessas decisões sobre a sua prática e a saúde da população envelhecida e foi, pouco a pouco, sendo excluída dos processos decisórios em todos os âmbitos em que ele ocorria.

Por não ter se mobilizado na defesa de políticas sociais mais justas que buscassem garantir e assegurar o direito à saúde com qualidade da população idosa, a Enfermagem foi perdendo seu reconhecimento frente à sociedade, que percebe como limitada a sua capacidade de incidir positivamente nas condições de saúde da população.

Devido à baixa capacidade associativa das categorias de Enfermagem à sua entidade representativa e aos sindicatos, esses deixaram de existir e a Enfermagem, que não tomou parte nas decisões e na elaboração da legislação que influenciam a organização do seu trabalho e educação, perdendo todos os seus espaços conquistados. O desaparecimento dessas entidades também foi decisivo no

retrocesso no processo de reconhecimento da profissão como ciência e na sua valorização frente à sociedade em geral.

A Enfermagem, com pouca visibilidade e incapaz de se reorganizar para retomar seu espaço na sociedade, foi perdendo cada vez mais o seu valor e diversas de suas funções deixaram de ser privativas e foram incorporadas ao rol de competências de outros profissionais. Nesse contexto, os serviços privados de interesse capitalista conseguiram facilmente contornar as políticas de formação de recursos humanos que buscaram, ao longo do tempo, qualificar a força de trabalho da enfermagem e criaram um novo profissional: o cuidador de idosos. Essa nova categoria vem atender à demanda crescente de cuidados gerada pelo aumento do promissor mercado constituído pelos idosos. Por terem uma formação de baixa qualidade e aceitarem trabalhar por baixos salários e em condições precárias, esses profissionais têm sido largamente empregados, culminando no desemprego em massa dos profissionais de enfermagem.

A entidade responsável pela normatização e fiscalização do trabalho da Enfermagem, no entanto, continua a existir em decorrência da obrigatoriedade da vinculação para o exercício profissional de enfermagem, mas sem qualquer legitimidade social e identificação com o cotidiano de trabalho e as lutas internas da profissão.

A educação de enfermagem na área do envelhecimento se restringiu aos cursos de especialização direcionados para a epidemiologia de diversos agravos à saúde que acometem a população idosa, a administração hospitalar, e as técnicas para manipulação de equipamentos de alta tecnologia. O desenvolvimento e produção de conhecimento gerado pela pesquisa em enfermagem também foi incipiente e seguiu a mesma linha que a pós-graduação lato sensu. As disciplinas

relacionadas ao tema também não foram adequadamente incorporadas aos currículos dos cursos de graduação em Enfermagem e de nível técnico.

A gerência do cuidado, que nunca chegou a ser completamente assumida pelo enfermeiro, está diluída no rol de competências de diversos profissionais. A cisão concepção/ execução fez-se ainda mais profunda e os vários profissionais que agora dividem a gerência do cuidado não desenvolveram conhecimentos sobre o cuidado direto ao idoso, que foi assumido pelo cuidador de idosos, sem competências no campo da gerência e sem qualquer poder de influenciar as decisões acerca do planejamento do cuidado. O idoso e sua família também foram excluídos desse processo.

As altas ocorrências de úlceras de pressão, infecções hospitalares e quedas evidenciam a ineficiência do cuidado que é prestado pelo cuidador de idosos, seja pela inadequação do processo de gerência desse cuidado, seja pela precarização do trabalho dessa nova categoria que se vê submetida aos ideais e à lógica da produtividade que regem a saúde.

Os hospitais, locais preferenciais para a prestação do “cuidado” em 2025, foram, na sua maior parte, absorvidos pela iniciativa privada. Aqueles que não o foram encontram-se extremamente sucateados e não conseguem atender à alta demanda gerada por idosos que não possuem condições financeiras de arcar com essa atenção e não dispõem de qualquer outro aparato social.

A população idosa com ótimas condições financeiras, no entanto, possui diversos locais para a atenção à sua saúde, como casas de luxo, Spas e seu próprio domicílio, serviços disponibilizados pela iniciativa privada. O único aparato social ainda mantido pelo estado para atendimento aos idosos afastados do convívio familiar são os asilos, que não recebem investimentos de forma sistemática, não

contam com mão-de-obra especializada e não são fiscalizados, constituindo um “depósito de pessoas”.

A infraestrutura e o ambiente também não sofreram adequações para atender às necessidades dessa parcela da população que encontra dificuldades de locomoção nesses espaços, comprometendo severamente a sua autonomia.

Além disso, numa sociedade cada vez mais individualista e competitiva, em que os valores éticos e de cidadania foram sendo esquecidos, as redes de apoio social nas comunidades praticamente não existem e, numa realidade de estado fraco, os idosos encontram-se desamparados de qualquer mecanismo social que lhe garanta uma vida digna, com acesso a moradia, alimentação e lazer adequados.

Quem deseja esse cenário para 2025?