• Sonuç bulunamadı

I. BÖLÜM: ULUS-DEVLET VE KÜRESELLEŞME

4. Küreselleşmenin Evrimi

4.1. Ulus-Devletin İşlevlerinin Değişimi: Refah Devletinin Krizi ve Yeni Sağ Anlayış

4.1.2. Refah Devletinin Krizi ve Yeni Sağ Anlayış

BASE CONSTITUCIONAL E LEGAL BASE CONSTITUCIONAL E LEGAL BASE CONSTITUCIONAL E LEGAL BASE CONSTITUCIONAL E LEGAL BASE CONSTITUCIONAL E LEGAL

Na Constituição Federal, o artigo 219 afirma que o “mercado interno integra o patrimônio na- cional e será incentivado de modo a viabilizar o desenvolvimento cultural e sócio-econômico, o bem-estar da população e a autonomia tecnológica do País, nos termos da lei federal”.

Há vinte anos, ainda durante o regime militar brasileiro, foi lançado o Plano Nacional de Informática pela Lei 7.232/84. A legislação atribuía ao governo a responsabilidade de orientar, coordenar e estimular atividades de informática, seja na participação em conjunto ou substituição à própria iniciativa privada ou na intervenção para assegurar proteção à produção nacional. A política prevê a “proibição de situações monopolísticas, de direito ou de fato”.

A Lei 8.387, de 30 de dezembro de 1991, con- cede descontos tributários (IPI e IR) para os pro- dutos produzidos na Zona Franca de Manaus, in- cluindo bens para informática. Essa lei inverteu a prioridade do país no setor. Se o Plano Nacional de Informática visava produzir ciência e tecnologia no país, a lei de 1991 acaba com isso, e propõe que empresas estrangeiras venham montar seus produtos em território nacional.

Em 2004, o governo anunciou sua política in- dustrial, na qual aponta como opções estratégi- cas softwares, semi condutores, fármacos e medicamentos e bens de capital. Especialmente o setor de softwares, mas também o de semicondutores, tem influência direta no campo da comunicação.

Nos documentos que definem a política in- dustrial, estão previstos quatro focos: inovação e desenvolvimento tecnológico; inserção exter- na; modernização industrial e capacidade e es- cala produtiva.

Para o campo da telefonia, no processo de privatização não houve nenhum estímulo à ma- nutenção de uma operadora nacional, ainda que renovada. Diferentemente da Europa, não há no Brasil uma companhia equivalente à France Telecom, British Telecom, Telefonica de Espanha etc.

IMPLEMENT IMPLEMENTIMPLEMENT IMPLEMENT IMPLEMENTAÇÃOAÇÃOAÇÃOAÇÃOAÇÃO

Os descontos tributários previstos para os pro- dutos fabricados na Zona Franca de Manaus ge- ram um quadro de atração de empresas estran- geiras que promovem a montagem dos produtos por lá, mas que desenvolvem toda sua tecnologia em seus países de origem. Ainda que haja fabri- cantes nacionais de produtos e componentes ele- trônicos, de modo geral, ao Brasil é reservado o papel de mão-de-obra montadora na cadeia pro- dutiva, estando o desenvolvimento dos produtos locados nos países de origem das transnacionais. Uma das políticas propostas pelo presidente Fernando Collor, consolidada na Lei 8.387, de 1991, foi a substituição dos índices de nacionali- zação pelo Processo Produtivo Básico, que permi- te à indústria de eletro-eletrônicos importar CKD (kits desmontados) e/ou SKD (kits semi-desmon- tados) para usufruir de descontos na Zona Franca de Manaus e apenas montar os itens aqui.

Em relação à política industrial no setor de software, a Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em conjunto com a Sociedade para a Promoção da Excelência de Software Brasileiro (Softex), vão investir cerca de R$ 11,8 milhões no Projeto Setorial Integrado para Exportação de Software e serviços correlatos. A meta é exportar US$ 16 mi- lhões em um ano.

A Apex e a Softex selecionaram setores de atu- ação, como gestão eletrônica de documentos e automação bancária, telecomunicações, governo eletrônico, internet, saúde, gestão empresarial e segurança. Hoje qualquer empresa pode procurar a Softex e passar por uma avaliação para partici- par do projeto, que envolve a capacitação, a gera- ção de contatos qualificados e prospecção de mer- cados.

O P O PO P O P

O PAPEL DOS DIFERENTES AAPEL DOS DIFERENTES AAPEL DOS DIFERENTES AAPEL DOS DIFERENTES AAPEL DOS DIFERENTES ATORESTORESTORESTORESTORES

Da parte do governo, os principais atores para o desenvolvimento de indústrias locais são o Mi- nistério do Desenvolvimento, Indústria e Comér- cio Exterior e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao Ministério do Planeja-

117

117

117

117

117

mento, ambos responsáveis pelo desenvolvimen-

to da política industrial. Os dois atores citados, a Apex e a Softex, têm, por sua vez, trabalhado juntos pelo fortalecimento de uma política para softwares. Além deles, também atuam sobre a questão o Ministério da Ciência e Tecnologia e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A coordenação e operacionalização da política industrial será exercida por grupos de trabalho de natureza interministerial, que se reportarão a colegiado de ministros. Segundo o documento do governo “esses grupos vão acompanhar e monitorar mercados, empresas, setores, cadeias, arranjos produtivos, redes de empresas e firmas no cumprimento dos compromissos assumidos no âmbito dos programas”.

TENDÊNCIAS ATUAIS E FUTURAS TENDÊNCIAS ATUAIS E FUTURAS TENDÊNCIAS ATUAIS E FUTURAS TENDÊNCIAS ATUAIS E FUTURAS TENDÊNCIAS ATUAIS E FUTURAS

Em relação a tendências, é possível apresentar a expectativa em relação à inclusão de semicondutores e softwares como prioridades para a política industrial. Os semicondutores são componentes essenciais na composição de aparelhos eletrônicos, especialmente os relacionados à informática. Nos anos 70, o país contava com um laboratório de classe mundial, e estava entre os países líderes na pesquisa e desenvolvimento de circuitos integrados. No final dos anos 80, havia 23 empresas no Brasil; hoje, esse número está limitado a quatro. Quase todas elas trabalham no encapsulamento (ou back-end), a parte de menos valor agregado. Não há foundries (fabricantes de chips), e apenas a Motorola (fora

das universidades) trabalha em design de compo- nentes. A capacitação nessa área possibilitaria o desenvolvimento de componentes como os SOCs (system-on-chip), por exemplo, que integram vários sistemas num único chip, e, segundo o próprio governo “tendem a ser um ponto crítico em novas áreas, como a TV digital”. Nesse campo, o foco da política industrial é tanto atração de investimento quanto desenvolvimento de competências e formação de pessoal qualificado.

Em relação a softwares, o Brasil tem hoje o sétimo maior mercado do mundo, com vendas de US$ 7,7 bilhões em 2001. Dados do governo federal apontam que as importações equivalem a US$ 1 bilhão e as exportações estão em torno de US$ 100 milhões. O setor de software é uma das áreas prioritárias da política industrial do gover- no brasileiro. O ministério tem como meta expor- tar US$ 2 bilhões em 2007. As cifras indicam a intenção de crescimento da participação do Brasil nesse setor, mas não chegam a alcançar as de países como Israel, Irlanda e Índia. Esta última chega a contabilizar, segundo dados do próprio governo, receitas da ordem de US$ 8 bilhões com a venda de licenças, produtos embarcados e serviços para o exterior.

Segundo o documento de política industrial, a ausência de uma estratégia industrial focada, a falta de uma imagem do software brasileiro re- conhecida no mercado internacional e dificulda- des de financiamento são algumas das barreiras à aquisição de competitividade da indústria no plano internacional, conforme recente estudo comparativo entre os mercados brasileiro, india- no e chinês.

118

118118

118118

Despesa* média mensal familiar do brasileiro (R$) Despesa* média mensal familiar do brasileiro (R$) Despesa* média mensal familiar do brasileiro (R$) Despesa* média mensal familiar do brasileiro (R$) Despesa* média mensal familiar do brasileiro (R$)

Classificação por rendimento mensal familiar em salários mínimos** Classificação por rendimento mensal familiar em salários mínimos**Classificação por rendimento mensal familiar em salários mínimos** Classificação por rendimento mensal familiar em salários mínimos** Classificação por rendimento mensal familiar em salários mínimos** Tipo TipoTipo Tipo Tipo T TT T Telefoneelefoneelefoneelefoneelefone fixo**** fixo****fixo**** fixo**** fixo**** T TT T Telefoneelefoneelefoneelefoneelefone celular celularcelular celular celular Quantidade de Quantidade deQuantidade de Quantidade de Quantidade de famílias famíliasfamílias famílias famílias T TT T Tamanhoamanhoamanhoamanhoamanho médio da família médio da famíliamédio da família médio da família médio da família Até 2*** 4,15 0,74 7.949.351 3,34 Entre 2 e 3 9,31 1,30 6.747.421 3,53 Entre 3 e 5 17,52 3,21 10.181.484 3,68 Entre 5 e 6 26,68 4,63 3.528.908 3,73 Entre 6 e 8 35,36 6,75 5.086.643 3,72 Entre 8 e 10 41,64 10,43 3.349.073 3,70 Entre 10 e 15 54,79 13,81 4.571.410 3,80 Entre 15 e 20 66,64 26,15 2.416.195 3,72 Entre 20 e 30 82,51 42,42 2.236.892 3,72 Mais de 30 105,64 106,38 2.467.262 3,63 T TT T Totalotalotalotalotal 31,86 31,86 31,86 31,86 31,86 11,29 11,29 11,29 11,29 11,29 48.534.638 48.534.638 48.534.638 48.534.638 48.534.638 3,62 3,623,62 3,623,62

Fonte: Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002-2003 (IBGE)

* O coeficiente médio de variação da despesa total em relação à amostra da pesquisa é de 2% para telefone fixo e 4,5% para telefone celular

** Salário mínimo de R$ 200, vigente durante o período a realização da pesquisa do IBGE *** Inclusive os que não possuem rendimentos

**** Não inclui gastos com telefone público

D1.4 Estatísticas e indicadores que demonstrem que o efeito cumulativo das