BAŞKANLIK HÜKÛMET SİSTEMİ
J. Juan Linz ise, yürütme ve yasama organlarının halk tarafından seçilmesi gerektiğini belirterek, bu sistemde, çift meşrûiyet zeminin bulunması gerektiğini,
2.2. Başkanlık Hükûmet Sisteminin Avantaj ve Dezavantajları
2.3.4. Kabinenin Yapısı ve İşleyişi Açısından
2.4.1.1. Genel Olarak
Seguindo a orientação do TCU, a Administração Pública Federal passou a licitar a prestação de serviços de reserva, emissão, marcação, remarcação, endosso e fornecimento de passagens aéreas nacionais e internacionais, em que disputavam as agências de viagens e turismo.
Tais empresas encontram-se regulamentadas pela Lei Federal nº 12.974, de 15 de maio de 2014, que, em seu artigo 3º, reconhece os serviços de intermediação remunerada de viagens como atividade privativa das agências de turismo:
considerando o benefício para o usuário de ter ampliado o elenco de opções a seu dispor” (ANAC, 2016, on-
Art. 3 É privativo das Agências de Turismo o exercício das seguintes atividades: I - venda comissionada ou intermediação remunerada na comercialização de passagens, passeios, viagens e excursões, nas modalidades aérea, aquaviária, terrestre, ferroviária e conjugadas;
A fim de regulamentar esse procedimento, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, editou a Portaria nº 47, de 29 de abril de 200333, em que dispôs sobre o modo de
aquisição de passagens aéreas no âmbito da Administração Pública Federal, através da modalidade pregão, bem como deu destaque à contratação das agências de viagens, nos seguintes termos:
Art. 1º Será adotada a modalidade de pregão na realização de licitações para a contratação de agência de viagens para emissão de bilhetes de passagens aéreas, de acordo com o estabelecido no Decreto nº 4.002, de 7 de novembro de 2001, e na Portaria nº 265, de 16 de novembro de 2001; (DOU, 2003, on-line)
O processo de licitação para a contratação da empresa tinha como critério objetivo de julgamento a proposta com maior desconto concedido no negócio, ou seja, sagrando-se vencedora da licitação aquela agência que ofertasse o maior percentual de desconto sobre a venda dos bilhetes34.
A licitação com base no maior desconto somente era possível porque “as agências eram remuneradas diretamente pelas próprias companhias aéreas, que pagavam uma comissão previamente ajustada e inserida no valor de cada bilhete” (RIBAS, 2015, on-line), de forma que o desconto oferecido pelas agências de viagens à Administração Pública fosse exequível. Logo, a remuneração das agências era diretamente proporcional ao valor das tarifas vendidas ao governo.
Visando uma maior economia, o Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão editou a Portaria nº 265, de 19 de novembro de 2001, que previa incentivos para que as
33 Posteriormente foi revogada pela Portaria nº 98, de 16 de julho de 2003, modificando a exclusividade da
licitação pela modalidade pregão ao adicionar o termo “preferencialmente”.
34 Toma-se por exemplo o Pregão Eletrônico Nº 0307/10-03, processo nº 50603.000520/2010-81, do Ministério
dos Transportes, cujo o objeto era a “contratação de empresa especializada na prestação de serviços de reserva, emissão, marcação, remarcação, endosso e fornecimento de passagens aéreas nacionais em voos regulares, destinadas aos servidores quando em viagens a serviço ou de interesse da Superintendência Regional do DNIT/CE”, sendo o julgamento das propostas nos seguintes termos: “10.4. Para classificação das propostas será considerado o critério de MENOR PREÇO GLOBAL, baseado no maior índice percentual de desconto linear oferecido pelas agências de viagens a ser aplicado sobre o valor do volume de vendas a ser faturado, excetuando as taxas de embarque, devendo ser levados em conta ainda os preços efetivamente praticados pelas concessionárias dos serviços em questão, inclusive as tarifas promocionais, conforme Decisões nº. 409/94,
592/94 e 204/95 – TCU – Plenário.” Disponível em: <
agências buscassem as tarifas com os menores custos. Basicamente, caso se comprovasse considerável economia na aquisição das passagens aéreas, as agências obteriam reduções de desconto escalonadas progressivamente de acordo com a economia obtida, o que resultaria numa maior remuneração. Veja-se:
Art. 10. As Unidades Gestoras, como forma de incentivo à obtenção da melhor tarifa promocional ou reduzida disponível no momento da compra do bilhete, poderão reduzir o percentual de desconto oferecido pelas agências de viagens sobre o valor do volume de vendas.
Todavia, em razão de suspeitas de fraude, em que as chamadas tarifas cheias eram “infladas” em preços bem superiores aos regularmente praticados no mercado, simulando descontos muito maiores do que os reais, o modelo de descontos escalonados foi revogado35
(TCU, Acórdão 1973/2013, on-line).
Buscando uma nova racionalização de gastos com a emissão de bilhetes no âmbito da Administração Pública Federal, o MPOG expediu a Portaria nº 505, de 29 de dezembro de 200936, que atribuía às agências de viagens exclusividade no procedimento:
Art. 1º Os órgãos e entidades da Administração Pública federal direta, autárquica e fundacional, para racionalização de gastos com a emissão de bilhetes de passagens aéreas para viagens a serviço, deverão observar os seguintes procedimentos: [...]
IV - a emissão do bilhete de passagem aérea deve ser ao menor preço, prevalecendo, sempre que possível, a tarifa em classe econômica, observado o disposto no inciso anterior e alíneas, e no art. 27 do Decreto nº 71.733, de 18 de janeiro de 1973; e V - a emissão dos bilhetes é realizada pela agência de viagens contratada, a partir da autorização do servidor formalmente designado.
Ocorre que esta forma de contraprestação por desconto era volúvel, pois as companhias muitas vezes alteravam unilateralmente os percentuais das comissões, resultando em disputas judiciais37 e boicotes (LAGE e PRADO, 2007, on-line), o que poderia repercutir
diretamente no contrato administrativo.
35 A Portaria nº 41, de 4 de março de 2005, do MPOG revogou a redução escalonada dos descontos e os editais
retornaram a adotar o critério único de maior desconto sobre o volume de vendas, sem redução progressiva.
36 Revogada pela Portaria nº 20, de 11 de fevereiro de 2015.
37 O Superior Tribunal de Justiça reconheceu a legalidade das alterações dos percentuais, conforme se depreende
do seguinte julgado: “No âmbito da Quarta Turma encontra-se pacificada a matéria acerca da possibilidade de a empresa aérea comitente reduzir unilateralmente o valor das comissões na venda de passagens aéreas feitas pelas agências de viagens comissárias (cf. Resps. 617.244-MG e Resp 667.633-CE, ambos relatados pelo Senhor Ministro Cesar Asfor Rocha, respectivamente, DJ de 10/4/2006 e julg. em 12/09/2006). - Recurso especial conhecido e provido. (STJ, 2006, on-line)
Considerando a iminente alteração da regra de mercado na contratação das agências de viagens, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, através da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento (SLTI/MP), publicou a Instrução Normativa nº 07/201238, que modificou o critério para seleção e remuneração dessas
contratações.
O critério de julgamento passou a ser o menor preço ofertado pelas agências na prestação dos serviços de intermediação na aquisição das passagens aéreas. De sorte que passaram a ser remuneradas39 pelos órgãos e entidades da Administração Pública, em
substituição às comissões efetuadas pelas companhias aéreas. Assim, “os licitantes deveriam cotar em suas propostas apenas o valor correspondente para a taxa de agenciamento de viagens” (RIBAS, 2015, on-line).
Tal modificação, advinda dessa IN SLTI nº 07/2012, trouxe alguns questionamentos sobre a real economicidade do novo modelo de remuneração, e os seus benefícios à Administração Pública Federal.
Em razão desta controvérsia sobre a remuneração das agências contratadas, foi proposta a Representação nº TC-003.273/2013-0, que tramitou perante o TCU, ocasião em foi realizada profunda análise sobre a remuneração das agências de viagens nas contratações públicas para emissão de bilhetes de passagens aéreas.
Apesar de ter-se concluído não comprovados os prejuízos econômicos da forma de remuneração dos serviços, constatou-se que a aquisição de passagens aéreas, nos moldes definidos pela IN SLTI nº 07/2012, ao menos em tese, exporia a Administração ao risco de ocorrência de irregularidades ou fraudes em seu desfavor.
Desta feita, foi determinado à Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (SLTI/MP) que promovesse estudos no sentido de “avaliar a vantajosidade de contratar diretamente as companhias aéreas para fornecimento de passagens aéreas nacionais e/ou internacionais para a Administração Pública” (TCU, Acórdão 1973/2013, on-line). A partir de então, o Ministério do Planejamento passou a atuar energicamente no sentido de encontrar o modelo de contratação mais eficiente.
38 Teve sua eficácia suspensa pela IN SLTI nº 01/2013, posteriormente a eficácia foi restabelecida pela IN SLTI
nº 02/2013.
39 Nesse caso, as agências passaram a ser remuneradas por uma taxa de serviço relativa à prestação dos serviços
de agenciamento de viagens com o valor proposto, multiplicado pela quantidade de passagens emitidas no período faturado, e, pelos serviços correlatos, com os valores decorrentes da incidência de percentual definido em instrumento convocatório sobre o valor proposto para o agenciamento, multiplicado pela quantidade dos serviços efetivamente prestados (RIBAS, 2015, on-line).
3.3 Atuação do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão: Instruções