II. BÖLÜM: AVRUPA’NIN BÜTÜNLEŞMESİ VE AVRUPA BİRLİĞİ’NİN
1. Avrupa’nın Bütünleşme Kuramları
1.1. Küreselleşme ve Avrupa Birliği
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Repetindo o que já foi exposto em detalhes no atributo A6, o principal espaço de participação da sociedade civil nas questões de acesso às TICs é hoje o Comitê Gestor da Internet no Brasil. Inicialmente criado pela portaria interministerial 147, de 31 de maio de 1995, o CGIBr foi alterado por inúmeras normas até a atual forma, dada pelo Decreto 4.829/03. Originalmente, o comitê foi vinculado a dois ministérios: das Comunicações e de Ciência e Tecnologia. Hoje ele assumiu personalidade jurídica própria, e tem na escolha democrática de seus integrantes uma das marcas mais positivas.
Sua função é coordenar e implementar todas as atividades necessárias à gestão eficiente e qua- lificada dos serviços de internet. Isso significa operar desde a atribuição de endereços e registro de nomes de domínios até a recomendação de padrões e procedimentos técnicos para o desen- volvimento do setor, entre muitas outras tarefas. Em julho de 2004 foi realizada a primeira eleição direta dos integrantes do CGIBr. A compo- sição do Comitê visa contemplar diversos setores da comunidade brasileira intrinsecamente relaci- onada à internet: quatro representantes do setor
empresarial (provedores de acesso, conteúdo, infra- estrutura, indústria de telemática e usuários em- presariais) e seus respectivos suplentes; quatro representantes do terceiro setor e seus respecti- vos suplentes e três representantes da comunida- de científica e tecnológica e seus respectivos su- plentes.
Já no campo da telefonia, a criação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não previu a participação da sociedade civil no principal espaço de decisão da Agência, o Conselho Diretor. A Lei 9.472, intitulada Lei Geral de Telecomuni- cações (LGT) prevê que esse tipo de inserção se dá no Conselho Consultivo, como se vê abaixo.
Art 33. O Conselho Consultivo é o órgão de participa- ção institucionalizada da sociedade na Agência. Art 34. O Conselho será integrado por representantes
indicados pelo Senado Federal, pela Câmara dos Deputados, pelo Poder Executivo, pelas entidades de classe das prestadoras de serviços de teleco- municações, por entidades representativas dos usu- ários e por entidades representativas da socieda- de, nos termos do regulamento.
Parágrafo único. O Presidente do Conselho Consultivo será eleito pelos seus membros e terá mandato de um ano.
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Art 35. Cabe ao Conselho Consultivo:
I - opinar, antes de seu encaminhamento ao Ministé- rio das Comunicações, sobre o plano geral de ou- torgas, o plano geral de metas para universalização de serviços prestados no regime público e demais políticas governamentais de telecomunicações; II - aconselhar quanto à instituição ou eliminação da
prestação de serviço no regime público;
III - apreciar os relatórios anuais do Conselho Diretor; IV - requerer informação e fazer proposição a respei-
to das ações referidas no art. 22.
Art 36. Os membros do Conselho Consultivo, que não serão remunerados, terão mandato de três anos, vedada a recondução.
§ 1º Os mandatos dos primeiros membros do Conse- lho serão de um, dois e três anos, na proporção de um terço para cada período.
§ 2º O Conselho será renovado anualmente em um terço.
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A falsa oposição entre “técnico” e “político” tem marcado o discurso que sustenta as agências re- guladoras no país. Até mesmo a indicação de um ex-sindicalista para a presidência da Anatel provocou reações na grande mídia, evidenciando a dificuldade de se aceitar a proposta de controle público para as comunicações. Da maneira como está hoje, o Conselho Consultivo, espaço em que há participação da sociedade civil, acaba tendo pouca interferência e visibilidade.
No caso do CGIBr, não é possível fazer julga- mento de sua eficácia com o novo modelo, já que sua instalação se deu ao final de 2004.
A realização de consultas públicas têm ocorri- do por vezes, ainda que não haja uma divulgação ampla nem um acompanhamento sistemático de suas decorrências para que se possa afirmar que elas são eficazes. No caso do Serviço de Comuni- cações Digitais, por exemplo, os documentos de Plano de Outorgas e de Metas de Universalização foram colocados em consulta. Se isso demonstrou uma disposição ao diálogo, reforçada pela marca- ção de uma agenda de audiências públicas em seis capitais de estados brasileiros, por outro, o prazo de 18 dias para a consulta dificultou manifesta- ções mais aprofundadas.
Há, portanto, uma propensão a mecanismos formais de diálogo, mas sem que haja participa- ção efetiva da sociedade civil na definição e acom- panhamento de políticas, com exceção do caso do Comitê Gestor da Internet no Brasil.
O P O PO P O P
O PAPEL DOS DIFERENTES AAPEL DOS DIFERENTES AAPEL DOS DIFERENTES AAPEL DOS DIFERENTES ATORESAPEL DOS DIFERENTES ATORESTORESTORESTORES
Tanto no campo da telefonia como da internet, são poucos os atores da sociedade civil que traba- lham ativamente pela participação nas decisões desses setores.
Em relação à telefonia, a Federação Interesta- dual de Trabalhadores em Telecomunicações (Fittel) atua buscando interferir nas decisões do setor, por meio de espaços como o Conselho Con- sultivo da Anatel. Há também órgãos de defesa do consumidor que trabalham para que as empre- sas cumpram as metas e parâmetros de qualida- de, encaminhando as queixas e cobrando soluções por parte das operadoras. Destacam-se especial- mente o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e a Procuradoria de Defesa do Consumidor (Procon). Da parte do Estado, o principal ator é mesmo a Anatel, que, como foi apontado, regula e fiscaliza o setor.
Na questão da internet, duas instituições da sociedade civil tiveram papel marcante na atuação para democratização do Comitê Gestor da Internet no Brasil. A Rede de Informações para o Terceiro Setor (Rits) atuou junto com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) para que se determinasse a independência e se ado- tasse o modelo de eleição direta para o comi- tê. Outros atores, como o Projeto Software Li- vre Brasil, também têm buscado interferir nas decisões desse campo, atuando pela amplia- ção da democratização.
Da parte do governo, destacam-se três ato- res. O primeiro é a própria Anatel, diretamente responsável pela regulação, já que a internet é serviço de valor adicionado. Em segundo lugar, o Instituto Nacional de Tecnologia da Informa- ção (ITI), Autoridade Certificadora Raiz da infra- estrutura de chaves públicas brasileira. O ITI é uma autarquia vinculada à Casa Civil da Presi- dência da República, responsável por estimular e articular projetos de pesquisa científica e de de- senvolvimento tecnológico voltados à ampliação da cidadania digital. Há ainda o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), empresa pú- blica de prestação de serviços em tecnologia da informação, responsável por boa parte das interfaces para e-gov, que também busca interfe- rir nas decisões do setor.
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TENDÊNCIAS ATUAIS E FUTURASTUAIS E FUTURASTUAIS E FUTURASTUAIS E FUTURASTUAIS E FUTURAS
Está para ser votado no Congresso Nacional um projeto de lei que modifica o papel das agências
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reguladoras e sua relação com o governo. A pro- posta foi apresentada pelo próprio governo (e agora tramita na forma de substitutivo), e dimi- nui a independência das agências tornando-as mais ligadas ao governo. A proposta obriga a Anatel a assinar um contrato de gestão com o Ministério das Comunicações e transfere a responsabilidade das concessões do regulador para o Executivo.
O substitutivo da Lei das Agências amplia a sujeição da agência, até então independente, ao Executivo e ainda dá direito ao Ministério de edi- tar regulamentos. Além disso, tira da Anatel a res- ponsabilidade de instruir processos sobre condu- ta anticompetitiva no setor no Conselho Adminis- trativo de Defesa da Concorrência (Cade).