I. BÖLÜM: ULUS-DEVLET VE KÜRESELLEŞME
4. Küreselleşmenin Evrimi
4.2. Küresel Düzeyde Ulus-Devletin Kuşatılması
4.2.1. Yukarıdan (Kurumsal) Kuşatma: Uluslararası Kuruluşlar
acesso, disponibilidade, acessibilidade econômica, acessibilidade e uso, e na
promoção do bem-estar público.
Internet Internet Internet Internet Internet
Dados da Agência Nacional de Telecomunica- ções (Anatel), de 2002, mostram que:
- 6,7% dos pulsos do serviço de tarifas fixas comutadas são utilizados para conexão a prove- dores de internet. A Anatel justifica esse dado pelo fato de que o serviço telefônico fixo comutado (STFC) permite o acesso à internet por meio de pulso único (ou seja, o internauta navega na internet por tempo indeterminado e paga apenas um pulso telefônico)
- No Brasil, existem cerca de 1.241 provedores de acesso à internet.
- Eles estão distribuídos em apenas 360 muni- cípios. Com isso, apenas 845 municípios (cerca de 15% do total de cidades do país) conseguem que seus habitantes se conectem à internet pagando pulso local.
- 58% desses provedores concentram-se na re- gião Sudeste, a mais rica e industrializada. Entre os demais, 19% estão na região Sul; 11%, no Nordeste; 7%, no Centro-oeste; e 5%, no Norte.
- Ainda assim, a concentração populacional garante que 62% da população brasileira sejam “cobertos” por provedores de internet.
Os dados de acesso residencial à internet não devem ser tomados como base da análise da in- clusão digital, por excluir os centros de acesso
público, o acesso dos locais de trabalho etc. Mes- mo assim, ajudam a identificar o quadro da reali- dade brasileira. De acordo com a PNAD 2003 do IBGE, 15,3% dos domicílios brasileiros têm com- putadores. 11,4% dos domicílios têm acesso à internet. Esse número vem crescendo numa pro- porção próxima a 10% ao ano. O IBOPE Net Ratings, principal instituto de pesquisas brasileiro, avali- ando os usuários residenciais de internet, anun- ciou que o número de usuários domiciliares cres- ceu cerca de 20% em 2004 e chegou a 5,3 milhões, de um total de 18,6 milhões com acesso à internet. Assim, os usuários de banda larga representam cerca de 28,5% dos usuários domiciliares.
Já no tocante aos indicadores de políticas pú- blicas, faltam dados que permitam avaliar o im- pacto das políticas de inclusão digital tanto das prefeituras quanto do governo federal.
No caso da internet, além da exclusão econô- mica, outros fatores contribuem para o baixo índice de acesso. São questões culturais (como a usabilidade de computadores) e educacionais (como o grau de instrução), entre outras.
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Impacto no orçamento familiar
O acesso aos serviços de telecomunicações está diretamente ligado aos preços oferecidos e à ca- pacidade de consumo da população.
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No Brasil, em que grande parte da populaçãoestá abaixo da linha de pobreza, a situação torna necessária a criação de medidas voltadas para as classes mais desfavorecidas e, conseqüentemente, uma maior participação do Estado na garantia da universalização do acesso à telefonia.
A última pesquisa sobre os orçamentos famili- ares do IBGE aponta o impacto dos gastos da po- pulação com telefonia fixa e móvel (veja tabela na página anterior). Os quase 120 milhões de brasileiros que recebem menos de oito salários mínimos – que, na época da pesquisa, era de R$ 200 – gastam, em média por mês, cerca de R$ 36 com telefone fixo e menos de R$ 7 com celulares. Os últimos anos mostram que o número de telefones celulares em funcionamento ultrapassou o número de linhas fixas. Desses, mais de 80% são de telefones pré-pagos (ver mais dados abaixo). Isso evidencia a opção que vem sendo feita por muitos consumidores de substituir a linha fixa pelo telefone pré-pago. A média de gastos, no entan- to, evidencia que os telefones ainda têm um pa- pel de recepção muito maior do que de ligações. O que faz com que ainda sejam os telefones pós- pagos os que sustentam as operadoras móveis.
Repetindo o que já foi apontado nos atributos D1.1 e D1.2, o processo de privatização das tele- comunicações não priorizou o maior acesso à po- pulação a preços razoáveis: os ganhos financeiros do governo brasileiro com o processo são questionáveis, o Estado não manteve uma presen- ça mínima estratégica no setor e as tarifas subi- ram a números superiores aos da inflação brasileira. Com relação a este último, o aumento das tarifas da telefonia fixa foi de 611,03% nos últimos 10 anos. Em 1994, a assinatura residencial custava R$0,69. Hoje ela custa na cidade de São Paulo R$ 34,29. Um aumento de quase 5.000%, bem maior que a inflação no período: de 145,01%11. Apenas entre 1995 e 1997, a assinatura subiu 2.172%, no processo de preparação para as privatizações.
A assinatura básica acaba por ser um dos mai- ores limitadores do acesso e, ao mesmo tempo, uma grande fonte de receita para as operadoras de telefonia fixa. Cerca de 40% do faturamento das empresas se baseiam na arrecadação desta taxa mensal. Entretanto, a constitucionalidade da co- brança da assinatura básica é questionada na Justiça e nas instâncias legislativas do país. A con- tinuidade da cobrança seria abusiva, pois deveria cobrir essencialmente os custos de instalação. Existe ainda um custo de manutenção, tanto pre-
ventiva quanto de reparos, mas boa parte dos cus- tos da rede física já estão amortizados.
Algumas Câmaras Municipais e Assembléias Estaduais já aprovaram projetos de lei que derru- bavam a cobrança a taxa. A argumentação era de que a Constituição brasileira, em seu artigo 24, permite uma competência corrente à União e a estados sobre a legislação de consumo e produ- ção, embora o artigo 22 diga que compete ape- nas à União legislar sobre telecomunicações. Todos os projetos foram derrubados após decisões judiciais.
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Telefonia fixa
Desde 2001, a média brasileira de teledensidade (quantidade de acessos por cada 100 mil habitantes) é praticamente a mesma. Em 2003, quando o último levantamento foi feito, esse ín- dice foi de 29%, exatamente o mesmo de 2002 e apenas dois pontos percentuais a mais do que o registrado em 2001. Isso significa que, a despeito do incentivo à competição de mercado almejada pelo processo de privatização das empresas de telecomunicação de meados dos anos 90, a utili- zação do serviço de telefonia fixa no Brasil está praticamente estabilizada.
A Telemar é a maior operadora brasileira, com cerca de 17,4 milhões de linhas instaladas em 2.975 localidades que cobrem 94,6 milhões de brasileiros e brasileiras. A Telefônica vem em se- guida com 14,8 milhões de linhas instaladas, em 622 municípios (38 milhões de pessoas). Na se- qüência, aparece a Brasil Telecom com 10,7 mi- lhões de linhas instaladas em 1.798 cidades (po- pulação atendida de 40,8 milhões).
O serviço de telefonia chega praticamente a todos os 5,5 mil municípios do Brasil, mas o pata- mar da universalização dos serviços ainda está distante. A utopia da plena concorrência que re- sultaria em um melhor atendimento dos cidadãos brasileiros tampouco se concretizou. A competi- ção ainda está restrita às empresas, ao mercado corporativo. No entanto, o mercado de telefonia está às vésperas de mudanças drásticas com a in- trodução da telefonia por Internet Protocol (IP) e o uso da tecnologia IEEE 802.16 (wi-max). Os impactos atuais ainda são pequenos, mas as pers- pectivas são enormes.
As empresas-espelho, como a Vésper (compra- 11.
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11. A tarifa de telefonia fixa foi a que mais subiu nos últimos dez anos (611,03%), seguida pelos aluguéis (544,1%). A inflação no período acumulou alta de 145,01% entre julho de 1994, início do Plano Real, e junho de 2004. (Globo Online, 05/07/2004).
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da pela Embratel) e a GVT, não cumprem a função de disponibilizar serviços concorrentes para loca- lidades com poder de consumo significativo, até por não serem obrigadas por lei a cumprir o Plano Geral de Metas de Universalização, e seguem cambaleantes.
Das cerca de 1 milhão de linhas instaladas pela GVT, 70% estão em serviço. Já a Vésper, apesar de ter o maior potencial de mercado, tem cerca de seis milhões de linhas instaladas, mas apenas 500 mil assinantes, número que não os- cila há anos. Ou seja, não basta potencial para crescer. A sua compra pela Embratel indica a intenção desta em alcançar a última milha. Re- centemente, já tem sido anunciada pela empre- sa a possibilidade do consumidor adquirir um telefone fixo sem assinatura básica. A Telmex, dona da Embratel, adquiriu também a NET Ser- viços, possibilitando o provimento de acesso telefônico domiciliar via cabo.
A experiência de maior fracasso no modelo bra- sileiro é a das espelhinhos, previstas para fortalecer a concorrência em âmbito local. Apesar de ter au- torização para atuar em 344 municípios (já chegaram a quase 600), poucas delas estão em operação.
Telefonia móvel
O número de linhas celulares em operação vem crescendo em altas proporções. O ano de 2004 fechou com 65.605.577 acessos em operação, um crescimento de 41,47% em relação a 2003. Des- ses, 80,47% são linhas pré-pagas, que cresceram em participação em relação às linhas pós-pagas.
A teledensidade (número de celulares em ser- viço para cada 100 habitantes) do país subiu de 26,22 (2003) para 36,63 (2004)
Nesse contexto, a tecnologia TDMA, embora mantenha 35,53% do mercado, vem perdendo market share para a tecnologia GSM, sobretudo pela sua flexibilidade territorial e pela maior segurança proporcionada, diminuindo os riscos de clonagem. Celulares GSM já representam 34,18% do mercado. Enquanto isso, a tecnologia CDMA, ainda concentrada nos grandes conglomerados urbanos, mantém uma faixa de 29,67% do mercado.
O mercado de telefonia móvel praticamente desistiu de expandir a sua cobertura com o intui- to de atingir uma quantidade maior de municípi- os. Cerca de três mil municípios brasileiros (25,8 milhões de pessoas) não têm cobertura.
Existem, porém, 1.492 municípios em que há duas ou mais operadoras de telefonia móvel, mas que representam 135,5 milhões de habitantes e
90% do Índice Potencial de Consumo (IPC), parâmetro calculado pela empresa Target que mede percentual que cada município tem no con- sumo nacional. Fica claro, portanto, que a compe- tição na telefonia móvel se dá dentro do imperati- vo da lógica de mercado.
Infra-estrutura de telecomunicações (fibras ópticas) A capacidade ociosa do setor de fibras ópticas chega a 90% no país e não há novas demandas. Em 2001, por exemplo, foram vendidos no Brasil 2,5 milhões de quilômetros de cabos; em 2003, esse número não passou de 100 mil. Também em 2003, 250 mil quilômetros de fibras ópticas foram instaladas. Em 2001, foram mais de 2 milhões de quilômetros. Na média mundial, a diferença de 2001 para 2003 caiu de 90 para 50 milhões de quilômetros instalados.
A novidade no mercado foi o investimento pe- sado da Telmex, que comprou a AT&T Latin America por US$ 205 milhões no final de 2003. Já a Telemar e a Embratel, também em 2003, venceram a última grande licitação de terceirização de rede do Banco do Brasil, com um lance de R$ 311 milhões e R$ 316 milhões, respectivamente.
Satélites
Este é outro setor em que a oferta hoje é mai- or do que a demanda, em cerca de 20%. Os ope- radores de satélite esperam que as condições negativas do setor passem por mudanças a par- tir de 2008, quando a troca dos satélites hoje em órbita deve impor um ciclo de reestruturações e consolidações no mercado. As transmissões de TVs abertas e por assinatura representam mundialmente cerca de 70% da re- ceita dos satélites.
Banda larga
Há cerca de 250 municípios onde o serviço é disponibilizado. A tecnologia ADSL é a líder abso- luta do mercado no Brasil. Até o final de 2003, a Telefônica possuía 383 mil assinantes do Speedy concentrados no Estado de São Paulo; a Telemar tinha 217 mil assinantes do Velox e a Brasil Telecom, 195 mil assinantes do BRTurbo em di- versos estados (AC, DF, GO, MS, MT, PR, RO, RS, SC e TO). A tecnologia cable modem é operada pela NET, com o Virtua, e pela TVA, com o Ajato.
No Brasil, como dito acima, no final de 2004 o número de usuários residenciais com banda larga era de 5,3 milhões, representando 28,5% dos 18,6 milhões usuários domiciliares de internet.
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6) TV por assinaturaPelas redes de cabo ou MMDS, a TV chega hoje a 508 municípios do Brasil. A negociação da Telmex com a NET serviços, operadora de TV a cabo per- tencente ao conglomerado das Organizações Glo- bo, é a grande novidade do setor. Com a opera- ção, toda a rede de infra-estrutura da NET passa a ser controlada pelo grupo mexicano. Na TV por satélite, foi anunciada a fusão da Sky com a DirecTV, o que deixa 95% desse mercado (e cerca de 30% do mercado total de TV por assinatura) na mão do mesmo grupo.