1.8.1. Fıkıh Usulünde Te’vilin Delilleri
1.9.1.1. Müevvil (Te’vili Yapan Kişi) ile İlgili Şartlar
4.1.1 Coleção “História em Projetos”: Apresentação geral
A coleção apresenta como organização curricular os pressupostos da História integrada, articulados com a proposição de atividades voltadas para a aprendizagem de temáticas históricas, assim como a realização de projetos coletivos no final de cada unidade temática. Desta forma, os volumes, e, por extensão, as unidades e os capítulos organizam-se considerando o ordenamento temporal dos acontecimentos históricos, buscando, assim, ressaltar temas considerados relevantes por meio de atividades. Além disso, são propostos, ao final de cada unidade, projetos voltados para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e para a interação entre os estudantes e seu meio social no tempo presente.
O conteúdo trabalhado nos quatro volumes organiza-se de forma cronológica e referenciada no tempo europeu, buscando articular, de forma integrada e contextualizada, abordagens que relacionam a História do Brasil, das Américas, África, Oriente Médio e Europa, e Ásia, em menor grau. O material busca, também, tanto por meio dos textos como das atividades, apresentar ao aluno a diversidade de sujeitos históricos envolvidos nos processos estudados.
Figura 1: Capa da obra História em projetos. A encruzilhada dos mundos: consertos e desconcertos nos séculos XX e XXI. 8ª série. (2006).
A extensão temporal que a coleção cobre inicia-se com a pré-história, no primeiro volume, e termina com capítulos sobre o Brasil e o mundo no contexto dos primeiros anos do século XXI, no último volume. Cabe destacar que, a despeito da perspectiva de integração entre os conteúdos, verifica-se uma ênfase na História do Brasil, assim como nas questões colocadas sobre a realidade brasileira, mesmo quando se trata de acontecimentos históricos localizados em outros países ou continentes.
As atividades propostas são direcionadas para a construção do conhecimento pelos alunos, considerando os
imperativos do construtivismo, associados aos elementos da renovação historiográfica, sobretudo a apropriação de fontes renovadas de conhecimento histórico. Considerando-se as funções dos livros didáticos e sua materialidade, em diálogo com o exposto no parágrafo anterior, a coleção cria possibilidades de ampliação da discussão do conhecimento histórico no contexto da História escolar, fazendo com que o aluno possa questionar as relações sociais em diferentes temporalidades e desenvolver uma possível formação crítica voltada para sua participação na sociedade. Além disso, é importante destacar as orientações para a resolução das atividades, geralmente, formuladas em linguagem acessível e de foram clara para os alunos.
A estruturação gráfica dessa coleção é caracterizada pelo uso frequente de legendas. Tais marcas editoriais destacam-se pela quantidade e pela qualidade das informações, além de haver integração entre as informações do corpo do texto e os documentos incorporados, seja no texto para a leitura do aluno ou nas propostas de atividades.
Outro aspecto significativo da coleção relaciona-se à sua proposta de discutir temas transversais em diálogo com o tempo presente. Assuntos como meio ambiente, pluralidade cultural, trabalho e consumo, dentre outros,
Figura 2: Capa da obra História em projetos. O mundo do avesso: o embate entre novas e velhas ideias – do século XVII ao XIX. 8º ano. 2ª edição, 2009.
são trabalhados no decorrer dos capítulos, por meio de textos e atividades que articulam o conteúdo histórico propriamente dito com temas socialmente vivos na contemporaneidade.
A coleção apresenta uma estrutura fixa e patronizada de divisão interna do capítulo em todos os volumes. Nesse sentido, os capítulos, invariavelmente, trazem as seguintes seções: “Nosso Itinerário”, “Ponto de partida”, “Orientando-se no tempo e no espaço”, “Panorama” e “As paradas”. Além dessas divisões, são encontradas, também, no final dos capítulos, as seções “Vocabulário”, “Glossário” e “Indo Além”. No final de cada unidade temática é colocada a seção “Ponto de chegada: projeto”.
O desenvolvimento didático dos capítulos inicia-se nas seções “Nosso itinerário” e “Ponto de partida”. Nelas são apresentadas, por meio de textos e imagens, as questões e as temáticas que serão trabalhadas, buscando localizar, temporal e espacialmente, o conteúdo tratado, e atividades destinadas a avaliar os conhecimentos prévios dos alunos.
Na sequência do capítulo localiza-se a seção “Orientando-se no tempo e no espaço”, voltada para o desenvolvimento da leitura de diferentes fontes históricas, incluindo dados biográficos, fatos e acontecimentos, produções imagéticas e outros documentos. Em seguida, aparece o “Panorama”, que apresenta uma breve síntese dos acontecimentos do período estudado, por meio de um quadro cronológico composto por informações consideradas relevantes sobre o contexto político, econômico e sociocultural em questão. Logo após está localizada a seção “Paradas”, cujo objetivo é aprofundar em algumas das temáticas estudadas, por meio de atividades de seleção de diferentes fontes documentais, e desenvolver, no aluno, habilidades de leitura, escrita, expressão oral, trabalho coletivo e sistematização e comunicação das suas ideias.
O fechamento dos capítulos ocorre com o “Vocabulário” e o “Glossário”, onde os termos mais usados na História ou conceitos históricos específicos são explicados, e a seção “Indo Além”, com indicações de leituras para cada capítulo, com os seguintes subtítulos: “Lendo” (com indicação de obras acadêmicas), “Vendo” (com recomendação de filmes) e “Navegando”
(contendo sugestões de sites relacionados aos assuntos dos capítulos). No caso das unidades, cada uma delas é finalizada com o “Ponto de Chegada”, que propõe a elaboração de um produto final, geralmente com sugestão de ser desenvolvido coletivamente.
Ao comparar as duas edições da coleção, percebe-se que não há uma reestruturação significativa nas mesmas, contudo verifica-se algumas incorporações de documentos, imagens e propostas de atividades na edição de 2011, nas seções já existentes na versão anterior. A estruturação dos volumes, destacando suas unidades temáticas e os conteúdos históricos, nas duas coleções, aprovadas em 2008 e 2011, pode ser verificado no Anexo II deste trabalho.
4.1.2 Coleção “História em Projetos”: tratamento da história afro- brasileira na coleção, segundo os Guias do PNLD de 2008 e de 2011.
A busca de indícios a respeito de como a coleção aborda a história afro-brasileira e, em especial, de algum vestígio de tratamento da experiência histórica negra no pós-abolição brasileiro, levou-nos à investigação dos volumes do Guia do Livro Didático, que trazem as resenhas das coleções aprovadas.
Em relação à coleção “História em Projetos” os dois guias verificados apresentam quadros de abordagem bastante substanciais no que se refere à História afro-brasileira nas edições de 2008 e 2011 da obra.
Segundo o Guia (2008), a coleção propõe a identificação de uma multiplicidade de sujeitos históricos, em que os afro-descendentes são tratados “como protagonistas, inclusive tomando parte de questões importantes na sociedade brasileira atual, como, por exemplo, os direitos e garantias constitucionais.” (BRASIL, 2007, p.58). E, “Não há, pois, sua vitimização ou folclorização, mas o esforço em positivar suas experiências, saberes e bens culturais. (BRASIL, 2010, p.50). Dessa forma,
O conjunto da obra desconstrói visões estereotipadas, como, por exemplo, a do negro [...], procurando dar visibilidade à ação desses
sujeitos nos contextos onde estiveram e estão inseridos. A construção da cidadania é trabalhada tanto como fruto de experiências sociais, quanto culturais ou religiosas. (BRASIL, 2007, p.52-53)
Assim como os conteúdos, algumas atividades também voltam-se para a discussão de questões fundamentais à compreensão da história afro- brasileira em diferentes temporalidades, das memórias e representações a ela relacionadas. De acordo com o Guia – 2008,
A coleção História em projetos propõe exercícios de pesquisas de problemas relevantes, – diversidade cultural, valores de cidadania, valorização do patrimônio histórico, práticas religiosas, movimentos sociais, valorização da escola, drogas, preconceitos, racismo, problemas relacionados à juventude atual e questões ambientais, – possibilitando ao aluno a compreensão de que a história é o resultado da atuação de sujeitos diversos em diferentes tempos e espaços e o entendimento da importância do respeito às diferenças histórico- sociais e geográficas, valorizando a cultura da paz e a participação de ações de cidadania no seu meio social. (BRASIL, 2007, p.50)
4.1.3 Coleção “História em Projetos”: levantamento geral da abordagem da história afro-brasileira.
A distribuição das às abordagens da História afro-brasileira, por período político-administrativo da História Brasil, na Coleção “História em Projetos”, ocorreu da seguinte forma:
Edição de 2008: América Colonial Portuguesa, 59 vezes; Império, 26 vezes; República, 19 vezes; TOTAL: 104.
Edição de 2011: América Colonial Portuguesa, 52 vezes; Império, 65 vezes; República, 29 vezes; TOTAL: 146.
Nessa coleção, na segunda edição, em relação à primeira, em todos os recortes político-administrativos, houve um aumento significativo do – com exceção da América Colonial Portuguesa – da seleção da temática afro- brasileira. Nas duas edições, o período histórico hegemônico desses registros é a América Colonial Portuguesa, no entanto, verifica-se que os aumentos mais expressivos encontram-se nos conteúdos do Império e da República.
Embora não seja possível pressupor que as abordagens ocorridas nos conteúdos da América Colonial Portuguesa representem os afro-brasileiros somente como escravizados – nem todos os africanos e descendentes encontravam-se na condição de cativos no referido contexto –, há, na expressiva quantidade de registros desse período, e que pode ser estendido aos conteúdos voltados para o Império, uma constatação e um indício dessa representação.
A constatação diz respeito à perspectiva de tratar os afro-brasileiros, como estando localizados em um tempo relativamente distante no nosso, entre os séculos XVI e o XIX. Já o possível indício é a continuidade da circulação de representações acerca da experiência histórica no contexto destacado, “encapsulando” os negros à condição escrava. Tal indicativo baseia-se no acúmulo das pesquisas sobre as interseções entre livros didáticos de História e representações de negros, como já citado neste trabalho. Porém, nesta pesquisa, ao elegermos como foco o período do pós-abolição, os temas relacionados à história afro-brasileira anteriores a 1888 fogem ao escopo da investigação.
Em relação à História afro-brasileira no pós-emancipação, tomando por referência, a priori, somente os dados gerais, essa temática sofrerá uma ampliação substantiva entre as duas edições analisadas, apresentando 19 e 29 abordagens, nas edições de 2008 e 2011, respectivamente. Diante dessa constatação instigante para os nossos propósitos investigativos, trataremos qualitativamente desses registros no capítulo seguinte.