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Birinci Kuşak Aile Şirketleri (Kurucular Aşaması)

C. Aile Şirketlerinin Yapısı ve Gelişimi

1. Birinci Kuşak Aile Şirketleri (Kurucular Aşaması)

Segundo Ledgerwood (1998), as instituições de microfinanças - IMFs, de uma maneira geral, e, em especial as que realizam microcrédito, possuem como objetivos: (a) a redução da pobreza; (b) o fortalecimento de grupos minoritários, como o de mulheres pobres; (c) a criação de empregos; (d) a ajuda aos pequenos empreendedores a fortalecer seu negócio ou mesmo diversificar suas atividades; e (e) e o estímulo ao desenvolvimento de novos pequenos negócios.

Otero et. al. (1998) afirma que as IMFs possuem uma dupla missão, tendo em vista que devem combinar tanto os objetivos de cunho social quanto os econômicos. Assim, a missão social consistiria em ofertar produtos e serviços financeiros à maior parcela possível da população de baixa renda; e a missão financeira estaria relacionada à auto-sustentabilidade da organização, que permite a continuação da prestação desses serviços sem o auxílio de doações ou subsídios.

De acordo com o tipo de missão que possuem, as IMF podem ser classificadas em três categorias, conforme demonstra a figura a seguir (OTERO et. al., op. cit.).:

Atendimento aos clientes Lucratividade

Figura 2 A dupla missão das instituições microfinanceiras

Fonte: Otero et. al. (1998).

A Figura 1 representa a dupla missão das IMFs: a categoria descrita na esfera “Atendimento ao cliente” representa a missão do ponto de vista social, isto é, o número de clientes atendidos e a melhoria do nível sócio-econômico desses clientes. Enquadram-se nessa categoria as instituições cujo sucesso é medido pelo número de clientes atendidos, como as organizações não-governamentais. A esfera “Lucratividade” representa os retornos obtidos com as operações realizadas por essas instituições. Nessa

categoria estariam instituições interessadas em atuar em microfinanças com o objetivo de lucro.

Já a intersecção entre as duas esferas representa a dupla missão das IMFs que se torna imprescindível para sua existência no longo prazo: manter níveis lucrativos que garantam sua auto-sustentabilidade, e, ao mesmo tempo, conquistar e manter clientes, oferecendo-lhes serviços financeiros que possam melhorar suas condições de vida. Otero et. al. (op. cit.) enfatiza que esses dois objetivos, entretanto, não são mutuamente excludentes, ou seja, há a real possibilidade de que a instituição seja bem sucedida operando com as parcelas mais carentes da população, e, ao mesmo tempo, obter níveis satisfatórios de lucratividade.

Ainda na visão de Otero et. al. (op. cit.), a dificuldade em cumprir essa dupla missão pode estar relacionada ao tipo de estrutura corporativa e à sua administração. O tipo de estrutura da instituição determinaria o grau de dificuldade a ser enfrentado para que essa dupla missão fosse cumprida.

3.3.1 Formas institucionais em microfinanças

Otero et. al. (op. cit.) classifica as IMF de acordo com sua estrutura organizacional. Assim, uma IMF pode ser definida basicamente em quatro tipos: Instituições do Setor Público, Instituições sem fins lucrativos, Instituições com fins lucrativos e Credit Unions10.

As Instituições controladas pelo Setor Público conseguem atuar no setor de microfinanças, de um modo geral, por meio da criação de carteiras especializadas dentro de bancos comerciais de cujo capital o Setor Público participe de forma majoritária.

10 Credit Unions são instituições financeiras sem finalidade lucrativa cujo capital pertence aos seus membros, a quem também cabe sua administração, e que tem como objetivo fornecer serviços financeiros a seus membros, incluindo depósitos e empréstimos. Algumas empresas podem organizar credit unions para seus empregados, por exemplo. Para se filiar a uma credit union, o indivíduo deve pertencer a alguma organização como associações ou sindicatos, e passa a ser considerado seu membro a partir do momento em que deposita uma determinada quantia na instituição, que é a cota representativa de sua participação nessa instituição.

Nesse caso, a administração deve procurar criar mecanismos que permitam conhecer de fato o setor e suas especificidades, para que não sejam mantidas as exigências usualmente praticadas na concessão de crédito tradicional, que podem dificultar a expansão da Instituição nesse setor.

As Instituições sem fins lucrativos são ONGs cuja estrutura não prevê donos, sendo seus recursos recebidos de doadores, como fundações privadas, órgãos multilaterais internacionais, agências governamentais de ajuda externa, e até mesmo doações individuais. Por ser uma sociedade sem fins lucrativos, sua missão deve estar claramente definida para que os doadores se sintam confiantes em saber como os recursos estão sendo aplicados. Dessa forma, a administração deve possuir um alto comprometimento com a missão institucional; caso contrário, poderá haver alta rotatividade do quadro administrativo ao menor sinal de dificuldades financeiras da instituição, o que pode se tornar um obstáculo para o cumprimento da dupla missão.

As Instituições com fins lucrativos que desenvolvem atividades em microfinanças podem tanto incluir os bancos comerciais ou outras instituições financeiras voltadas para a concessão de crédito do modo tradicional, quanto instituições originalmente criadas para atuarem como ONGs e que foram transformadas em instituições financeiras com fins lucrativos. No caso das primeiras, são geralmente criadas subsidiárias ou carteiras especializadas em atividades voltadas para esse tipo de atividade, com a intenção de fazer com que o retorno dos investimentos aplicados nesse tipo de operação seja o mais rentável possível.

Quanto ao caso das ONGs transformadas em instituições com fins lucrativos, seria aconselhável averiguar os motivos que levaram à essa transformação e as intenções dos novos investidores, de forma a identificar a real estrutura administrativa, se está de fato integrada à missão institucional e se atende aos objetivos desses investidores.

Finalmente, uma última forma prevista para as instituições financeiras seriam as

depósitos dos clientes. Com relação a este tipo de instituição, Otero et. al. (op. cit.) alerta que muitos erros costumam ser cometidos e que podem inviabilizar o cumprimento da dupla missão, como falta de alinhamento dos objetivos da administração com os objetivos dos associados, dentre outros.

Outra classificação das IMFs que tem se tornado cada vez mais difundida na literatura sobre microfinanças é aquela que leva em consideração a estrutura de seu passivo. Assim, conforme classificação adotada por Gallardo et. al. (1998), citado em Stachen (1999), há três categorias básicas na qual enquadrar uma IMF, de acordo com a estrutura de seu passivo: A, B e C.

A categoria A compreende todas as instituições que dependem de recursos de terceiros para financiar suas operações. Esses recursos vêm geralmente de doações feitas por organismos multilaterais, órgãos governamentais ou mesmo repasses feitos por linhas de crédito em determinados bancos comerciais. São incluídas nesta categoria as instituições que atuam somente com crédito produtivo, ou seja, as instituições de microcrédito.

A categoria B inclui as instituições que captam recursos exclusivamente de seus membros, como as credit unions e as cooperativas de poupança e crédito.

Finalmente, a categoria C representa as instituições a quem é permitida a captação de recursos via depósitos do público para financiar suas atividades. Incluem-se ainda, nesta categoria, os bancos comerciais que possuem carteiras especializadas em microfinanças.

Essa classificação segundo a estrutura dos passivos tem sido considerada a mais adequada para fins de análise quanto ao modelo de regulação proposto pelas autoridades governamentais, tendo em vista sua relação mais direta com a análise dos riscos a que estão sujeitas as IMFs. Isso porque tem se tornado um consenso a idéia de que a autoridade reguladora deve levar em consideração os riscos a que estão expostas as

IMFs, e que estes devem ser analisados com base nas particularidades do setor, que o tornam diferentes do setor financeiro tradicional (STASCHEN, 1999).