TARĠH ÖĞRETĠMĠNDE YAZMA BECERĠSĠNĠN KULLANIM
III. Sonuç: Sonuç kısmında çözümlemenin bulguları üzerine yorum yapılır, ana noktalar özetlenir ve bazen yazarın bulgulara dayalı olarak vardığı hükümler üstü
3.6.2. Hikâye Edici Anlatım (Narrative Writing)
A Convenção n. 148 foi publicada pela OIT em 1977, sendo aprovada pelo Brasil apenas em 1981, através do Decreto Legislativo n. 56/81 e ratificada em 14 de janeiro de 1982. Sua promulgação no Brasil ocorreu por meio do Decreto n. 93.413/86.
A referida Convenção versa sobre a proteção dos trabalhadores contra os riscos devidos à contaminação do ar, ao ruído e às vibrações no local de trabalho.
Para garantir a proteção pretendida, a Convenção determina a formulação e aplicação de medidas técnicas eficazes que devem ser elaboradas e propostas pela autoridade competente, com apoio efetivo de representantes dos empregados e dos empregadores (art. 5) (OIT, 1977).
Cumpre destacar que a participação dos trabalhadores ou de seus representantes é de suma importância, tendo em vista serem as pessoas mais atingidas diretamente no processo produtivo.
Assim, nesse contexto, a Convenção esclarece que, apesar da atuação conjunta, as responsabilidades de cada interveniente são distintas, de forma que cabe ao empregador a aplicação das medidas e aos empregados a observância efetiva das normas de segurança (art. 7).
Na medida em que o empregador assume sua responsabilidade pela aplicação de medidas técnicas que visam a proteção dos trabalhadores quanto aos riscos laborais em questão, tem-se a efetivação do princípio da indisponibilidade da saúde do trabalhador, pois, incumbindo-se os empregadores de suas responsabilidades, garantem a saúde dos trabalhadores, direito indisponível, conforme ideologia principiológica trabalhada no capítulo 1 deste estudo.
Cabe à autoridade competente, responsável pela aplicação e formulação das medidas técnicas, com atuação conjunta, conforme pontuado, estabelecer os critérios que permitam definir os riscos de exposição à contaminação do ar, ao ruído e às vibrações no local de trabalho, e, quando cabível, fixar com base em tais critérios os limites de tolerância às exposições aos riscos laborais presentes no meio ambiente de trabalho (art. 8).
Sendo assim, não haverá no ambiente de trabalho ações de improviso, pois, analisando-se bem as condições de trabalho, definindo-se os riscos laborais e os limites de tolerância às exposições aos mesmos, buscando-se a implementação de medidas preventivas e o uso dos equipamentos de proteção individual quando necessário; as organizações estarão adotando ações bem planejadas a fim de eliminar os improvisos no meio ambiente de trabalho.
A fixação dos limites de tolerância devem levar em consideração, também, exposições simultâneas a vários fatores nocivos no local de trabalho, em razão da potencialização dos malefícios (art. 8.3). Tal preceito, além de estar previsto na
Convenção n. 148, também foi contemplado na Convenção n. 155 da OIT, que será analisada na sequência, o que revela a importância da referida análise.
Cumpre ressaltar que, infelizmente, as Normas Regulamentadoras do MTE não apresentam a fixação dos limites de tolerância levando em consideração a exposição a vários fatores nocivos, pois estes estão fixados separadamente, o que representa um risco efetivo para os trabalhadores. Aqui, mais uma vez, frisa-se a necessidade de revisão das referidas normas, conforme explanado no tópico sobre o processo evolutivo do direito à saúde e segurança no trabalho.
A necessidade de revisão periódica dos critérios e dos limites de exposição é imperiosa e deve ser respeitada por força da diretriz prevista no art. 8.3 da Convenção em análise.
Cumpre destacar que a Convenção n. 148 garantiu aos representantes dos empregados e empregadores a possibilidade de acompanhar a fiscalização realizada pelos agentes de inspeção sobre segurança e saúde do trabalho (art. 5.4). Em razão da concessão definida pela Convenção sobre a possibilidade de participação dos representantes dos empregados nas fiscalizações, surgiram várias discussões por parte dos empregadores, que não aceitaram de forma pacífica essa participação, o que levou o STJ a se pronunciar sobre o assunto em decisão proferida no ano de 2004, pacificando a questão:
Trabalhista. Convenção 148 da OIT. Decreto n. 93.413/1986. CLT, art. 513, ‘a’. Dirigentes sindicais.
1. A representação dos trabalhadores nas inspeções de controle das medidas de proteção à saúde e à higiene dos locais de trabalho, previstas na Convenção n. 148 da Organização Internacional do Trabalho – OIT, promulgada pelo Decreto n. 93.413/1986 é prerrogativa dos dirigentes sindicais da respectiva categoria profissional, nos termos do art. 513, “a”, da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.
2. Recurso improvido. (SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, 2004)
Conforme o princípio do risco mínimo regressivo, os riscos laborais devem ser prioritariamente eliminados; não sendo possível tecnicamente fazê-lo, cabe ao empregador proporcionar e conservar em bom estado os equipamentos de proteção individual apropriados aos trabalhadores (arts. 9 e 10), embora estes apenas amenizem a exposição dos trabalhadores aos agentes nocivos.
Dessa forma, pode-se constatar o estabelecimento de uma escala hierárquica entre as medidas a serem adotadas para a eliminação dos riscos. Essa escala
hierárquica pode ser percebida como critério também na Convenção n. 167, em seu art. 30, que será melhor analisado na sequência.
Por fim, cumpre destacar mais um marco importante da Convenção n. 148, que em seu art. 13 apresentou a diretriz do princípio da instrução do trabalhador, que deve ser devidamente informado e instruído acerca dos riscos a que está exposto, bem como as medidas adequadas que deve seguir para se proteger dos mesmos, e, ainda, os meios disponíveis para se prevenir e limitar tais riscos.
A necessidade de garantir o acesso às informações, instruções e treinamentos sobre as normas de saúde e segurança no trabalho aos trabalhadores constitui um preceito de tamanha relevância que foram apresentadas como diretrizes nas Convenções n. 148, 155 e 161.
Sendo certo que vivemos em uma sociedade em que as evoluções tecnológicas e as mudanças no ambiente de trabalho são reais e necessárias, frisa- se a importância de garantir acesso à instrução e informação continuadas dos trabalhadores.