1.10.1. Te’vilin Çeşitleri
1.10.1.4. Bâtıl Te’vil
A coleção, nas edições de aprovadas pelos PNLD 2008 e 2011, apresenta uma proposta integrada de organização curricular para os conteúdos de História Geral e de História do Brasil, como nas outras coleções anteriormente analisadas. Em cada volume, são trabalhados temas e acontecimentos ocorridos em períodos temporais relativamente próximos, organizados de modo o aluno perceba que trata-se de uma determinada conjuntura temporal e histórica.
A didatização é realizada por meio de uma quantidade substancial de textos e de atividades que priorizam a presença de diferentes linguagens (fotografias de pinturas, esculturas, mapas, filmes etc.), e de diversos tipos de textos e documentos históricos (historiográficos, literários, jornalísticos, letras de música etc.).
As atividades apresentam uma variedade de estratégias didáticas para aprendizagem da História, evidenciando a preocupação com a progressão na aquisição de habilidades, a fixação e o aprofundamento dos conteúdos. Por meio das propostas de exercícios, espera-se que o aluno desenvolva uma
Figura 5: Capa da obra História. Das cavernas ao terceiro milênio: Da formação da Europa medieval à colonização do continente americano. 6 ª série. 2ª edição. (2006).
reflexão crítica acerca das experiências históricas trabalhadas nos capítulos, assim como o desenvolvimento de habilidades relacionadas à capacidade de sintetizar idéias; expressar-se oralmente e por escrito, por meio da pesquisa; debater e produzir textos e trabalhos em grupo.
A visão histórica hegemônica caracteriza-se pela articulação de temas sociais, políticos e econômicos, tanto da História Geral como na nacional.
Em relação ao projeto gráfico, este apresenta-se bem cuidado, com imagens nítidas e identificadas por legendas e referências de lugar de custódia48, mapas e
gráficos, geralmente articulados ao texto didático
A estrutura de cada volume traz uma forma relativamente tradicional de organizar as unidades e os capítulos, com seções bem divididas e distribuídas entre textos de apresentação, texto-principal, seções complementares e atividades. Neste sentido, a obra estrutura-se, inicialmente, com a subdivisão “Abertura da unidade”, que objetiva construir uma visão panorâmica do conjunto de capítulos, anunciando, brevemente, os conteúdos que serão trabalhados. Desta forma, por meio de duplas de páginas, geralmente trazendo textos, imagens, documentos históricos e proposta para discussão em sala de aula, a temática central da unidade é introduzida para os alunos.
Posteriormente, há a seção “Abertura de capítulo”, onde ocorre a introdução dos conteúdos e a tentativa de mobilizar o aluno, por meio de estratégias que estabelecem a relação entre o presente e o tema estudado, para as questões a serem trabalhadas.
48Lugar de custódia trata-se do lugar ao qual a informação (imagem, texto, etc.) foi extraído.
Figura 6: Capa da obra História. Das cavernas ao terceiro milênio: Séculos XVIII e XIX: as fundações do mundo contemporâneo. 8º ano. 2ª edição. (2009).
O texto principal oferece uma narrativa composta por um conjunto de fatos e acontecimentos históricos que procura dialogar com a produção historiográfica, de modo a possibilitar aos alunos uma compreensão dos processos históricos selecionados e dos sujeitos relacionados a eles, através de uma linguagem relativamente acessível à faixa etária em questão.
Paralelamente ao texto principal, há a incorporação de “boxes”. que se dividem em três categorias: 1) “Documentos”, que objetiva disponibilizar para o aluno excertos e reproduções de fontes históricas, como indícios que mostram como a vida se organizava em outros períodos; 2) “Glossário”, desenvolvido para explicar conceitos-chave utilizados no texto-base e possibilitar o acesso ao vocabulário de época dos documentos históricos; e 3) “Bate-Papos”, que promovem breves interrupções do no texto principal, com o objetivo de estabelecer a comunicação oral em sala de aula, tendo como mote as relações entre as experiência sócio-culturais dos estudantes e o conteúdo curricular em foco.
Passado o texto principal, nos capítulos aparecem algumas seções, organizadas para o aprofundamento em alguns aspectos do conteúdo desenvolvido, a realização de atividades didáticas e a sugestão de ampliação dos conhecimentos sobre as temáticas trabalhadas para além do livro didático e do tempo pedagógico da sala de aula.
A primeira dessas seções é “Leituras complementares”. Nessa parte estrutural do capítulo, textos extraídos de diversas fontes, como historiografia, revistas de divulgação científica, trabalhos acadêmicos, entre outros, são incorporados, geralmente, por meio de excertos, com a finalidade de possibilitar aos alunos o acesso a temáticas secundarizadas ou ausentes no texto principal, mas que são substantivas para a compreensão do período estudado. Essa seção também busca desenvolver a competência leitora dos alunos e a escrita e a interpretação do texto lido, através de atividades.
Em alguns capítulos, também é encontrada a “Oficina de Trabalho”. Essa divisão procura desenvolver atividades mais práticas e lúdicas, que possam ser relacionadas aos conteúdos dado, tais como organizar murais,
produzir cartazes e legendas, elaborar uma representação teatral, redigir quadrinhos etc.
Em “Atividades”, componente estrutural presente em todos os capítulos, há uma série de propostas que contemplam diversas estratégias pedagógicas e mobilizam diferentes habilidades. Dentre os objetivos das atividades, está a tentativa de revisão de conteúdos e de ampliação dos estudos realizados.
Por fim, na seção “Para saber mais” são apresentadas sinopses de outras fontes de informação, como livros paradidáticos, obras literárias, filmes e sites da internet, relacionadas ao tema de cada capítulo.
Além das seções mencionadas, cabe dizer que, ao final de cada livro, há uma bibliografia específica, relativa aos conteúdos tratados no volume, e que, na edição de 2011, há um conjunto de cinco mapas – Planisfério político (2008), mapas políticos da África (2008), América (2008), Europa (2008) e Ásia (2008). Vale ressaltar, também, que em todos os volumes, a partir do livro de 7º ano, há um capítulo introdutório que retoma, brevemente, os conteúdos centrais trabalhados no ano anterior.
Antes da exposição das mudanças, faz-se necessário apresentar a organização inicial dos volumes. Para tanto, tomando como referência a coleção aprovada em 2008, elencamos as informações sobre a estrutura dos volumes no Anexo II deste trabalho.
Na tarefa de comparar as edições 2008 e 2011 da coleção, nota-se algumas alterações na composição das obras. Tais alterações são verificadas em dois sentidos, um, pela incorporação de novas imagens e de seções complementares nos capítulos, ocorrida, possivelmente, por motivações diversas (e analisá-las foge ao escopo este trabalho), e outro, pela alteração de nomes de alguns capítulos e a inserção de outros, associados à História africana e afro-diásporica.
O movimento de adequação do material didático em questão às prescrições curriculares obrigatórias da lei 10.639/03, verificado através da comparação entre o conteúdo das coleções aprovadas nos editais PNLD 2008 e 2011, apontam para dois tipos de incorporações. Um delas seria a entrada, no corpo do livro, de mais um capítulo, organizado de forma relativamente autônoma em relação ao restante dos conteúdos. Essa perspectiva de inclusão de conteúdos é observada no volume do sexto ano, com a adição de um capítulo, dedicado a um império africano, o Cuxita
O outro movimento empreendido no atendimento à obrigatoriedade limita-se à alteração de nomes de capítulos, sem a necessária e/ou desejável mudança de seus conteúdos, como pode ser observado nos volumes do sexto ano, com a alteração do nome do capitulo 7, intitulado, na edição 2008, “Egito: estava escrito nas pirâmides?”para “A civilização egípcia”, na edição de 2011; No livro do sétimo ano, houve a renomeação do capítulo 11, passando de “A África pré-colonial” para “A África dos grandes reinos e impérios” e, no volume do oitavo ano, o capitulo 11 foi alterado de “A independência da América espanhola” para “A independência da América espanhola e do Haiti”.
No caso da independência do Haiti, apesar da ascensão do conteúdo ao título, na edição de 2011, tanto nesse volume quanto no de 2008, seu lugar no interior do capítulo continuou inalterado, com apenas uma lauda e meia, dividida em um breve texto, estruturado em seis parágrafos, duas imagens relacionadas ao tema e um box sobre a situação de “crise permanente” pelo qual passou e passa a sociedade haitiana.
4.3.2 Coleção “História. Das cavernas ao terceiro milênio”: tratamento da