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ÜNİVRSİTELER BÖLGESEL 2 LİG GRUP BİRİNCİLİĞİNE KATILAN BAYAN

Para a variável digestibilidade da MS não foi observado efeito de interação entre proporção de carboidrato na dieta, adaptação e aditivo (P>0,05). Foi observado efeito de adaptação (P<0,0001), sendo que nos animais adaptados, a digestibilidade da MS, foi superior (65,85) à dos animais não adaptados (55,28) (Figura 5). A maior digestibilidade de MS apresentada pelo grupo dos animais adaptados, pode ser esperada já que o grande constituinte da MS destas dietas, é composto por amido e outros carboidratos não estruturais, de fácil e rápida digestão ruminal (VALADARES FILHO; PINA, 2006).

Figura 5 - Digestibilidade da matéria seca em animais adaptados ou não à dieta com alta proporção de carboidratos fermentescíveis

Foi também observado efeito de aditivo (P=0,0186), independentemente da proporção de carboidratos na dieta utilizada, onde os animais tratados com PAP na apresentação líquida apresentaram maior digestibilidade da matéria seca (63,63%), quando comparados aos animais tratados com PAP pó e o grupo controle (58,45 e 59,62, respectivamente) (Figura 6).

Figura 6 - Digestibilidade da matéria seca em animais que receberam um preparado de anticorpos policlonais (PAP) na apresentação líquida, em pó e o grupo controle submetidos ou não a adaptação à dieta com alta proproção de carboidratos fermentescíveis

Outros trabalhos que avaliaram o aditivo PAP não relataram efeito deste aditivo sobre a digestibilidade da MS (OTERO, 2008; BASTOS, 2009; MARINO et al., 2011) . No presente trabalho, o aditivo PAP ao apresentar maior digestibilidade da matéria seca, independentemente da dieta utilizada, indica que provavelmente houve uma melhora no padrão fermentativo, talvez pela seleção de microrganismos mais eficientes na digestão tanto de fibra quanto de carboidratos não estruturais.

Quando avaliada a variável digestibilidade da proteína bruta, esta não apresentou efeito de interação entre a proporção de concentrado na dieta, adaptação e aditivo (P>0,05). Foi observado efeito de interação entre proporção de carboidratos na dieta e o tipo de adaptação (P<0,0001), onde os animais adaptados apresentaram maior digestibilidade da proteína bruta (83,16%) em comparação os animais não-adaptados (79,33%), no momento que ambos os grupos foram alimentados com 100% de forragem (Semana 1). Na segunda semana, não houve diferença (P>0,05) entre os grupos quanto à digestibilidade da PB, onde os animais adaptados receberam 30% de concentrado na dieta. Na terceira semana, momento no qual os animais adaptados, receberam dieta com 60% de concentrados, estes apresentaram

menor digestibilidade da proteína bruta (69,37%), quando comparados ao grupo de animais não adaptados (83,59%) (Figura 7).

Figura 7 - Digestibilidade da proteína bruta em animais adaptados ou não à dieta com alta proporção de carboidratos fermentescíveis

Quanto à digestibilidade da fibra em detergente neutro não ocorreu interação entre a proporção de carboidratos na dieta, adaptação e aditivo (P>0,05). Foi observado efeito de adaptação (P=0,0332) bem como efeito de aditivo (P=0,0248).

Os animais adaptados apresentaram maior digestibilidade da FDN (40,55%) quando comparados aos animais não adaptados (36,26%) (Figura 8). A maior digestibilidade da FDN nos animais adaptados pode ter ocorrido pela estimulação do crescimento tanto da população de microrganismos amilolíticos como também de celúlolíticos que podem utilizar tanto açúcares estruturais como de não estrutuais como substratos para crescer, resultando assim no maior consumo da FDN. Resultado este semelhante aos relatados por Goad et al. (1998); Brown, Ponce e Pulikanti (2006) e Fernando et al. (2010).

Figura 8 - Digestibilidade da fibra em detergente neutro em animais adaptados ou não à dieta com alta proporção de carboidratos fermentescíveis

Quanto ao efeito de aditivo (P=0,0248), os animais tratados com o aditivo PAP líquido apresentaram maior digestibilidade da FDN (44,05%), quando comparados aos animais tratados com o PAP pó (36,23%) e o grupo controle (35,37%)(figura 9). Este efeito observado pode ter sido resultado da seleção de microrganismos com maior capacidade de digestão da FDN pelo PAP na apresentação líquida. Porém, nenhum resultado semelhante foi citado em trabalhos que estudaram os anticorpos policlonais (DAHLEN et al., 2003; DILORENZO et al., 2008; BASTOS, 2009; BLANCH et al., 2009; MARINO et al., 2011).

Figura 9 - Digestibilidade da fibra em detergente neutro em animais que receberam um PAP líquido, em pó e o grupo controle, submetidos ou não a adaptação à dieta com alta proproção de carboidratos fermentescíveis

Para a digestibilidade do amido, não foi observada interação entre proporção de carboidratos na dieta, adaptação e aditivo (P>0,05). Porém, foi observada interação entre dieta e adaptação (P<0,05), onde na segunda semana, o grupo dos animais adaptados apresentou maior digestibilidade do amido (92,79%) quando comparado ao grupo dos não adaptados (73,91%). Neste momento, os animais adaptados recebiam 30% de concentrado na dieta e os animais não-adaptados 100% de forragem. Nas outras dietas (semanas) não foram observadas diferenças (P>0,05) entre os grupos (Figura 10).

Figura 10 - Digestibilidade do amido em animais adaptados ou não à dieta com alta proporção de carboidratos fermentescíveis

Na terceira semana, os animais adaptados foram alimentados com uma dieta com 60% de concentrado. Neste momento, não foi observado efeito de adaptação, pois a sobrecarga de carboidratos, resultou num excedente de amido, constituido principalmente por milho moído. Este excedente associado a maior taxa de passagem da dieta permitiu menor possibilidade de ataque dos microrganismos ruminais ao amido reduzindo assim a sua digestibilidade (SILVA, 2006; VALADARES FILHO; PINA, 2006).

Para a digestibilidade de carboidratos totais não foi observada interação entre proporção de carboidratos na dieta, adaptação e aditivo (P>0,05). Foi observado efeito de adaptação (P<0,0001), onde o grupo dos animais adaptados apresentou maior digestibilidade quando comparados aos não adaptados (66,44% vs 55,51, respectivamente) (Figura 11).

Figura 11 - Digestibilidade de carboidratos totais em animais adaptados ou não à dieta com alta proproção de carboidratos fermentescíveis

Foi também observado efeito de aditivo (P=0,0312), onde os animais que receberam o tratamento com PAP líquido, apresentaram maior digestibilidade (63,93%) de carboidratos totais, quando comparados aos animais tratados com PAP pó (59,04%) e ao grupo controle (59,9%), sem diferença entre os animais tratados com PAP pó e ao grupo controle (Figura12).

Figura 12 - Efeito do aditivo sobre a digestibilidade de carboidratos totais em animais adaptados ou não à dieta com alta proporção de carboidratos fermentescíveis

A maior digestibilidade de carboidratos totais encontrada nos animais adaptados pode ter ocorrido, pela maior digestibilidade dos carboidratos constituintes da dieta destes animais,

que continha 30% e 60% de concentrados na segunda e terceira semanas, respectivamente. Concentrados estes, que possuíam como fonte principal de carboidrato, o milho moído, fonte esta, rica em amido, carboidrato de fácil digestão ruminal.

O resultado apresentado pelo efeito das dietas ou semanas, onde a segunda e terceira semana apresentaram maior digestibilidade, confirma o efeito apresentado na adaptação, de que quando os animais adaptados receberam as dietas de 30% e 60% de concentrados, que continham como constituintes carboidratos de mais fácil digestão apresentaram maior digestibilidade de carboidratos totais.

De forma geral, em relação ao efeito de aditivos sobre a digestibilidade o PAP em apresentação líquida obteve melhores resultados elevando a digestibilidade da MS, FDN e CHOs totais.

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Benzer Belgeler