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1.5. Fazla Çalışmanın İspat ve Karşılığı

1.5.2 Fazla Çalışmanın Karşılığı

1.5.2.3. Karşılığın Yerine Getirilmemesi

O fato de o termo gestão da cadeia de suprimentos ser um conceito novo, tem gerado confusão no seu emprego, na medida em que as pessoas tendem a vê-lo como uma extensão da logística, ou como sinônimo dela (COOPER, LAMBERT, PAGH, 1997; FLEURY, 2001; NEW, 1996; e YOSHIZAKI, 2000).

Para suprimir essa dúvida, YOSHIZAKI (2000) remete-se à própria definição de logística do Council of Logistics Management de 1998. Segundo este autor, a definição do CLM assume a logística como parte integrante ou subconjunto da gestão da cadeia de suprimentos, ou seja, é uma das preocupações dela. Assim sendo, o escopo dessa última pode ser representado conforme a Figura 3.6.

FIGURA 3.6 - Escopo da gestão da cadeia de suprimentos.

Da forma apresentada pela Figura 3.6, pode-se dizer que a SCM vai além da integração interna promovida pela logística. Assim sendo, a SCM tende a incluir atividades que fogem do escopo da logística, como é o caso do desenvolvimento de novos produtos em parceria com fornecedores e clientes.

Gestão da Cadeia de Suprimentos

Logística Integrada

Distribuição Produção

Aquisição Marketing

Gestão da Cadeia de Suprimentos

Logística Integrada Distribuição Distribuição Produção Produção Aquisição

Na visão de FLEURY (2001), para melhor entender ao conceito de SCM, é fundamental compreender, primeiramente, a definição de canal de distribuição. Um canal de distribuição pode ser definido como:

a coleção de unidades da organização, tanto internas como externas ao fabricante, que executam as funções envolvidas no marketing dos produtos...Qualquer unidade organizacional, instituição ou agência que executa uma ou mais das funções de marketing é um membro do canal de distribuição (LAMBERT, STOCK, VANTINE, 1999, p.73).

As funções que dão apoio ao marketing de produtos e serviços de uma determinada empresa são: compras, vendas, informações, transporte, armazenagem, PCP e finanças.

A complexidade da estrutura dos canais de distribuição aumentou bastante nos últimos tempos. O crescente número de participantes trabalhando num ambiente competitivo e de pouca coordenação elevou os custos operacionais das cadeias produtivas (FLEURY, 2001). Dessa forma, a solução para esse problema não pode se abstrair da busca de maior coordenação e integração por meio de um processo de troca de informações (FLEURY, 2001). É exatamente esse esforço de coordenação nos canais de distribuição, por intermédio da integração de processos de negócios interligando seus diversos participantes, que está sendo chamado de SCM.

Cabe observar que, se a integração e a coordenação são elementos que dependem de um processo de troca de informações, então, a presença de um sistema de medição de desempenho, que possa conceber essas informações, torna-se um fator- chave na solução dos problemas decorrentes da elevada complexidade na estrutura dos canais de distribuição.

Para COOPER, LAMBERT, PAGH (1997) e BALLOU, GILBERT, MUKHERJEE (2000), é comum ver pesquisadores e praticantes que trabalham com SCM utilizarem esta expressão como sinônimo de logística. Porém, COOPER, LAMBERT, PAGH (1997) esclarecem que substituir a palavra logística por SCM pode criar mais confusão em um campo ainda emergente, desviando da necessidade de atingir uma integração ainda maior entre as empresas.

Mas, afinal, o que exatamente é gestão da cadeia de suprimentos? São muitas as definições para a SCM, mas a essência delas pouco diferem, como demonstra o Quadro 3.4, que mostra uma seleção de algumas das definições mais interessantes encontradas na literatura pesquisada para a SCM.

QUADRO 3.4 - Definições de gestão da cadeia de suprimentos

Definição de gestão da cadeia de suprimentos Autor Um processo para projetar, desenvolver, otimizar e gerenciar os componentes internos e externos do sistema de suprimentos, transformando materiais e distribuindo produtos ou serviços aos consumidores, consistente com os objetivos e estratégias de todos.

SPEKMAN, KAMAUFF JR, MYHR (1998)

É a administração de todas as interfaces, todos os pontos de conexão, que devem ocorrer entre as empresas na sua cadeia de suprimentos.

LAMBERT (2002) É a integração de todos os processos de negócios, desde os

fornecedores originais até os usuários finais, que proporcionam os produtos, serviços e informações que agregam valor para os clientes.

The International Center for Competitive Excellence (1994)

Integração holística dos processos de negócios por meio da cadeia produtiva, com o intuito de atender ao consumidor final mais efetivamente, isto é, sendo eficiente e eficaz de forma simultânea.

PIRES, MUSSETTI (2000)

SCM busca construir confiança, troca de informações sobre necessidades do mercado, desenvolver novos produtos e reduzir a base de fornecedores, libertando-se da gestão de recursos pelo desenvolvimento de um relacionamento sério e em longo prazo.

BERRY, TOWILL, WADSLEY (1994)

A coordenação estratégica e sistêmica das tradicionais funções de negócios e das táticas entre as funções dentro de uma organização particular e entre as empresas da cadeia de suprimentos, com o propósito de melhorar o desempenho no longo prazo das firmas individuais e da cadeia de suprimentos como um todo.

CLM (1998)

Um processo orientado, uma aproximação integrada para obter, produzir e entregar produtos e serviços aos clientes.

MIT (1996)

Neste texto procura-se adotar o conceito sugerido pelo CLM (1998), pois é o que melhor se encaixa às proposições desta pesquisa.

A idéia de gestão da cadeia de suprimentos – de um sistema envolvendo todos os elementos da cadeia produtiva, com vistas à otimização da cadeia de valores como um todo – é derivada de uma premissa. Essa tal proposição assume que, a relação cooperativa entre os membros de uma cadeia de valores pode minimizar os riscos individuais e, potencialmente, melhorar a eficiência do processo logístico, eliminando perdas e esforços desnecessários (BOWERSOX, CLOSS, 1986).

Para PIRES, MUSSETTI (2000, p.68), “a SCM pressupõe que as empresas definam suas estratégias competitivas e funcionais por meio de seus posicionamentos (ora como fornecedor, ora como cliente) nas cadeias produtivas nas quais se inserem”.

A idéia de uma organização trabalhando junto com seus fornecedores, seus atacadistas e varejistas, para garantir as necessidades do consumidor final, visando ao benefício mútuo de todas as partes envolvidas é uma proposição muito atraente e desafiadora. Mas, adotar e implementar uma estratégia de SCM requer esforços consideráveis e representa um momento de mudança de rumo para muitas organizações (HANDFIELD, NICHOLS, 1999). Por isso, é extremamente importante que as

empresas tenham uma compreensão detalhada da cadeia de suprimentos atual e dos processos associados.

As idéias trazidas pelo modelo de SCM apontam para mudanças no paradigma competitivo das organizações individuais. No entanto, é preciso ter cautela com tais afirmações visto que existem poucas evidências empíricas e proposições de pesquisas que venham confirmar essa “quebra de paradigma”.

3.3.3 As mudanças no contexto competitivo das empresas com a