C. Aile Şirketlerinin Yapısı ve Gelişimi
3. Kompleks Aile Şirketleri (Kuzenler Ortaklığı Aşaması)
TRADICIONAL
O Brasil é um dos países cuja concentração de renda entre seus habitantes é uma das mais altas do mundo. Isso pode ser comprovado pelo fato de que o grupo mais favorecido economicamente – 1% da população – concentrava, em 2001, 13,3% do rendimento total, quase o equivalente ao percentual acumulado pelos 50% mais pobres, que era de 14,3%.12
Outro desafio para o desenvolvimento econômico e social do país a ser enfrentado pelas autoridades governamentais diz respeito às desigualdades verificadas no mercado de trabalho. Considerando que a população ocupada em 2001 abrangia 75,4 milhões de trabalhadores e que as categorias de empregados e trabalhadores por conta- própria concentravam a maior parcela - 47,8% e 22,3%, respectivamente – foi verificado, a partir da análise do rendimento médio dos ocupados, que os 10% mais ricos ganham cerca de 18,31 vezes mais que o valor do rendimento dos 40% mais pobres.13
O empreendedorismo torna-se, assim, uma alternativa ao desemprego e ao baixo nível do rendimento obtido por essas pessoas no mercado de trabalho14. Isto se traduz na
12 Fonte: Síntese de indicadores sociais 2002, Departamento de População e Indicadores Sociais. Informação demográfica e socioeconômica nº 11. Rio de Janeiro: IBGE, 2003. 383 p.
13 Fonte: Idem.
14 Segundo pesquisa elaborada em 37 países, os quais, juntos, representavam quase 2/3 da população mundial, em 2002 o Brasil figurava em sétimo lugar no ranking dos países com maior nível geral de empreendedorismo. A taxa brasileira de atividade empreendedora total, que indica a proporção de empreendedores na população de 18 a 64 anos de idade, foi de 13,5%, estimando-se em 14,4 milhões o número de empreendedores no País, dos quais 42% eram mulheres. Além disso, o Brasil apresentou a maior taxa de empreendedorismo por necessidade, 7,5% do total, enquanto a média foi inferior a 2%. Isto é, 55,4% dos que abriram um negócio próprio em 2002 o fizeram por dificuldade em encontrar trabalho. Fonte: GEM - Global Entrepreneurship Monitor, projeto criado pela London Business School (GB) e pela Babson School (EUA) e coordenado no Brasil pelo IBQP/PR em parceria com o Sebrae, disponível em:
crescente importância das micro e pequenas empresas15 na economia de nosso país, que correspondiam, em 2001, a 99% do total de 5,6 milhões de empresas existentes no país, sendo ainda responsáveis por empregar 41,4% dos postos de trabalho.16
As desigualdades verificadas no mercado de trabalho brasileiro e na renda obtida por esses trabalhadores acarretam também uma desigualdade no acesso aos serviços financeiros tradicionais, pois, embora o Brasil seja um país em que haja a quantidade expressiva de 2443 empresas em funcionamento no mercado - das quais 163 são bancos múltiplos ou comerciais17 -, considera-se que as instituições financeiras estejam irregularmente distribuídas pelo Território Nacional18, sendo as regiões norte e nordeste do país as mais prejudicadas nesse sentido, em relação às demais, inclusive a aspectos tecnológicos, em virtude de serem mais pobres que às demais (SCHONBERGER, 2001).
Além da mera distribuição em termos geográficos, outro aspecto que denota desigualdade de acesso aos serviços financeiros no sistema tradicional é o acesso ao crédito produtivo19. Acredita-se que a falta de acesso de serviços financeiros adequados,
15 De acordo com a Lei 9.841, de 05/10/1999, o conceito formal de micro e pequena empresa foi estabelecido considerando-se microempresa como a pessoa jurídica e a firma mercantil individual que tiver receita bruta anual igual ou inferior a R$ 244.000,00 (duzentos e quarenta e quatro mil reais) e empresa de pequeno porte, a pessoa jurídica e a firma mercantil individual que, não enquadrada como microempresa, tiver receita bruta anual superior a R$ 244.000,00 (duzentos e quarenta e quatro mil reais) e igual ou inferior a R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais). A classificação do Sebrae, entretanto, é baseada por porte das empresas, uma vez que este órgão não dispõe de fontes oficiais ou base de dados que forneçam informações de faturamento dessas empresas. Assim, são consideradas microempresas os estabelecimentos formais - ou seja, estabelecimentos que possuem registro junto aos órgãos oficiais credenciados do Ministério do Trabalho e Emprego -, atuantes nos grandes setores de atividade econômica - indústria, comércio, serviços e agropecuária – que tenham até 19 empregados, se atuantes na indústria, e até 09 empregados se atuantes em comércio ou serviços; e pequenas empresas, aquelas que tenham de 20 a 99 empregados se atuantes na indústria e de 10 a 49 se atuantes em comércio ou serviços.
16 Dados disponíveis em http://www.sebrae.com.br, a partir da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS 2001, do Ministério do Trabalho e Emprego. Esses dados não levam em consideração empreendimentos informais.
17
Dados disponíveis em: http://www.bcb.gov.br/htms/Deorf/d200312/quadro1.asp. Acesso em 03.02.2004. Dados relativos a dezembro/2003.
18 Medidas governamentais como estímulo ao aumento no número de correspondentes bancários pelo país têm sido tomadas para solucionar esse problema. Para maiores detalhes, ver Alves e Soares (2003). 19 O volume de crédito total concedido pelas instituições financeiras privadas respondeu, em 2003, por 59% do total de R$ 411,4 bilhões, equivalendo a R$ 242,8 bilhões e ultrapassando o total de R$ 168,6 bilhões em créditos concedidos pelo sistema financeiro público. A relação do volume total de crédito concedido, em Reais, com o Produto Interno Bruto manteve-se em 25,5% nesse mesmo período. Fonte:
principalmente o crédito, seja um dos muitos empecilhos enfrentados pelos micro e pequenos empreendedores, e em especial os que atuam no setor informal da economia20
. Para que oportunidades de negócio não sejam perdidas, terminam por recorrer a familiares, amigos e principalmente a agiotas, permanecendo fora do sistema financeiro formal. Daí a necessidade de desenvolver uma indústria microfinanceira sólida em nosso país, e principalmente o microcrédito, que supra essa carência de crédito por parte dessa parcela de população desassistida de produtos e serviços financeiros adequados às suas especificidades.