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REKABETİN YENİ YÖNELİMİ VE KOBİ’LERİN DEĞİŞEN ROLÜ

REKABET GÜCÜNÜN ARTTIRILMASINDA KÜMELENMEYE DAYALI KOBİ POLİTİKALAR

2. REKABETİN YENİ YÖNELİMİ VE KOBİ’LERİN DEĞİŞEN ROLÜ

“Fazer uma nova idéia ser adotada, mesmo quando ela tem vantagens óbvias, é difícil”. Dessa forma, Rogers (2003, p. 1, tradução nossa) começa seu livro sobre a difusão de inovações. Ele define ‘difusão’ como “o processo através do qual uma inovação é comunicada através de certos canais, através do tempo, entre os indivíduos de um sistema social” (IDEM, p. 5, tradução nossa). Ele continua: “Difusão é um tipo de mudança social, definida como o processo através do qual ocorrem alterações na estrutura e na função de um sistema social. Quando novas idéias são inventadas, difundidas, adotadas ou rejeitadas, levando a determinadas conseqüências, ocorre uma mudança social” (IDEM, p. 6, tradução nossa, grifos do autor).

Assim, a inclusão digital pode ser entendida como a difusão das tecnologias digitais, em especial da Internet, dentro de sistemas sociais. “Um sistema social é definido como o conjunto de unidades inter-relacionadas que se unem na resolução de problemas para alcançar uma meta comum” (IDEM, p. 23, tradução nossa). Os sistemas sociais divergem em sua estrutura, que é definida como os arranjos padronizados que dão regularidade e estabilidade aos comportamentos daqueles que fazem parte do sistema. A estrutura é, portanto, uma série de informações que

formam os padrões compartilhados pelos indivíduos que compõem o sistema e, dependendo de seu conteúdo, ela pode facilitar ou impedir a difusão dentro destes16.

O processo de adoção, para Rogers, que leva à difusão de uma tecnologia, a partir das atividades do adotante, tem cinco etapas: (1) conhecimento: tomada de conhecimento sobre uma inovação; (2) persuasão: formação da atitude, positiva ou negativa, a respeito da inovação; (3) decisão: decisão de adotá-la ou rejeitá-la; (4) implementação: uso da nova tecnologia e (5) confirmação: reforço ou abandono da decisão de uso. Um modelo resumido desse processo é dado por Thong (1999, p. 187), ao afirmar que a adoção de tecnologia passa por três estágios: 1) iniciação, na qual informações sobre a tecnologia são reunidas e avaliadas; 2) adoção, na qual a decisão sobre a adoção da tecnologia é tomada e 3) implementação. Este autor, centrando seu estudo na adoção de sistemas de informação em pequenas empresas, conclui que a atitude positiva em relação à vantagem, compatibilidade e complexidade do sistema é de importância primária para a decisão de adoção desses sistemas.

Moore (1999) busca entender como se dá o ciclo de vida da adoção de tecnologia (figura 3.1).

Figura 3.1: Ciclo de Vida de Adoção da Tecnologia Fonte: MOORE, 1999.

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Nesse sentido, o estudo das atitudes pode ser entendido como o estudo das idéias padronizadas que formam tal estrutura social.

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Para este autor, existem cinco categorias de adotantes, diferenciados, de forma geral, pelo tempo que levam para adotar uma tecnologia: 1) os inovadores são usuários que adquirem novas tecnologias agressivamente, tendo a tecnologia, em si, como principal interesse; 2) os usuários adiantados adquirem novas tecnologias por serem hábeis em imaginar, entender e apreciar seus benefícios, baseando suas decisões mais na própria intuição do que em referências bem estabelecidas; 3) a maioria adiantada adota as tecnologias como os usuários adiantados, porém com um forte senso prático, esperando referências bem estabelecidas de mercado; 4) a maioria tardia normalmente não se sente tão à vontade com a tecnologia, e costuma esperar que uma tecnologia se torne um padrão estabelecido antes de decidir utilizá- la, ainda assim dependendo de suporte; 5) os retardatários são aqueles que “não querem nada com novas tecnologias” (MOORE, 1999, p. 13).

Moore também aceita que o papel do indivíduo e da comunidade é essencial para a adoção. O autor afirma que “a tecnologia é absorvida em uma dada comunidade em estágios correspondentes aos perfis psicológicos e sociais dos vários segmentos dentro desta comunidade” (IDEM).

Pereira (2002) argumenta que a adoção de tecnologia deve ser estudada do ponto de vista do adotante, e não das atividades de implantação ou de fatores ligados à tecnologia em si. Para este autor, a adoção é um processo de sensemaking17 que não começa com a adoção da tecnologia em si, mas “com a formação das percepções iniciais e representações simbólicas da tecnologia” (IDEM, p. 41, tradução nossa). Ou seja, a adoção, ou não, de uma tecnologia depende dos sistemas de crenças e cognições do futuro usuário. Para o autor, as atitudes a respeito da adoção são formadas em experiências passadas, ou provêem de experiências com tecnologias similares, não só ditando o comportamento em relação a uma adoção atual, como também moldando, em parte, a forma pela qual um indivíduo vê a si mesmo – sua identidade. Essas atitudes podem ser formadas através de feedbacks recebidos no passado, de suas ações, ou de sua observação das ações de outros, e de sua reflexão sobre suas percepções (IDEM, p. 42).

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Sensemaking seria o “processo cíclico de tomar uma ação, extrair informações dos estímulos resultantes dessa ação e incorporar tais informações e estímulos dessa ação nos modelos mentais que guiarão novas ações” (PEREIRA, 2002, p. 40).

Bloch, Pigneur e Segev (1996) definem alguns dos fatores, ligados à adoção de uma nova tecnologia pelos consumidores (Figura 3.2).

Figura 3.2. Fatores que afetam a adoção de novas tecnologias Fonte: BLOCH; PIGNEUR; SEVEG, 1996

Estes autores chamam a atenção para o fato de que a relutância das pessoas em mudar (resistência às mudanças) é uma questão chave na adoção. Morris e Venkatesh (2000) apontam que existem evidências significativas de que a atitude diante da tecnologia influencia a sua adoção, de forma veemente, seja em curto, ou em longo prazo, principalmente entre usuários jovens.

Como vimos até agora, a atitude está na base da teoria da adoção. A partir desses dois conceitos, diversos modelos de aceitação foram criados18. O Modelo de Aceitação de Tecnologia (TAM)19 tem se mostrado um dos modelos mais bem aceitos na área de adoção de tecnologia (PHILIPS, CALANTONE, LEE, 1994; BUENO, 2004; MIRANDA, 2004).

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O Marketing se apropriou amplamente do conceito de atitude para estudar a aceitação de produtos, a adoção de tecnologias e a difusão de inovações, criando ou adaptando modelos como os da Teoria da Ação Fundamentada, Teoria do Comportamento Planejado, a Teoria da Experimentação e o Modelo de Bobbitt e Dabholkar (BARBOSA, 2004).

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Sigla em inglês de Technology Acceptance Model.

Barreiras de Uso

• Necessidade de infraestrurura para dar suporte à tecnologia • Aspectos percebidos a respeito da nova tecnologia • Curva de aprendizagem

Tecnologia

• Benefícios percebidos • Custos diretos

• Custos indiretos (p.e. treinamento)

Soluções Alternativas • Tecnologias concorrentes Fornecedores • Propensão a investir • Propaganda • Fragmentação do market share do fornecedor Clientes

• Taxa de renovação para produtos substituídos • Resistência à mudança • Experiências passadas com

Intenção compor- tamental de uso Variáveis Externas Atitude em relação à tecnologia Uso real da tecnologia Utilidade Percebida Facilidade de uso percebida

Benzer Belgeler