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Büyüyen ve Gelişen Aile Şirketleri (Kardeşler Ortaklığı Aşaması)

C. Aile Şirketlerinin Yapısı ve Gelişimi

2. Büyüyen ve Gelişen Aile Şirketleri (Kardeşler Ortaklığı Aşaması)

Jansson e Wenner (1997) enfatizam que muitos dos instrumentos utilizados para regular as instituições financeiras tradicionais são aplicados às instituições de microfinanças sem que haja uma adequação específica às suas características. Assim, na visão desses autores, os instrumentos de regulação que mais podem influenciar a atividade das IMFs são: (a) controles prudenciais, (b) controles protecionistas e (c) controles estruturais.

(a) Controles prudenciais

Os controles prudenciais têm como objetivo preservar a solidez do sistema financeiro por meio de medidas como adequação do capital a padrões internacionais, estabelecimento de provisão dos créditos e exigências quanto à documentação relativa às operações de crédito contratadas.

Adequação do Capital

Nos países que seguem os preceitos do Acordo de Basiléia, todas as instituições financeiras são obrigadas a ter um capital mínimo adequado ao valor de seus ativos ponderados para que o capital próprio seja suficiente para cobrir eventuais perdas ocorridas em seus ativos. Essa adequação de capital nas instituições financeiras impõe

limites quanto à sua capacidade de alavancagem e tem como objetivo reduzir os riscos a que podem estar expostas.

Essa adequação pode influenciar o setor de microfinanças na medida em que a ponderação de riscos dos ativos, proposta pelo Acordo de Basiléia, pode não ser apropriada às características desse setor, onde os altos custos unitários dos empréstimos e os riscos assumidos pelas instituições devido à ausência de garantias fazem com que as operações sejam classificadas, de um modo geral, como de alto risco.

Em razão disto, as IMFs teriam que adequar seus ativos de modo a limitar sua exposição aos riscos, o que poderia resultar no uso menos eficiente do capital, menor lucratividade, menor capacidade de empréstimos e, enfim, de crescimento.

Estabelecimento de provisões para devedores duvidosos

Por meio da provisão para devedores duvidosos, a instituição reconhece as perdas havidas com os empréstimos vencidos e não pagos que compõem sua carteira. Tendo em vista que a provisão acarreta um custo para a instituição, quanto maior o valor total dos créditos provisionados, pior a situação de sua carteira de empréstimos.

As normas reguladoras poderiam prever medidas específicas quanto ao estabelecimento de provisões para empréstimos voláteis, de valores pequenos, sem garantia real, com prazos curtos de vencimento e renovações constantes, como é o caso dos empréstimos concedidos pelas IMFs. Estas instituições necessitam, por isso, de uma política de provisões para devedores duvidosos mais adequada às características de suas operações.

Documentação

A exigência de documentação que comprove a saúde financeira dos tomadores de empréstimo é considerada, na visão de Jansson e Wenner (op. cit.), um dos elementos mais importantes de controle prudencial por parte das autoridades

reguladoras. Essa documentação no sistema tradicional de concessão de crédito pode envolver, no caso de um empréstimo concedido para fins produtivos, a comprovação de regularidade e idoneidade do negócio, de pagamento de impostos, balanços e demonstrativos financeiros, dentre outros.

Entretanto, no caso das IMFs, esse nível de exigência pode se tornar impraticável, tendo em vista que grande parte da carteira de empréstimos é composta por empréstimos concedidos a microempreendedores que atuam no setor informal, e, por conseguinte, não dispõem de toda essa documentação, nem possuem recursos suficientes para arcar financeiramente com sua atualização.

Sendo assim, exigências quanto a documentações no setor de microfinanças deveriam levar em consideração, por exemplo, a capacidade de pagamento dos tomadores de empréstimo, e não especificidades burocráticas que poderiam dificultar a concessão de empréstimos e aumentar sobremaneira seus custos operacionais.

(b) Controles protecionistas

Lei da Usura

A Lei da Usura é adotada em diversos países como uma medida de proteção aos clientes das instituições financeiras, uma vez que tende a limitar as taxas de juros cobradas nas operações a um determinado percentual. Em virtude desse fato, os empréstimos com maior risco associado e, por conseqüência, maiores custos, não se tornariam atrativos para as IMFs, que não poderiam cobrar juros suficientes para cobrir seus custos.

(c) Controles estruturais

Restrições à entrada

A imposição de restrições quanto à entrada de novas instituições no sistema financeiro tem sido comumente adotada por diversos países. O conjunto de imposições pelas autoridades reguladoras pode incluir tanto requisitos mínimos de capital e formas de atuação das instituições quanto a exigências relativas à idoneidade de seus sócios e administradores, e influenciar o grau de concorrência no mercado.

Particularmente no setor de microfinanças, as barreiras impostas à entrada constituem um papel influente em seu desenvolvimento, pois quanto maiores - especialmente em relação a requisitos de capital mínimo -, maior pode ser a dificuldade a ser enfrentada pelas instituições que desejam atuar no setor. Do contrário, se tais requisitos forem muito baixos, poderá haver um grande número de instituições desejosas de entrar no mercado, trazendo, neste caso, possíveis complicações para a autoridade reguladora.

Outro tipo de restrição à entrada que pode influenciar sobremaneira o setor é o estabelecimento de formas de atuação das instituições e seu modo de organização. Nesse sentido, tem sido crescente o número de países que vêm adotando novas estruturas específicas para possibilitar que as instituições atuem exclusivamente com microcrédito ou microcrofinanças, o que pode incrementar o desenvolvimento desse setor.

Grupos solidários como alternativa à ausência de garantias

Outra conclusão importante quanto à inadequação dos instrumentos de regulação é a de que muitos órgãos reguladores têm pouco conhecimento acerca do funcionamento dos grupos solidários como alternativa à ausência de garantias nas operações de

microfinanças, e de um modo geral, consideram essa alternativa como sendo de pouca eficácia para coibir atrasos nos pagamentos dos empréstimos.

A formação de grupos solidários é importante na medida em que faz parte da metodologia de concessão de crédito de muitas instituições de microfinanças. Essa metodologia leva em conta, ainda, a capacidade de pagamento de cada cliente, e não apenas as garantias reais, baseando suas decisões de provisão dos empréstimos com relação a esse aspecto.

Restrições operacionais

É essencial que as autoridades reguladoras levem também em consideração a limitação, principalmente financeira, dos indivíduos de baixa renda no que diz respeito à locomoção até as instituições para realizar as transações. Sendo assim, as IMFs devem ter a possibilidade de adaptar os métodos de concessão de empréstimos às características econômicas de sua clientela. Para isso, seria preciso que o marco regulatório fosse mais flexível, por exemplo, em termos de horários de funcionamento e métodos alternativos de prestação de serviços financeiros, em caixas eletrônicos e outros.