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3. Osmanlı Devleti’nde İskân İşiyle İlgilenen Komisyon Ve Kuruluşlar

1.3 Mübadele İle Türkiye’ye Gelenler Ve İskân Uygulamaları

1.3.8. Mübadilleri Üretici Haline Getirme Çabaları

A lista dos romances dessa fase, com os seus respectivos anos da primeira publicação, é encabeçada pela obra Cinco minutos (1856), seguida de A viuvinha (1860). Escreve também Biografia do Marquês de Paraná (1860) e A constituinte perante a história . Escreve, ainda, O guarani (1857), Lucíola (1862), Diva (1864), As minas de prata escrita entre 1862 e 1864. Finalizando essa fase, ele publica o romance Iracema (1865).

É nesse período que José de Alencar se dedica, também, a escrever peças para teatro e em que se situa a quase totalidade de sua obra. Dentre os textos escritos para o teatro, estão: Demônio familiar (1857); Verso e reverso (1857); Asas de um anjo (1860), obra na qual depositou todas as suas esperanças, mas que não lhe rendeu as honras desejadas 11 e a obra intitulada Mãe (1862).

Além dos romances e textos escritos para o teatro, são destaques dessa fase, também, a série de artigos e as cartas, assim intitulados: Cartas sobre a Confederação dos Tamoios (1856); Ao Imperador: cartas políticas de Erasmo (1865) e Ao Imperador: novas cartas políticas de Erasmo (1865).

Foi justamente nesse jornal que, em 1856, aconteceu sua estréia como romancista, quando saiu, em forma de folhetim, o seu primeiro romance intitulado Cinco minutos . Esse "romancete", como ele costumava chamar, foi publicado anonimamente no Diário do Rio de Janeiro . Foi escrito às pressas, tão só para atender ao gosto e à demanda do público. Desde a publicação de A moreninha , de Joaquim Manuel de Macedo, cada vez mais se percebia um grande interesse do público leitor por "histórias" sentimentais vividas por moças, que retratavam a alta sociedade carioca. Ao final de alguns meses, completada a publicação, juntaram-se os capítulos em um único volume que foi oferecido como brinde aos assinantes do jornal. No entanto, muitas pessoas que não eram assinantes do jornal procuraram também comprar a brochura. Diante desse fato, Alencar comenta: ''[...] foi a única, muda mas real, animação que recebeu essa primeira prova . Comenta ainda o escritor que isso foi o bastante para suster a sua natural perseverança uma vez que tinha leitores e espontâneos, não iludidos por falsos anúncios (ALENCAR, 1990, p. 56). Nas entrelinhas, percebe-se a queixa que se tornaria obsessiva ao longo dos anos: a de que a crítica atribuía pouca importância à sua obra. Ao mesmo tempo, escreve e publica sob o pseudônimo de Ig , em 1856, uma série de

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artigos polêmicos nos quais fazia críticas à obra A confederação dos Tamoios , de seu contemporâneo, também escritor, Gonçalves de Magalhães. Este, considerado iniciador do movimento romântico no Brasil com a publicação de Suspiros Poéticos e Saudades , uma coletânea de poesia com forte caráter subjetivo e, ao mesmo tempo, nacionalista.

Essa crítica consistiu na publicação de uma série de artigos intitulados "Cartas sobre a Confederação dos Tamoios". Esses renderam a José de Alencar uma projeção nos meios literários. A partir de então, começou a ganhar notoriedade e já deixava entrever a intenção de traçar um programa de literatura que fosse pautado pelo rigor de uma consciência estética nacional, tomando como elementos inspiradores a idealização das tradições indígenas e a exuberância dos cenários da natureza brasileira.

Nessas cartas, o escritor confronta-se indiretamente até com o imperador Dom Pedro II. Nesse momento, Gonçalves de Magalhães havia escrito seu longo poema em que faz um exaltado elogio à raça indígena. Dom Pedro II, homem voltado às letras e artes, viu no poema de Magalhães o verdadeiro caminho para uma genuína literatura brasileira. Imediatamente, o imperador ordenou que se custeasse a edição oficial do poema. Alencar, sob o pseudônimo "Ig", utilizando seu jornal como veículo, escreveu cartas a um suposto amigo, questionando a qualidade da obra de Magalhães e o patrocínio da publicação. De fato, o que se discutia naquele momento era o que seria o verdadeiro nacionalismo na literatura brasileira, que até então tinha sofrido grande influência da literatura portuguesa. Alencar considerava a cultura indígena como um assunto privilegiado que, na mão de um escritor hábil, poderia tornar-se a marca distintiva da autêntica literatura nacional.

Em 1857, Alencar estréia como autor de teatro publicando uma opereta a que deu o nome de Noite de São João e duas comédias O Rio de Janeiro e Verso e reverso , obra em que focalizava o Rio de Janeiro de sua época. No mesmo ano, o enredo da peça O crédito antecipava um problema que o país logo iria enfrentar: a desenfreada especulação financeira, responsável por grave crise político-econômica. É dessa data, também, a comédia que ele denominou de O demônio familiar .

Nesse mesmo ano, animado com o êxito de sua primeira obra e atraído pela intensidade com que lhe fluía a imaginação e pela facilidade com que fazia correr a pena presa entre seus dedos, desenvolveu uma história sentimental "ocorrida" na sociedade carioca. E, repetindo a fórmula de Cinco minutos , publicou no mesmo jornal Diário do Rio de Janeiro parte de um outro romance intitulado A viuvinha , também em forma de folhetim (BERALDO, 1988).

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Na seqüência, em 1858, como se não bastassem as turbulências da greve dos tipógrafos no Rio de Janeiro, considerada a primeira greve de trabalhadores no Brasil, que atinge o jornal onde trabalhava um Alencar, já bastante conhecido, a polícia retira de cartaz a sua peça Asas de um anjo , três dias após a sua estréia. A peça havia sido proibida pela censura, que a considerou imoral. Tendo como personagem central uma prostituta regenerada pelo amor, o enredo ofendeu a sociedade ainda provinciana de então. Trata-se de um fato curioso, pois o tema era popular e aplaudido no teatro da época, em muitas peças estrangeiras. Alencar reagiu, acusando a censura de proibir sua obra pelo simples fato de ser uma produção brasileira. A questão em torno de As asas de um anjo não era a primeira nem seria a última polêmica enfrentada pelo escritor; e sua reação mais concreta viria quatro anos mais tarde, quando da publicação do romance Lucíola em que o autor retoma o tema da prostituta. Profundamente decepcionado com a situação, Alencar declarou que iria abandonar a literatura para dedicar-se exclusivamente à advocacia, mas isso nunca aconteceu.

No entanto, além de advogado e jornalista, José de Alencar foi também professor, orador, crítico literário e político. Sua carreira pública inicia-se em 1859 quando se torna chefe da Secretaria do Ministério da Justiça e mais tarde um dos seus consultores. Como filho de político, o jovem Alencar também tomou gosto pela política e, em 1860, quando seu pai faleceu, ele viaja para a Província do Ceará e deflagra sua campanha de candidatura a deputado. Assim, em 1861, Alencar estréia na tribuna parlamentar. Sua carreira política se fez como prestigiado deputado do Partido Conservador pela sua província, Ceará, por quatro legislaturas.

Conciliando política e literatura, José de Alencar escreve a peça Mãe , levada ao palco em 1860. Além disso, escreve os primeiros fascículos de sua obra As minas de prata e em 1862 publica Lucíola . Dois anos mais tarde, em 1864, casa-se com Georgina Cochrane e publica o seu romance intitulado Diva . No ano que se segue, 1865, em pleno eclodir da Guerra do Paraguai, publica Iracema , romance que mereceu elogios de Machado de Assis.

Nos anos de 1865 e 1866 foram publicadas as Cartas políticas de Erasmo . Partindo da suposta condição de que Dom Pedro II ignorava a corrupção e a decadência em que se encontrava o governo, Alencar dirige-se ao imperador chamando a atenção para a situação do país, com seus inúmeros problemas, entre eles o da libertação dos escravos e o da Guerra do Paraguai (1865-1870), segundo Candido e Castello (1983).

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