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BÖLÜM I. SOSYAL HİZMET VE SANAT

1.5. Sosyal Hizmetin Temel Kavramlarının Sanat ile İlişkisi:

1.5.1. Doğru İlişkiler Kurmak ve Sağlam Muhakeme Becerisi

1.5.1.2. Sağlam Muhakeme Becerisi

Os ensaios de arrancamento foram efetuados de acordo com a Norma NBR 13528 (ABNT, 1995), que prescreve o método para determinação da resistência de aderência à tração de revestimento de paredes e tetos de argamassas inorgânicas .

Apresentam-se na Tabela 5.32 os resultados médios de seis corpos de prova de cada argamassa, perfazendo um total de 42 arrancamentos, das tensões de arrancamento obtidas em cada ensaio com o respectivo tipo de ruptura das pastilhas no momento do arrancamento.

Tabela 5.32 – Resistência de aderência à tração (arrancamento).

*O valor deverá ser desconsiderado. Neste caso, deve ter ocorrido falha quando da execução do ensaio.

Argamassas Número de corpos de prova Carga (N/s) Seção (cm²) Resistência de aderência à tração (MPa) e desvio padrão

Forma de ruptura (%) Espessura do

revestimento (mm) (a) (b) (c) (d) (e) A/0/REF 6 50 100 0,02* ± 0,03 X 22 A/5/RPP 6 80 100 0,08 ± 0,03 X 22 A/10/RPP 6 80 100 0,12 ± 0,02 X X 23 A/15/RPP 6 80 100 0,11 ± 0,06 X X 23 A/20/RPP 6 80 100 0,15 ± 0,03 X X 22 A/25/RPP 6 80 100 0,11 ± 0,06 X X 23 A/30/RPP 6 80 100 0,10 ± 0,05 X X 23 0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00

A/0/REF A/5/RPP A/10/RPP A/15/RPP A/20/RPP A/25/RPP A/30/RPP

Ret ra çã o lin ea r (m m ) Teor de resíduo (%)

Retração (mm) 1º dia Retração (mm) 5º dia Retração (mm) 7º dia Retração (mm) 14º dia Retração (mm) 21º dia Retração (mm) 28º dia

Silvia Becher Breitenbach - PPGCEM/UFRN – Tese de Doutorado, 2013.

São formas de ruptura:

a) Na interface argamassa/substrato;

b) No interior da argamassa de revestimento; c) No substrato;

d) Na interface revestimento/cola; e) Na interface cola/pastilha

Na figura 5.31 estão representadas as várias formas de ruptura que podem ocorrer. Nos casos em que a ruptura ocorre na interface cola- argamassa ou cola-pastilha, o valor registrado não é considerado válido. Para efeito de aderência consideram-se as formas de ruptura A, B e C e na Figura 5.32 demonstra o processo de execução do ensaio de aderência à tração (arrancamento) das argamassas estudadas.

Figura 5.31 – Tipos de ruptura no ensaio de resistência de aderência à tração de revestimentos de argamassa, considerando o revestimento aplicado diretamente ao substrato, sem chapisco. Adaptado

( CARASEK, 2001).

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As tabelas a seguir indicam as diversas condições da seção de ruptura dos 06 corpos de prova de cada, das argamassas, A/10/RPP e A/20/RPP, que apresentaram melhor desempenho no ensaio mecânico de aderência à tração. Vale ressaltar que os tipos de ruptura, segundo a nossa literatura, são devidos aos diversos tipos de tensões, que podem atuar na superfície gerada por uma sequência de fatores, desde o traço, recalques e cargas acidentais atuando sobre a estrutura ensaiada, até a variação de temperatura podem influenciar nos resultados

Tabela 5.33 – Condições da seção de ruptura dos 06 corpos de prova com 10% de RPP.

(Avaliação visual - Estimativa)

40 % na argamassa do emboço e 60% na interface argamassa do emboço/bloco cerâmico. 50 % na argamassa do emboço 50% na interface argamassa do emboço/bloco cerâmico. 40 % na argamassa do emboço e 60% na interface argamassa do emboço/bloco cerâmico. 50 % na argamassa do emboço e 50% na interface argamassa do emboço/bloco cerâmico. 30 % na argamassa do emboço e 70% na interface argamassa do emboço/bloco cerâmico. 20 % na argamassa do emboço e 80% na interface argamassa do emboço/bloco cerâmico.

Figura 5.33 – Aspecto dos 06 corpos de prova após arrancamento da argamassa A/10/RPP, considerando o revestimento aplicado diretamente ao substrato sem chapisco.

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A/20/RPP.

(Avaliação visual - Estimativa)

50 % na argamassa do emboço e 50% na interface argamassa do emboço/bloco cerâmico. 30 % na argamassa do emboço 70% na interface argamassa do emboço/bloco cerâmico. 40 % na argamassa do emboço e 60% na interface argamassa do emboço/bloco cerâmico. 20 % na argamassa do emboço e 80% na interface argamassa do emboço/bloco cerâmico. 30 % na argamassa do emboço e 70% na interface argamassa do emboço/bloco cerâmico. 50 % na argamassa do emboço e 50% na interface argamassa do emboço/bloco cerâmico.

Figura 5.34 – Aspecto dos 06 corpos de prova após arrancamento da argamassa A/20/RPP, considerando o revestimento aplicado diretamente ao substrato sem chapisco.

Ao verificar resultados do ensaio de arrancamento, constata-se que as argamassas com resíduos apresentam valores superiores aos de referência. Destaca-se que as composições A/10/RPP, A/15/RPP, A/20/RPP, A/25/RPP e A/30/RPP se enquadram perfeitamente nos valores apresentados, pois de acordo com os estudos de Veiga e Carvalho (2002), correspondem aos requisitos estabelecidos nas especificações estabelecidas na Norma Européia EN 998-1 (Tabela 5.35), para as argamassas de reparação, pois apresentam formas de rupturas prescritas na Norma NBR 13528 (ABNT, 1995), com resistência à tração tanto na interface argamassa/substrato como também no interior da argamassa de revestimento

Ao considerar a Norma brasileira ABNT 13281:2005, que especifica os requisitos exigíveis para resistência a aderência à tração, conforme Tabela 5.36, observa-se que as argamassas ensaiadas se classificam na classe A1, porém esta classificação é mais

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representativa para argamassas cimentícias.

Tabela 5.35 – Classificação das argamassas de cal como único ligante, segundo EN 998-1.

Tabela 5.36 – Classificação das argamassas segundo a ABNT NBR 13281:2005.

Classe

Resistência potencial de

aderência aderência à tração (MPa) Método de ensaio A1 <0,20 ABNT NBR15258:1995 A2 ≥0,20 A3 ≥0,30

Destaca-se que a aderência ao suporte é fraca, principalmente, nas argamassas de cal e areia (REF) e A/5/RPP. No entanto, é importante salientar que o suporte usado – tijolo corrente atual – não é representativo dos suportes antigos, por ser menos absorvente e mais liso, o que se traduz numa redução da aderência, como, também, os valores encontrados podem ser alterados com a idade das argamassas, devido a reação, relativamente lenta, do dióxido de carbono (CO2) com a cal hidratada. Essa reação é a que dá origem ao carbonato de cálcio e que resulta em um aumento da resistência mecânica da argamassa. Todos os resultados foram abaixo dos 0,3 MPa, máximo exigido pela ABNT NBR 13281:2005, tal fato pode ser explicado pela teoria dos poros ativos que estabelece que quanto mais partículas finas maior é a quantidade de poros de pequeno diâmetro no interior da argamassa que ajudam a reter mais água no seu interior. Maior poder de aglomeração das partículas finas dificulta a deposição de produtos de hidratação na região de interface prejudicando a ancoragem das argamassas. Outrossim, acredita-se que se a superfície do substrato fosse mais

Uso Características Mecânicas (MPa) Aderência (MPa)

Rt Rc E Esboço/reboco Exterior 0,2 - 0,7 0,4-2,5 2000-5000 0,1- 0,3 Esboço/reboco interior 0,2-0,7 0,4-2,5 2000-5000 Juntas 0,4-0,8 0,6-3 3000-6000 0,1- 0,5

Silvia Becher Breitenbach - PPGCEM/UFRN – Tese de Doutorado, 2013. Aderê m cia à t ra çã o M Pa )

porosa poderia atingir o resultado mínimo de tração, para isso fica o desafio de realizar o ensaio onde se consiga uma superfície menos lisa, mais porosa para que seja possível uma melhor ancoragem da argamassa. Por outro lado, ressalta-se que a aderência à tração das argamassas de 10 a 30% de resíduo obteve um resultado satisfatório, exigido pela Norma EN 998-1.

Quanto mais ásperas a superfície maior será o desempenho de ancoragem das argamassas e que os tipos de ruptura segundo a literatura, ocorre, ainda, devido aos diversos tipos de tensões, que podem atuar na superfície gerada por uma sequência de fatores desde o traço, aplicação na hora de chapar a argamassa e cargas acidentais atuando sobre a estrutura ensaiada até a variação de temperatura podem influenciar nos resultados.

Por fim, as correlações mostram (Figura 5.35) que há uma tendência das argamassas aumentarem a aderência ao substrato, quando do aumento do teor de resíduo presente nas misturas das mesmas. A aderência é uma propriedade relevante na interação das argamassas de revestimento com o suporte, sendo determinante para o seu comportamento mecânico e durabilidade, a qual será tanto mais elevada quanto maior for a compatibilidade do revestimento ao suporte. Esta propriedade está associada à capacidade da argamassa em absorver tensões normais ou tangenciais na superfície de interface com o suporte, isto é, a capacidade para resistir a deslocamentos por tração e por cisalhamento, sem causar danos, tais como destacamentos, sendo uma das patologias que mais ocorrem nas alvenarias dos prédios antigos. 0,16 0,14 0,12 0,1 0,08 0,06 0,04 0,02 0 0 5 10 15 20 25 30 Teor de resíduo (%)

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A seguir, a Tabela 5.37 apresenta um resumo da caracterização das argamassas no estado endurecido:

Tabela 5.37 – Resumo do comportamento das argamassas no estado endurecido.

Argamassa Densidade de massa Módulo de elasticidade Resistência à tração na Resistência à compressão Absorção por Coeficiente de capilaridade Variação dimensional Aderência à tração aparente (kg/m³) (MPa) flexão (MPa) (MPa) capilarida de (g/cm²) (g/dm².min ½) aos 28 dias (mm) (MPa) A/0 1657 2810 0,27 0,54 1,92 14,70 0,575 0,02 A/5 1767 2210 0,34 0,73 2,60 27,50 0,840 0,08 A/10 1778 1860 0,43 1,24 2,48 26,70 0,711 0,12 A/15 1781 2550 0,39 1,82 1,86 20,50 2,489 0,11 A/20 1779 2000 0,53 2,05 2,21 23,80 2,784 0,15 A/25 1757 1450 0,34 1,89 2,70 22,90 2,683 0,11 A/30 1717 1150 0,25 1,90 2,53 18,10 3,139 0,10

De acordo com a Tabela 5.37 faz-se uma análise geral das correlações entre os diversos comportamentos das argamassas, no estado endurecido, verifica-se que, com o aumento das tensões à tração e compressão tende a aumentar a densidade de massa aparente das argamassas.

A resistência à tração na flexão aumenta na medida em que a tensão a compressão aumenta apesar de não serem linearmente dependentes. As tensões a tração e a compressão podem ser correlacionadas com o respectivo módulo de elasticidade dinâmico. Ao contrário do que seria provável este parece diminuir à medida que as referidas tensões aumentam.

Quando da análise das correlações entre os traços estudados com o de referência observa-se que a resistência à tração obtida pelas argamassas com resíduo tende a aumentar em relação à argamassa de referência, porém sem uma variação muito significativa, pois todas as misturas apresentaram a mesma classificação segundo a NBR 13281 (ABNT, 2005). Por outro lado, o aumento do teor de resíduo na produção das argamassas tende a melhorar a resistência mecânica, em relação à argamassa padrão. Tratando-se de argamassas para aplicação em edifícios antigos estas desenvolveram resistências aceitáveis segundo a norma

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europeia EN 998-1, com valores compreendidos entre 0,25 e 0,53 MPa em flexão e entre 0,54 e 2,05 MPa em compressão.

Verifica-se que as argamassas com resíduo têm uma elevada absorção de água por capilaridade em comparação com a de referência. Sendo a argamassa com 15% de resíduo que apresentou uma menor absorção por capilaridade que as demais, consequentemente maior impermeabilidade e menor porosidade. Ao mesmo tempo em que as argamassas estudadas vão facilitar a penetração de água até o suporte, pelo elevado coeficiente de capilaridade, tendem a facilitar, também, a sua evaporação e secagem rápida, o que vai influenciar numa melhor resistência à aderência ao substrato.

Quanto à variação dimensional das argamassas no estado endurecido observa-se que à medida que se aumenta o teor de resíduo há uma acentuada retração. Esta variação é mais acentuada nas argamassas acima de 15% de resíduo no decorrer de 28 dias, pois os materiais pulverulentos, como a cal e o resíduo tem grande influência sobre a retração nas argamassas, os finos absorvem mais água, consequentemente maior evaporação. A correlação entre os traços estudados revelou que as argamassas com resíduo tendem a uma maior retração que a de referência, porém a argamassa A/10/RPP demonstrou melhor comportamento à retração entre as argamassas com resíduo.

Observa-se que os valores de aderência à tração das argamassas estudadas são superiores ao de referência. Destaca-se que as composições A/10/RPP, A/15/RPP, A/20/RPP, A/25/RPP e A/30/RPP se enquadram perfeitamente nos requisitos estabelecidos na Norma Europeia EN 998-1 (Tabela 5.33), para as argamassas de reparação.

Vale ressaltar, que a capacidade de aderência da interface argamassa/substrato depende, ainda, da capacidade de retenção de água, da consistência e do teor de ar aprisionado da argamassa.