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BİRİNCİ BÖLÜM TEMEL KAVRAMLAR

1.1.2.2. Askerî Darbe

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No âmbito desta análise/avaliação constituiu intenção adicional identificar quais os destinatários/beneficiários em concreto subjacentes às várias propostas de acção, enquadradas nos diferentes tipos de objectivos perfilhados em cada plano de acção local. Como estratégia de uniformização da informação recolhida e analisada optou-se por registar os dados respeitantes a este indicador segundo uma tipologia composta por cinco categorias: população em geral, empresas de

hotelaria e restauração, empresas de actividades tradicionais, visitantes/turistas e outros148. A opção em separar as empresas de hotelaria e restauração das empresas de actividades tradicionais, prendeu- se essencialmente com o objectivo de identificar, de forma necessariamente genérica, qual dos tipos de investimento na economia local ganhariam maior visibilidade com a implementação dos vários planos de acção local.

Cruzando a um lado os vários objectivos (gerais e específicos) e a outro a tipologia de destinatários/beneficiários acima descrita, em cada plano de acção, foi possível obter um quadro global, onde ressalta, numa primeira leitura, a preponderância de dois tipos de destinatários, com uma presença muito significativa na generalidade dos planos de acção. Com efeito, são os

visitantes/turistas e a população em geral os principais beneficiários da esmagadora maioria das

acções previstas no âmbito dos objectivos a atingir com cada plano de acção. Os visitantes/turistas constituem, aliás, o destinatário com maior visibilidade em todos os planos de acção local. Este dado permite corroborar leituras anteriores a propósito de outros indicadores, como por exemplo a dimensão turismo como um dos domínios de incidência preferenciais, no conjunto das propostas de acção preconizadas na generalidade dos planos. Assim, tanto por via dos domínios de incidência atrás analisados, como através do tipo de destinatários mais preponderantes, torna-se mais objectiva a presença de um perfil estratégico inerente à esmagadora maioria dos planos de acção: um perfil de intervenção muito focalizado para dar resposta a intuitos de carácter essencialmente de natureza externa, de promoção turística, captando, preferencialmente os visitantes e os turistas enquanto potenciais beneficiários.

Muito embora o peso dos visitantes/turistas constitua um dos destinatários com maior visibilidade, quer na estrutura interna de cada plano, quer na globalidade dos mesmos, não deixa de ser importante o facto da população em geral ocupar um lugar também de destaque de entre os vários beneficiários recenseados nos planos. Efectivamente, reconhece-se à generalidade dos planos de acção local uma preocupação - nuns casos com maior preponderância comparativamente a outros – em definir objectivos e em propor acções dirigidas à população residente, umas vezes assumindo-a como beneficiária directa dos efeitos esperados com a execução de determinadas iniciativas, outras vezes como beneficiária indirecta de projectos e intervenções que visam atingir igualmente outros destinatários. Qualquer das formas, e em última análise, poder-se-á sempre assumir que a população autóctone constitui sempre um beneficiário das acções que têm como palco de execução os seus espaços e os seus territórios.

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- À semelhança dos capítulos anteriores, referentes a outros indicadores, estas categorias não são utilizadas de modo apriorístico, mas, pelo contrário, adquirem fundamento na sequência de leituras iniciais e transversais aos próprios planos de acção local, com o objectivo de identificar precisamente os destinatários mais usuais e comuns, inerentes às diversas iniciativas, acções e projectos reunidos nos respectivos capítulos das propostas.

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Porém, é possível descortinar no conjunto dos vários planos analisados alguns onde se denota uma preocupação mais preponderante e dirigida para a melhoria das condições de vida locais, visando colmatar algumas das necessidades da população. Neste sentido, destacam-se num primeiro patamar, a avaliar pelo número de objectivos que se propõem atingir e pelas acções a executar que tomam em linha de conta a população local, como um dos principais destinatários, os planos de acção local de Amieira do Tejo, Belver e Castelo de Vide; e num segundo patamar os planos de Alcáçovas, Alter Pedroso, Alvito, Avis, Cabeço de Vide149, Évoramonte, Flor da Rosa, Marvão, Monsaraz, Santo Aleixo da Restauração e Terena.

OBJECTIVOS População em geral Empresas de hotelaria e restauração BENEFICIÁRIOS Empresas de actividades tradicionais Visitantes / Turistas Outros - Promover a participação e a cidadania

- Manter e atrair população e turistas

- Qualificar a oferta territorial - Investigadores,

- Estudantes - Qualificar a imagem de Cabeço de Vide - Dinamizar o processo de desenvolvimento do Norte Alentejano - Dirigentes associativos, - empresários em nome individual - Aumentar a capacidade competitiva do Norte Alentejano

- Desempregados

Fig. 17 – PAL de Cabeço de Vide: mapa 2.4 –

Matriz Objectivos (Gerais e Específicos) x Beneficiários / Destinatários

Com menor visibilidade surgem as propostas de acção dirigidas a dois outros tipos de destinatários: as empresas ligadas ao ramo da hotelaria e restauração de um lado e as empresas relacionadas com actividades tradicionais, do outro. Tanto umas como outras assumem um carácter secundário no conjunto dos beneficiários em todos os planos de acção local. Todavia, é possível assinalar a referência, na generalidade dos mesmos, a objectivos e a projectos com incidência directa na criação e melhoria de unidades produtivas nos sectores de hotelaria e restauração, chegando essas referências a destacarem-se comparativamente às intenções de investimento no sector das actividades tradicionais, envolvendo tanto a produção de produtos artesanais, como a sua comercialização.

Ao passo que a primeira hipótese aparece referenciada em dezoito planos de acção local, a segunda apenas é mencionada em treze planos, acentuando assim uma preferência maior para a concretização de projectos na linha da criação de estruturas e/ou na melhoria das existentes nos ramos da hotelaria e da restauração, quer como resposta às necessidades diagnosticadas na maioria das localidades a que se reportam os planos de acção, quer como forma de potenciar recursos locais – por exemplo ligados à gastronomia no caso da restauração – numa óptica de rentabilização de oportunidades de negócio a curto prazo e perspectivando um cenário de acréscimo de visitantes/turistas. Com efeito, os dados

copilados sugerem assim uma maior predisposição para apostar mais em actividades com incidência nos domínios da hotelaria e restauração, comparativamente aos investimentos no ramo das actividades artesanais, quer se tratem de empresas dedicadas, por exemplo, à recuperação dessas actividades, quer à comercialização dos seus produtos.

Da totalidade de planos de acção local acima referidos, aqueles que conferem uma importância mais significativa a este tipo de destinatários são, para o caso das empresas de hotelaria e restauração: Alcáçovas, Alvito, Amieira do Tejo, Barrancos, Cabeço de Vide, Marvão e Mértola; para o caso das empresas ligadas ao ramo das actividades tradicionais, (produção e/ou comercialização), destacam-se os planos de Alcáçovas, Alvito, Barrancos, Belver, Cabeço de Vide, Castelo de Vide, Flor da Rosa, Mértola e Terena.

A finalizar a análise/avaliação deste indicador importa fazer também uma referência à identificação de outros destinatários/beneficiários, mencionados em dez planos de acção. Na sua generalidade, estes outros destinatários recobrem determinados segmentos de públicos-alvo a conquistar como sejam os casos de “visitantes espanhóis” (Alegrete e em Marvão); investigadores e estudantes para a realização de estudos e trabalhos de pesquisa de âmbito escolar/académico (Alter Pedroso, Barrancos, Cabeço de Vide e Monsaraz); concelhos e localidades vizinhas (Alter Pedroso); empresas ligadas a outras actividades económicas (Belver e Evoramonte); dirigentes associativos, empresários em nome individual e desempregados (Cabeço de Vide); e finalmente construtores civis e proprietários de imóveis não residentes na localidade (Castelo de Vide). Nestas duas últimas localidades, mais particularmente em Castelo de Vide, os destinatários referidos enquadram-se num conjunto de acções de formação e de sensibilização, tendo em conta as necessidades e os problemas diagnosticados localmente, bem como as possibilidades de actuação no âmbito da execução de algumas obras e intervenções nos espaços abrangidos pelo plano.