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Nesta seção foram propostas três ações formativas. Os resultados quanto à relevância das ações avaliadas pelos sujeitos da pesquisa são apresentados na tabela a seguir.

Tabela 8 - Frequências de cada um dos itens da escala Likert para as ações formativas da categoria 3 e respectivo Ranking Médio e %

Ações formativas/ Escala Likert e respectivas

frequências 1 2 3 4 5 RM %

Realizar atividades docentes planejadas de Matemática

em sala de aula com estudantes da Educação Básica. 0 0 0 11 31 4,7 94 Avaliar as atividades realizadas em relação à sua

organização, à gestão da sala de aula, aos métodos de ensino, à comunicação e aos modos de participação dos estudantes e à avaliação.

0 0 1 12 29 4,6 92

Avaliar com os colegas e professores as aulas realizadas

em relação às teorias pedagógicas estudadas. 0 0 5 17 20 4,4 88 Fonte: elaborado pela autora, 2016.

Dos participantes da pesquisa, 13 não fizeram considerações para esta categoria.

Os sujeitos afirmam que a avaliação e autoavaliação são necessárias e fundamentais. Nesse sentido, corroboram a afirmação de Luckesi (2011, p. 183): “a atividade de avaliar caracteriza-se como um meio subsidiário do crescimento; meio subsidiário da construção do resultado satisfatório [...] A avaliação é um ato de investigar a qualidade dos resultados intermediários ou finais de uma ação, subsidiando sempre sua melhora.”.

A avaliação, conforme C19, precisa ser compreendida como um processo contínuo e deve ser realizada no decorrer dos projetos em desenvolvimento. C 22 entende que toda ação deve ser seguida de avaliação crítica e ampla discussão dos resultados. Assim, a avaliação do processo pode auxiliar na correção de desvios de aprendizagem (S7).

Vivenciar o processo de avaliar contribui significativamente na formação do futuro professor, salienta C8, o qual entende também que esse processo é complexo e que vivenciar apenas não é suficiente, pois a reflexão sobre o processo também é necessária. Da mesma forma, C23 compreende que a avaliação global das atividades contribui para a habilidade de reflexão crítica. S9 concorda com a posição de C8, afirmando que a avaliação contribui para o crescimento profissional de professores e supervisores.

As considerações acerca da importância de avaliar o processo são apontadas pelos participantes como muito relevantes. Chama a atenção, no entanto, que as ações formativas que tratam de avaliação foram classificadas em segundo e terceiro lugar. Porém, entre a ação formativa classificada em primeiro lugar e a classificada em segundo lugar existe uma diferença de um décimo no ranking médio, o que pode ser compreendido como empate técnico.

Avaliar as atividades desenvolvidas por meio de avaliações e da verificação do desempenho dos alunos é o que propõe S6. Professores precisam avaliar suas práticas para selecionar as que contemplam a aprendizagem do aluno (S8). Para S5, é preciso confrontar os resultados encontrados com as teorias estudadas para melhorar a aprendizagem. A avaliação da proposta de trabalho precisa ser realizada para repensá-la e seguir outro caminho, se necessário (S13), visto que avaliar a

prática permite perceber lacunas e desconstruir certezas para ir em busca de novos conhecimentos (C7). C9 sugere como importante a participação em Conselhos de Classe, pois são momentos de avaliação decisivos que ocorrem nas escolas.

A dificuldade nesta categoria “está em como conduzir essa avaliação, em como se compreende este momento avaliativo, como direcionar o olhar e resgatar o que foi importante para gerar reflexão e discussão” (C13).

Quanto às considerações elencadas pelos sujeitos participantes desta pesquisa para a categoria 3, alguns apontamentos são relacionados ao compartilhamento de experiências. Inicialmente pareceu estranho, uma vez que a categoria propunha ações formativas relacionadas ao desenvolver e avaliar os

processos de ensino e aprendizagem em situações reais. No entanto, acredito que a

intenção dos sujeitos em salientar a troca de experiência está relacionada ao fato de a categoria se referir a ações práticas.

S3 e S10 indicam a troca de experiências como fundamental para a prática, porém S3 faz uma crítica em relação à falta de tempo para a realização dessas trocas. Acredito que seja em relação ao desenvolvimento das atividades no âmbito do PIBID. Já S10 afirma que a troca de experiências não ocorre com a frequência que deveria em subprojetos de área, diferente do que acontece nos subprojetos interdisciplinares. C4 chama de considerável o debate entre os professores, mas entende que precisa ser mais efetivo.

“Aplicar atividades planejadas é crucial para o sucesso do programa Pibid”

(S14), uma vez que a realização das atividades planejadas reflete em melhores resultados e em melhor acompanhamento da evolução da aprendizagem (S17).

“As ações planejadas na partilha, com outros professores com mais tempo de ofício docente, só trarão grandes benefícios para o professor em formação” (C18).

Ademais, alguns sujeitos da pesquisa reforçam a importância da prática pedagógica, o que pode explicar a razão pela qual a ação formativa Realizar

atividades docentes planejadas de Matemática em sala de aula com estudantes da Educação Básica ficou em primeiro lugar, com aproveitamento de 94%.

“A prática é sempre um grande desafio. Porém, é com ela que verdadeiramente aprendemos a exercer a docência. Com seus embates, seus impasses, suas

conquistas e suas vitórias” (S15). Essa ideia está de acordo com Gómez (1995, p. 96) quando afirma que os futuros profissionais “devem enfrentar os problemas concretos que encontram na prática, aplicando princípios gerais e conhecimentos científicos derivados da investigação”.

A prática pedagógica precisa estar sustentada em ações do dia a dia do aluno. Os conteúdos são um meio de refletir sobre a realidade. O resultado dessas ações deve ser o conhecimento (S4), ou seja, a prática consolida o conhecimento da teoria (S7).

Nesse sentido, valem as palavras de Diniz-Pereira (2010, p. 92): “[...] o movimento pela profissionalização do trabalho docente reafirmou a prática como lócus de formação e de produção de saberes sobre a docência”.

Portanto, na categoria Desenvolver e avaliar processos de ensino e

aprendizagem em situações reais de sala de aula, as ações ficam assim organizadas:

primeiro desenvolver e depois avaliar, tecnicamente empatadas. Já a ação formativa que propõe avaliação com os pares das aulas realizadas em consonância com as teorias pedagógicas estudadas fica em último lugar. Porém os comentários dos sujeitos reforçam a importância da prática, da avaliação e chamam a atenção para a autoavaliação.

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Benzer Belgeler