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2.1. İDEAL İMPARATORİÇE

2.1.4. Sikke Ve Anıtlarda İmparatoriçe Figürü

As questões de género, e de forma mais ampla as políticas de diversidade, podem, à primeira vista, parecer complicar desnecessariamente operações de grande dimensão e dispendiosas. Como resultado, muitas vezes as matérias acerca do género são tratadas como algo secundário na relevância de difíceis questões de política e de

segurança. A integração do género não é contudo, um problema “soft”, mas encontra-se

no núcleo da segurança. 31

A ONU alertou para a alteração na natureza dos conflitos, onde a população civil é frequentemente utilizada como arma de guerra- homens, rapazes, mulheres e crianças- e urgiu os Estados a implementarem uma Perspetiva de Género a todos os níveis das instituições e mecanismos nacionais, regionais e internacionais, que permitisse a inclusão das mulheres, como peça-chave, nos processos de decisão na prevenção, gestão, resolução de conflitos e de manutenção de paz. No entanto, anteriormente à Resolução em questão, foi desenvolvido como já mencionado, Declaração do Milénio ou os ODM32.

A Resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas 1325 reconhece a necessidade urgente de integrar uma Perspetiva de Género nas operações de manutenção de paz, uma vez que irá contribuir para a manutenção e promoção da paz e da segurança internacionais. Isto implica ter em consideração fatores de género nas políticas, no planeamento e na execução de missões. Também significa equilíbrio de género nas operações civis e militares.33

Muitas outras organizações internacionais, governos e forças armadas nacionais tornaram-se cada vez mais conscientes dos efeitos colaterais não intencionais relacionados com o género nas operações, incluindo incidentes de prostituição, tráfico de seres humanos e à exploração das mulheres locais e homens nas comunidades pós- conflito. Reafirmaram então o seu compromisso de implementar e incentivar iniciativas, políticas e programas, concordante com a resolução.

31 (Civil-Military Cooperation Centre of Excelence (CCOE), 2013), Gender Makes Sense: A way to Improve Your Mission, P.5

32 Ver ANEXO I. Objetivos de Desenvolvimento do Milénio

De acordo com a sua missão, o CWINF34 desenvolveu recomendações aos

países e autoridades da NATO, a fim de contribuir para o desenvolvimento de uma abordagem geral para a integração da Perspetiva de Género nas operações militares da NATO.

Estas recomendações cobrem a integração da Perspetiva de Género nas três principais áreas de operações militares da NATO: Planeamento Operacional e Operações; Formação e Treino; e Avaliação. Tratam-se dum conjunto de práticas sensíveis ao género, que garantem que as operações podem ser mais eficazes e seguras para todas as partes envolvidas, tendo sido desenvolvidas por delegados nacionais e aprovadas por eles na sua reunião anual em Berlim, em Junho de 2007.35

A NATO adotou a política do Conselho de Parceria Euro-Atlântica36 para implementar a UNSCR37 1325.

Em 2009, a NATO publicou a BI-SC Directive 40-1, integrando a UNSCR 1325

e a Perspetiva de Género na estrutura de comando da NATO e incumbindo a NATO HQ

e comandos subordinados a integrar a Perspetiva de Género através do planeamento, execução e avaliação das tarefas da NATO. A diretiva foi atualizada em 2012.

Em 2010, o Plano de Ação da NATO, relativo à importância da UNSCR 1325 nas operações e missões lideradas pela NATO, foi aprovado ao nível dos Europe and Trasformation Supreme Allied Commanders38. O documento inclui as ações a serem tomadas pelos comandantes com responsabilidades em operações lideradas pela NATO, como por exemplo, no Afeganistão (ISAF) e Kosovo (KFOR)39.O plano é revisto e

atualizado bianualmente, sendo aprovadas as devidas atualizações pelos COS da

SHAPE40 e COS dos HQ SACT41

.

34Lista de Abreviaturas, Siglas e Acrónimos

35 (NATO, 2013), CWINF Guidance For NATO Gender Mainstreaming, pp.7-8

36 Euro-Atlantic Partnership Council (EAPC) - As 50 nações do Conselho de Parceria Euro-Atlântica é um fórum multilateral de diálogo e consulta sobre questões políticas e de segurança entre os Aliados e os países parceiros. Permite que seja fornecido um quadro político global para a cooperação da NATO com estes países parceiros na área euro-atlântica, e para as relações bilaterais desenvolvidas entre a NATO e os países parceiros individuais, no âmbito do programa da Parceira para a Paz (PfP)

37Lista de Abreviaturas, Siglas e Acrónimos

38 Manfred Lange, General, Chief of Staff & C A Johnstone-Burt OBE, Admiral, Chief of Staff 39 NATO (2012), Action Plan to mainstream UNSCR 1325 into NATO-led operations and missions 40 Centrada nos Supreme Headquarters Allied Powers Europe, a SHAPE é uma sede estratégica. O seu papel é preparar, planejar, conduzir e executar operações militares da NATO, missões e tarefas, a fim de atingir os objetivos estratégicos da Aliança. Como tal, contribui para a dissuasão da agressão e da

De acordo com a BI-SC Directive 40-1 da NATO42, a plena integração da

Perspetiva de Género no âmbito da NATO estende-se até às fases de planeamento, execução e avaliação das operações lideradas pela NATO. Todas estas fases devem ser baseadas na análise inicial e regular dos grupos sociais com a Perspetiva de Género a ser ponderada e incluída.

É fundamental ter certos conceitos em consideração:

- O panorama da Comprehensive Approach43 deve certificar-se que os riscos e segurança de toda a população serão abordados e tratados;

- Estabelecer e preservar as ligações com a população local, ONG, e OI ao nível estratégico, operacional e tático, utilizando mecanismos de coordenação civil-militar apropriado;

- Assegurar que o género é abrangido na formação, treino, inclusive treino de pré- empenhamento para todo o pessoal nas operações lideradas pela NATO;

- Que os Planos Nacionais são convenientemente encorajados, na incorporação nos objetivos de treino de género no pré-empenhamento para assegurar a interoperabilidade entre exercícios e operações;

- Fornecer mecanismos de comunicação e partilha de informação eficazes entre a NATO e as organizações civis ao nível internacional, bem como a nível local, no âmbito de uma comprehensive approach.

- Garantir mecanismos de comunicação e supervisão eficazes relativamente à UNSCR 1325 e resoluções relacionadas;

- Estabelecer conceitos, procedimentos e mecanismos para tratar e lidar com a violência baseada no género, em conflito, do mesmo modo para a Segurança Humana em geral; - Para determinadas operações, analisar medidas úteis para proteger contra violência baseada em género, em particular o rapto e outras formas de abuso sexual e violência em situações de conflito armado;

preservação da paz, da segurança e da integridade territorial da Aliança. SHAPE, a nível estratégico, está à frente de seis comandos operacionais, dois dos quais são suportados pelas entidades de nível tático. 41 Head Quarter of Supreme Allied Commander Transformation

42 (NATO, 2012) Bi-Directive 40-1 Revision 1

43 Por força da natureza linguística e significado do termo, optou-se por manter a expressão original, em inglês, durante o todo o documento. Conceito abordado e explicado no capítulo 4.

- Certificar a adesão aos Padrões de Comportamentos da NATO e a tolerância zero na Exploração e Abuso Sexual44

, assim aplicável.

- Estimular a composição mais equilibrada do género na força de trabalho e expandir o papel das mulheres nas operações e missões em todos os níveis;

- Facilitar a inclusão ativa das mulheres locais na resolução do conflito e processos de construção de paz;

- Instigar as nações e parceiros da NATO a partilhar as melhores práticas e apoiar os esforços uns dos outros na implementação nacional da UNSCR 1325;

- Estimular o aumento da representação das mulheres em toda a estrutura de comando da NATO e da Estrutura de Força da NATO;

- Empenho na igualdade de género na Estrutura de Força da NATO, de modo a realizar trabalho externo e credível e de confiança, e atividades referentes às mulheres e ao género na Área de Operações Conjunta45.

Durante a Cimeira da NATO de Lisboa em 2010, a Aliança apelou a uma vigorosa e efetiva implementação da UNSCR 1325 e resoluções relacionadas através de todas as suas atividades.

A Declaração da Cimeira de Chicago (2012), além disso, reforçou a sua posição e ressaltou o compromisso de elevado nível para a Resolução 1325. A NATO ainda estabeleceu uma série de posições46 de

GENAD, GFA e GFP47a todos os níveis da sua organização. Ao nível estratégico na Allied Command Transformation (ACT) e nas

Allied Command Operations (ACO), a nível operacional as Joint Forces Commands Brunssum (JFC-B) e Naples (JFC-N) e em missões do ISAF e KFOR, e a nível tático os Comados Regionais do ISAF (ISAF Regional Commands) e as Equipas de Reconstrução Provincial (Provincial Reconstruction Teams).

Recentemente, apontou uma Representação Especial das Mulheres Paz e Segurança que iria reforçar e promover a implementação da Resolução 1325 e aumentar assim a consciência das políticas e atividades da NATO neste âmbito. A Representação

44 SEA- Sexual Exploitation and Abuse 45 JOA- Joint Operations Area

46 Algumas das quais eram desempenhadas duas ao mesmo tempo 47 Ver Gender Focal Point

Especial ou “Special Representative” tem como objetivo asseverar que a coordenação e

cooperação adequadas ocorram com as NU e outras organizações relevantes.

O órgão consultivo do Comité Militar sobre as políticas relacionadas com o género para as Forças Armadas da Aliança é o Comité sobre as Perspetivas de Género da NATO - NATO Committee on Gender Perspetives (NCGP). Este comité foi criado desde 1976, quando o Comité Militar reconheceu formalmente o Comité sobre as

Mulheres nas Forças da NATO (CWINF). Desde 1997, um pequeno gabinete

denominado de Gabinete sobre as Perspetivas de Género (NATO Office on Gender Perspectives- NOGP) que se encontra localizado na sede da NATO, para apoiar o comité, funcionando como um representante permanente e ponto de contato para uma ampla gama de questões relativas ao pessoal militar feminino nas forças da NATO.