SOSYAL GÜVENLİK KURUMU
İŞYERİ OLARAK KAPSAM VE İŞVEREN
5.2. İŞYERİNİN BİLDİRİLMESİ VE TESCİLİ
(Dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP)- [10,11,13])
O significativo aumento da produção e consumo dos tubos utilizados na construção de polidutos se deve ao grande crescimento da produção petrolífera, com a descoberta e exploração de novas reservas de petróleo. No Brasil, este aumento se deve ao crescimento da produção de petróleo e maior utilização do gás natural. O crescimento, na última década, da utilização do gás natural foi da ordem de mais de 120%, incluindo o gás oriundo da Bolívia. Na década passada, a produção de petróleo saltou de 36,6 milhões de metros cúbicos, extraídos em 1990, para mais de 63,9 milhões de metros cúbicos, no início do ano de 2000. Com esse crescimento tem-se exigido não só a utilização intensiva da malha dutoviária já existente no país, como também tem impulsionado sua expansão. Estudos estão sendo empreendidos no sentido de aumentar a extensão da vida útil dessas linhas já instaladas [10].
Recentemente o Brasil e a Bolívia concluíram o Projeto GASBOL, com a criação de um gasoduto de mais de 3.000km entre os dois países. O gasoduto de 431km liga seus campos ao início do gasoduto Bolívia-Brasil. Na construção da linha principal do gasoduto Bolívia-Brasil foram utilizados tubos de aços API-5L-X70. Foram gastos 250 mil tubos de dimensões 12m de comprimento e 812mm de diâmetro, conforme se pode ver na Figura 1.3 [11].
A Petrobrás, diante destas perspectivas, projetou uma expansão ainda mais significativa da malha nacional nos próximos anos, dos atuais 15.000km de dutos para mais de 21.000km. Isso se deve não só ao aumento da produção como também ao envelhecimento e à necessidade de substituição das linhas já instaladas [13].
Estima-se que 40% das linhas em operação no país já tenham ultrapassado sua vida útil de projeto, que é da ordem de 20 anos. Sob o aspecto específico de avaliação de integridade estrutural, aliada à necessidade de segurança em sistemas dutoviários, tem-se como objetivo aumentar a confiança operacional, aumentando a vida útil da malha instalada, minimizando assim os riscos de vazamentos.
A Plataforma P-50, grande estrela da conquista da auto-suficiência na produção de petróleo, é a plataforma com maior capacidade de produção do Brasil, com 180 mil barris diários, o que representa 11% do volume médio produzido no país em 2005. A Plataforma P-50 tem capacidade para comprimir seis milhões de metros cúbicos de gás natural e de estocar 1,6 milhões de barris de petróleo. A auto-suficiência permitiu ao Brasil passar da condição de país altamente dependente de petróleo importado, como na época das grandes crises mundiais de energia, para a situação confortável de agora. É vantajoso para o país estar nesta posição no atual momento de escassez mundial de petróleo, quando há pouca diferença entre a produção e consumo global, o que tem provocado alta volatilidade do mercado. Com a nossa produção interna superior à demanda, as flutuações do mercado internacional poderão ser mais bem administradas internamente. Este equilíbrio no setor energético, privilégio de poucos países industrializados do mundo, resguarda o consumidor brasileiro [13].
A utilização de tubos para transporte de gás/óleo faz-se necessário, pois, de forma geral, os locais onde estas substâncias são extraídas estão distantes dos grandes centros de consumo, como pode ser visto nas Figuras 1.4 e 1.5, referentes aos gasodutos na América Latina - Brasil e dos gasodutos na América do Norte [12,14,15].
Figura 1.4 – Mapa do gasoduto da América Latina – Brasil [14].
A Petrobrás, visando desenvolvimento do mercado de gás natural, anunciou em seu plano estratégico, investimentos superiores a US$ 3.0 bilhões em gasodutos no Brasil. Com este investimento, estima-se aumento de consumo de 30,7 milhões de m3/dia para 77,6 milhões de m3/dia até 2010 [13].
A Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP), responsável pela produção de 78% da produção de petróleo e gás no mundo, também está prevendo aumento no consumo mundial de petróleo e gás e possui plano de investimento de mais de US$ 100 bilhões até 2010 em exploração, gasodutos e terminais de exportação [16].
No que se refere ao material utilizado para gasodutos/oleodutos, os projetistas buscam utilizar aços com requisitos de propriedades mecânicas cada vez mais elevadas, visando o aumento da segurança operacional, de produtividade e redução do peso do duto. Esta tendência tem-se mostrado verdadeira também em tubos para exploração, tendo em vista que a extração de petróleo/gás pode ser realizada em águas profundas, como é o caso do Brasil, que já está realizando perfurações a profundidades superiores a 1.800m, como se pode ver na Figura 1.6 [14].
Figura 1.6 – Representação esquemática de tubulações para o transporte de petróleo e derivados, realizado em águas profundas [14].
A Petrobrás fará o maior alcoolduto do mundo para escoar o etanol destinado à exportação até o Porto de São Sebastião, em São Paulo. Será o primeiro duto da história feito exclusivamente para transportar etanol [1].
O primeiro alcoolduto terá capacidade para transportar, diariamente, o equivalente a 1000 caminhões-tanque. Seu traçado ainda é tema de discussão política, mas terá, aproximadamente, 1.150km de extensão, com capacidade de transportar 8 milhões de m3/ano. De acordo com pesquisas efetuadas pela Petrobrás, o custo de transporte pelo duto por litro é da ordem de R$ 0,04 enquanto o transporte pelo caminhão seria de R$ 0,13. Os tubos terão diâmetros compreendidos entre 25 e 50cm. A velocidade de escoamento será de 3,6km/h e a expectativa é entrar em operação em 2011. O custo da implantação do alcooduto é da ordem de 1 bilhão de dólares [1].
Esse não é o único alcoolduto em gestação. Outro está sendo elaborada pela Única, entidade que reúne os maiores produtores de etanol do país, em parceria com o governo do Estado de São Paulo [1].