ANTALYA’NIN TARİHİ, COĞRAFİ VE BEŞERİ ÖZELLİKLERİ
1.3. Ticari Hayatın İstikrarsızlıkları ve Şehrin İnkırazı
Objeto cultural mapa
Características do objeto Os mapas possuem uma linguagem própria (escala, legenda, perspectiva), construída a partir de um sistema gráfico de signos específicos de representação do espaço. Enquanto produção cultural, os mapas são construídos seguindo convenções arbitradas socialmente
Intenções de ensino (motivo da atividade) Reconhecer os mapas como objetos culturais (ou seja, que se sujeitam a regras e símbolos partilhados por todos). Identificar nesses objetos culturais um recurso ou apoio para mediar a ação de localizar e/ou orientar lugares com relação a outros e orientar-se a si mesmo no espaço próximo ou distante
Propósitos da atividade (metas) Estabelecer relações entre a cidade representada no mapa e a percepção da cidade pelas crianças (onde estou em relação a outros lugares da cidade),
Localizar o Norte local a partir da identificação do nascente e do poente; e orientar o mapa seguindo essa referência
Orientações para a ação Localizar a escola e outros lugares conhecidos no mapa da cidade; o mapa vai funcionar como guia para localizar e orientar e desencadear as operações de apontar a direção do nascente e do poente, bem como o Norte do lugar
nascente a partir da sala de aula – olhando pela janela, Identificação do Poente em oposição ao Nascente, Identificação do Norte e Sul por meio da Rosa dos Ventos impressa no mapa
Descrição do que foi feito (Ações) Apresentação e Problematização - Memória do trabalho – retomada geral das atividades da aula anterior; Observar o nascer do sol e utilizá-lo como fonte de orientação ou como suporte para a mesma; Proposição do problema: orientar o mapa, primeiramente precisamos saber em que direção, a partir da escola, está o norte para que o mapa fique orientado conforme a cidade que representa (posição relativa ao planeta Terra), Com o auxílio do mapa as crianças têm uma meta a ser cumprida: Orientar o mapa desde o norte do lugar
Desenvolvimento
Para tanto, as crianças necessitam:
1. Identificar no mapa o lugar em que estamos (a escola, na região nordeste da cidade a partir da leitura do mapa e uso de seus conhecimentos prévios)
2. identificar o nascente em oposição ao poente e determinar o horizonte leste e oeste respectivamente 3. Identificar os pontos cardeais a partir da observação do Nascer e do Poente e a partir da representação da Rosa dos Ventos no mapa
4. Orientar o mapa no chão da sala Aplicações
Identificar locais representados no mapa e direções em que se encontram a partir da sala de aula (em que direção devemos seguir para ir à Pampulha?)
Quadro 3 – Síntese das principais características do objeto Fonte: elaborado pela autora da dissertação
4.2.1. Episódio 1 - Orientação do mapa da cidade na direção do Norte do lugar em que se está por meio da observação da direção do Nascente20
20 Insisto na expressão direção do nascente tendo em vista que o Nascente ou Poente forma um ângulo que define a trajetória solar durante um ano. O percurso dessa trajetória vai de um solstício ao outro (verão ou primavera conforme o hemisfério do observador), ora se aproximando do Norte, ora do Sul do lugar. A partir do acompanhamento e marcação sistemática dessa trajetória no horizonte, pode-se definir o ponto médio desse ângulo descrito por meio do qual se identifica exatamente o Leste ou o Oeste. Nas atividades de orientação
Na semana anterior ao trabalho com a orientação do mapa, havia sido conversado com as crianças sobre suas possíveis observações do nascer do Sol. Em qual direção elas
identificavam o nascente? E o poente? Olhando pelas janelas da sala de aula no início da
manhã, por volta de 07h30, pôde-se identificar juntos a direção do nascente.
Com a atividade do dia 01 de setembro, de orientação do mapa da cidade a partir do lugar em que se estava, naquela escola e sala de aula, pretendia-se promover o distanciamento entre a percepção imediata da localização da escola no bairro e a identificação da mesma na região nordeste da cidade. As crianças haviam feito uma excursão organizada pela escola pelas principais ruas da cidade e haviam sido informadas sobre as nove regionais em que se subdivide Belo Horizonte - Norte (Pampulha, Venda Nova); Nordeste, Centro-Sul, Oeste (Barreiro), Leste e Noroeste. Elas também já tinham informações sobre tais denominações uma vez que os serviços públicos da cidade são referenciados pelas regionais a que pertencem. A excursão permitiu ainda a identificação de alguns pontos turísticos da cidade e, na atividade com o mapa em sala de aula as crianças logo indicaram esses locais agora mais conhecidos por elas apontando-os no próprio mapa e relacionando-os a essas regionais. Por exemplo: a Lagoa da Pampulha (região Norte); o Parque Municipal e Parque das Mangabeiras (Centro-Sul) etc.
No trabalho com a identificação das direções N-S; L-O precisava-se localizar suas origens, seus primórdios. Certifiquei junto às crianças que estas direções não foram escolhidas arbitrariamente pelos antigos, mas baseadas na observação e anotações sobre dois fenômenos astronômicos:
⇒ O Sol, após nascer vai se elevando até alcançar a maior altura do dia. Após esse instante, vai declinando até o momento em que se põe (ocaso). O intervalo de tempo entre o nascer e o instante da maior altura do dia é igual à metade do tempo decorrido do nascer até ocaso do Sol. É por isso, que esse instante, é chamado de meio dia solar (m.d.s.). Ao m.d.s. a direção das sombras dos objetos projetadas pelo Sol é chamada direção do meridiano local e coincide com a direção Norte-Sul local;
⇒ Por volta do dia 20 de março e 22 de setembro, o Sol nasce e se põe nos pontos médios do nascente e do poente, isto é, no Leste e no Oeste respectivamente.
realizadas com as crianças, utiliza-se sempre a referência aproximadamente, já que não foi feito esse acompanhamento e marcação sistemática dos diferentes pontos do nascer ou ocaso do Sol durante o ano.
Para o trabalho de orientação do mapa, a turma estava organizada com as carteiras enfileiradas, mas essas carteiras estavam agrupadas de forma que se fazia um corredor amplo e vazio no meio da sala para a exposição do mapa no chão. Desse modo, todos podiam visualizá-lo e também participar da discussão que se empreendia sobre como orientar o mapa. Colocar o mapa no chão significou levar as crianças à tomada de consciência sobre como estamos posicionados sobre o planeta Terra. Iniciei a conversa perguntando como se poderia posicionar aquele mapa para que ele ficasse conforme a cidade está em relação ao nascente e ao poente.
Para tanto, a preocupação inicial era sugerir às crianças que levassem em consideração a direção do nascente e do poente como direções que indicam o lado (horizonte) leste e o lado (horizonte) oeste. Anteriormente, logo nos primeiros encontros com a turma, já havia sido conversado um pouco sobre a bússola e as crianças sabiam que íam orientar o mapa conforme o norte do lugar. Para orientar a atividade com as crianças, foram retomadas as informações acerca das observações feitas anteriormente sobre nascente e poente e sobre a direção leste/oeste, norte/sul.
Escolheu-se o mapa da cidade por que contém características que o tornavam mais significativo para aquele grupo de crianças. Era um mapa de bom tamanho e visibilidade para toda a classe. Dividia a cidade de Belo Horizonte nas regiões administrativas, cada uma delas com uma cor diferente e nome correspondentes indicando denominações de localidades e bairros reconhecidos pelas crianças. O mapa apresentava uma Rosa dos Ventos nele impressa com boa visibilidade. As duas professoras (pesquisadora e regente) estavam juntas em sala de aula conforme combinado e as duas intervêm quando acham pertinente para a otimização da organização da atividade e das tarefas, estabelecimento de diálogo, gestão do grupo etc.
Mapa da sala carteiras enfileiradas em formato de semi-círculo;
carteira com objetos dispostos para visualização e participação de toda a turma
Organização do grupo Debate coletivo; participação individual e coletiva Envolvimento com a atividade e participações Algumas crianças participam mais e outros ouvem
atentamente ou dispersam a atenção com outras coisas As evidências de engajamento e compreensão
(compreensão do fenômeno/identificação de variáveis relevantes e seleção de instrumentos necessários para sua representação e interpretação a partir de sua
Participação das crianças no debate colaborando com novas idéias sobre o fenômeno discutido
descrição)
Presença do registro escrito como prática de letramento;
Escrita de um relatório das atividades no caderno como recurso à memória
Base Orientadora da Ação Explicitação dos recursos e dos procedimentos Quadro 4 - Descrição do cenário do episódio 1
Fonte: elaborado pela autora da dissertação Transcrição do Episódio21