YAPI GELİŞTİRİLMESİ MODELİ VE UŞAK TEKSTİL SEKTÖRÜ UYGULAMAS
6. SONUÇ VE ÖNERİLER
Este estudo deparou-se com questões metodológicas que sugerem que novas pesquisas devem ser realizadas, para aumentar a confiabilidade do teste projetivo proposto, com intuito, principalmente, de melhorar sua aplicação e corrigir vieses de amostra.
Do ponto de vista da lâmina projetiva, seria aconselhável retomar seu conteúdo, para diminuir sua neutralidade, reduzindo a proporção de respostas neutras, ou de fuga do tema. Uma das possibilidades, nesse sentido, seria tornar o ambiente, no qual as figuras estão inseridas, em um ambiente menos rígido, aproximando-o do ambiente da amostra. A neutralidade das faces poderia ser modificada, também, buscando aumentar a tensão entre as duas pessoas, de forma a suscitar certa tensão no entrevistado, o que poderia levar a respostas mais emocionais.
Além do mais, a aplicação do teste poderia passar por modificações, invertendo-se a ordem de apresentação das lâminas, deixando as de capacitação para o final da entrevista, e apresentando o teste projetivo logo após a parte de identificação do questionário.
Em especial, a amostra se mostrou limitadora dos resultados da pesquisa. Se, por um lado, o objetivo foi alcançado, ao conseguir uma população cujo acesso não seria um problema (dando espaço a outras variáveis), por outro, encontramos uma amostra ‘estereotipada’, que teria ‘aprendido’ o discurso de inclusão dos telecentros e, desta forma, restringido a variabilidade das atitudes que se esperava encontrar.
A cotação do teste ainda se mostrou relativamente problemática, mas foi possível chegar-se a um consenso quanto aos aspectos vetoriais e de conteúdo das respostas. Novas pesquisas e a ampliação da amostra seriam úteis para consolidar os critérios de compilação.
Uma proposta, que parece interessante, seria a informatização de todo o teste, fato que facilitaria a sua aplicação e colocaria o entrevistado cara a cara com o objeto atitudinal, o que traria resultados interessantes. O uso de urnas eletrônicas, ou quiosques está sendo estudado.
Os dados coletados permitiriam uma análise estatística mais sofisticada do que a aqui utilizada. Como trabalho inicial, no entanto, preferiu-se privilegiar uma análise mais qualitativa, num primeiro momento, que permite aprofundar a análise de conteúdo, sem uma demasiada preocupação com cotações extremamente rigorosas, o que poderia, no entanto, constituir um próximo estágio desta pesquisa.
Por fim, duas considerações, a respeito da teoria das atitudes, devem ser citadas. Em primeiro lugar, deve-se levar em consideração a complexidade de crenças. Uma frase pode expressar uma crença que não é boa preditora dos comportamentos, porque as atitudes são formadas por uma complexidade de relações entre crenças (RODRIGUES, 1979; EAGLY; CHAIKEN, 1998). Os comportamentos são extremamente complexos, e a psicologia é uma ciência nova, que ainda não tem um corpo teórico coeso o suficiente para predizer – ou mesmo compreender – como um ser humano se comportará diante dos múltiplos fatores externos (como o
computador, a situação de pesquisa, a presença de terceiros e assim por diante), e internos (como a timidez, problemas pessoais e experiências pregressas, entre outros), que compõem cada situação, na qual se deve optar por adotar, ou não, determinado comportamento frente a um computador. O que se tem, hoje, são pistas da maneira pela qual o comportamento se forma.
Além disso, exatamente pela falta do corpo teórico coeso da psicologia, a atitude está longe de ser um conceito unânime entre os teóricos, competindo com mais alguns, como, por exemplo, o conceito de representação social (FARR, 1996; SPINK, 1995). A atitude foi utilizada, na presente dissertação, por seu caráter mais individualizado – e menos social e político, ou seja, menos “macro” –, por um lado, e mais pragmático – ou seja, mais fácil de aplicar diretamente com um propósito estratégico –, por outro. Assim, entende-se que esse conceito seria o mais adequado para esta pesquisa e outras que, possivelmente, a seguirão.
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