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3. Osmanlı Devleti’nde İskân İşiyle İlgilenen Komisyon Ve Kuruluşlar

1.3 Mübadele İle Türkiye’ye Gelenler Ve İskân Uygulamaları

1.3.4 Mübadele Sonucunda Türkiye’ye Gelenler Ve Yerleştirildikleri Yerler

1.3.4.5. Gümüşhane

Algumas abordagens e tendências teóricas, que sustentam a área da Ciência da Informação, contribuem para melhor situá-la em relação a seu objeto de estudo e de trabalho. Na qualidade de ciência emergente, busca em seu caráter interdisciplinar meios para avançar na solução dos problemas e no aprimoramento do processo de organização da informação e de acesso ao conhecimento organizado. No entanto, persiste a contradição de uma ciência que se propõe a tratar todos e quaisquer tipos de informação mas que, na realidade, restringe-se à informação científica e tecnológica. Esse aspecto é demonstrado por Mikhailov, Chernyi e Gilyarevskyi (1980, p. 72) ao declararem que a palavra informação refere-se apenas à informação científica . Essa linha de raciocínio obteve muitos seguidores, principalmente a partir da segunda metade do século XX. Esses autores estabeleceram um esquema binário onde apresentam, basicamente, um tipo de informação e sua negação, tais como: social e não-social ; semântica e não-semântica ; científica e não-científica . Esses autores não só reforçam a idéia da existência de dois campos distintos de informação como teorizam apenas em relação à informação científica, como sendo uma informação lógica, semântica e social. Mas, pressupõem que existe outro tipo de informação, extrínseco ao campo de atuação da Ciência da Informação, caracterizado apenas como não-social, não-semântico e não- científico e visualizado no esquema apresentado por Mikhailov, Chernyi e Gilyarevskyi, (1980, p. 78), conforme o Quadro 2 a seguir:

INFORMAÇÃO

Social Não-social Semântica Não-semântica Científica Não-científica

Fonte:MIKHAILOV, A. I.; CHERNYI, A. I.; GILYAREVSKYI, R. S. (1980, p. 75). Quadro 2 Esquema de classificação de tipos de informação

O raciocínio desses autores pauta-se pela idéia de que apenas a informação social pode ser semântica , visto que a informação semântica é conceitual. E um conceito não existe

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fora do universo lingüístico, e a linguagem, por sua vez, se dá pela expressão do pensamento, um atributo dos seres humanos que vivem em sociedade. Portanto, aquilo que se caracteriza como não-social é, praticamente, algo inexistente. A própria palavra lingüística, na sua essência, implica no resgate do logos, ao se apresentar como sinônimo de idéias lógicas ou da noção de razão. A ênfase dada à linguagem escrita se justifica pelo fato de que, ao se pensar apenas na informação científica, o texto escrito é sua principal forma de expressão. O que não se percebe na argumentação dos autores é a possibilidade de se fazer uma transformação de um outro tipo de linguagem a imagética, por exemplo em texto.

Para melhor entender como os autores chegaram a propor essa tipologia de informação, é necessário resgatar as doze propriedades identificadas por Mikhailov, Chernyi e Gilyarevskyi, (1980) e por eles denominadas propriedades essenciais da informação científica, apresentadas em uma ordem que os autores consideraram do geral para o específico: 1) inseparabilidade da informação científica de seu suporte; 2) não-aditividade, não-comutatividade e não-associatividade da informação científica; 3) presença do valor; 4) natureza social da informação; 5) natureza semântica; 6) natureza lingüística; 7) independência da informação da linguagem e do suporte; 8) não-continuidade; 9) não- cumulatividade; 10) independência de seus criadores; 11) envelhecimento; e 12) dispersão. Apresentam-se, a seguir, uma síntese e discussão dos princípios que regem cada uma das propriedades essenciais , com o intuito de demonstrar algumas características, identificadas por esses autores, dos outros tipos de informação que podem contribuir para melhor caracterizar o documento iconográfico.

Quanto ao aspecto da inseparabilidade da informação científica de seu suporte físico , os autores ressalvam que esta propriedade é inerente a todos os tipos de informação, e não apenas à informação científica . Acrescentam, ainda, que informação é uma espécie de reflexo no espelho, de algum objeto que inexiste sem esse reflexo e vice- versa. O reflexo, do qual fala os autores, é a influência de um sistema material sobre outro, de forma que se crie uma identidade que estabelece relações entre sistemas quando as diferenças interiores do sistema de reflexo correspondem àquelas do sistema refletido. Essas afirmativas tomam como base as teorias marxistas que têm o reflexo como procedimento metodológico para a análise do conceito de informação. Salientam os autores, ainda, que é preciso levar em consideração que todo tipo de informação carrega atributos de sua materialidade, como também do seu movimento do espaço e do tempo em que foi produzida.

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Essa propriedade, inerente a todos os tipos de informação, e não apenas à informação científica, no caso do objeto da obra de arte é de grande relevância pelo fato de que é justamente a forma de expressão que informa o seu conteúdo.

A não-aditividade , a não-comutatividade e a não-associatividade da informação científica são apresentadas aqui de forma relacionada, e quer dizer que a informação científica não possui propriedades tais como: aditividade, comutatividade e associatividade. Esses são conceitos muito complexos mas, em síntese, os autores querem dizer que as informações científicas não podem ser apresentadas numa ordem aleatória, ou não se pode fazer um agrupamento ou combinações diferentes daquelas previstas na sua estrutura. Infringir essa lei pode causar distorção do conteúdo da mensagem. Essas propriedades, porém, se apresentam somente com relação à informação científica. Esse fato fornece pistas e abre perspectivas para se pensar na obra de arte, em geral, e na iconográfica, em particular, com algo que permite uma maior flexibilidade na análise e representação do seu conteúdo.

O valor da informação científica é um aspecto importante, considerado pelos autores como algo a ser aferido pelas características pragmáticas da informação, as quais se identificam como sendo capazes de interferir ou afetar o comportamento e a tomada de decisão de quem delas fizer uso. Mikhailov, Chernyi e Gilyarevskyi (1980, p. 76) expõem seus pensamentos ao se referirem aos procedimentos para se determinar o valor de uma informação e concluem dizendo que é preciso levar em consideração os seus propósitos. Portanto, nessa visão, a noção de valor da informação está diretamente relacionada à noção do propósito e intencionalidade dessa informação. Os autores ressalvam que a noção de propósito, em sentido amplo, pode ser aplicada não apenas ao mundo animal, mas também às plantas e a toda natureza animada. Nessa perspectiva, admite-se que tanto as informações científicas quanto as não-científicas sempre têm valor. O difícil é justamente descobrir essa propriedade e sua intensidade. Salientam ainda que a informação adquire valor, na medida em que se apresenta como algo diferente, que acrescenta algo novo ou se soma àqueles conhecimentos preexistentes na memória do usuário. Esse entendimento se opõe a uma corrente de pensamento com enfoque mais bem mais restrito a respeito do valor da informação, por considerar que todos os dados que não diminuem as incertezas, nas atividades humanas, não têm valor algum e, portanto, não são considerados como informação. Ainda com relação ao valor da informação, é preciso considerar o fato de que alguns tipos de informação como a informação estética e certas informações estratégicas, usadas pelos setores políticos e econômicos, por não apresentarem uma linearidade entre causa-efeito e nem

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sempre apresentarem uma relação direta entre custo-benefício, o seu valor informativo torna- se de difícil aferição.

A natureza social da informação científica segundo Mikhailov, Chernyi e Gilyarevskyi, (1980) é uma propriedade da informação científica que se revela no produto de uma atividade intelectual, própria dos seres humanos que vivem em sociedade. Mas essa é uma propriedade que permeia, praticamente, todo tipo de informação. Pois a sociedade se caracteriza pelo coletivo onde os indivíduos compartilham modos de pensar, lutar e viver. Dessa forma, a sociedade tem uma memória que é mais diversificada e duradoura do que a memória particular do indivíduo que a ela pertence. É nesse plano da memória social que se situam certas informações de interesse, inclusive para o avanço da própria ciência, como é o caso dos conhecimentos tradicionais e de senso comum, além de outros.

2.3 Informação e linguagem: uma associação necessária para a geração de conteúdos