1.4. Fazla Çalışma Çeşitleri
1.4.1. Olağan Fazla Çalışma
1.4.1.3 İşçinin Onayı
A existência de diferentes tipos de dados (entrevistas, documentos, relatórios educacionais e médicos, laudos, exames, observações, gravações, produções das alunas, depoimentos), obtidos com participantes específicos (alunas, pais e professora-regente) em distintos locais (escola e residência) e em diferentes condições (individual e grupo), levou à necessidade de estabelecer o conjunto de dados compatíveis entre si.
Realizou-se um mapeamento quantitativo do material disponível, isto é, verificou-se a quantidade de dias previstos para a coleta de dados (sala de aula e na residência) em relação aos realizados, quantificou-se o desempenho das alunas nas áreas do desenvolvimento estimuladas, verificou-se a freqüência das gravações realizadas em relação ao período de coleta de dados, freqüência dos comentários espontâneos realizados pelas famílias. Em seguida, foi lido e ouvido todo o material e elaborado um catálogo agrupando o material disponível por assunto e por estudo (A – professora regente; B - família e C - alunas).
Das gravações realizadas selecionaram-se 31 sessões de 3 a 5 minutos cada uma. A análise de conteúdo foi realizada em relação à interação das alunas com as pessoas (P, PR e acompanhante) e aos recursos de comunicação utilizados pelos participantes durante a interação (alunas e PR). Para tanto, elaboraram-se três grupos de categorias: grupo A (interação da criança com o adulto); grupo B (recursos de comunicação utilizados pelos participantes da interação) e grupo C (interação da professora-regente com as alunas). Para efeito de análise, as 31 sessões selecionadas referiam-se a: a) atividade dirigida em sala de aula; b) atividades no pátio da escola; c) conversas informais iniciadas pelas alunas. A relação dos comportamentos avaliados em cada categoria está descrita a seguir:
GRUPO A – Categoria da interação da criança.
Estas categorias foram baseadas no trabalho de McInnes e Treffry (1997) e revelam o comportamento apresentado pelas alunas durante a interação entre si e com outras pessoas.
1. permite e admite a interação;
2. demonstra forma cooperativa, prazer, interesse e satisfação durante a interação; 3. apresenta hábitos de atenção em função do contexto imediato e do objeto; 4. responde aos estímulos provenientes da interação;
5. imita condutas, ações e movimentos vivenciados durante a interação; 6. inicia por si mesma a interação, tocando o outro e buscando ser tocado; 7. recompensa o outro com um sorriso, uma vocalização;
8. utiliza de vocativo de chamada (entonação, gesto de abanar a mão, braço; provoca interferência visual, toca no interlocutor);
GRUPO B - Categorias dos meios de comunicação utilizados pela criança e pelo adulto.
Estas categorias revelam os recursos de comunicação utilizados pelos participantes durante a interação e foram definidas a partir da observação em campo e das sessões gravadas em fita de vídeo.
1. utiliza desenho como forma de comunicação expressiva; 2. utiliza manifestações vocais;
3. emite fonemas nítidos para se referir a pessoas ou para chamá-las, como mamãe; 4. faz uso de movimentos corporais coordenados (movimento co-ativo);
5. utiliza gestos naturais como apontar;
6. conduz a pessoa até o local para que obtenha seu objeto de desejo; 7. utiliza o alfabeto dactilológico;
8. utiliza gestos naturais associados a dactilologia; 9. imita gestos e sinais no contexto e fora do contexto;
10. utiliza sinais da Libras associados a gestos naturais durante a conversação; 11. faz uso da percepção tátil para ter acesso a fala (Tadoma).
12. utiliza a fala (palavras) associada a gestos indicativos; 13. utiliza a escrita como recurso de comunicação;
14. utiliza objetos de referência.
GRUPO C - Categorias da interação do adulto com a criança.
Estas categorias revelam as influências indiretas e diretas do comportamento adulto na interação com as alunas surdocegas. Foram definidas a partir da observação em campo e das sessões gravadas em fita de vídeo.
1. apresenta comportamento afetivo (abraço, aperto de mão, beijo), que caracterizam um vínculo positivo presente durante a interação;
2. encoraja a interação de forma natural, contextualizada e prazerosa;
3. atribui intenção comunicativa aos comportamentos apresentados pelas alunas.
4. concorda ou usa a informação da aluna em função do contexto imediato e do objeto de interesse comum;
5. responde a questões ou solicitações feitas pelas alunas; 6. dá orientações;
7. otimiza a compreensão das alunas;
8. fornece meios para ampliar os recursos de comunicação das alunas e através deles amplia a compreensão da informação;
9. usa objeto de referência e movimento co-ativo para desenvolver a comunicação nas alunas;
10. desenvolve hábitos de atenção compartilhada;
12. utiliza vocativo de chamada para trazer a atenção da aluna para si, como: entonação; gesto de abanar a mão; provoca interferência visual, etc.
Para efeito de organização dos dados segundo as categorias elaboraram-se dois protocolos para registro dos mesmos. O primeiro consistiu no protocolo de registro horizontal de todas as situações com suas respectivas categorias para os participantes 7G, 9I e PR (Apêndice J). O segundo consistiu no protocolo de registro vertical das categorias que se repetiram ao longo do processo de coleta de dados. Para tanto, quantificou quantas vezes cada categoria havia se repetido na mesma sessão. O resultado obtido foi registrado no protocolo vertical (Apêndice K). Em seguida realizou-se a média aritmética dos comportamentos positivos apresentados pelos participantes nos meses de abril, agosto e dezembro. Para tanto, somaram-se todos os comportamentos de cada participante em cada categoria e dividiu-se o resultado pelo número de sessões selecionados no mês em evidencia. Algumas transcrições foram realizadas segundo as orientações de Ferreira-Brito e Langevin (1995) e Marcuschi (1998) e utilizadas para exemplificar situações de diálogo com cada aluna e com a professora.
Assim, a análise do conjunto das informações constituiu-se de procedimentos usuais adotados para apresentação dos resultados quantitativos (freqüência e percentagem) e qualitativos (análise de conteúdo), incluindo gráficos, produções realizadas pelas alunas, transcrição de fitas de vídeo e depoimentos da família e da professora-regente.
Descrição dos procedimentos de análise dos dados do Estudo A – professora-regente.
Os resultados obtidos no estudo com a professora-regente foram organizados em relação ao: método de ensino (repetição, experimentação e análise de tarefa), recursos de comunicação utilizados na interação com as alunas, materiais educacionais e atividades de sala de aula utilizados no início e no final da pesquisa. Algumas situações vivenciadas pela PR com as alunas em sala de aula foram transcritas e analisadas.
Descrição dos procedimentos de análise de dados do Estudo B – família.
As informações espontâneas obtidas com a família por telefone ou pessoalmente, gravadas ou registradas no caderno de campo, foram organizadas segundo os itens: a) data do relato; b) forma como o relato ocorreu (telefone ou pessoalmente); c) quem informou; d) enunciado. Aliado a esta análise prévia buscou-se quantificar o número de vezes que os pais realizaram comentários espontâneos a respeito do desenvolvimento de suas filhas em relação às categorias selecionadas (Apêndice M).
A análise do material discursivo foi feita pelo método de análise do conteúdo, pelo qual organizaram-se as categorias de análise que emergiram das leituras e releituras realizadas do material coletado, são elas: 1/descoberta da deficiência; 2/comportamentos positivos das filhas; 3/comportamentos negativos das filhas; 4/dificuldades de comunicação; 5/significado da escola (interesse das alunas em aprender); 6/comparação dos comportamentos apresentados pelas alunas antes e depois da pesquisa; 7/afetividade; 8/valor da fala; 10/aceitação e negação da deficiência; 11/crise familiar; 12/adaptação do ambiente físico e humano; 13/justificativas e assuntos gerais. A freqüência de cada categoria foi quantificada em relação aos meses de coleta de dados.
Descrição dos procedimentos de análise dos dados do Estudo C – Alunas
Procedeu-se a uma análise específica do desempenho de cada aluna, nas atividades propostas durante as fases da pesquisa, sendo os resultados das avaliações trimestrais registrados na ficha de observação e acompanhamento (Apêndices D, E, F, G, H). Os resultados foram quantificados segundo as menções estabelecidas (B para baixo desempenho, M para médio desempenho e A para alto desempenho). Associado ao desempenho das alunas citou-se alguns comentários realizados pela família e pela PR a respeito dos comportamentos apresentados pelas alunas.
Algumas produções das alunas realizadas em sala de aula foram selecionadas com objetivo de ilustrar os ganhos no desenvolvimento. Entre as atividades selecionadas priorizaram-se exemplos da representação do desenho do corpo humano e alguns registros em escrita ampliada. As produções realizadas no sistema Braille foram apenas avaliadas, em relação ao uso da máquina Braille, colocação de papel, digitação dos pontos correspondentes a cada letra e decodificação das letras por meio da dactilologia ou pelos fonemas. Considerou- se durante a análise e discussão dos resultados a experiência escolar das alunas, a influência da família, os recursos de linguagem e a influência das condições sócio-culturais no desenvolvimento.
CAPÍTULO IV - APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS DA