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HİZMET KOBİ’LERİNİN REKABET ÜSTÜNLÜĞÜ SAĞLAMADA BİLGİ TEKNOLOJİLERİ KULLANIM

H 2 :Bilgi teknolojilerini yüksek düzeyde kullanan işletmeler daha fazla rekabet üstünlüğü

5. GENEL DEĞERLENDİRME VE SONUÇ

Haveria aumento de poder de mercado se dois desses bancos resolvessem fundir ou formar um conluio? Para responder a essa pergunta, estimamos a curva de demanda residual e a curva de demanda residual parcial dos bancos que iremos simular a fusão.

Os bancos utilizados para simular a fusão foram Bradesco, Itaú, ABN Amro-Real, Safra e Unibanco. Para cada um desses bancos, os modelos utilizados para a estimação da curva de demanda residual parcial são similares aos escolhidos na seção anterior, exceto pela inclusão da variável quantidade do banco para o qual foi simulada a fusão. Nessa simulação não incluímos o Banco do Brasil pois o mesmo é o maior banco estatal brasileiro e por isso, a priori, não parece factível que o mesmo venha a se fundir com algum banco privado e menos ainda que seja provável o conluio com algum deles.

Em cada uma das equações (13) e (14) existem duas variáveis endógenas, que foram instrumentalizadas pelas variáveis custo idiossincrático e pela quantidade defasada um período de cada par de bancos para o qual foi simulada a fusão, totalizando 4 instrumentos. A estimação do

sistema de equações foi feita por 3SLS, um procedimento que tem a vantagem de usar as informações disponíveis da correlação dos erros entre essas equações.

Tabela 19: Ganhos de fusão ou conluio.

Elasticidade de demanda residual:

β

1

Bradesco ** -0,41 0,23

Itaú * -0,78 0,39

Real * -0,67 0,27

Safra -0,43 0,73

Unibanco -0,81 0,58

Elasticidade de demanda residual pós-fusão:

α

1

2

Bradesco e Itaú Bradesco ** -0,75 0,43 Itaú ** -1,05 0,63 Bradesco e Real Bradesco 0,34 0,56 Real -0,42 0,27 Bradesco e Safra Bradesco -0,95 0,66 Safra -0,95 1,01 Bradesco e

Unibanco Bradesco * -1,59 0,66 Unibanco * -1,52 0,61 Itaú e Real Itaú -0,81 0,88 Real * -1,09 0,48 Itaú e Safra Itaú ** -1,33 0,74 Safra ** -2,84 1,53 Itaú e Unibanco Itaú * -1,52 0,55 Unibanco -0,55 0,63 Real e Safra Real -0,73 0,57 Safra -2,27 2,08 Real e Unibanco Real * -1,31 0,42 Unibanco * -2,06 0,75 Safra e Unibanco Safra * -5,04 1,35 Unibanco * -1,28 0,61

Estimação por 3SLS. Desvio padrão entre parênteses. *Significativo a 5%.**Significativo a 10%.

Na primeira parte da tabela 19 temos a estimativa da elasticidade de demanda residual foi feita na seção 4.3, e corresponde ao coeficiente

( )β

1 da estimativa por 3SLS da equação (12). Na segunda parte desta tabela, reportamos a soma

1

2

)

e

1

2

)

dos coeficientes estimados das equações (13) e (14), respectivamente, e que correspondem ao inverso da elasticidade de demanda residual parcial. Como o modelo é da forma log-log, a soma desses coeficientes direto e cruzado das quantidades corresponde à estimativa do poder de mercado de cada banco, considerando a redução proporcional das quantidades nos dois bancos para os quais aconteceria a fusão. Para

verificar a significância da soma desses coeficientes, fizemos o teste de coeficiente de Wald, onde a restrição é 1 2

0

^ ^

=

α

e

δ

^1

^2

=

0

.

Quando cada um desses bancos age independentemente, verificamos que eles detém algum poder no mercado de crédito bancário. Entretanto, quando é proposta a fusão/conluio entre dois deles, esse resultado nem sempre se mantém. Na simulação da fusão entre o Real e o Itaú, apenas o Real se defronta com uma curva de demanda residual parcial mais inclinada. Na estimação por 2SLS (não reportada) entre o banco Real e o Bradesco, novamente o banco Real é o detentor do poder de mercado, mas não o Bradesco. No caso da proposta de fusão/conluio entre o Unibanco e Bradesco, ambos detém poder de mercado e entre Unibanco e Itaú, apenas o Itaú detém o poder de mercado. A fim de extrair uma conclusão para esse resultado, voltando aos dados da tabela 8, verificamos que o Real têm taxas médias de retorno das operações de crédito maiores que o Bradesco e o Itaú. Já o Unibanco tem taxa média equivalente ao Bradesco e inferior ao Itaú. Dessa forma concluímos que bancos que conseguem um retorno médio das operações de crédito maior, tende a defrontar-se com uma curva de demanda residual parcial inversa mais inclinada quando é proposta uma fusão/conluio com outro banco. As fusões entre o Bradesco e Itaú, Bradesco e Unibanco, Itaú e Safra, Real e Unibanco e Safra e o Unibanco são os casos onde ambos bancos teriam aumento no poder de mercado.

Em resumo, verificamos que várias das estimativas das elasticidades de demanda residual inversa pós-fusão não são significativas e em um caso apresenta sinal oposto ao esperado. Entretanto, todas as demandas residuais pós-fusão que são significativas são maiores do que as respectivas pré-fusão, quando estimadas por 3SLS. Esse resultado é um indício de que a fusão/conluio entre bancos acarreta em aumento de poder de mercado. Entretanto deve ser interpretado com cautela devido à grande variância nas estimativas.

5 Conclusão

Testes empíricos que medem o grau de competitividade do setor bancário brasileiro foram feitos por Nakane (2001), Tonooka e Koyama (2003) e Belaisch (2003). O primeiro conclui que os a indústria bancária é altamente competiviva e rejeita-se as hipóteses de que atuem segundo um cartel ou competição perfeita. Já o segundo, estuda relação entre taxa de juros e concentração bancária e não encontra evidências de que os bancos atuem como cartel na fixação de taxas de juros sobre empréstimos. O terceiro apresenta resultado contraditório aos anteriores, através de evidências empíricas de que o mercado bancário brasileiro é não competitivo.

No presente trabalho, buscamos analisar o poder de mercado de cada um dos bancos, mediante o uso da metodologia da demanda residual.

A abordagem da demanda residual para uma única firma é uma alternativa à estimação de inúmeras elasticidades cruzadas de demanda, que requerem um nível de detalhamento muito grande dos dados. A técnica apresentada por Bresnahan (1988) é simplificadora e atende ao objetivo de verificar a existência de poder de mercado pelos ofertantes da indústria com diferenciação de produtos. Uma vantagem dessa abordagem é que obtemos o grau de competitividade de cada uma das empresas analisadas e não do setor como um todo.

Com o intuito de verificarmos a existência de competitividade no mercado de crédito bancário, estimamos as curvas de demanda residual para os bancos do Brasil, Bradesco, Itaú, ABN Amro Real, Safra e Unibanco. Grande parcela dos dados foi extraída da contabilidade padrão Cosif, divulgada pelo Bacen. Segundo os resultados encontrados, há evidências de que o banco Safra atua competitivamente enquanto os dados dos demais bancos analisados apontam para a existência de algum poder no mercado de crédito bancário.

A estimativa da elasticidade de demanda inversa do mercado crédito foi obtida pela soma das elasticidades individuais multiplicadas pelo seu respectivo market share. Estimamos também as elasticidades de longo prazo, e verificamos que o banco Safra também atua competitivamente no longo prazo, enquanto os demais continuariam usufruindo poder de mercado.

Em uma extensão desse trabalho, estimamos a elasticidade de demanda residual parcial através da simulação de uma fusão/conluio entre dois dos seguintes bancos: Bradesco, Itaú, ABN Amro Real, Safra e Unibanco. Nos casos em que a estimativa da elasticidade de demanda residual inversa pós- fusão foi significativa, essas elasticidades foram maiores do que antes da fusão. Entretanto as estimativas não foram muito precisas e sua interpretação está sujeita a grandes desvios padrões. Essas conclusões sobre a existência de poder de mercado no setor bancário e sua possível ampliação no caso de concentrações podem ser confrontadas com o fato que, atualmente, o CADE e demais autoridades de defesa da concorrência estão afastados do processo de análise das concentrações no sistema financeiro nacional. Segundo a lei, compete apenas ao Banco Central do Brasil o acompanhamento da evolução do sistema financeiro nacional, bem como regular a concorrência entre os bancos. Entretanto, essa situação poderá se alterar, dado que existe um projeto de lei (344/2002) no qual as competências atuais do Bacen, no que concerne aos aspectos concorrenciais passariam para as autoridades de defesa da concorrência. A importância desse projeto fica ressaltada à luz das conclusões.

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Benzer Belgeler