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KUR'AN-I KERĠM'E GÖRE AĠLE HAYATINDA VE SOSYAL HAYATTA ERKEK

2. SOSYAL HAYATTA ERKEK

2.2. Ekonomik Hayatta Erkek

6.2.1.1 Caracterização Geral da Unidade

A Unidade de Serviço Médico-Hospitalar D é pública, está localizada no interior do Estado de São Paulo e foi fundada em fevereiro de 2003. Considerada de grande porte na medida em que possui trezentos e dezoito leitos, atualmente, a Unidade oferece aos usuários como serviços de atendimento:

• Ambulatório; • Centro Cirúrgico;

• Banco de Sangue • UTI;

• Diagnóstico por Imagem; • Atendimento de Emergência.

São realizados, em média, dez mil consultas médicas, seiscentas cirurgias e novecentas internações mensais.

A Unidade é Acreditada pela ONA desde novembro de 2004, possuindo, atualmente, o certificado de Acreditação Plena que foi obtido em 2006.

6.2.1.2 Processo de Adequação da Sistemática de Gestão à ONA

O processo de adequação da gestão da Unidade D foi iniciado em novembro de 2003, quando a Alta Administração fechou acordo com outra Unidade Acreditada do Estado para realização de ciclos de palestras de conscientização e mobilização para o processo de Acreditação, suas etapas e benefícios.

Posteriormente, uma Comissão, composta por seis profissionais (o Diretor Técnico, um enfermeiro, um farmacêutico, dois médicos e um profissional do setor Administrativo), foi nomeada para conduzir e monitorar as ações de adequação da gestão da Unidade. Além disso, os membros da Comissão foram submetidos ao curso de capacitação à Acreditação ministrado pela ONA. O intuito, a partir dessa Comissão, iniciar a estruturação do Escritório da Qualidade.

Uma vez finalizada essa fase inicial, uma Agência Acreditadora credenciada pela ONA foi contratada para realizar um diagnóstico inicial sobre as necessidades de adequação da sistemática de gestão da Unidade D aos requisitos da ONA. Como a Unidade havia sido recém-inaugurada, foram necessárias diversas adequações, dentre as quais foram destacadas:

• Gestão da Qualidade não-estruturada; • Processos não-mapeados;

• Inexistência de indicadores de processos; • Inexistência de Gestão de risco;

Em contrapartida, foi observado que a Unidade apresentava fatores facilitadores ao processo de adequação, como:

• As instalações e equipamentos eram modernos e compatíveis à demanda atendida pela Unidade D;

• A Unidade, à época, oferecida poucos serviços de atendimento aos usuários: apenas, atendimento de pronto-socorro e ambulatorial;

• A Alta Administração mostrou-se envolvida no processo desde seu início, sendo ela a responsável pela idéia de aplicá-lo à Unidade e por participar ativamente das ações e reuniões da fase de adequação da gestão e da fase de pós-adequação.

Durante a fase antecedente à implantação, a principal dificuldades enfrentada foi capacitar os profissionais do Escritório da Qualidade de acordo com os conceitos da Acreditação, fazendo-os compreender os requisitos do manual da ONA. Em contrapartida, a fase de adequação da gestão teve como dificuldade a falta de mobilização e conscientização dos profissionais da Unidade quanto às ações implementadas nesta fase e, como conseqüência, a falta de aplicação dessas ações na rotina de trabalho. O principal foco de resistência foi a adesão da equipe médica que relutou tanto em aplicar as adequações a sua rotina quanto a participar da composição da Comissão de Gestão da Qualidade.

Para superar tais dificuldades, o Escritório da Qualidade recorreu à capacitação diária de todos os profissionais da Unidade, por meio da administração de palestras explicativas que tratavam sobre a GQ na Saúde, Acreditação Nacional, ONA, ferramentas de GQ, práticas de GQ aplicadas ao ambiente médico-hospitalar, etc. Tais palestras tinham a duração média de uma hora. De forma complementar, visando demonstrar a importância do processo de adequação da gestão à obtenção da Acreditação da ONA, a Alta Administração buscou participar de cada uma das reuniões de definição das ações junto com a Comissão da Qualidade.

Paralelamente, visando incentivar a mobilização e a aplicação dos conceitos e ações de GQ à rotina de trabalho dos profissionais, foram distribuídos, em cada setor, bótons, balas com mensagens de incentivo, boletins informativos sobre as iniciativas de adequação que estavam ocorrendo, etc.

Mensalmente, são realizadas reuniões de análise crítica das ações, dos resultados de GQ e de Melhoria Contínua desta. Tais reuniões tem a participação da Alta Administração, do Escritório da Qualidade e dos chefes de setor da Unidade, sendo que os

setores com os melhores resultados do mês são premiados por meio de aumento financeiro no Vale-Refeição de seus profissionais.

Atualmente, a Unidade D possui o certificado nível Acreditação Plena da ONA e manteve-o após auditoria de reacreditação realizada em Outubro de 2010. As perspectivas futuras são de se submeter, em fevereiro de 2012, à auditoria para obtenção da Acreditação por Excelência. Porém, para tal, a Unidade D está buscando melhorar e consolidar a Gestão por Evidência, pois atualmente, a base de indicadores de processos mantidos é incompleta na medida em que coexistem processos que não são associados a indicadores. Dessa forma, a intenção é implantar indicadores que retratem, de modo coerente, o padrão de desempenho dos processos. Os indicadores mais importantes medidos atualmente são:

• Percentual de cirurgias eletivas não-realizadas;

• Percentual de bolsas de sangue com problemas de identificação; • Taxa de rotatividade de leitos;

• Percentual de notificações de eventos adversos a medicamentos.

Para realizar a manutenção e o monitoramento das práticas e do padrão de Acreditação Plena, a Unidade D realiza o gerenciamento de rotina em que membros do Escritório de GQ, continuamente, circulam pelos setores da instituição a fim de, em caso de problemas, busca solucioná-los por meio da utilização de ferramentas de GQ (Diagrama de Ishikawa, Diagrama de Árvore, Diagrama de Afinidades, etc). É uma forma de encontrar oportunidades de melhoria que, posteriormente, serão abordadas nos cursos de capacitação semanais dos profissionais.

Foram identificadas como principais recomendações para a condução do processo de adequação da gestão à Acreditação da ONA:

• Identificar, inicialmente, o perfil epidemiológico da Unidade;

• Identificar e documentar os macroprocessos da Unidade e a interação entre eles;

• Iniciar as adequações de Acreditação Hospitalar por macroprocessos que forem considerados críticos;

• Desdobrar os macroprocessos em microprocessos e em atividades, iniciando pelos macroprocessos críticos;

• Realizar, continuamente, a divulgação do processo de adequação e de suas ações correspondentes, por meio de palestras, cartazes, vídeos entre outros para que os profissionais tenham a real dimensão do que está acontecendo

na Unidade e, com isso, sintam-se mais motivados e impelidos a se envolver.

Os principais benefícios obtidos pela Unidade D, em decorrência da Acreditação, foram: redução de desperdícios (materiais, financeiros, etc.); redução de despesas (manutenção, medicamentos e bolsas de sangue), redução de erros (medicação, exames, identificação de materiais, medicamentos e bolsas de sangue).