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Gazetecinin Kamusal Sorumluluğu ve İfade Özgürlüğü

1. TÜRKİYE TELEVİZYONLARINDA HABER ÜRETİMİNİN

1.3. TÜRKİYE’DE MEDYA ENDÜSTRİSİNİN YAPILANMASI

1.3.5. Gazetecinin Kamusal Sorumluluğu ve İfade Özgürlüğü

Por último, o processo de análise se deu pela articulação entre as informações coletadas e a teoria evidenciada no levantamento bibliográfico, sendo que os dados foram analisados em toda a sua riqueza, respeitando suas formas de registro e transcrição. Influenciada pelo tipo de abordagem adotada, a análise procurou tratar o processo e não o resultado do trabalho, ou seja, não esteve em questão se o trabalho desenvolvido pelas professoras é digno de aprovação ou não, mas o que importou foi como ele se deu e que tipo de contribuição ofereceu ao desenvolvimento e à aprendizagem dos alunos.

Buscou-se conhecer a maneira como as relações se estruturaram em favor do mais importante elemento do processo de ensino-aprendizagem: o aluno. Com base em Minayo (1994), a análise teve como foco a compreensão dos dados coletados e as respostas para as questões que deram origem à pesquisa, a fim de ampliar o conhecimento sobre as estratégias pedagógicas utilizadas por professores de Educação Especial na atuação direta com alunos com deficiência mental severa.

2.4.4.1. Análise das entrevistas

A análise dos dados obtidos por meio das entrevistas se deu pelo uso de alguns procedimentos. Primeiro, foram estabelecidos os temas de interesse da pesquisa a partir do roteiro de entrevista, visto que as questões permitiam empreender um conjunto de agrupamentos em torno de conteúdos comuns. Já as categorias foram compostas por sub-temas oriundos das questões presentes no roteiro. Por vezes, não foi possível realizar pequenos agrupamentos, portanto algumas categorias partiram de uma única questão do roteiro de entrevista.

Todas as entrevistas foram transcritas e lidas na íntegra, de onde foram selecionados os trechos das conversas que realmente se referiam ao assunto abordado pela questão. Do material pré-selecionado, foram extraídos os conteúdos referentes a cada categoria e reunidos de forma a conciliar as respostas de todas as professoras entrevistadas. Realizada a compilação, procurou-se destacar a essência das ideias expostas para, em seguida, relacionar os pontos de convergência e divergência entre elas.

2.4.4.2. Análise dos protocolos de observação e diário de campo

A análise dos protocolos de observação partiu da separação do material de cada professora que, em seguida, foi retirado e agrupado conforme as informações existentes em cada campo. Inicialmente, os dados foram agrupados, a fim de permitir uma leitura quantitativa dos resultados.

O segundo passo assentou-se na análise sobre a atuação das professoras, o que permitiu a identificação das estratégias pedagógicas utilizadas, sendo necessário estabelecer o seu conceito, a fim de facilitar seu reconhecimento dentre as ações das professoras. Recorrendo originalmente ao dicionário Aurélio (FERREIRA, 1999), a palavra ‘estratégia’ é definida como:

3. P. ext. Arte de aplicar os meios disponíveis com vista à consecução de objetivos específicos.

4. P. ext. Arte de explorar condições favoráveis com o fim de alcançar objetivos específicos.

Ao aproximar a definição do termo à área da Educação, as estratégias pedagógicas buscadas nesta pesquisa foram definidas como ações executadas pelas professoras participantes, que funcionam como suportes, auxiliando a prática docente, desempenhando o papel de facilitar a aprendizagem do aluno. Portanto, diante da população de alunos severamente prejudicados, as estratégias pedagógicas tornam-se imprescindíveis no desenvolvimento do trabalho das professoras de Educação Especial.

O primeiro momento no qual o professor pode fazer uso de suas estratégias pedagógicas é na instrução oferecida sobre determinada atividade. Esse primeiro contato do aluno com a tarefa já pode conter uma carga significativa de ações intencionais do professor. De acordo com Bailey Jr. e Walery (1984), isso pode ser descrito da seguinte maneira:

Ensinar crianças pequenas com deficiência de maneira efetiva e eficiente requer uma considerável habilidade do professor na execução e avaliação da instrução. Para executar a instrução, os professores devem realizar a manipulação do meio ambiente para que facilite a aquisição, a construção fluente e a generalização de habilidades. As habilidades do professor envolvidas na facilitação de aquisições são inúmeras. Dentre elas incluem-se a motivação da criança para desempenhar novos comportamentos (...), a sequência de ensino, uso de instruções verbais que assegurem a atenção da criança... (BAILEY JR. e WALERY, 1984, p. 77)

Porém, não só a instrução pode se valer de estratégias que visem à aprendizagem do aluno. Outros momentos de uma atividade também podem ser contemplados com o seu uso. A seleção de material, o incentivo da imitação, a utilização de modelos e várias outras ações que compõem o cotidiano docente podem ser identificadas dessa maneira. Seu emprego se baseia na intenção de fazer com que o aluno aprenda da melhor forma possível.

Seguindo a mesma linha de raciocínio, Leite (2004) faz a seguinte afirmação:

... o uso de recursos e estratégias didático-pedagógicas diferenciadas deve funcionar como facilitador do ensino e, consequentemente, da aprendizagem das temáticas educacionais. (LEITE, 2004, p.132)

A formação desse conceito permite que a aproximação entre a prática docente observada pela pesquisadora e a teoria escolhida para fundamentar o trabalho de análise. Isso só é possível porque a intenção do professor é um dos principais componentes da ideia de estratégia pedagógica que aqui se estabelece. Tal aspecto faz parte da atuação em sala de aula quando o intuito é fazer com que o aluno se modifique e aprenda, ou seja, a função primeira do educador.

A Teoria da Modificabilidade Cognitiva Estrutural de Reuven Feuerstein propõe a utilização do termo intencionalidade, traduzido como um dos princípios da mediação. Juntamente com a reciprocidade, a transcendência e o significado formam a base da Experiência de Aprendizagem Mediada. Destacando um desses pilares, Feuerstein (1997) afirma que:

A intenção do mediador afeta as três partes envolvidas em uma interação: os estímulos a serem percebidos, a criança e o mediador. Todos eles são modificados pela intenção de mediar.3 (FEUERSTEIN, 1997, p.62)

Dessa forma, as estratégias pedagógicas que se procura identificar e analisar nesta pesquisa, apresentam-se em forma de ações docentes que têm como mola propulsora a intencionalidade e demonstram ter como finalidade propiciar condições favoráveis à aprendizagem dos alunos com deficiência mental severa.

Estabelecidos o sentido e o significado da expressão empregada, ela pode ser identificada nos dados dos registros do protocolo de observação e, em seguida, exposta, descrita e analisada. Os dados do diário de campo foram inseridos de modo a complementar a análise dos protocolos, já que é por meio deles que se torna possível o conhecimento do contexto de cada dia de atividade.

CAPÍTULO 3

RESULTADOS

3.1 Análise das entrevistas

As entrevistas realizadas com as quatro professoras seguiram roteiro de entrevista semiestruturada (Apêndice 2), cujo conteúdo foi previamente pensado e organizado por temas de interesse desta pesquisa, tal como apresentado no Quadro a seguir. Cada um desses temas abarcou de duas a cinco questões, respondidas livremente pelas professoras. Após a transcrição de todo o material, o conteúdo foi organizado em categorias.

Quadro 12

Estrutura do roteiro de entrevistas subdividida em temas e suas categorias correspondentes

Questões Temas Categorias

1 / 2 / 3 / 4 Metodologia e organização do trabalho

9 Manejo de aula 9 Planejamento 9 Adaptações

5 / 6 / 7 Inter-relações no contexto educacional 9 Interação professor–aluno

9 Interação aluno–aluno (cooperação)

8 / 9 / 10 / 11 / 12

Percepções sobre o aluno, o trabalho docentes e o contexto

9 Aprendizagem

9 Dificuldade versus facilidade 9 Avaliação pessoal:

(a) trabalho

(b) trabalho versus desenvolvimento do aluno 13 / 14 Concepções sobre o conceito de mediação 9 Mediação

9 Identificação com o trabalho desenvolvido

Fonte: roteiro de entrevista semiestruturada desenvolvido pela pesquisadora.

É possível perceber a partir do Quadro 12, que as categorias emergiram dos temas de interesse da pesquisa. Cabe enfatizar que, ao apresentar trechos das falas obtidas nas entrevistas, organizados em suas respectivas categorias, tais trechos serão ilustrativos dos demais conteúdos com os quais mantiveram semelhança e unidade.

Vale lembrar que a análise das entrevistas pretende oferecer um panorama sobre o perfil das professoras entrevistadas e, por isso, não serão abordadas nesse momento as estratégias pedagógicas que a presente pesquisa destina-se a identificar. Neste momento, é possível apenas

fazer algumas alusões às estratégias utilizadas pelas participantes, pois suas falas são sobre sua prática e dessa forma não é possível dissociá-las.