4. Alan: eleştirel (politik, etik ve sosyal
2.3. Medya ve Etkiler
2.3.2. Birey Medya Etkileşim
Estudos recentes têm ressaltado a importância das preferências dos investidores e a estrutura de mercado, situações sobre as quais as estratégias dos administradores podem ter efeitos não desejáveis. Além disso, esses estudos inovam na consideração de estudar os fundos em concorrência de oligopólios, e não nas considerações implícitas de concorrência perfeita de estudos anteriores.
Shy e Stenbacka (2003) consideram conjuntamente a análise das preferências dos investidores, a influência da estrutura competitiva do mercado e as estratégias utilizadas pelos administradores dos fundos na captação de recursos dos investidores. Segundo o modelo teórico simplificado proposto por estes autores para o caso de oligopólios, a diversificação e a diferenciação aparecem como estratégias utilizadas pelos gestores para atrair maiores fluxos de recursos.
Massa (2003), em num estudo teórico-empírico mais abrangente, analisou a estrutura de mercado da indústria de fundos mútuos e o modo como esta afeta o comportamento dos administradores desses fundos. Este autor reconhece as recentes estratégias dos gestores, na indústria de fundos nos Estados Unidos, de formar famílias ou grupos de fundos no intuito de capturar investidores com diferentes horizontes de investimento e de aversão ao risco.
Dessa forma, estes gestores oferecem a possibilidade de trocar entre os fundos da mesma família sem custo adicional para o investidor. Para Massa (2003), esta opção oferecida ao investidor atua como uma externalidade para toda a família de fundos, afetando o nível objetivo de performance que o grupo quer alcançar e o número de fundos que ele quer
estabelecer. O autor argumenta que as famílias de fundos concorrerão menos em termos de performance quanto mais elas puderem diferenciar-se de outras em termos de características não relacionadas à performance. Especificamente, Massa (2003) observou que o grau de diferenciação do produto pode afetar negativamente a performance e positivamente a proliferação de fundos.
Prather, Bertin e Henker (2004) chegam a uma conclusão similar ao afirmarem que, de forma contrária à crença popular, as variáveis relacionadas com os administradores, como idade, educação, experiência e trabalho em equipe, geralmente não estão relacionadas com o excesso de retorno, com exceção dos casos em que um administrador tem de dividir seu esforço entre um número maior de fundos que o conduziria a ser menos bem sucedido.
Assim também, os fundos tentariam atrair mais recursos dos investidores não somente oferecendo maior performance, mas também estabelecendo outras estratégias, como uma maior gama de categorias de fundos que lhes permitissem atrair investidores com diferentes atitudes diante do risco e horizontes de investimento.
Esta estratégia teve um efeito na idade dos fundos e no número de fundos por administradora. Nos Estados Unidos, Prather, Bertin e Henker (2004) confirmaram uma tendência à diminuição na idade média dos fundos entre 1996 e 1999. Da mesma forma, nesse período registrou-se um aumento do número médio de fundos por administrador, passando de 18 para 36, o que reflete a tendência de os fundos de formarem grandes complexos ou famílias de fundos, conforme ponderado por Massa (2003).
Nesse sentido, Shu, Yeh e Yamada (2002) reconhecem explicitamente a presença de clientelas de investidores nos fundos de investimento. Analisando a indústria de fundos de ações em Taiwan, estes autores concluem que os pequenos investidores geralmente compram cotas dos fundos maiores e de uma gestora reconhecida, e que consideram nas suas decisões resultados históricos no curto prazo. De outro lado, os investidores com maiores montantes de recursos para investir geralmente preferem fundos pequenos com maiores taxas de administração, são mais sofisticados em relação à performance histórica de curto prazo e procuram manter fundos vencedores e sair dos fundos perdedores.
A observação das clientelas traz outra interessante questão sobre a resposta aos novos fluxos de recursos por parte das administradoras que vendem fundos grandes e pequenos. Assim, se os recursos são dirigidos principalmente aos fundos pequenos, estes poderiam ter maiores
possibilidades de melhorar sua performance, seja porque teriam acesso a uma maior gama de opções de investimento ou porque os administradores melhoram seus esforços de seleção ou aumentariam o risco para atrair maiores recursos. Nesse caso, não está claro se a diferenciação realmente prejudica a performance, como conjetura Massa (2003).
Outra estratégia relacionada com o mecanismo de sinalização poderia ser utilizada pelos administradores de fundos para atrair os recursos dos investidores. Nesse caso, alguns fundos poderiam estabelecer o pagamento de taxa de performance para quando o rendimento do gestor superasse algum benchmark específico, além da taxa de administração sobre ativos. De acordo com Elton, Gruber e Blake (2003), nos Estados Unidos perto de 10% dos ativos são administrados com esquemas de taxa de performance. Estes autores determinaram que tais fundos apresentam habilidade positiva na seleção de ativos, proporcionando um retorno comparativamente maior do que alguns fundos de gestão ativa a menores custos. Mas os fundos com taxa de performance nos casos de resultados negativos têm o incentivo para aumentar o risco do fundo diante de resultados negativos. Aparentemente, o mercado não desaprova este comportamento.
Essa forma de retribuição pela gestão pode ser utilizada como uma ferramenta de marketing para captar maiores recursos dos investidores. Supostamente, esta forma de compensação atrai os melhores gestores, que se esforçariam mais para gerar melhores resultados (ELTON, GRUBER e BLAKE, 2003).
Como assinalado, são relativamente poucos os recursos administrados com esquemas de compensação por performance. A grande maioria é administrada com esquemas tradicionais de taxa de administração sobre o volume de ativos administrados. Para Golec (2003), isso acontece por limitações da regulamentação; pela existência de poucos grupos, famílias ou marcas estabelecidas fator que diminui a concorrência; pela falta de incentivo para diminuir as taxas; e pela dificuldade dos investidores em diferenciar os distintos esquemas de remuneração às empresas administradoras. Isto também poderia ser explicado pela evidência mostrada por Sirri e Tufano (1998) de que as baixas taxas de administração cobradas por alguns fundos não conduzem a recursos adicionais significativos para tais fundos.