3. Osmanlı Devleti’nde İskân İşiyle İlgilenen Komisyon Ve Kuruluşlar
1.4 Hilal-i Ahmer (Kızılay) ’in Çalışmaları
A categoria Matéria , da forma como foi concebida por Ranganathan (1967), produz manifestações de duas espécies, que ele denominou de: Material e Propriedade . A abordagem associativa dessas duas manifestações é justificada pelo autor devido ao fato de que um mesmo objeto pode ser composto ou produzido por diferentes tipos de material, como, madeira, pedra, couro e muitos outros. A observação dessa categoria facilita depreender de que trata o objeto, como também qual o assunto predominante em cada enunciado.
Um tema é uma espécie de mote a partir do qual os conflitos e o enredo são desenvolvidos. Portanto, ele está relacionado aos assuntos que vêm à tona na narrativa e aos conflitos que emergem e estruturam o enredo. É a síntese do caráter dos conflitos e dos desafios que os personagens enfrentam. Numa narrativa, o tema é um conceito que permite
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analisar e atribuir significados ao enredo que se caracteriza pela seqüência de eventos, o que, em geral, acontece em um tempo e em um espaço demarcados.
Na narrativa o tema [...] é a idéia em torno da qual se desenvolve a história . Corresponde a um substantivo abstrato. O assunto é concretizado pelo tema, ou pelo seu desenvolvimento no enredo. Assim, pode-se identificá-lo nos fatos da história e corresponde a um substantivo concreto (GANCHO, 2000, p. 30). Na maior parte das vezes, o narrador é quem estabelece e apresenta o conflito da história. Ele propõe também um tema que o auxilia a manter a coesão desses conflitos que orientarão o enredo, mas pode ocorrer de o narrador ser um dos personagens da história e aparecer em vários temas que concorrem entre si, dificultando qualquer hierarquização entre eles. Em histórias mais complexas nas quais há mais de um conflito, pode existir um tema central, abrangente, e uma série de temas secundários, ou subtemas, relacionados ao tema central. Porém, cada subtema orienta um conflito da história e, por sua vez, passa a ser o tema central naquele contexto. Nesse mosaico de temas e subtemas que se alternam entre principal e secundário, apresenta-se uma primeira dificuldade.
Da mesma forma que cada tipo de material tem propriedades que podem dar origem a muitos e diferentes objetos, esses objetos devem sua forma não só às características desses materiais como também às propriedades inerentes à configuração desses objetos, tais como a sua volumetria, aspectos da sua textura e sua coloração, entre tantas outras. Assim, o mesmo material pode aparecer em diversas outras entidades de forma que uma propriedade intrínseca a um determinado objeto, isoladamente, não é o próprio objeto. Assim, os objetos podem se apresentar como algo composto por matéria que lhe dá a substância e que se expressa, lingüisticamente por meio do uso de substantivos e por propriedades que podem ser absolutamente abstratas, adjetivadas, que somam matéria e propriedade para criar suas características físicas.
Agustín Lacruz (2006), em seu trabalho de representação de conteúdo, faz o emprego dessa categoria, subdividindo-a em duas partes: temáticas referenciais e temáticas não referenciais . Numa primeira aproximação, a autora faz justamente a separação entre a matéria e a propriedade. As temáticas referenciais tratam do assunto objetiva e conceitualmente, no sentido de explorar o termo que denota ou refere um dado objeto. No que concerne às temáticas não referenciais percebe-se justamente, o emprego de termos que exprimem certas propriedades ou características abstratas ou conotativas do objeto.
No que tange à teoria da narrativa, essa é uma categoria de difícil comparação. Na tentativa de uma aproximação, buscou-se o conceito de "objetos-personagens", considerados
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como elementos essenciais da narrativa. Esses objetos-personagens podem ser considerados as edificações, os monumentos e demais objetos concretos e materializados. De acordo com França (1980), neles encontra-se a "estrutura profunda , para além da aparente. Além do objeto de arte ou objeto-personagem, procuram-se as marcas do involuntário, ou seja, aquilo que vai além do que voluntariamente explicitou o autor. Dessa forma, procura-se a presença daquilo que está aparente e se reconhece como sendo uma informação para as outras informações que esta sugere existir. Com isso, pressupõe-se que existe algo exteriormente ao objeto, assim como, por exemplo, um edifício sugere a existência de elementos para além da sua aparência sacra ou profana. Essa manifestação pode dar-se por meio de símbolos em que se realiza a significação de algo que não está aparente.
Nessa linha de raciocínio, nas variações apresentadas encontram-se alguns temas ou expressões dotadas ou conotadas de materialidade ou substâncias que indicam
temáticas referenciais , tais como:
Perto erguia-se uma choça, perdida no meio dos pampas, como uma árvore da floresta, cuja semente veio trazida pelo vento (ALENCAR, 1870, p.74). No conjunto, o tema natureza aparece revestido de diferentes matizes (te)matizado revelados pelas propriedades da matéria. Assim, na descrição da paisagem, são as formas, as cores e os elementos de efeitos visuais que aguçam outros sentidos ou que criam uma atmosfera que provoca sensações, emoções e outros sentimentos. Nos trechos analisados, identificaram-se expressões que representam as propriedades da matéria, responsáveis pela expressão das formas cores e tons, tais como: verde alcatifa , verde grama , azul senso , pardacento e alvo . As formas, reais ou metafóricas são assim expressas: ermos , nu , seco , rústico , indecisa e elegante .
Dessa forma, a natureza apresentada é a do campo , com matas e gramas formando um ambiente fechado por cúpulas , assemelhando-se a uma abóbada constituída pela parte superior côncava e interna de alguns edifícios específicos, de edificações de igrejas. Esse ambiente rústico , mas sagrado, apresenta-se também como ambientes graciosos tais como os camarins , tal qual um vão situado por cima do altar-mor, onde se arma o trono para a exposição do santíssimo, como mostra o enunciado a seguir:
Do outro lado, o campo coberto de matas, no meio das quais destacam-se as clareiras, tapetadas de verde grama e fechada por cúpulas frondosas, como rústicos e graciosos camarins (ALENCAR, 1875, p. 15).
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Outras expressões dizem respeito ao clima do ambiente ou do efeito emocional que os aspectos ou propriedades da materialidade provocam. Tais propriedades não são só físicas, porém são responsáveis pelas características ou feições físicas, em geral de natureza conotativa, e estão associadas aos sentimentos ou sensações que elas provocam nos seres humanos, como pode ser percebido no enunciado que segue:
No seio das ondas o nauta sente-se isolado; é o átomo envolto numa dobra do infinito. A âmbula imensa tem só duas faces convexas, o mar e o céu. Mas em ambas a cena é vivaz e palpitante (ALENCAR, 1870, p. 23).
Em outro trecho, ao associar o objeto chapéu desabado de baeta atribui sentido de recato e dá forma ao objeto de proteção, assim descrito:
Cobria-lhe a fronte larga um chapéu desabado de baeta preta (ALENCAR, 1870, p. 28).
Enquanto que a janta expedita indica rapidez, atendimento imediato e dá a descrição da comida e da bebida:
A janta foi expedita. Uma grande naca de carne com alguns punhados de farinha; e água bebida no bocal do estribo, que o rapaz teve o cuidado de lavar para dar-lhe a serventia de copo (ALENCAR, 1870, p. 33)
Na obra ficcional, existe também a atmosfera, que é a forma ou o tom através do qual o narrador e os personagens da narrativa desenvolvem o tema da história. A atmosfera está relacionada às sensações que são desencadeadas pela forma como a narrativa é contada e à maneira como o narrador narra os fatos e os personagens os apreendem ou correspondem a eles. Numa narrativa, a atmosfera, que quase sempre está em sintonia com o tema, é percebida de modo que possa haver uma atmosfera central. Esta dita o tom da história e proporciona outras atmosferas secundárias. A atmosfera de cada tema, potencialmente, oferece um leque de possibilidades para se criar as atmosferas que regem cada história, cada cena ou cada estágio da narrativa, conforme é possível perceber pelo enunciado a seguir:
Já o crepúsculo da manhã começava a bruxolear (bruxulear) as formas indecisas das árvores, que todavia ainda flutuavam pela várzea como visões noturnas embuçadas em alvos crepes (ALENCAR, 1875, p. 6).
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Essa categoria apresenta, também, uma grande variedade de elementos da natureza, como os do mundo vegetal ou animal como: Tronco , raiz , árvore , capim , grama e dente . Bem como um grupo de descritores ou palavras representativas, que expressam noções qualificadoras, conotativas, dos conceitos implícitos, abstratos, tais como: formosura , vislumbre , belo , bom , celeste e divino , conforme se visualiza no quadro 7, a seguir:
CATEGORIA DE ANÁLISE DESCRITORES Denotativos Conotativos
Temáticos não Referenciais (por que)
Matéria: objeto, expressão, tema, enredo. (O que?)
Choça. Campo. Mata. Grama. Cúpula. Estribo. Tronco. Raiz. Árvore. Capim. Dente. Comida. Bebida.
Verde alcatifa. Azul senso. Pardacento. Ermo. Nu. Seco. Ambiente rústico. Ambiente sagrado. Forma indecisa. Elegante. Serenidade. Felicidade. Desolamento. Tristeza. Prontidão. Alegria. Frescor. Iluminado. Rusticidade. Prodigioso. Bem- aventurança. Gracioso. Perfumado. Brilhante. Taciturno. Sonoridade. Saudosismo. Impetuosidade. Ilusão. Fome. Calor. Mormaço. Fúnebre. Chapéu de baeta. Formosura. Vislumbre. Belo. Bom. Celeste. Divino. Alvo crepe.
Quadro 7 - Descritores de matéria e suas propriedades nos romances O gaúcho e O sertanejo
Nesta categoria percebe-se uma predominância de expressões conotativas sobre as denotativas, que contribuem para formar o quadro de possibilidades de representações significadas usando descritores temáticos que Agustín Lacruz (2006) denominou Temáticos não referenciais . Nessa categoria, percebe-se não só a presença de expressões que demarcam o estilo literário da obra analisada, como também sua potencialidade por meio dos elementos que compõem a poética textual, do ver e do sentir . Aparecem, também, expressões usadas em sentido modificado, figurado, por exemplo, coluna e crepe . Há, ainda, um rol de propriedades que dão conformidade aos aspectos da materialidade como objeto de alguma ação ou como parte do pano de fundo ou do contexto de uma narrativa.
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