2.4. SEÇĠM, SĠYASAL PARTĠLER VE MEDYA
2.4.2. Siyasal Partiler ve Medya
A ECT postula que em situações repletas de potencial para o comportamento oportunista, as partes tendem a abster-se de um comportamento cooperativo em função de atender seus próprios interesses (WILLIAMSON, 1985).
Os benefícios advindos também das relações entre firmas, como aumento da eficiência, maior flexibilidade e aprendizagem organizacional, podem ser contrapostos por deficiências como maior vulnerabilidade e oportunismo, tornando presente o desafio da construção de estruturas de governança que salvaguardem a relação e ao mesmo tempo maximizem os benefícios para os participantes (CANNON; ACHROL; GUNDLACH, 2000).
Conforme Dyer e Singh (1998), a literatura indica que firmas que combinam recursos de maneira única realizam vantagens sobre as demais que não realizam tal ação. Para os autores, esta análise sugere que os recursos críticos de uma empresa devem estar incorporados em rotinas e processos entre firmas, sendo a relação em rede ou em pares de empresas uma unidade de análise relevante.
Diferentemente das relações de mercado (arm’s length), que não apresentam características idiossincráticas nas transações, citam-se quatro categorias de vantagens competitivas relacionadas às alianças/parcerias: (1) investimentos em ativos específicos à relação; (2) troca de conhecimento entre empresas; (3) combinação de complementaridades; (4) menores custos de transação devido a mecanismos de governança mais eficazes (DYER; SINGH, 1998). Apesar de estas características funcionarem como vantagens competitivas, existem também riscos associados à relação. O presente estudo foca o quarto item, o estudo de mecanismos/instrumentos de governança eficazes ou apropriados.
Conforme Williansom (1979), o arcabouço institucional no qual as transações acontecem, é denominado estrutura de governança. Em se tratando das relações entre firmas, este arcabouço institucional toma, essencialmente, a forma de contratos (VOSSELMAN; VAN DER MEER-KOOISTRA, 2009).
Poppo e Zenger (2002) destacam que, em resposta aos riscos da transação, são elaborados contratos complexos que definem as providências a serem tomadas diante das contingências possíveis de serem previstas ou especificam processos para a resolução de resultados imprevisíveis.
Conforme argumentado nos itens anteriores, a governança das relações interorganizacionais pode também ser analisada sob perspectivas relacionais em conjunto com contratos formais, tendo relevância a perspectiva relacional no contexto interorganizacional, já que se trata de relações com características idiossincráticas. Uma vez que o contrato está inserido numa relação identificável, as obrigações contratuais são muitas vezes modificadas, suplementadas ou completamente suplantadas pelas normas da relação em andamento (HADFIELD, 1990).
Conforme Luo (2002), os contratos formais provêm as fronteiras legais, a estrutura conceitual institucional na qual são atribuídos às partes seus direitos, obrigações e responsabilidades, e também especificam objetivos, políticas e estratégias antecipadamente.
A completude dos contratos formais tem sido considerada em termos de especificidades, ou seja, quão específicos e detalhados são os termos dos contratos, bem como contingências de adaptação, que correspondem às provisões de como responder ou resolver problemas e conflitos futuros (FRYXELL; DOOLEY; VRYZA, 2002; LUO, 2002).
A credibilidade e efetividade das estruturas formais de controle e das ameaças de rompimento (threats) dependem da confiabilidade no ambiente institucional que consiste não somente das redes organizacionais, mas também das instituições legais e valores e normas sociais (VOSSELMAN; VAN DER MEER-KOOISTRA, 2009). Os mesmos destacam que existe uma interação entre a construção da confiança e o registro de estruturas formais de controle (i.e. contratos). Para os autores, a construção de confiança acelera as especificações contratuais e a especificação contratual acelera a construção de confiança.
Para Ryall e Sampson (2003), contratos mais detalhados tendem a não serem utilizados na presença de mecanismos de governança implícitos, como a confiança e a manutenção de uma relação valiosa para a organização.
Poppo e Zenger (2002) destacam que arranjos de trocas relacionais que tem como base a confiança são comumente vistos como substitutos para contratos complexos de trocas interorganizacionais. Entretanto, os autores desenvolvem e testam uma alternativa a essa proposição, a de que contratos e governança relacional funcionam como mecanismos complementares.
A estrutura de governança tem um papel relevante na criação de ganhos da relação (relational rents), pelo fato de influenciar os custos de transação, bem como a tendência dos parceiros em acatar iniciativas para criação de valores. Duas classes de estruturas de governança são utilizadas entre empresas parceiras para salvaguarda: a execução dos contratos pela terceira parte (third-party enforcement), e a execução dos acordos sem utilização da corte (private ordering) (WILLIAMSON, 1985; DYER; SINGH, 1998). Dyer e Singh (1998) destacam que acordos informais auto-executáveis (self-enforcing agrreements) dependem das relações pessoais de confiança (direct experience) ou reputação (indirect experience) como mecanismos de governança.
Bradach e Eccles (1989) sugerem que as transações organizadas via mercado pelo preço, hierarquicamente pela autoridade, e as trocas relacionais fundamentadas na confiança, são independentes e podem ser combinadas de diversas maneiras, sugerindo, assim, uma interpretação mais pluralista das formas de governança a partir da ECT (i.e. formas de governança bilateral e trilateral) e da Teoria dos Contratos (i.e. normas contratuais ou expectativas sobre o comportamento da outra parte).
Poppo e Zenger (2002) destacam ainda que seus resultados sugerem que a governança relacional e a complexidade contratual têm origens únicas, confirmando a abordagem de complementaridade entre as formas de governança.
De forma a corroborar, Cannon, Achrol e Gundlach (2000) argumentam que diferentes mecanismos de controle (i.e. contratos e normas relacionais) servem como blocos de construção para estruturas de governança complexas, que combinam elementos de
mercado, hierarquia e trocas relacionais de maneira complementar, suplementar ou maneiras alternativas.
Os mesmos destacam que as estruturas de governança múltiplas, que consideram mecanismos formais e informais como reforçadores ou complementares de uma maneira ou outra, têm tido pouco foco na maneira como esses mecanismos se complementam. Conforme Williamson (1979; 1993), os contratos são limitados em prover mecanismos de governança eficazes em trocas caracterizadas por alto nível de especialização de ativos e incerteza, sendo sugerida como solução a contratação com governança bilateral, admitindo, assim, dimensões para o ajuste contratual (i.e. flexibilidade contratual), promovendo confiança entre as partes.
Para Poppo e Zenger (2002), normas de flexibilidade facilitam a adaptação para eventos não previstos, normas de solidariedade promovem uma abordagem bilateral para a solução de problemas, criando comprometimento na ação conjunta por meio de ajustes mútuos, e normas de compartilhamento da informação facilitam a solução de problemas e adaptação, pois as partes tendem a compartilhar informações provadas, incluindo planejamento e objetivos de curto e longo prazo.
Conforme Uzzi (1997), por uma perspectiva de substituição entre normas sociais e contratos, a inserção de trocas/transações em estruturas sociais economiza o tempo gasto em renegociações contratuais.
Considerando a perspectiva de substituição entre contratos formais e governança relacional (i.e. confiança), Goshal e Moran (1996) e Macaulay (1963) argumentam que o uso controles formais têm um efeito negativo na cooperação, uma vez que controles formais podem sinalizar que as partes não confiam que haverá um comportamento apropriado na falta de tais controles.
Diferentemente, Poppo e Zenger (2002) testam essa proposição na área de tecnologia de informação, tendo como resultado que o aumento da governança relacional está associado com maiores níveis de complexidade contratual.
De forma a corroborar com a perspectiva de complementaridade, Baker, Gibbons e Murphy (2002) argumentam que os contratos relacionais ajudam a contornar as dificuldades da contratação formal, uma vez que a última deve ser especificada em
termos ex ante que possam ser verificados ex post pela terceira parte, enquanto que os contratos relacionais podem ser fundamentados nos resultados observados pelas partes, permitindo que estas utilizem seu conhecimento específico da situação e se adaptem às novas informações que se tornem disponíveis.
Desta maneira, um contrato incompleto pode originar ambiguidade, que cria terreno fértil para as partes esquivarem das responsabilidades e transferir a culpa, aumentando a tendência ao conflito, impedindo que seja desenvolvida a habilidade de coordenar as atividades, utilizar recursos e implementar estratégias (LUO, 2002).
Arino e De La Torre (1998) verificaram que o processo de renegociação contratual é direcionado pelos limites dos patrimônios dos participantes da relação e, por meio destes limites, os menores desvios podem levar à adaptação mútua dos termos contratuais. Os autores destacam ainda que a confiança impacta no processo e nos resultados da renegociação.
Fiedler, Blank e Picot (2010), em seu estudo sobre os antecedentes dos contratos incompletos intencionais, demonstram que os parceiros de uma aliança tendem a acordar contratos incompletos quando é esperado que os parceiros não ajam de maneira oportunista, quando a confiança é relativamente alta, se a aliança tem menor importância estratégica para a parte, ou o poder é distribuído de forma balanceada entre as partes.
O resultado da pesquisa citada contribui para o argumento do presente estudo, de que o conteúdo do contrato formal tende a ser ajustado ao tipo de relação contratual entre as partes, determinado pelo contexto.
De forma a corroborar com tal argumento, destacam-se Kern e Willcocks (2000), que argumentam que a evolução da relação depende da maneira como a firma parceira coopera, estabelece regras e rotinas, que são fatores difíceis de serem captados no momento do estabelecimento da parceria.
Ao estudarem quão próximos os parceiros que estão expostos a riscos transacionais estruturam e controlam uma transação que é significante, Anderson e Dekker (2005), por meio da análise de termos contratuais, objetivaram determinar se as características
da transação e dos fornecedores que geram riscos de comportamento oportunista estão associados a uma estrutura formal de controle.
Os autores verificaram que as características associadas a riscos são positivamente associadas à extensão contratual, além dos mesmos proverem quatro dimensões dos contratos, denominadas atribuição dos direitos, produto e preço, serviços de pós venda, e recurso legal.
Observada a relevância do conteúdo contratual nos estudos de governança de relações interorganizacionais, o próximo item objetiva revisar sobre o conteúdo contratual formal.