ROLE OF THE WOMEN AND ASHIKS LIVING IN TURKISH MIGRANT SOCETIES IN WESTERN EUROPE IN TERMS OF CULTURAL TRANSMISSION
2. Batı Avrupa Türk Âşıklık Geleneği ve Kültür Aktarımı
A empresa nasceu em 4 de janeiro de 1875. Naquele dia, saía de uma máquina Aluazet plana o primeiro número do jornal A Província de São Paulo. Seu lema:
“informar com liberdade e justiça”.
Depois de três anos em circulação, A Província ganhou um jornaleiro pioneiro, Bernard Grégoire, que saía a cavalo pelas ruas de São Paulo anunciando o jornal com o som rouco de uma buzina de chifre. Bernard Grégoire ficou imortalizado na criação do selo ex-libris, que é a marca da empresa até hoje.
Na história centenária do jornal há datas importantíssimas. A primeira delas foi a alteração do nome do jornal, o que aconteceu em 1889 com a proclamação da República. 14 anos depois de sua fundação, desaparecia A Província de São Paulo e surgia O Estado de S. Paulo, um nome mais adequado, pois retratava melhor a dinâmica realidade do país. A tiragem tímida do primeiro número - apenas 2.000 exemplares diários - cresceu rapidamente, chegando aos 30.000 em 1910. Hoje, passados mais de 100 anos, entre assinantes e compradores em bancas diariamente em todo país e no exterior, sua tiragem ultrapassa os 700.000 exemplares nos dias mais fortes.
É importante destacar que, ao longo de sua história, a empresa se confunde com o jornal e vice-versa. Quando se fala em O Estado de São Paulo ou, conforme se popularizou, O Estadão, em geral a referência diz respeito indistintamente a ambos, empresa e jornal. Até a poucas décadas atrás, isto era muito comum naquele ramo de negócio porque, em geral, cada empresa tinha apenas um único produto.
Em 1952, instalado em sua sede na rua Major Quedinho, centro da cidade, o jornal já era considerado um dos veículos informativos mais importantes e respeitado do mundo. Seus ideais e valores implícitos eram expressos por frases como “a
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comentários serenos mas contundentes”, além do já mencionado lema “informar com liberdade e justiça”. Os colunistas, o maquinário, a distribuição, tudo era
voltado ao benefício do leitor, para que este, a partir de notícias verdadeiras, bem apuradas e bem escritas, pudesse formar sua própria opinião.
Em meados da década de 70, a direção da empresa estava empenhada na instalação do atual complexo industrial na zona norte da cidade, na Marginal do Rio Tietê. Esta planta opera desde 1976. De lá para cá, as transformações foram mais rápidas. O marco mais importante da década de 80 foi a entrada dos computadores no setor de produção dos jornais, a chamada “informatização da produção”. Poucos anos depois, já nos anos 90, era a vez das redações: as máquinas de escrever foram abandonadas e os jornalistas passavam a trabalhar em terminais de computador. Em 1991, quando o Estadão começou a sair em cores, entrava em operação a impressora Headliner, máquina computadorizada que garante a qualidade de impressão necessária à rapidez na produção dos jornais. Seis anos mais tarde, começo de 1997, começava a funcionar outra máquina, a Newsliner, topo de linha da época. O último dos grandes cadernos do Estadão a ganhar cores foi o Economia
& Negócios.
Conforme já mencionado, a S. A O Estado de São Paulo publica dois jornais:
• O Estado de São Paulo, com um enfoque de grande jornal em âmbito nacional,
tendo boa penetração no interior de São Paulo e em outros Estados;
• Jornal da Tarde (que, ao contrário do que o nome sugere, é também um
matutino), cuja proposta é de uma leitura mais leve, de circulação fortemente concentrada na região metropolitana de São Paulo e vendas predominantemente avulsas.
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Uma boa medida do que significava a empresa ao final dos anos 90 pode ser dada pelo seu consumo mensal de papel-imprensa (cerca de 10 mil toneladas) e de tinta (100 toneladas de tinta preta e 30 toneladas nas cores amarelo, magenta e ciano). Em termos de circulação, a situação era a mostrada abaixo:
Tiragem em dias normais Tiragem no pico
O Estado 380.000 700.000 (domingo)
Jornal da Tarde 100.000 200.000 (4ª e domingo)
A máquina Aluazet plana, que imprimiu A Província durante tanto tempo, está até hoje na empresa, no Salão de Consultas, para ajudar a contar a história do jornal.
2.1. Visão e missão
Do ponto de vista estratégico, a empresa tem sua declaração de visão explicitada de uma forma que não se restringe ao setor jornalístico:
Ser um grupo empresarial rentável nos setores de informação e de comunicação, nos segmentos de jornalismo, de serviços de informação, divulgação de publicidade, entretenimento e serviços gráficos. Divulgar e defender os princípios da democracia e da livre iniciativa.
Especificamente no caso da área jornalística, a declaração de missão está alinhada à visão da empresa:
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Editar um veículo de comunicação e informação defensor da democracia, da livre iniciativa, idôneo, moderno e comprometido com seu permanente aprimoramento. Ser inovador, oferecendo produtos e serviços de qualidade a seus leitores e anunciantes, promovendo o desenvolvimento dos seus recursos humanos e garantindo rentabilidade aos seus acionistas. Buscar constantemente o jornalismo diferenciado e investigativo, difusor de idéias pluralistas e que análise e interprete fatos isentamente e esteja sempre voltado para os interesses do cidadão.
2.2. Estratégia e política de gestão
A empresa tem feito um permanente esforço no sentido de identificar oportunidades e possíveis pontos de estrangulamento, pois isto é fundamental para orientar as decisões, especialmente as de investimento. A análise atual identifica diversos fatores como responsáveis pelo crescimento do negócio, dentre os quais os mais relevantes são:
• O baixo poder aquisitivo da população brasileira, que torna premente a
necessidade de esforços que levem a uma redução no preço de venda do jornal;
• Existe intensa competição dos meios de comunicação, não somente dos jornais e
periódicos entre si, mas também destes com rádio e televisão. Reconhecer esta concorrência ampliada é fundamental no momento de delinear as ações ligadas a mercado e produto;
• Necessidade de absorção da capacidade instalada de produção;
• Busca por vantagem competitiva no mercado de edição e impressão de jornais,
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Como conseqüência deste mapeamento, a política de gestão utilizada pela empresa tem implementado diversas ações nas áreas de editoração e produção gráfica:
• investimento na aquisição de equipamentos, objetivando o aumento de
confiabilidade e atualização tecnológica;
• elevação da produtividade no processo de editoração;
• aperfeiçoamento dos processos de armazenagem, manuseio e transporte de papel.
Outro ponto que merece ser mencionado é o estilo participativo que vem sendo adotado. A cada quinta-feira há uma reunião de produção para acompanhamento de projetos e atividades, com apresentação de key reports e discussão do relatório trimestral.
Dentre as medidas que vêm sendo adotadas nesta linha, destaca-se o processo de gestão chamado “Performance Muy”, segundo o qual se formam equipes com supervisores, com “contratos” de trabalho estipulando produto final, prazo, qualidade etc. Atualmente são 40 contratos, cada um deles contratos com
housekeeping, isto é, acompanhamento contínuo. As equipes recebem pontos pelo
desempenho, mas deve-se destacar que não se estimula competição entre equipes, pois isto poderia ter efeitos predadores. Busca-se a melhoria contínua, através do estabelecimento de critérios objetivos. Por exemplo, no que se refere a segurança no trabalho, caso ocorra algum acidente, a equipe perde 25% dos pontos no mês. Esta abordagem vem tendo excelentes resultados, especialmente com a equipe de manutenção.
Há que se destacar também a conscientização relativa ao uso de recursos. Existe uma cultura de combate ao desperdícios que, por exemplo, faz com que O Estado seja um dos jornais com os melhores índices de aproveitamento de notícias, fotos, etc.
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