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ORHAN PAMUK ROMANLARININ METİNSEL-AŞKIN ÖRÜNTÜSÜ Postmodern edebiyatın temel prensiplerinden biri olarak görülen metinlerarası

2. Kur’an-ı Kerîm ve Tasavvufî Edebiyat ile Göndergesellik

2.1. Kur’an-ı Kerîm ile Sağlanan Metinsel-Aşkınlık Biçimleri

A renda pode ser medida de duas formas distintas: uma delas é pela comparação do patrimônio em dois períodos de tempo. Caso perceba crescimento do patrimônio entre os períodos em comento, teremos renda. A segunda forma é a própria conta de resultados da empresa, em que teremos o resultado da equação formada no confronto entre receitas, custos e despesas.

Parece-nos mais razoável a medição realizada pelo resultado auferido na conta de resultado da empresa, pois é por essa demonstração que verificamos a existência real do lucro; temos as receitas e os custos inerentes, as despesas da empresa, enfim todos os gastos resultantes da exploração da atividade empresarial.

Por outro lado, a mutação patrimonial também terá o resultado líquido auferido pela empresa, já descontado o Imposto de Renda, bem como qualquer outro aumento desse patrimônio cuja causa não necessariamente será uma riqueza nova obtida da atividade empresarial, como, por exemplo, uma doação recebida.

97 OLIVEIRA, Ricardo Mariz de. Fundamentos do Imposto de Renda. São Paulo: Quartier Latin, 2008. p. 40. 98

Esse aumento patrimonial a que nos referimos é aquele que importe em disponibilização de renda e/ou proventos novos. Não é qualquer aumento patrimonial que faria nascer uma obrigação de recolher aos cofres públicos esse tributo, mas, sim, aumentos patrimoniais definitivos que importem em resultado dos bens e de atividades empresariais estão sujeitos ao tributo.

Ricardo Mariz de Oliveira explica:

Tendo-se em conta que o fato gerador do imposto de renda sempre importa em haver aumento patrimonial e, inclusive, sabendo-se que o art. 43 do CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL, ao definir proventos de qualquer natureza, refere-se aos demais acréscimos de patrimônio não provindos do capital, do trabalho ou da combinação de ambos, poder-se-ia chegar a afirmar que todo e qualquer acréscimo de patrimônio, qualquer que fosse a sua causa geradora, poderia ser tomado como participante do fato gerador e da base de cálculo do imposto de renda.

Entretanto, doutrina arguta percebeu, há muito tempo a necessidade de uma distinção limitadora dessa. Aparente imitação dos acréscimos patrimoniais passíveis de incidência do imposto de renda e demonstrou que o incremento patrimonial que integra a sua base de cálculo deve sempre ser originado de causas das quais participe a própria fonte produtora, que é o patrimônio ou o seu titular.99

As colocações dessa doutrina servem tanto para distinguir rendas de transferências patrimoniais quanto estas de receitas, haja vista que receitas são as entradas correspondentes às rendas em sentido lato.

A ocorrência de renda e ou proventos de qualquer natureza que têm por consequência o aumento patrimonial é, na realidade, o lucro da pessoa. Isso porque o tributo não incide somente sobre a renda e os proventos, mas decorre de uma somatória de fatores tanto positivo quanto negativos para amealhar tal riqueza.

Interessante decisão nos ajuda a entender os limites semânticos do sintagma “disponibilidade econômica ou jurídica de renda”:

AC 199734000132618 TRF1 – 5ª TURMA SUPLEMENTAR. Data da Decisão 17/07/2012

TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. EMBARGOS DO DEVEDOR. IRPJ. NÃO AFERIÇÃO DE RECEITAS TRIBUTÁVEIS NO PERÍODO DE APURAÇÃO. TRIBUTAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS DEVIDOS. (…) 3 - A simples existência de direito de crédito cujo recebimento é uma incógnita não deflagra a ocorrência do fato gerador do imposto de renda. É dizer, a mera expectativa de recebimento de direito de crédito não é suficiente à incidência do imposto de renda.

A questão que se abre é se lucros auferidos no exterior são direitos líquidos e certos ou estão sujeitos a posterior aprovação, seja de lei ou assembleia. Trataremos o assunto com maior detalhe, mas já adiantamos que lucros não são dividendos. Estes últimos são os valores já disponibilizados aos sócios. Quanto aos primeiros, refletem tão somente o resultado econômico da sociedade, medido por regras contábeis, os quais não garantem ao acionista seu recebimento tanto mediato quanto imediato.

Vale a pena capturarmos os entendimentos de Rubens Gomes de Sousa, de forma a auxiliar no processo de identificação do conteúdo semântico do Código Tributário Nacional, no que toca a renda. O autor determinou que esse aumento patrimonial, medido entre dois intervalos de tempo, somente pode ser considerado renda se, simultaneamente, reunir três elementos:

a) Provir de uma fonte patrimonial determinada e já pertencente ao próprio titular da renda.

b) Ser periódica, isto é, capaz de se reproduzir de tempos em tempos.

c) Ser proveniente de uma exploração do patrimônio pelo titular da renda.100

Passaremos então a comentar os itens acima citados

a) Provir de uma fonte patrimonial determinada e já pertencente ao próprio titular da renda.

100 SOUZA, Rubens Gomes de. Compêndio de Legislação Tributária. 2. ed. Rio de Janeiro: Edições Financeiras.

Quanto ao primeiro tópico, valores como juros e dividendos são os frutos resultantes da aplicação do capital. De outra forma, os valores recebidos como doação não constituem renda, pois não possuem como origem uma fonte já existente do patrimônio da pessoa.

Ademais, comenta o autor sobre a antiga cédula F, a qual era utilizada para calcular o Imposto de Renda da Pessoa Física sobre lucros e dividendos.

Era tributado nessa cédula o valor nominal das ações novas, distribuídas gratuitamente em consequência de aumento de capital por incorporação de reservas ou reavaliação ou venda do ativo.

Nestes casos, a lei presume que os valores disponíveis capitalizados pela sociedade foram distribuídos por esta, como lucros ou dividendos, aos sócios ou acionistas, que em seguida reinverteram na própria sociedade ao subscreverem capital. Concordamos com esta interpretação no caso de incorporação de reservas ou venda de ativos, mas nem sempre no caso de reavaliação.101

Isso porque naquela época os dividendos eram tributados, daí que capitalização de reservas representava distribuição de dividendos, e, para o autor, a capitalização dessas reservas deveria ser, na realidade, entendida como distribuição de dividendos e, posteriormente, capitalização. O referido debate foi resolvido quando do Recurso Extraordinário 117887:

RECTE.: COMPANHIA ANTÁRCTICA PAULISTA – INDÚSTRIA BRASILEIRA DE BEBIDAS E CONEXOS

RECDA.: UNIÃO FEDERAL

EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. RENDA – CONCEITO. Lei n. 4.506, de 30.XI.64, art. 38, C.F./46, art. 15, IV; CF/67, art. 22, IV; EC 1/69, art. 21, IV. CTN, art. 43. I. – Rendas e proventos de qualquer natureza: o conceito implica reconhecer a existência de receita, lucro, proveito, ganho, acréscimo patrimonial que ocorrem mediante o ingresso ou o auferimento de algo, a título oneroso. C.F., 1946, art. 15, IV; CF/67, art. 22, IV; EC 1/69, art. 21, IV. CTN, art. 43. II. – Inconstitucionalidade do art. 38 da

Lei 4.506/64, que institui adicional de 7% de imposto de renda sobre lucros distribuídos. III. – R.E. conhecido e provido:

Decisão: Por votação unânime, o Tribunal conheceu do recurso e lhe deu provimento, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Plenário, 11.02.1993.

Isso porque a mera capitalização de reservas não implica em aumento patrimonial, como determinou o legislador, mas simplesmente uma mera reclassificação de contas entre reserva e capital social.

A reserva de reavaliação, por seu turno, representa um aumento do valor de um determinado ativo cuja contrapartida desse aumento era o aumento do valor do patrimônio líquido da empresa em conta específica patrimonial.

Como tal ativo passava a ser depreciado, essa diferença era indedutível para fins fiscais, haja vista que tal aumento era uma expectativa de mercado quanto ao seu valor de realização, sendo que a reserva de reavaliação deveria ser baixada contra a conta de lucros acumulados, de forma a se anular o efeito da despesa de depreciação, para que o lucro distribuível ao acionista, bem como o lucro tributável, não fosse impactado.

Caso essa reserva fosse capitalizada, a sociedade deveria adicionar a parcela relativa à depreciação dos bens de forma a manter a neutralidade, objetivando anular tais efeitos.

b) Ser periódica, isto é, capaz de se reproduzir de tempos em tempos.

São acréscimos patrimoniais os valores que possam ser consumidos sem fazer desaparecer o patrimônio que o produziu. Cita como exemplo a venda de um imóvel. Explica que o imóvel vendido não é consumido, mas convertido em dinheiro, de modo que o imposto incidirá sobre o excesso do preço de venda sobre o preço de custo.

Do exercício de uma atividade que tenha por objeto fazer justificar o patrimônio. Trata-se, então, de renda realizada, isto é, explica o autor: Quando o acréscimo patrimonial ocorre. De modo contrário, não é renda a mera valorização dos imóveis, e sim quando de sua venda houver lucro. Do contrário, explica o autor, se houver a tributação pela simples valorização, esta poderá desaparecer pela desvalorização posterior, e o proprietário que vendesse o bem abaixo do preço do bem, reavaliado, teria tido prejuízo, e não lucro, se comparado somente com o custo histórico.