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Beşinci Tartışma ve Eleştirel Realizm

2.3. Uluslararası İlişkiler Disiplininde “Büyük Tartışmalar” ve Realizm

2.3.5. Beşinci Tartışma ve Eleştirel Realizm

Concluído o procedimento licitatório, cujo produto é a Ata de Registro de Preços, a administração deste documento compete ao órgão gerenciador, assim como a renegociação dos preços registrados, quando pertinente, e a aplicação de penalidades. O prazo de vigência da ata, computando eventuais prorrogações – a lei não estabelece limites –, não poderá ser superior a um ano27. Se durante este prazo

os preços registrados tornarem-se expressivamente distintos daqueles praticados no mercado, a legislação permite a negociação dos valores.

Figura 32 – Negociação de valores – Sistema de Registro de Preços Fonte: Decreto nº 3.931/2001

Durante a vigência da Ata, ela poderá ser utilizada por qualquer órgão da Administração, mesmo que não tenha integrado o processo como órgão participante, contanto que demonstre a vantagem em sua utilização e mediante consulta prévia ao órgão gerenciador, para que este indique os possíveis fornecedores e os preços a serem praticados. Ao fornecedor beneficiário da Ata de Registro de Preços cabe a decisão em atender ou não à nova demanda. Estas aquisições adicionais não

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O prazo dos contratos não fica adstrito à validade da ata, seguindo as regras comuns contidas na Lei nº 8.666/1993. PREÇO DE MERCADO PREÇO REGISTRADO PREÇO DE MERCADO PREÇO REGISTRADO

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O órgão gerenciador deverá,ex officio: 1. Convocar o fornecedor para negociar redução nos preços registrados;

2. Não havendo acordo, o fornecedor fica liberado do seu compromisso;

3. São convocados os demais fornecedores visando a mesma negociação.

O órgão gerenciador deverá, mediante requerimento do fornecedor, devidamente comprovado:

1. liberar o fornecedor do compromisso assumido, sem aplicação da penalidade, confirmando a veracidade dos motivos e

comprovantes apresentados, e se a

comunicação ocorrer antes do pedido de fornecimento;

2. convocar os demais fornecedores visando igual oportunidade de negociação.

Em ambos os casos, não havendo acordo com nenhum dos fornecedores o órgão gerenciador deverá revogar a Ata de Registro de Preços.

podem ser superiores, por organização solicitante, aos quantitativos totais registrados na Ata.

Faz-se necessário mencionar, por fim, que, não obstante a natureza vinculativa da Ata, ela não torna obrigatória para a Administração as aquisições e contratações dos itens nela consignados, que poderá inclusive realizar nova licitação específica para aquisição ou contratação pretendida, desde que concedendo direito de preferência ao fornecedor com o preço registrado se obtidos valores idênticos aos da ata.

5.2 Pregão presencial

A modalidade pregão foi introduzida no ordenamento jurídico brasileiro em 04 de maio de 2000, por meio da Medida Provisória nº 2026, por diversas vezes reeditada e modificada, até sua conversão na Lei nº 10.520, em 17 de julho de 2002, cujo texto ainda permanece inalterado. A seguir, apresenta-se o histórico da legislação reguladora do Pregão, no Brasil:

A) Medida Provisória nº 2026, de 04 de maio de 2000: instituiu a modalidade pregão no âmbito da União, para aquisição de bens e serviços comuns. Embora dispusesse sobre a definição de bens e serviços comuns, estabelecia que tais itens seriam objeto de regulamento. Permitiu a possibilidade de realização do pregão por meio de recursos de tecnologia da informação, o pregão eletrônico.

B) Medida Provisória nº 2026-1, de 01 de junho de 2000; Medida Provisória nº 2026-2, de 29 de junho de 2000; Medida Provisória nº 2026-3, de 28 de julho de 2000; Medida Provisória nº 2026-4, de 28 de agosto de 2000; Medida Provisória nº 2026-5, de 27 de setembro de 2000; Medida Provisória nº 2026-6, de 26 de outubro

de 2000; Medida Provisória nº 2026-7, de 23 de novembro de 2000; e Medida Provisória nº 2026-8, de 21 de dezembro de 2000: reedição das normas anteriores.

C) Medida Provisória nº 2108-9, de 27 de dezembro de 2000: passou a dispor de matéria além da disciplina procedimental do pregão. Manteve o texto restritivo da Medida Provisória nº 2026 no sentido de regulamentar os bens e serviços comuns. Em seu texto foram introduzidos disposições sobre a equipe de apoio ao pregoeiro e ao exercício da função de pregoeiro no âmbito do Ministério da Defesa. Modificou a forma de divulgação da licitação: manteve a publicação obrigatória no Diário Oficial e a divulgação facultativa por meio eletrônico; a divulgação por meio de jornais de grande circulação, todavia, tornou-se facultativa e vinculada ao vulto da licitação, fórmula mantida nas normas posteriores. Outrossim, o edital e o aviso, que no texto da Medida Provisória nº 2026/2000, bastavam estar disponíveis aos interessados, a partir desta norma passou a ter sua divulgação obrigatória conforme a Lei nº 9.755/1998. A partir da sua promulgação, permitiu-se ao pregoeiro negociar o preço nas hipóteses expressamente previstas.

D) Medida Provisória nº 2108-10, de 26 de janeiro de 2001; Medida Provisória nº 2108-11, de 23 de fevereiro de 2001; Medida Provisória nº 2108-12, de 27 de março de 2001; Medida Provisória nº 2108-13, de 26 de abril de 2001; Medida Provisória nº 2108-14, de 24 de maio de 2001; e Medida Provisória nº 2108-15, de 21 de junho de 2001: reedição das normas anteriores.

E) Medida Provisória nº 2.182-16, de 28 de junho de 2001; Medida Provisória nº 2182-17, de 26 de julho de 2001; e Medida Provisória nº 2182-18, de 23 de agosto de 2001: até estas normas, o pregão era aplicável somente no âmbito da União.

F) Lei nº 10.520, de 17 de julho de 2002: ampliou a aplicabilidade do pregão aos Estados, Distrito Federal e Municípios. Seu texto não vinculou a inteligibilidade acerca do termo “bens e serviços comuns” a regulamentações ou enumerações, adotando apenas a definição abrangente repetida em todas as normas que a antecederam; todavia, permanece válida a regulamentação do Decreto nº 3.555, de 08 de agosto de 2000, que, à época de sua edição, regulamentava a Medida Provisória nº 2.026-3, de 28 de julho de 2000. Permitiu a possibilidade de realização do pregão por meio de recursos de tecnologia da informação, o pregão eletrônico. Todas as Medidas Provisórias que a antecederam continham um dispositivo com a definição e a aplicabilidade do pregão:

Art. 2º Pregão é a modalidade de licitação para aquisição de bens e serviços comuns, promovida exclusivamente no âmbito da União, qualquer que seja o valor estimado da contratação, em que a disputa pelo fornecimento é feita por meio de propostas e lances em sessão pública.

Curiosamente, o texto da Lei nº 10.520/2002 aprovado pelo Congresso impedia, inexplicavelmente, o uso da nova modalidade para contratação de serviço de transporte de valores e de segurança privada e bancária. Vetado o artigo pela restrição descabida, todo dispositivo foi perdido.

Art. 2º Pregão é a modalidade de licitação para aquisição de bens e serviços comuns pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, conforme disposto em regulamento, qualquer que seja o valor estimado da contratação, na qual a disputa pelo fornecimento é feita por meio de propostas e lances em sessão pública, vedada sua utilização na contratação de serviços de transporte de valores e de segurança

privada e bancária.

Importante inovação da Lei em relação às normas precedentes foi a extensão, também ao pregão, do Sistema de Registro de Preços.

A modalidade pregão destina-se à aquisição de bens e serviços comuns, na definição legal, aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser definidos objetivamente por meio de especificações usuais do mercado, não havendo, como nas modalidades do sistema clássico, limites para o valor do objeto.

A Lei nº 10.520/2000 contém dispositivo que impõe a prioridade do uso desta modalidade para a aquisição de bens e serviços comuns; todavia, o Decreto nº 5.450/2005 tornou obrigatória a utilização do pregão para tais aquisições, estabelecendo prioridade para a forma eletrônica, admitindo o pregão presencial apenas em hipóteses excepcionais de inviabilidade justificadas pela autoridade competente. Neste mesmo sentido, o Decreto nº 5.504/2005 tornou obrigatória a modalidade pregão para entes públicos ou privados, nas contratações de bens e serviços comuns, realizadas em decorrência de transferências voluntárias de recursos públicos da União, decorrentes de convênios ou instrumentos congêneres, ou consórcios públicos, devendo ser procedido, prioritariamente, sob a forma eletrônica.

O Decreto nº 3.555/2000 traz, em seu anexo II, com a redação modificada pelos Decretos nº 3.693/2000 e nº 3.784/2001, um rol de categorias de bens e serviços considerados comuns, e, portanto, cujas aquisições e contratações são possíveis por meio de pregão:

BENS COMUNS